• Sonuç bulunamadı

1. Kısaca Brisa

1.9. Yatırımcı İlişkileri

Outras informações podem complementar o quadro que se tem buscado construir. Pode-se citar como exemplo a procedência do vilegiaturista. Isso pode ser apreendido a partir de duas variáveis: (i) o primeiro remonta à indicação da naturalidade (local de nascimento) e fornece um rápido mapa sobre a origem dos vilegiaturistas; (ii) o segundo, refere-se à localização atual das residências permanentes dos vilegiaturistas. Este último traço pode proporcionar rápida visualização das principais áreas emissoras (Estados e países), contribuindo, desse modo, para a apreensão da capilaridade, da representatividade e da força que o fenômeno da vilegiatura marítima na RMF tem assumido no contexto dos cenários nacional e internacional.

No concernente a primeira variável, ocorreu a seguinte distribuição, conforme gráfico 9: habitantes de Fortaleza assumiram com folga a ponta do ranking, com 48,39% do total dos entrevistados; pessoas oriundas de outros municípios do Ceará ocuparam a segunda posição, com a marca de 20,43% do total analisado; 10,75% representou a participação dos vilegiaturistas que nasceram na região Sudeste do Brasil; os demais Estados do Nordeste vem logo atrás, concentrando 6,45% dos vilegiaturistas inqueridos; 4,30% nasceram no Sul do país; 2,15% são oriundos do Norte do país; 5,38% são estrangeiros e tem como origem países

europeus, como Itália, Portugal, Alemanha, França e Suíça12; apenas 2,15% dos entrevistados não informaram seu local de nascimento.

Fonte: DE PAULA, 2012.

Gráfico 9. Naturalidade dos vilegiaturistas (%)

No tocante à distribuição geográfica dos vilegiaturistas (realizada com base no atual endereço de residência permanente), perceber-se-á, sem dificuldades, um processo de concentração ainda maior (Gráfico 10). Entre os vilegiaturistas encontrados durante o levantamento 74,49% possuem residência fixa em Fortaleza; 7,14% residem de maneira permanente em outros municípios do Estado do Ceará; 6,12% moram em Estados integrantes da região Sudeste; 3,06% residem na Região Sul; 2,04% representa a participação dos demais Estados do Nordeste; apenas 1,02% do quantitativo em análise informou residir no Centro Oeste brasileiro. Os estrangeiros (europeus) também se fizeram presentes nessa divisão, participando com 4,08%. Por fim, 2,04% não informaram seu atual endereço de residência permanente.

A explicação para essa forte concentração de vilegiaturistas oriundos de Fortaleza repousou, grosso modo, sobre: (i) a existência de uma grande demanda solvente situada na capital cearense; (ii) a questão da distância entres os locais de residência permanente e

12 Estes foram os encontrados durante a pesquisa, embora se saiba que é comum encontrar pessoas de outros

residência ocasional (relação origem e destino); (iii) o fato de que pessoas residentes em outros Estados ou em outros países compõem grupo relativamente menor em termos proporcionais ao dos vilegiaturistas que possuem residência fixa em Fortaleza e em outros municípios do Ceará.

Fonte: DE PAULA, 2012.

Gráfico 10. Local de residência permanente (%)

Importante ressaltar o fato de que a participação de vilegiaturistas alóctones (nacionais e internacionais) tem crescido substancialmente nas últimas décadas. Isso se deve, sobretudo: (i) ao papel desempenhado pelo poder público através de campanhas massivas de

marketing em congressos e convenções imobiliárias e de turismo, no Brasil e em outros países; (ii) à garantia de ganhos econômicos efetivos, seja pela relação custo-benefício entre um imóvel comprado na RMF e outro com características similares em outras localidades, seja pela importância adquirida pela questão cambial, no caso dos estrangeiros; (iii) as melhorias realizadas no setor de transportes, que tornaram mais rápidos os deslocamentos e possibilitaram maior integração com outros centros urbanos no Brasil e no mundo; (iv) a posição geográfica privilegiada, principalmente, no que tange a Europa e a América do Norte; entre outros fatores.

De posse de informações como idade, escolaridade, profissão e renda, indicar a composição familiar do vilegiaturista e com que frequência ele usufrui de sua segunda

residência significa mais um passo à frente na construção do quadro analítico acerca dos indivíduos estudados.

A respeito do tema “composição familiar” foi elaborada uma escala cromática

(com variações entre o amarelo e o marrom), dividindo as respostas dos entrevistados segundo o número de membros. Foram registrados casos de famílias unipessoais13 (famílias formadas por apenas um indivíduo), famílias nucleares com e sem filhos, bem como situações de famílias estendidas (ou conviventes14). Assim, o número de indivíduos que compõe as famílias dos vilegiaturistas variou entre um e sete.

