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2. DIŞDONANIM SÜRÜCÜLERİ

2.1. Yazı cı – Tarayı cı

Para analisar as representações da língua inglesa para alunos de 5ª série, parto do princípio de que possa existir alguma diferença entre aqueles que já tiveram contato com ela e aqueles que a estão aprendendo pela primeira vez. Assim, nesta primeira parte do capítulo de analise, apresento o estudo acerca dos alunos que já estudaram inglês.

Nicole e Marcus são os dois alunos que já tiveram, anteriormente, contato com a língua inglesa. Nicole faz um curso de inglês na própria escola em que estuda, como forma de aprendizado complementar financiado por uma ONG norte-americana. Seu contato com a língua se dá, com material de estudo selecionado pelos professores da ONG. Marcus, porém, costuma estudar em sua casa sozinho, com materiais que seu pai comprava como complemento de um jornal da cidade de São Paulo. Cabe ressaltar, assim, que embora nosso foco não seja analisar as diferenças de aprendizado e o que isso acarreta, faz-se importante ver que o aprendizado de inglês de Marcus se dá também de forma autodidata, sem que haja uma orientação formal de alguém capacitado para esta tarefa, ou alguma forma de solucionar as dúvidas do aluno. Além disso, ambos estudaram inglês da 1ª até a 4ª série em uma escola da prefeitura. Numa palavra, de forma semelhante, ambos tiveram o contato com a língua antes de entrarem na 5asérie, mas, de forma diferente, uma teve acesso a recursos mais estruturados e contou com

apoio de professores nesse processo de ensino-aprendizagem, enquanto os recursos do outro se resumiram a material audiovisual trazido pelo pai, e ao qual se dedicou sozinho.

Ao iniciar os caminhos de aprendizado do inglês, os alunos trouxeram um conhecimento da língua e, assim, sua percepção sobre ela é mais ampla. Não se pode, afinal, descartar o fato de que o contato com a língua pode causar como efeito a curiosidade sobre ela ou sobre o mundo de informações de ela traz consigo, seja porque representa uma cultura que o aluno admira em filmes ou em músicas, seja porque o professor pode ter estimulado esta curiosidade. Ao serem questionados sobre a utilidade da língua inglesa em suas vidas, Nicole e Marcus afirmam que:

A importância do inglês pra mim é que se nós formos trabalhar com empresas internacionais e nacionais nós precisaremos do inglês para trabalhar no exterior (Resposta ao 1º questionário da aluna Nicole).

A importância do inglês na minha profissão é quando eu for chamada para trabalhar no exterior (Resposta ao 3º questionário da aluna Nicole).

Vai me ajudar no meu trabalho no futuro (Resposta ao 1º questionário do aluno Marcus).

Éh, depende do trabalho que eu pegar. Se tiver que usar o inglês, que nem um amigão meu que é grande (1º Entrevista do aluno Marcus).

Também ajuda no trabalho dependendo do trabalho que você escolher (3º entrevista do aluno Marcus).

As falas de Nicole e Marcus parecem refletir as representações sociais correntes sobre a língua inglesa. De acordo com Moscovici (2005), as representações sociais surgem de acordo com o meio sócio-histórico e cultural das pessoas. Nesse caso, as representações passam a ser reflexos da globalização que tem como língua franca o inglês. Quando Nicole e Marcus pensam na língua inglesa, eles sempre a associam com o exterior por se tratar de uma língua que permite o contato lingüístico com outros

países – conseqüentemente, cultural e econômico também. Além disso, o uso dos adjetivos “grande” e “ bom” exprime a imagem impressa pela globalização segundo a qual saber inglês é uma das chaves que abrem as portas das boas oportunidades e do sucesso. Quando a aluna fala em “trabalhar no exterior”, ela demonstra que, apesar de estar reproduzindo a fala de outros, ela tem consciência de que a língua inglesa está associada a uma possível ascensão social.

