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Belgede Mayıs 2014 (sayfa 49-57)

A escola investigada está localizada num bairro ocupado, majoritariamente, por condomínios residenciais. São seis condomínios que ocupam uma área total de 4.368.000m², dividida em lotes que vão de 300 a 430m² e onde as construções de alto padrão predominam, compondo um espaço reservado e exclusivo às classes médias, um verdadeiro “paraíso” para

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famílias em busca de conforto e segurança.

A sensação de conforto, expressa nas declarações dos familiares entrevistados nesta pesquisa, também se amplia em virtude da proximidade com a escola dos filhos. Embora a instituição esteja fora dos condomínios, foi construída num ponto estratégico, que facilita o acesso de todos os moradores da região e que, segundo declarações, parece extensão da própria casa, um “quintal”.

Em relação à estrutura física, a escola dispõe de um espaço privilegiado. Foi construída num terreno triangular de aproximadamente 5 mil m² onde, no lado oposto ao que seria a base do triângulo é possível visualizar o grande muro que separa a área de um dos condomínios e, em um dos lados, o que se vê é uma grande área verde, uma “parte bem arborizada, como um parque” (informações apresentadas no site da instituição).

Os espaços do terreno foram ocupados estrategicamente por meio de um projeto arquitetônico capaz de transformar cada canto num espaço útil e acessível aos alunos, “cantos do terreno foram usados para gramados, instalação de brinquedos pedagógicos, tanque de areia” (informações apresentadas no site da instituição).

A escola é cercada por telas de arame que favorecem a visualização de toda a construção e possui dois portões de acesso, ambos utilizados para a entrada e saída de alunos, familiares e funcionários, sendo que o portão principal fica aberto o dia todo e o outro, apenas nos horários de entrada/saída dos alunos.

O portão principal dá acesso às dependências da instituição, todos os que entram por lá, são identificados na portaria pelos funcionários (porteiro e seguranças) e atravessam um pequeno portão no corredor da guarita onde fica o porteiro. Seguindo pelo corredor de entrada, há um espaço amplo, com mesas, bancos, algumas cadeiras e uma cantina, que funciona o tempo todo e é utilizada não apenas pelos alunos, mas pelas famílias e pelos funcionários da escola e comercializa todo tipo de lanches, doces e bebidas.

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Deste espaço é possível ver a divisão da escola em dois blocos, em um deles, estão localizadas as salas de Educação Infantil, Ensino Fundamental I, direção, secretaria, coordenação de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, sala de Artes, Música, Informática e Biblioteca e, no outro, as salas de Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Inglês, Laboratório de Ciências, sala da coordenação pedagógica do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Esta separação, entre outros fatores, faz parte do projeto de construção, como mostra o trecho a seguir, obtido por meio de acesso ao site da instituição:

Não é gratuito o fato de as salas de aula do pré estarem próximas à parte administrativa da escola – problemas com os menores podem ser solucionados com facilidade, graças a essa elaboração de layout. Por outro lado, alunos maiores estão bem perto das salas de apoio que utilizam com mais freqüência – como bibliotecas e laboratórios – em um dos blocos da unidade.

As salas de aula são amplas, bem arejadas e iluminadas por possuírem grandes janelas, há duas quadras poliesportivas, uma delas coberta; todo o entorno da escola é gramado, a sala de informática disponibiliza várias máquinas aos alunos, há um refeitório amplo que está entre os dois blocos em que estão as salas de aula, as refeições são servidas por meio do sistema “self-service” e não apenas os alunos costumam utilizar este serviço, professores, funcionários e familiares também tem acesso e freqüentam bastante o refeitório, especialmente no horário do almoço; ao lado das duas quadras, há um parque com tanque de areia e um espaço coberto, semelhante a uma tenda, que é utilizado em diferentes situações (aulas específicas, jogos ou brincadeiras com os alunos...), a biblioteca dispõe de um acervo de livros relativamente pequeno, mas costuma ser bem organizada e acessada principalmente pelos alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, o laboratório conta com bancadas distribuídas especialmente para o desenvolvimento de experimentos científicos e com materiais adequados também para este uso.

No bloco em que se localiza a secretaria e a direção, um grande saguão serve como recepção aos pais. Neste espaço, dois sofás, uma bancada com revistas e um móvel onde estão expostos alguns portfólios produzidos pelos

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alunos, é o local para o qual são direcionados os familiares enquanto aguardam um atendimento.

A escola foi construída para “atender em torno de 900” alunos, segundo informações que constam no site da instituição, mas tem, em média, segundo declarações feitas por um representante da equipe gestora, 700 alunos que estão divididos entre os diferentes segmentos (Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio) em apenas dois períodos: manhã (onde está a maior concentração de alunos) e tarde.

É evidente uma grande movimentação de pessoas (alunos, funcionários e familiares) nas dependências da escola, especialmente nos horários de entrada/saída de alunos e no horário de almoço, especialmente dos familiares de alunos do ensino infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental I e, foras destes momentos, a circulação de familiares acontece mais em virtude de atendimentos agendados, principalmente no caso dos alunos mais novos.

Quanto à estrutura administrativa, é notória a dependência da instituição investigada em relação à estrutura administrativa sediada numa das unidades da escola, que fica em São Paulo. Qualquer decisão que envolva alterações significativas no andamento da rotina escolar é repassada à sede, que avalia e autoriza ou não as mudanças, incluindo aí não apenas questões financeiras, mas também organizacionais, como o desenvolvimento de um evento, por exemplo, fator que faz da equipe de gestores “mediadores” entre o que se discute na unidade e a sede, “reféns” do que lhes é permitido fazer por pessoas que não estão ligadas diretamente à escola.

Em relação à estrutura social, fica evidente, por meio das observações, um relacionamento bastante “amigável” entre os funcionários (professores, gestores, direção, equipe administrativa...) e os familiares. Relacionamento este que não significa que há um processo de gestão democrática, revela apenas que há familiaridade entre os funcionários e os usuários do serviço, que avaliam positivamente o atendimento considerando, entre outros fatores, este sentimento de que “todo mundo conhece todo mundo”, embora este sentimento vá, aparentemente, se esvaziando de sentido quando consideramos a organização escolar à partir do Ensino Fundamental II, em que os contatos com os professores, por exemplo, são normalmente mediados por Tutores,

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responsáveis por atender as famílias e responder por todo o corpo docente. Por fim, outro dado importante para ilustrar as relações estabelecidas está na “liberdade” declarada pelos familiares na entrada à escola. É evidente o acesso facilitado às famílias, que, nem sempre, acessam a escola em virtude de uma preocupação com os filhos; muitos pais usam outros serviços oferecidos pela escola, fazem suas refeições e participam de algumas palestras, ou buscam apenas estar no ambiente escolar por conta do sentimento de bem estar que lhes traz o “ambiente agradável” da instituição e os contatos com os funcionários, aproximação que pode ser reflexo da distância entre o “universo paralelo” dos condomínios e o centro da cidade de Mogi.

Quanto aos resultados obtidos pela escola em avaliações formais, como o IDEB, Prova Brasil ou outras, não tivemos acesso a estes dados.

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Belgede Mayıs 2014 (sayfa 49-57)