No gráfico 11, pode-se encontrar a seguinte distribuição: 1,82% dos vilegiaturistas moravam sozinho, representando, portanto, o caso de famílias unipessoais; 23,64% das famílias dos entrevistados eram composta apenas por dois membros, correspondendo ao caso de famílias nucleares sem filhos; a mesma quantia (23,64%) refere-se ao quantitativo de famílias nucleares com somente um filho ou que apresentam um ente em condição de dependência; 30,91% indicam a proporção do número de famílias que dispõem de quatro membros em sua composição; 12,73% correspondem aos que somam cinco indivíduos; famílias com cinco indivíduos representam 5,45% do total em vista; completando a lista, 1,82% fazem referencia às famílias com sete indivíduos.

13 Família unipessoal: “pessoa que mora sozinha em uma casa

http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/glossario/familia_definicao.html

14“Exemplificando: um casal com dez filhos é uma família única (12 pessoas), mas um casal com apenas um

filho se torna duas famílias se este filho se casa e o cônjuge for morar no mesmo domicílio. Nesse segundo caso teríamos uma família princi pal (composta pelo casal de pais) e uma família secundária composta pelo casal formado pelo filho/a e genro/nora. Teríamos, então, duas famílias nucleares compostas de duas pessoas cada

uma”. ALVES, José Eustáquio Diniz. A definição de família convivente do IBGE: cuidados metodológicos

necessários. Documento eletrônico. Disponível em:

Fonte: DE PAULA, 2012.

Gráfico 11. Composição familiar dos vilegiaturistas (%)

Os dados revelam predominância de famílias com reduzido número de componentes. Observando de maneira mais detida, perceber-se-á que famílias com até três membros reúnem 49,10% do total dos vilegiaturistas. Tal fato, acaba por coadunar com as informações que creditam aos vilegiaturistas forte concentração de renda. Neste caso, essa concentração torna-se ainda maior se considerada a distribuição per capta, uma vez que, se toma por base grupos familiares compostos por reduzido número de indivíduos.

Por outro lado, há de se considerar que grupos de famílias estendidas (refere-se, nesta situação, aos arranjos familiares compostos por grupos de cinco, seis e sete indivíduos) somam apenas 20% do montante analisado. Deduz-se, desse modo, que famílias que possuem grande número de dependentes de uma mesma fonte de renda enfrentam mais dificuldades para arcar com os custos inerentes à prática da vilegiatura.

Não se podem ignorar, entretanto, situações específicas onde coabitam mais de uma família sob um mesmo teto. As informações estatísticas fornecidas pelo IBGE, de modo geral, dão conta de casos dessa natureza com certa frequência. De todo modo, como se percebe, estes casos não chegam a constituir um quadro hegemônico. Assim, notar-se-á que os arranjos familiares dos vilegiaturistas marítimos na Região Metropolitana de Fortaleza apresentam uma média de 3,5 indivíduos por domicílio.

Para avançar na análise, foram criadas seis classes no que concerne a frequência com a qual os vilegiaturistas costumam utilizar de suas segundas residências (Gráfico 12). A

primeira delas conta com 36,12% dos vilegiaturistas a utilizar de seus imóveis de modo ocasional com interstício médio de uma semana entre uma estadia e outra. A segunda refere- se às estadias quinzenais (17,24%); a terceira aponta aqueles que usufruem de suas residências secundárias em regime mensal (25,86%); na sequência, encontrar-se-ão aqueles que dispõem de seus imóveis em caráter bimestral (10,34%); por fim, 5,17% é a marca alcançada por aqueles vilegiaturistas que visitam seus imóveis uma ou duas vezes por ano.

Fonte: DE PAULA, 2012.

Gráfico 12. Frequência de uso das residências secundárias pelos vilegiaturistas da RMF (%)

Se somados os casos de vilegiaturistas que desfrutam da ambiência litorânea em suas respectivas segundas residências pelo menos uma vez por mês obter-se-á a monta de 79,31%. A partir desta informação não se torna tarefa difícil compreender a preponderância de vilegiaturistas oriundos de Fortaleza e região metropolitana, uma vez levada em consideração a intensidade da frequência dos vilegiaturistas marítimos inquiridos. Ou seja, parte-se do pressuposto da validade da relação origem-destino, tendo-se como base os locais de residência permanente e ocasional. Logo, uma pessoa que mora em outro Estado ou país dificilmente irá a sua segunda residência com tamanha frequência. A confirmação para tal situação é vista com clareza na base de dados. Todos os que se enquadram na mencionada quantidade de vezes residem na RMF. Mais do que isso, Fortaleza sozinha concentra 95,83% destes vilegiaturistas.

Claro está que apenas indicar estas informações não é o bastante para tomarmos ciência do perfil do vilegiaturista marítimo na RMF. É preciso, pois, caminhar um pouco mais em busca de mais informações, cercando-lhe de detalhes para melhor conhecer estes, ainda,

ilustres desconhecidos. Apresenta-se, nas seções a seguir, uma série de dados que vem a aprimorar este esboço.