Assim, é possível identificar, nas falas de Nicole e de Marcus, que reproduzem o discurso da classe dominante (segundo o posicionamento teórico expresso por Moscovici, 2005). Embora ambos possam não pertencer a essa classe social, refletem-na, concordam com ela e repetem as idéias dessa classe social e politicamente referenciada. Isso porque, conforme afirma Jodelet (2001:34), “partilhar uma idéia ou uma linguagem é também afirmar um vínculo social e uma identidade”. Por isso, o indivíduo reflete o grupo social ao qual faz parte por meio das representações sociais e, da mesma forma, o grupo reflete a pessoa.

Inicialmente, quando esses alunos falam sobre aprender a língua inglesa, observei que esta língua representa um meio cujo fim é a obtenção de um emprego. Tal fato, de caráter sócio-ideológico, diz respeito à influência da sociedade na consciência individual das pessoas. Na visão de Bakhtin (1929/2006: 36), os signos são originários das relações locais, “criados por um grupo organizado”. Dessa forma, a ideologia não surge da consciência, como alegam a psicologia positivista ou o idealismo.

Na mesma linha de raciocínio, Lane (1989:40) afirma que

É dentro deste contexto que devemos analisar como a ideologia, presente em atividades superestruturais da sociedade, se reproduz em nível individual, levando-se a se relacionar socialmente de forma orgânica e reprodutora das condições de vida e também como, no plano da ideologia, o indivíduo se torna consciente dos conflitos existentes no plano material.

Cabe ressaltar que nos casos desses alunos, suas maneiras de pensar referem-se à utilização do discurso alheio (polifonia), segundo explica Bezerra (207:194):

O que caracteriza a polifonia é a posição do outro como regente do grande coro de vozes que participam do processo ideológico. Mas esse regente é dotado de um ativismo especial, rege vozes que cria ou recria, mas deixa que se manifestem com autonomia e revelem no homem um outro.

Além disso, quando Nicole diz que a língua inglesa é útil para a profissão, ela se refere ao trabalho não como qualquer atividade, mas como algo especifico, tal como ter emprego em empresas nacionais ou internacionais. Com relação a isso, deve-se atentar para a convicta afirmação da estudante de que irá trabalhar no exterior, como se pode ver:

A importância do inglês na minha profissão é quando eu for chamada para trabalhar no exterior (resposta ao 3º questionário da aluna Nicole).

A resposta do questionário da aluna revela, pois a opinião de que certamente irá trabalhar no exterior. Tal afirmação demonstra certeza devido às escolhas lexicais feitas pela aluna. “quando eu for chamada”, em vez de “se”. Interpreto que as falas apresentadas desses alunos se referem a um discurso polifônico, uma vez que Bakhtin (1929/2006: 150) diz que “aquilo que nós falamos é apenas o discurso de outrem [e] constitui mais do que o tema discurso”. Entendo que esses estudantes são muito jovens para possuírem esse discurso do mundo do trabalho e da necessidade prática e profissional de saber a língua inglesa, e considero que, pela idade que possuem (10 anos), não têm um papel social bem definido e que suas falas são repetições de discursos alheios, de pessoas mais velhas que fazem

parte de seus convívios sociais. Nesse caso, os alunos se utilizam da fala que não lhes pertence para expressar que a língua inglesa é importante para, futuramente, conseguirem trabalho. Dessa maneira, eles reproduzem os discursos de seus responsáveis ou, então, de outras pessoas que fazem parte de seus convívios sociais.

Assim, esses estudantes se expressam apresentando as vozes sociais pertencentes à realidade de outra pessoa. Nicole e Marcus realizam a reprodução de um discurso defendido por uma classe social economicamente em destaque pelo poder que exercem nas tomadas de decisões políticas e econômicas, cujo status é comumente definido como dominante, e vista como ideologicamente baseada na postura conservadora e politicamente de direita. Isso porque, no discurso da chamada classe dominante, o conhecimento é visto de uma forma utilitarista. Numa sociedade capitalista, o que se visa é a exploração do trabalho, mas também a mobilidade social obtida através do trabalho. Com base nesse contexto, o que o discurso desses alunos possivelmente reflete é a posição de suas famílias, tal como Reis (1989:103) explica:

Como a ideologia opera na família? Ela começa por apresentar uma noção ideologizada da própria família. Essa noção, veiculada principalmente pelos pais, os principais agentes da educação, ensina a ver a família como algo natural e universal e, por isso imutável. Depois passa a apresentar da mesma forma o mundo extrafamiliar e todas as relações sociais. É claro que a família cumpre sua função ideológica em complementação a outros agentes sociais. Sua importância, às vezes relativizada no processo global da transmissão da ideologia dominante, não pode ser negada.

