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Yeni patronun kullanımında sarım yoğunluğunun boyamaya etkisinin

4.1 Sarım Yoğunluğunun Boyamaya Etkisi

4.1.2 Yeni patronun kullanımında sarım yoğunluğunun boyamaya etkisinin

Na escola estudada, as fronteiras que possuíam maior permeabilidade entre os sexos eram aquelas do grupo dos meninos menores (Paulo, Pedro, Julio e Marcos de 7 a 10 anos), como entre algumas meninas mais novas, neste caso apenas duas (Sissi e Yvana de 6 e 8 anos). Por vezes as meninas compunham um grupo maior, do qual participavam quase todas. Quando elas se ajuntavam desta forma, colocavam-se de forma fechada por vezes até mesmo perante a mim ou aos educadores e educadoras.

Elas circulavam pela escola, com suas brincadeiras, utilizando raramente objetos ou materiais escolares. Observei que havia comumente alguma intriga entre elas, especialmente entre as mais velhas (9-12 anos) e que elas se deslocam quando percebiam que havia algum adulto por perto. A Jaque, uma das meninas mais velha (12 anos), comandava esses deslocamentos e sugeria uma realocação quando percebia a presença de adultos, sabendo que seria seguida pelas demais meninas. Existiam alguns subgrupos entre elas, composto pelas meninas mais novas e mais velhas, sendo que aquelas se aproximavam destas conforme a aceitação da aproximação.

As meninas aceitavam a participação dos meninos durante as atividades livres quando estes se aproximavam. Esta percepção a cerca da formação de grupos entre as crianças foi analisada por Cruz (2012), que relata seu estudo de gênero e culturas infantis analisados em uma escola da cidade de São Paulo na qual ela observou a formação de clubinhos como modo das crianças gerirem suas relações, que por vezes funcionavam como agregadores outras como segregadores. A autora optou por observar o momento de recreio devido à menor intervenção dos adultos e percebeu nos clubinhos

82 a possibilidade de protagonismo da criança que regulamentava a aproximação ou distanciamento entre os sexos, ocorrendo duas situações:

quando as crianças queriam brincar de modo misto, as crianças rompiam a divisão entre os sexos e relativizavam as fronteiras de gênero, podendo brincar de atividades masculinas, neutras, e mais raramente, femininas. Se o objetivo era a separação entre os sexos, o clubinho de mesmo sexo cerrava suas portas para que, no interior dele, as meninas pudessem exercer suas feminilidades e os meninos, suas masculinidades. A forma de organização dos clubinhos mistos ou de mesmo sexo era a alternativa construída pelas crianças a fim de evitar conflitos, fonte de angústia e insatisfação para muitas delas, em um processo de autorregulamentação para gestão de seus próprios interesses. (CRUZ, 2012, pág. 76)

Os meninos aqui estudados, tanto os mais novos como os mais velhos, falavam pouco comigo, interagiam muito entre si, com suas conversas próprias sobre os jogos de videogame ou algo ocorrido dentro da escola. Paulo, Marcos e Claudio (7 a 10 anos) eram os únicos que conversavam e brincavam comigo. Os meninos também se separavam em subgrupos, com uma frequência maior que as meninas, e os mais novos também apresentavam maior abertura na aproximação com os adultos e com as meninas.

Apesar da minha demonstração de interesse pelos jogos que eles animadamente jogavam os meninos mais velhos nunca me convidavam para jogar com eles. Nas poucas vezes que falaram comigo, foram diálogos rápidos e informativos, quando eu perguntava sobre alguma rotina ou horário de estudo da escola para tentar uma aproximação. Apenas Ricardo (13 anos), o menino do grupo dos mais velhos que tinha entrado em junho na escola, participou uma vez da brincadeira que sugeri no pátio, junto às meninas, chamada de barra manteiga. Mas as meninas, principalmente Yvana, uma das mais caladas e tímidas, e Jaque, por vezes ficavam próximas a eles quando estavam jogando e interagiam por meio de conversas sobre o jogo.

Quando brincavam na árvore do pátio, escalando-a, também ocorriam momentos de interação dos meninos com as meninas em geral. Porém, eu percebia que entre eles e as meninas mais velhas havia uma espécie de competição, que ficava aparente no momento de escalada da árvore, quando um queria subir mais alto que o outro. As meninas não demonstravam receio em atingir níveis mais elevados e topavam a

83 brincadeira também subindo o mais alto que conseguiam. Talvez possa afirmar que durante os tempos livres, as atividades mistas estavam organizadas de forma competitiva entre meninos e meninas, o que parece impulsionar uma atuação mais engajada do que nos demais momentos, quando as brincadeiras eram pacíficas.

Prado (2009), contrapondo-se a determinadas concepções de infância com divisões etapistas e seriadas, ou pressupostos que dizem que crianças maiores e menores não sabem brincar juntas, ou que as crianças maiores machucam as mais novas, conta sobre a transgressão etária que as crianças de uma creche realizavam. As crianças interagiam umas com as outras e suas experimentações criavam novas disputas, alianças, descobertas que aquela pesquisa revelou e que se intensificavam e diversificavam no interior do contexto estudado.

Da mesma forma, a escola democrática privada investigada por mim, além de proporcionar esta interação, motivava as trocas de experiências tanto nos momentos livres como nos grupos de estudo, com grupos de alunos e alunas de variadas idades. Observei que além de proporcionar uma relação enriquecedora, as crianças mais novas admiravam as mais velhas, e muitas vezes, aprendiam mais entre si que com os adultos e educadores(as).

Durante os grupos de estudo, as crianças mais novas procuravam a ajuda das crianças mais velhas para tirarem suas dúvidas. Apenas Yvana e Paulo procuraram meu auxílio em alguns momentos. Jaque e Luzia também aceitaram minha colaboração durante uma atividade educativa, mas notei que minha presença transitava entre a de uma colega e a de uma educadora quando elas conversavam comigo sobre assuntos pessoais, e quando me pediam para ajuda-las a traçar com a régua as linhas que precisavam desenhar em alguma atividade.

Benzer Belgeler