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Os materiais e procedimentos citados abaixo foram norteadores para a confecção dos tijolos de solo cimento com fibra de coco.

Para preparação do solocimento foram realizadas as seguintes etapas: 1)Dosagem do solocimento.

Nas obras de pequeno porte é usado um traço padrão, de 1 para 12 (uma parte de cimento para 12 partes de solo adequado, que é um solo arenoso aprovado no teste da caixa).

Esse traço padrão para pequenas obras será sempre o mesmo, qualquer que seja o modo de utilização. Em obras de grande porte, o solo cimento chega a ser produzido em usinas ou centrais de mistura. Em obras de pequeno porte, a mistura é manual. Betoneiras não servem para preparar o solo cimento.

2) Mistura manual do solocimento

a) O solo foi peneirado em peneira de malha (abertura) de 4 cm a 6cm;

b) Esparramou se o solo sobre uma superfície lisa e impermeável, formando uma camada de 20cm a 30cm. Espalhe o cimento sobre o solo peneirado e revolva bem, até que a mistura fique com uma coloração uniforme, sem manchas de solo ou de cimento; c) Espalhou se a mistura numa camada de 20cm a 30cm de espessura, adicione água, aos poucos (de preferência usando um regador com "chuveiro" ou crivo), sobre a superfície e misture tudo novamente.

Os componentes do solocimento podem ser misturados até que o material pareça uma "farofa" úmida, de coloração uniforme, próxima da cor do solo utilizado, embora levemente escurecida, devido à presença da água.

É muito importante que a quantidade de água da mistura esteja correta. O solo cimento compactado com muita água perde resistência e pode até trincar. Se a mistura tiver pouca água, a compactação fica difícil e também haverá perda de resistência. Existem testes práticas para verificar se a quantidade da mistura está correta: enche se bem a mão com a mistura e aperte com muita força. Logo em seguida, abra a mão. O bolo formado deve apresentar a marca dos seus dedos com nitidez. Se não apresentar essas marcas, há falta de água na mistura. Nesse caso, ponha aos poucos mais água na mistura, e repita o teste até aparecer à marca dos dedos.

A seguir, deixe o bolo cair no chão, de uma altura de cerca de 1m. No impacto, o bolo deve se desmanchar. Se isso não ocorrer, há excesso de água na mistura. Nesse caso, esparrame e resolva a mistura, para que o excesso de água evapore. Repita o teste, deixando o bolo cair de novo, para verificar se a quantidade de água chegou ao ponto correto. A mistura do solo cimento começa a endurecer rapidamente. Por isso, ela deve ser usada, no máximo, duas horas após o preparo. Portanto, evite preparar mais solo cimento que possa utilizar nesse intervalo de tempo.

As ferramentas necessárias para o preparo do solo cimento são: colher de pedreiro, pe neira de malha 4 mm a 6mm, lata de 18 litros, regador com "chuveiro", pá, enxada.

3.3. Confecção do tijolo de solo cimento com fibra de coco.

O solo arenoso seco foi peneirado para separação dos grãos maiores e Impurezas, numa peneira com abertura de 4,8 mm, de acordo as Normas Técnicas da ABNT, n º 04 (Analise granulométrica dos solos, peneiramento do solo). O cimento usado na composição é de boa qualidade do tipo Portland, CPII Z 32, RS (Poty).

No teste de qualidade do solo arenoso foi observado através do “Teste do Frasco”, fa vorecido em termos de resultados, considerando que os percentuais na composição do solo é compatível e contribui para a resistência do tijolo de solo cimento com fibra de coco, 20% de argila e 80% de areia (nos lotes 01 e 02).

Nos (lotes 03 e 04) o teste do frasco acusou resultados diferentes no solo arenoso dos primeiros lotes, com 30% de argila e 70% de areia com isso o rendimento e a coloração dos tijolos mudaram.

! Utilizou se um frasco de vidro com tampa, de boca larga, colocou se

no frasco o solo a ser testado (peneirado) até a metade do vidro, acrescentou se ao solo duas colheres de chá de sal e completou com água, com cuidado de não encher completamente o fraco, agitou a mistura do frasco e deixou em repouso por trinta minutos, passado este tempo,

nota se que a mistura ficou dividida em três partes. Na parte de baixo areia, no meio argila e em cima água. Com uma régua fez se a medição, se a quantidade de areia estiva maior ou igual à quantidade de argila, tem se um solo perfeito. Caso contrario o solo deve ser descarta

do. As Figuras 19 e 20 mostram a pesagem do solo peneirado e a medição proporcional do Solo na fôrma de prensagem manual.

Figura 19. Pesagem do solo peneirado.

As três matérias primas usadas na composição do traços dos tijolos com fibra de coco serão colocadas na bacia de pedreiro para serem misturados. As Figuras 21, 22 e 23 mostram solo na bacia de pedreiro depois de peneirado e medido, a pesagem do cimento para mistura ao solo, o exocarpo e mesocarpo fibroso da casca de coco.

Figura 21. Solo na bacia de pedreiro depois de peneirado e medido.

Figura 22. Pesagem do cimento para mistura ao solo.

As fibras de coco foram tratadas em água fervente a uma temperatura de 100ºC, para retirar o excesso de cera após ter sido desfibrada. A Figura 24 mostra a casca de coco seca desfibrada.

Figura 24. Casca de coco seca desfibrada.

A parte interna desfibrada (mesocarpo) gera o pó, a morfologia típica do pó de coco é caracterizada por partículas de aspecto irregular, similar ao da capa porosa das fibras. A Figu ra 25 mostra o pó residual do desfibramento da casca de coco seca.

Figura 25. Pó residual do desfibramento da casca de coco seca.

O volume de água consumido nos traços realizados na confecção de cada cinco tijolos foi de 400 ml. As Figuras 26 e 27 mostram a água dosada na mistura para formar a massa de solocimento e a consistência da massa do solo cimento e fibra de coco

Figura 26. A água dosada na mistura para formar a massa de solocimento.

Figura 27. Consistência da massa do solo cimento e fibra de coco.

Benzer Belgeler