2. BÖLÜM
3.2. YENİLENEBİLİR ENERJİYİ DESTEKLEMEK AMACIYLA
Quando o movimento revolucionário estalou, em 1910, o México havia vivido um período de modernização capitalista que significou desenvolvimento econômico sem precedentes: as minas, as estradas de ferro e a agricultura de exportação representavam a base da prosperidade que resultou em riqueza para alguns e miséria para a maioria da população.
Este processo de modernização autoritária e conservadora do Porfiriato teve como grande custo social a expropriação das terras dos camponeses e uma forte concentração da propriedade rural.
Assim, o ponto derradeiro que representou a unificação da insatisfação das várias classes sociais explodiu sob uma bandeira eminentemente política: a campanha contra a reeleição. As classes médias e os setores burgueses asfixiados buscavam uma maior participação política e, por isto, apoiaram Madero em sua jornada contra o governo de Porfírio Díaz.
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Madero era um fazendeiro do norte do País cuja ambição política representava a desagregação do bloco conservador. Foi candidato a presidente em 1910 e no seu programa, de cunho classicamente democrático, defendia a normalidade constitucional, e, assim, previa reformas eleitorais (proibição da reeleição), liberdade de imprensa e de ensino, serviço militar obrigatório, e melhorias das condições de vida para trabalhadores e indígenas.
Após várias batalhas, em 25 de maio de 1911, Porfírio Díaz renunciou e embarcou para a Europa. Em seu lugar, interinamente, assumiu Francisco de la Barra, chanceler de Díaz até a realização de eleições em outubro do mesmo ano, vencidas por Madero que tomou posse da presidência em novembro.
Com a ascensão de Madero ao poder, iniciou-se a primeira das três fases da Revolução. Esta “fase política” consistiu num período em que as elites se dividiram e lutaram entre si com o apoio das camadas populares. Desta forma, a heterogeneidade da base de apoio de Madero não permitiu que ele tivesse controle efetivo sobre os vários grupos que se uniram à sua causa, conforme nos indica Ricardo Streich em sua dissertação de mestrado.108
O maior exemplo foi o exército camponês liderado por Emiliano Zapata, que logo após (cerca de 20 dias depois) a posse de Madero proclamou o Plan de Ayala que desconhecia a autoridade de Madero (considerado traidor) e exigia a recuperação imediata das terras comunais usurpadas.
Contra Madero, os zapatistas lutaram ao lado de Orozco em seu levante de 10 mil homens contra o governo recém-instituído. O general Victoriano Huerta foi o homem designado para enfrentar a rebelião. Vencedor das batalhas contra Orozco e
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STREICH, Ricardo Neves. Interpretações da Revolução Mexicana: as leituras de José Carlos
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Zapata, Huerta se aproveitou do prestígio e liderou um golpe de estado em conjunto com Felíx Díaz (sobrinho de Porfírio Díaz). Três dias depois de assumir a presidência, em fevereiro de 1913, Huerta assassinou Madero. O homicídio do primeiro líder da Revolução Mexicana inaugurou um violento ciclo de deposições políticas seguidas de assassinatos que somente cessaria em meados da década seguinte.
A morte de Madero abriu a etapa do protagonismo camponês. Com suas armas o campesinato defendeu suas demandas, organizados sob os comandos de Zapata no sul e Villa no norte. Esta segunda fase, relativamente curta (de agosto de 1914 até outubro de 1915), foi a fase mais radical da Revolução. Aproveitando-se da fragmentação das classes dominantes, as classes camponesas enfrentaram o contrarrevolucionário Huerta e tomaram o poder via Convenção, para assim imporem suas reivindicações, em especial a Reforma Agrária.
A primeira grande luta desta segunda fase da Revolução foi contra a ditadura de Huerta. Os camponeses se aliaram aos Constitucionalistas, estes liderados por Venustiano Carranza, governador de Coahuila. Em março de 1913, Carranza lançou o Plan de Guadalupe, no qual se intitulava Primer Jefe de la Revolución e, sem mencionar reformas de cunho social, conclamava a população às armas para o retorno ao regime constitucional.
Contudo, já no início de 1915, Carranza começou a virar o jogo nos campos político e militar. Na esfera política, buscou retirar dos zapatistas o monopólio da bandeira da reforma agrária ao promulgar em janeiro de 1915 sua lei agrária. No mesmo mês, a Cidade do México foi tomada em definitivo pelo Exército Constitucionalista, liderado por Álvaro Obregón. Ocupado o Distrito Federal, Carranza se aproximou da COM (Casa del Obrero Mundial) a fim de ampliar sua base de sustentação política. Impedindo o surgimento de um sindicalismo independente e
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revolucionário, o Primeiro Chefe da Revolução conseguiu travestir de popular um projeto burguês.144 Em troca de leis sociais, os operários se comprometeram a apoiar militarmente o governo constitucionalista, chegando ao ponto que se formaram os chamados Batallones Rojos, que lutaram contra Villa e Zapata.
A última fase da Revolução caracterizou-se pela derrota dos projetos autônomos camponeses e do surgimento de uma coalisão entre os setores da burguesia, pequeno- burgueses, operários e camponeses. A preocupação agora estava em atingir a estabilidade política e promover o desenvolvimento e a recuperação da economia, para evitar a radicalização das camadas populares ou a volta do velho regime.
Desta maneira, a coalisão dos interesses dessas diversas classes foi consolidada na Constituição promulgada em fevereiro de 1917. Um dos pontos centrais da Carta reside no artigo 27, segundo o qual o solo (incluindo os minerais do subsolo) e a água seriam propriedade da Nação. Dessa forma, o governo poderia, ou não, transmiti-los a particulares, mediante a propriedade privada ou comunal (os ejidos, por exemplo). No mesmo artigo, também eram previstas a função social da propriedade, a proteção à pequena propriedade e a possibilidade de desapropriação de terras por utilidade pública, através de indenização. Note-se que essa disposição jurídica fez desaparecer, então, o princípio liberal da existência do indivíduo proprietário antes da sociedade.
Outro artigo da Constituição de Querétaro digno de nota é o de número 123 que dizia respeito aos direitos trabalhistas. Aos trabalhadores mexicanos foram garantidos direitos como jornada máxima, salário mínimo, participação nos lucros, direito de associação e greve.
Em abril de 1919, numa emboscada, Emiliano Zapata foi assassinado e as forças de Morelos estabeleceram uma trégua com os carrancistas. Já em abril do ano seguinte, em função das divergências da disputa pela sucessão presidencial, foi
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lançado o Plan de Agua Prieta, marcando o início do levante comandado por Álvaro Obregón. Essa rebelião armada foi a última vitoriosa da história contemporânea do México e, por isso, pôs fim à fase armada da Revolução.
Carranza, deposto e assassinado em maio de 1920, foi sucedido por Adolfo de la Huerta. O Presidente interino eleito pela Câmera dos Deputados ocupou o cargo até a vitória eleitoral de Álvaro Obregón que assumiu a liderança institucional do país em dezembro do mesmo ano.
2.3. Os impasses diplomáticos entre México e Estados Unidos no