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I. BÖLÜM

II.5. Yatırımcıların Belirsizlik Altında Karar Verme Eğilimleri

As chances da revitalização de cursos d’água em meio urbano, deve sempre que possível evitar prejuízos para a população ribeirinha ou oferecer compensações por eventuais mudanças. Fazem parte das restrições para a revitalização os custos econômico-financeiros e sociais, caso haja necessidade de deslocamento da população ribeirinha e de remanejamento de áreas agrícolas. Contudo, melhorias significativas podem ser obtidas através de técnicas da engenharia ambiental e os cursos d’água revitalizados devem servir como exemplos para a educação ambiental e facilitado o seu uso para recreação quando possível (Figuras 43).

FIGURA 43: Ambientes paisagístico de conectividade hídrico-urbana.

Fonte: Teuber (2000).

Nas cidades concentram-se as oportunidades de trabalho, a disponibilidade de serviços e atividades culturais, mas também de problemas sociais e ambientais. Uma das estratégias que vêm sendo implementadas em diversas comunidades, para reverter este quadro de excesso de urbanização e ocupação inadequada, é a revitalização de áreas degradadas, tanto de áreas centrais como suburbanas ou periféricas.

A geração de áreas degradadas faz parte de processos inadequados de ocupação do solo para fins residenciais e de atividades econômicas. Além disso, a ocupação

verificada no território belorizontino, assim como no projeto inaugural, adotou critérios que levaram a uma separação entre áreas mais nobres e áreas suburbanas, com resultados em processos de estratificação social. Uma parte da população precisou ocupar as áreas menos nobres das cidades, ocasionado o favelamento e ocupações em áreas de risco e insalubres. Vieira (2009) afirma que as cidades estão diante de um desafio proporcional ao tamanho de sua população: o de oferecer condições dignas de vida aos diversos grupos que a compõe, como descrito abaixo:

A centralidade do lugar do indivíduo na agenda de políticas públicas ressurgiu nas ruas de Londres UK, em março de 2011. “Put people

first”, repetiam milhares de britânicos durante protesto dirigido à

cúpula do G20. A força do slogan residia em questão óbvia: desastres econômicos afetam pessoas. Ademais, “as pessoas em primeiro lugar” soava inovador por seu apelo direto, elegendo a dimensão individual em detrimento de categorias sociais, um lugar-comum entre os movimentos civis organizados e em discursos políticos. Um quase ensinamento, por outro lado, do quanto os poderes se distanciaram daquilo que de fato os fundamenta: as pessoas. (VIEIRA, 2009)

Ainda segundo este autor, de acordo com a ONU, pelo menos um bilhão de pessoas vive em assentamentos precários – favelas e áreas de risco –, dos quais 90% estão em países em desenvolvimento. E, no relatório “Um lar na cidade”, divulgado em 2005, o valor anual, então necessário para melhorar as condições de vida de 100 milhões de habitantes dessas áreas, somado a outros 570 milhões prestes a se favelizar, girava em torno de 18 bilhões de dólares em intervenções na qualidade da moradia e de transportes e no fornecimento de saneamento básico e de serviços de saúde e educação. Existe um déficit, portanto, desses direitos, e que tende a ficar mais complexo de solucionar. Em 2008, 3,3 bilhões de pessoas saíram do campo para a cidade e projeção das Nações Unidas para Assentamentos Urbanos (UN-Habitat) indica que, em 2030, os citadinos serão dois terços da população mundial. Portanto, é factível pensar que não haverá retorno ao campo nas próximas décadas, ou então isto se dará sob condições especiais de direitos adquiridos.

Nesse sentido, propõe-se discutir novos conceitos para recuperar e revitalizar espaços urbanos em processo de degradação sócio-ambiental, que, efetivamente, possam transformar esses lugares e sua vizinhança em locais de convivência salutar. Restabelecer a função precípua da cidade como lugar de evolução humana.

4 METODOLOGIA

A metodologia desenvolvida permitiu avaliar os resultados físicos e ambientais obtidos pela implantação do Programa DRENURBS na área do Córrego Primeiro de Maio, Região Norte de Belo Horizonte, tendo em vista novos conceitos da engenharia urbana atualmente adotados para revitalização de áreas degradadas em fundos de vales. Para tanto foram realizadas as seguintes etapas.

4.1 Primeira etapa

Elaboração de estudos sobre a estrutura das cidades e de como e por que se deu o crescimento das mesmas e, através do levantamento do histórico de Belo Horizonte, avaliar processos de ocupação territorial do Município e da Região Norte da cidade, tendo em vista as condições estabelecidas por uma sociedade e sua cultura e os consequentes problemas ambientais e sociais advindos desta ocupação. O trabalho discute a ocupação de áreas de fundo de vales, áreas risco e de várzeas (planícies de inundação) e as interferências negativas sobre essas áreas e o que se pode fazer para revitalizar.

O crescimento da área urbana de Belo Horizonte se deu, muitas vezes, com a ocupação de ribeirinhas e de risco, não raro dificultando a implantação de obras de saneamento, como mostra a Figura 44.

FIGURA 44: Lixo e esgotos despejados no Ribeirão da Onça.