Assim, como explica Lane (1989) sobre ideologia e a forma como as superestruturas se disseminam e se reafirmam nas estruturas sociais, conforme discuti no Capítulo 1, e diante de tal dinâmica sócio-político- cultural, a resposta de Nicole mostra que ela está convicta sobre sua escolha profissional e parece ter certeza do que deseja, bem como de que o sucesso

depende exclusivamente dela, demonstrando assim o que Moscovici (2005) denomina causalidade pessoal. Nesse sentido, a forma como ela se expressa sobre a utilidade do inglês indica que esta língua é para ela (profissional-a-se-tornar) uma importante ferramenta para alcançar o objetivo de obter sucesso.

Em um contexto discursivo no qual o idioma torna-se uma ferramenta para transformar uma pessoa e permitir-lhe ser uma boa profissional, “trabalho” é um termo que de modo algum pode passar despercebido. Presente nos discursos desses discentes, o vocábulo apresenta a preocupação deles em construir uma carreira profissional, uma vez que tanto Nicole quanto Marcus apontam que a língua inglesa será muito útil para suas profissões. Tal fato pode ser comprovado nas suas respostas dadas às seguintes questões do questionário:

Que profissão você gostaria de exercer no futuro? Qual é a importância do inglês para essa profissão?

Respondendo as perguntas, Nicole disse:

Administradora de empresas.

A importância do inglês na minha profissão é quando eu for chamada para trabalhar no exterior.

Respondendo as perguntas, Marcus disse:

Aviador ou Arqueólogo.

Inglês me ajudará porque estarei sempre mudando de país.

A língua inglesa demonstra sua importância, então, não só por permitir a obtenção de um emprego, mas de uma mobilidade espacial em

decorrência do trabalho. Nessa linha de raciocínio, os dados desses dois participantes apontaram que o termo “viagem” faz-se presente constantemente em suas falas como conseqüência positiva da aquisição do idioma em questão. A confirmação disso é observada principalmente quando os estudantes manifestam a vontade de trabalhar em outro país e, conseqüentemente, de viajar. Vejamos os exemplos a seguir:

Se eu for viajar para os EUA vou usar o inglês (3º questionário do aluno Marcus).

Se eu for viajar para algum lugar, assim, que fale inglês, eu posso usar ele, mas se eu não souber eu vou ter que me comunicar com as pessoas de modo diferente. Eles não vão entender nada nem eu (1ª entrevista do aluno Marcus).

A idéia da viagem ronda o imaginário dessas crianças e se apresenta de forma constante em seu discurso, porquanto está presente nas respostas dos questionários e nos excertos das entrevistas do aluno Marcus e, como visto anteriormente, de Nicole, e é indicador de anseio em conhecer lugares diferentes, outros países.

Marcus revela a importância que a língua inglesa tem para viajar para o exterior. Com isso, ele expressa a certeza de que o inglês lhe trará bons resultados, uma vez que o conhecimento dessa língua irá facilitar a comunicação em países em que os habitantes utilizam a língua inglesa.

As representações sociais são modalidades de pensamento prático expressadas na fala, no domínio do ambiente social, material e ideal. Assim, elas apresentam características específicas no plano da organização dos conteúdos, dos discursos, das operações mentais e da lógica. De acordo com o que nos explica Moscovici (2005:40), as representações sociais devem ser observadas como uma forma específica de compreender e comunicar o que as pessoas já conhecem. Elas têm como objetivo abstrair sentido e conceito do mundo e introduzir significados que façam sentidos e sejam significativos.

