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Yeni Ekspresyonizm ve Beden İmges

Kısaltmalar Listes

3. EKSPRESYONİZM VE YENİ EKSPRESYONİZM

3.2. Yeni Ekspresyonizm ve Beden İmges

O papel da experiência que possui um significado formador deve ser percebido através da aprendizagem, pois, as experiências significativas para o processo de formação do docente, trouxeram aprendizagens que construíram representações de sua própria identidade. Assim, “essa experiência simboliza atitudes, comportamentos, pensamentos, saber-fazer, sentimentos que caracterizam uma subjetividade e identidades” (Josso, 2004, p. 48).

Com relação ao papel da experiência na sua formação, na constituição dos seus saberes, Márcia recorda sobre o início na docência, em que relata que foi muito difícil. No início, dava aulas para o primeiro ano e precisou pedir muita ajuda, porque não tinha experiência como docente, porque embora o curso de magistério fosse uma formação específica para a área, Márcia argumenta que quando o professor começa mesmo a trabalhar, é bem diferente.

Para a professora, o começar na profissão e o estudar sobre a profissão são coisas diferentes. Por isso, o ato de iniciar na profissão, assumir uma sala de aula, traz

experiências novas, e proporcionam ciclos de erro e acerto até que se incorpore determinadas práticas que formam a base de como o professor se comporta, suas características, seu modo de fazer, de ensinar.

A professora compara o início da docência com a prática atual e considera que a experiência ensina a lidar com situações inesperadas e que a permite atuar com mais segurança. Relata que o fato de ter experiência e vivido situações em que aprendeu como lidar com uma série de desafios, foi de extrema relevância. Nessas experiências também se aprende a perceber as ações que dão certo e faz uma afirmação convicta de que hoje tem muito mais segurança, mais vivência. Isso significa que sabe onde procurar atividades, leitura, pra que possa embasar para preparar uma aula melhor, pra lidar melhor com as crianças e que possui mais facilidade para lidar com imprevistos.

Josso (2004, p. 39) afirma que: “a aprendizagem experiencial é utilizada, evidentemente, no sentido de capacidade para resolver problemas, mas acompanhada de uma formulação teórica e/ou de uma simbolização”. Ou seja, ao contrário de um viés do senso comum que valida o ato de resolver problemas por ele mesmo, sem um refletir sobre a ação, sem formulações de conhecimentos, a autora coloca que a experiência formadora relaciona: “saber-fazer e conhecimentos, funcionalidade e significação, técnicas e valores [...] (JOSSO, 2004, p. 39)”.

Dessa forma, a experiência formadora de Márcia não pode ser percebida como uma prática pela prática, mas como uma vivência que dialoga o tempo todo com as construções teóricas possibilitadas pelos processos formativos vividos nos mais diversos espaços: cursos de formação, leituras, diálogo com os pares etc. Assim, sua narrativa traz algumas situações que indicam construções que emergem da prática, da experiência, como a própria rotina na sala de aula, mas que também possuem um viés reflexivo, teórico que justifiquem a atuação da professora no sentido que narra.

O processo formador é então um relacionamento constante entre a teoria e a prática, assim, o tempo é um fator de extrema relevância para a consolidação de algumas experiências. A respeito da rotina em sala, a professora se recorda no início da docência a dificuldade e o sofrimento ao lidar com a organização dos trabalhos dos alunos. Neste sentido, o depoimento mostra que situações corriqueiras para professoras experientes podem se tornar limites desafiadores para professores iniciantes que desejam uma prática mais acertada.

Na narrativa, a lembrança das dificuldades que Márcia enfrentou quando era iniciante, demonstra um limite na formação inicial, o curso de magistério, além da falta de suporte dos professores mais experientes. O apoio dos professores mais antigos ou

dos que estão saindo da sala de aula é fundamental para que os iniciantes se acomodem e se estabeleçam no seu espaço de atuação. A comunicação entre o professor que deixa a sala e o que chega é de suma importância para que o novato tateie com menor sofrimento no espaço novo.

Sobre a sua experiência, Márcia relata que a impressão era de que não tinha aprendido nada pra lidar com a prática, que não tinha sido preparada. Opina que algumas coisas no magistério o iniciante chega e ninguém explica como deve ser feito, ninguém ensina como fazer e o professor deve descobrir sozinho como se faz.

Dewey (2010, p. 49) critica o ensino isolado que não prepara para as experiências no mundo real, afirmando:

Quando se pergunta o que foi feito do que se aprendeu ou para onde foi o que se aprendeu, a resposta correta é que ainda está lá, no compartimento fechado em que foi originalmente armazenado. [...] tal conhecimento foi segregado quando foi adquirido e, por isso, está tão desconectado do resto da experiência que não fica disponível diante das reais condições da vida. É tão incoerente com as leis da experiência que aprendizados desse tipo, independente do quanto esteja relacionado ao momento em que ocorre, não proporciona uma preparação verdadeira.

Assim, o autor coloca que o conhecimento teórico deve ter conexão com a prática para que este relacionamento entre teoria e prática possa ser potencializado. Não significa que as experiências posteriores à formação inicial não devam existir, mas que o choque de realidade pode ser minimizado para que o profissional se sinta mais preparado no início da carreira.

Márcia analisa ter aprendido na experiência como planejar e critica não ter recebido em sua formação uma orientação sistemática quanto a isso, já que é uma parte essencial do trabalho, uma demanda da rotina do trabalho docente. No início suas dúvidas eram: “Como fazer um plano de curso? O que você tem que fazer primeiro?”, entre outros. Hoje pela experiência sabe que primeiro é preciso uma vivência com o grupo que está trabalhando. Então é necessário conhecer profundamente os conteúdos, porque quando o professor conhece, ele transita bem com os conteúdos, pode criar mais, tem mais segurança pra trabalhar.

Ao narrar sobre o papel da experiência lança traz à tona os saberes demandados na rotina do trabalho, como o saber pedagógico em que se refere às maneiras de fazer o trabalho docente, aos modos de ensinar, planejar e organizar a atividade docente.

No desenrolar desta narrativa é possível perceber que a ausência de tutela entre os profissionais mais experientes na escola e os novatos e a falta de apoio dos colegas no geral (coordenadoras, diretores, pessoal da secretaria etc.) é suprido através da experiência, o que significou momentos de angústia e demandou da professora persistência.

Na verdade, a aprendizagem profissional docente tem possibilidade de ser facilitada se o docente recebe apoio dos colegas de profissão principalmente os mais experientes. De toda forma, a experiência tem papel de extrema relevância na consolidação da prática e na aprendizagem da profissão, pois, ainda que o repasse do acúmulo de informações possa iluminar o caminho a ser percorrido, a experiência da pessoa é a que acompanha cada passo trilhado, validando ou invalidando-o.

Resumidamente, percebemos que a principal contribuição da experiência acumulada ao longo dos anos por Márcia foi a segurança em lidar com os embates que foi vivenciando na sua prática docente entre a formação que recebeu e as percepções sobre sua prática.

Benzer Belgeler