Desta forma, projetos de melhorias sanitárias e ambiental dessas áreas exigem novos conceitos de engenharia urbana de revitalização, recuperação da qualidade ambiental e renaturalização das áreas de fundo de vale.

4.2 Segunda etapa

Discussão de novos conceitos de revitalização de áreas de cursos d’água ainda em leito natural que sofreram processos de degradação ambiental e que permeiam projetos públicos em diversas partes do mundo, tendo em vista a proteção de ambientes naturais, possibilitando a inclusão social urbana.

Neste item, foram destacados os trabalhos de renaturalização de rios desenvolvidos pelo engenheiro Walter Binder, coordenador da Divisão de Engenharia Ambiental do Departamento Estadual de Recursos Hídricos da Baviera, Alemanha. A Figura 45 apresenta a renaturalização de curso d’água em Belo Horizonte segundo aqueles novos conceitos de engenharia.

FIGURA 45: Córrego Nossa Senhora da Piedade, em Belo Horizonte, revitalizado.

Fonte: Belo Horizonte (2010b).

4.3 Terceira etapa

Discussão do Programa DRENURBS para o qual foram desenvolvidas as seguintes etapas:

• analisar o histórico das ocupações irregulares das áreas de fundo de vales e os conceitos tradicionais e antigos de tratamento dessas áreas e algumas consequências da ocupação urbana excessiva e da canalização de cursos d’água;

• apresentar como se deu as influências dos novos conceitos de engenharia urbana para o tratamento das áreas de fundo de vales;

• analisar a concepção geral do Programa DRENURBS e seus objetivos, tendo em vista a aplicação da renaturalização de áreas de fundo de vales em Belo Horizonte. A priorização e hierarquização das bacias em função do objetivo de se tratar os córregos em leito natural;

• analisar os métodos construtivos adotados pelo DRENURBS, estabelecidos pelos novos conceitos referenciados neste trabalho;

• apresentar parte dos estudos ambientais elaborados por ocasião do licenciamento ambiental do Programa, realizados antes da implantação dos projetos, tendo em vista a análise dos principais impactos socioambientais e dos benefícios esperados de aplicação do empreendimento.

4.4 Quarta etapa

Apresentação dos resultados físicos e ambientais obtidos após a implantação do DRENURBS na área do Córrego Primeiro de Maio, região Norte do Município.

Como objeto de estudo, de aplicação dessa nova engenharia urbana, foi apresentado o projeto desenvolvido e implantado na área do Córrego Primeiro de Maio na Região Norte do Município. A Figura 46 apresenta uma imagem de um trecho desse curso d’água e os processos de degradação de suas margens devido a ocupações e uso do solo inadequados.

Como avaliações dos resultados obtidos de implantação do DRENURBS/Primeiro de Maio, foi analisada uma série de imagens da área de interesse focalizando seus problemas antes das obras, durante e após a implantação do Projeto. Para tanto foram utilizadas fotos dos arquivos da PBH, imagens obtidas através do Google Earth e de registros fotográficos realizados no local do Parque Primeiro de Maio em 2010 e dados sobre a qualidade das águas conforme o Relatório de

Acompanhamento da Implementação do Plano de Gestão Ambiental e Social (PGAS) (2009) para o BID, parceiro financiador do DRENURBS.

FIGURA 46: Córrego Primeiro de Maio - degradação das margens e da qualidade das águas devido aos processos de ocupações inadequadas.

Fonte: Belo Horizonte (2003).

4.5 Quinta etapa

Avaliação do Programa DRENURBS, por meio da metodologia adaptada e, tendo como base os Princípios do Crescimento Inteligente (Smarth Growth) , constantes da Carta do Novo Urbanismo (CONCIL OF NEW URBANISM, 1993) e segundo os critérios do sistema Leadership in Energy and Environmental Design for Neighborhood Development Rating System (LEED-ND) proposto para certificar projetos de bairros, analisando questões sobre conservação de energia e critérios ambientais. Para tanto, foi adaptada a Versão Piloto do Project Scorecard (um check-list), um sistema de pontuação desenvolvido por instituições norte-americanas, o U. S. Green Building Council - USGBC (Conselho Norte-Americano para Construções Sustentáveis), o Congress for the New Urbanism - CNU (Congresso para um Novo Urbanismo) e o Natural Resources Defense Council - NRDC (Conselho de Defesa dos Recursos Naturais). Essa análise foi colocada com a intenção de sugerir uma pontuação matemática ao DRENURBS e compará-lo com empreendimentos públicos atuais de revitalização urbana, no mundo de hoje.

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Propõe-se, neste capítulo discutir metas da Prefeitura de Belo Horizonte visando vencer desafios da gestão da cidade. Também são apresentados novos conceitos de engenharia urbana, propostos por técnicos da Alemanha para revitalização de áreas de fundo de vales. A partir destes conceitos adaptados à nossa realidade, apresentam-se a aplicação do Programa DRENURBS no Córrego Primeiro de Maio, Região Norte da cidade e os resultados físicos e ambientais desse empreendimento. Este capítulo é concluído com uma análise do projeto por meio de um sistema de pontuação para certificação, adaptado e proposto neste trabalho.

Benzer Belgeler