No caso de Marcus, sua fala refere-se às condições e aos contextos dos quais emergem as representações, as comunicações pelas quais elas circulam, às funções que elas servem na interação com o mundo e com os outros. Desse modo, as representações que compõem a fala desse estudante são basicamente as mesmas que ouvimos cotidianamente quando as pessoas se expressam sobre saber a língua inglesa com intuito de viajar. No entanto, apesar do discurso que circula na sociedade de que aprender inglês seja útil para viajar, deve-se considerar que essa não é a única razão para se aprender uma língua estrangeira. A fala desse discente demonstra uma relação ideológica que se mantém com o mundo social, porque a crença de que seja necessário aprender a língua inglesa para viajar para outro país é bastante difundida na nossa sociedade, tratando-se de uma representação social.

A reprodução de um ponto de vista dominante e corrente não faz, porém, com que eu possa desprezar a opinião do aluno. Trata-se, além disso, de um indivíduo cuja formação geral encontra-se limitada pela idade e pelo contexto em que vive. No caso estudado, Marcus utiliza seu limitado conhecimento de mundo para se referir à aprendizagem de língua inglesa, uma vez que o aluno não precisou freqüentar um curso de inglês para saber que se for ao exterior irá precisar do inglês. Dessa maneira, o aluno tem consciência do papel utilitarista e de “ferramenta” do idioma, e utiliza seu conhecimento de mundo como aliado no seu processo de ensino- aprendizagem.

As respostas aos questionários permitem ver que tanto Marcus quanto Nicole deixam transparecer em suas falas suas representações sobre a língua inglesa, e, conseqüentemente, a ideologia que as produz. As opiniões desses dois alunos ilustram tal posicionamento:

O inglês ia me ajudar porque eu estarei sempre mudando de país (1ª entrevista do aluno Marcus).

Para quando eu for trabalhar no exterior e precisar morar lá (3ª entrevista da aluna Nicole).

Quando se leva em consideração os elementos anteriormente discutidos – a saber, a influência que o contexto social dos adultos tem na vida dos alunos e o próprio contexto social, político e econômico no qual a sociedade brasileira se insere, atualmente –, enxergo aqui a ideologia vigente em nossa sociedade sobre o aprendizado de uma língua estrangeira visando ao seu uso em situações de trabalho e de experiências cujo objetivo é o sucesso profissional. Afinal, é nos encontros cotidianos que a ideologia tem seu nascedouro, na construção material da vida (MIOTELLO, 2005:169).

A representação referente às aulas da professora aparece, por sua vez, nos dados de Marcus e Nicole. Essa representação é bastante percebida no momento em que os alunos respondem à seguinte pergunta: que atividades foram trabalhadas nas aulas de inglês até agora que você mais gostou e por que? Diante dessa pergunta, ambos demonstram a vontade que possuem de terem mais jogos nas aulas de inglês. Para Nicole, o poder exercido pelos jogos relaciona-se ao seu aspecto lúdico. Para a aluna, é como se fosse uma mera diversão, como se vê:

Os jogos e brincadeiras porque achei legal (Resposta ao 1º questionário da aluna Nicole).

Nessa frase, entendo que a aluna se refere aos jogos e brincadeiras como se fossem as mesmas coisas, não sabendo diferenciá-los. Ela parece gostar dos jogos apenas por serem legais e divertidos, e não por representarem também uma maneira diferente de ensino-aprendizagem. Como é possível interpretar de sua fala, a aluna tece comentários a respeito dos jogos como algo que parece mais adequado à sua idade, uma vez que uma estudante de 10 anos não tem a consciência de que os jogos foram aplicados na sala de aula pela professora–pesquisadora com o intuito de ser

uma maneira diferente, diversificada e prazerosa de se aprender uma língua estrangeira.

Marcus também menciona jogos quando responde a pergunta referente a eles. No entanto, ele apresenta uma diferença em relação à resposta de Nicole, conforme é possível ver em sua resposta:

Jogos de perguntas e respostas (resposta ao 1º questionário do aluno Marcus).

Pela resposta de Marcus, é possível entender que, diferentemente do interesse pelo tradicional método de tradução, ou ainda em lugar de leitura aleatória de palavras descontextualizadas, Marcus prima pela competitividade e pela atividade social que manterá seu interesse na aula – embora, é claro, a professora entenda que para o aluno isso vá significar aprender dentro de um contexto e de maneira interativa, ainda que jogos sirvam primordialmente para divertir e estimular, dado o seu caráter lúdico. O que desejo dizer, com isso, é que embora os jogos tenham caráter lúdico, eles não deixam de construir o conhecimento, e a vantagem vista por mim é o comprometimento do aluno com a atividade ali desenvolvida.

Elemento familiar aos alunos, o jogo é um instrumento físico de tradições, de mediação social porque ajuda na internalização do conhecimento, na interação social. Através dele, a criança se apropria da experiência social, da interação com os outros, e paulatinamente internaliza o conhecimento. Além disso, é no envolvimento social que ocorre o que Vygotsky (2005: 128) denomina de ZPD (Zona de Desenvolvimento Proximal), e o jogo é somente um dos bons exemplos disso.

Ainda no que se refere à representação didática, o termo “vocabulário” é bastante mencionado pelos pesquisados. Esse termo permeia as falas dos estudantes que entendem que, para se expressar bem em outra língua, é necessário saber vocabulário.

Os alunos enfatizam constantemente a importância de conhecer um vocabulário extenso na língua inglesa. É possível inferir, a partir dos excertos das entrevistas e das respostas aos questionários, a relevância que eles atribuem ao vocabulário e, além disso, tal afirmação retoma a visão do senso comum de que aprender inglês significa saber palavras. A opinião de Marcus revela essa característica:

Ah, por exemplo, algumas palavras que a professora passa na lousa, eu fico sempre, quando eu pego o caderno eu vou passando e vou vendo sempre pra eu guardar na cabeça (1º entrevista com o aluno Marcus).

Meu pai, ele saia e trazia algumas fitas de inglês. E eu tinha e tinha as revistas eu tenho ainda.

Pesquisadora: São fitas educativas ou são fitas de jogos? São fitas educativas que te ensinam as palavras. Elas falam pra você repetir as palavras pra você aprender (3º entrevista do aluno Marcus).

Observo que Marcus expressa a idéia de que é necessário saber bastante vocabulário em uma língua estrangeira para que saiba aquela língua. Denoto isso a partir do momento no qual ele explica, em sua fala, sobre sua preocupação com palavras (e não com textos) que devem ser, conforme ouve nas instruções do material no qual se baseia para aprender a língua inglesa, a de repeti-las para guardar na cabeça (memorizá-las). Além disso, afirma que as fitas educativas que ele tem ajudam-no na aprendizagem.

A partir desse ponto de vista, é possível entender que, para esse estudante, o importante é saber vocabulário; no entanto, saber as palavras soltas não irá torná-lo engajado discursivamente e consciente do que faz. Dito de outro modo, aprender uma língua não é simplesmente repetir palavras, reproduzir textos, mas entender que a língua é um todo a ser aprendido. Estudar e conhecer um idioma é ter a capacidade de se expressar dentro de um contexto de forma autônoma, é poder interagir em

situações distintas com originalidade. Marcus não tem consciência crítica das atividades que realiza, uma vez que revela que aprender a língua inglesa significa somente memorizar palavras, o que não o tornará capaz de utilizá- las em outros contextos.

Para esses estudantes, os ultrapassados métodos de repetição de padrões e de tradução ainda significam forma efetiva de aprender um idioma, e por isso se prendem muito ao aprendizado das palavras. Acredito que isso ocorre porque os alunos, em geral, se prendam muito a uma palavra e, quando se deparam com um termo que desconhecem, eles se desesperam se não podem de alguma forma decifrá-lo. A não-familiaridade causa insegurança, medo e estranheza, e é por esse motivo que as pessoas buscam constantemente alguma característica familiar na não-familiaridade para que possam agrupar e integrar esse objeto ou idéia nova e, assim,

Benzer Belgeler