B) FİİLLERİN ÇATI KAVRAMI DIŞINDAKİ DOĞALARINA GÖRE
4. Yapış Bildirenler
A RMBH112, em termos regionais, constitui um importante e expressivo polo econômico nacional, além de ser considerada o núcleo principal da economia do estado, configurando uma região plenamente integrada e dinâmica, a qual responde por mais de 50% do PIB de Minas Gerais. Desde os anos 70, essa região vem crescendo não apenas acima da média nacional, mas também acima da maioria das regiões metropolitanas. A proximidade às cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, que chegou a constituir uma desvantagem locacional em passado mais remoto, transformou-se em vantagens para a região metropolitana de Belo Horizonte na atual etapa do desenvolvimento brasileiro.
A dimensão populacional, a oferta de serviços modernos, a diversificação industrial, a complementaridade entre as estruturas industriais da região central de Minas Gerais e a indústria paulista, a duplicação da rodovia Fernão Dias, o crescimento do corredor industrial entre a região central e o sul de Minas Gerais, a proximidade aos grandes mercados nacionais transformaram a região metropolitana de Belo Horizonte em uma importante alternativa locacional para investimentos industriais e de serviços. Não possui as desvantagens decorrentes das deseconomias de aglomeração das metrópoles do Rio de Janeiro e São Paulo e possui, por outro lado, importantes economias de aglomeração propiciadas pela escala demográfica e econômica alcançada pela região metropolitana de Belo Horizonte, bem como pela base da infraestrutura física, especialmente sistema de transportes, e social, refletida pelo mercado de trabalho profissional, pela base acadêmico-
112 Uma análise comparativa entre as potencialidades econômicas das áreas metropolitanas do Brasil e, em
especial, da comparação entre Belo Horizonte e Curitiba, encontra-se em LEMOS, M.B. e DINIZ, C.C.
Vantagens comparativas da área metropolitana de Belo Horizonte no contexto nacional. In Revista
universitária e pela oferta de serviços urbanos modernos113.
Entre as vantagens114 de Belo Horizonte, algumas podem ser mencionadas, como o compartilhamento de serviços mais sofisticados com São Paulo e Rio de Janeiro nos dois sentidos, vale dizer, como consumidores desses serviços e como produtores para um mercado mais amplo. Acrescenta- se ainda o compartilhamento das relações interindustriais do complexo paulista, viabilizando a expansão industrial mais diversificada nessas duas regiões. Outra vantagem refere-se à possibilidade da venda sistemática de serviços normais (projetos de engenharia civil, consultorias diversas e outros) tendo como base o menor custo das remunerações, real e nominal, prevalecentes em Belo Horizonte. Outra vantagem repousa nas indústrias relativamente exigentes em escala e custo de transporte, que podem optar, em função do menor custo urbano, pela localização na região de Belo Horizonte, optando pelo abastecimento de Rio e São Paulo.
Merece destaque ainda a infraestrutura criada pelas bases exportadoras minero-metalúrgicas, que ajuda na viabilização da região, além da centralidade de Belo Horizonte como ponto de passagem para parte do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil. Nesse sentido, localizações industriais, comerciais ou mesmo de alguns serviços que combinem escala relevante com custo de transporte mediano, o que configuraria uma área de mercado ideal para regiões centrais, poderiam optar por Belo Horizonte, em vez de se fixarem conservadoramente no Rio e São Paulo ou avançarem para macropolos geograficamente desfocados.
113 PROJETO PARQUE TECNOLÓGICO DE BELO HORIZONTE. Trabalho elaborado pelos Professores
Mauro Borges Lemos e Clélio Campolina Diniz, discutido e aprovado pela Comissão Especial, nomeada pelo Reitor, composta pelos professores: Paulo Sérgio Lacerda Beirão (Presidente), Alan Claudius Queiroz Barboza, Clélio Campolina Diniz, José Maciel Rodrigues Júnior, Mauro Borges Lemos, Ronaldo Tadêu Pena. Belo Horizonte, março, 2001. www.ufmg.br/prpq/ParqueTecnologico.rtf. Acesso em 23 mai, 2007.
Como uma das vantagens mais importantes, há a atuação dos fatores desaglomerativos no Rio e São Paulo, refletindo-se em aumento de seu custo urbano, com consequências tanto no custo de vida e na qualidade de vida comparativamente a Belo Horizonte, o que acaba gerando um fator locacional decisivo para essas duas regiões, especialmente quando combinados a todos os fatores acima assinalados. Por último, como consequência e fator cumulativo de todos esses pontos, à medida que essa região metropolitana cresce, vão desenvolvendo economias externas, isto é, ganhos aglomerativos, os quais aumentam em muito suas possibilidades locacionais115.
O objetivo geral do Parque Tecnológico de Belo Horizonte veio contribuir para o desenvolvimento tecnológico da cidade e de seu entorno de tal forma a consolidar sua posição como terceira região metropolitana em termos econômicos, tecnológicos e centro de serviços do país. O principal objetivo específico seria o de estreitar os laços da universidade e centros de pesquisa com o setor produtivo empresarial através do desenvolvimento de um sistema local de inovação, em que se estabeleça um esforço institucional de articulação entre a pesquisa básica e aplicada da universidade, o desenvolvimento de produtos e processos em parceria com as empresas tecnológicas, buscando inovações e gerando benefícios para a sociedade.
A proposta do Parque de Belo Horizonte baseia-se na articulação universidade/empresa em alguns focos: no apoio ao surgimento e desenvolvimento de pequenas empresas inovadoras em tecnologias de ponta em setores já reconhecidos, tais como biotecnologia, tecnologia biomédica, tecnologias da informação e comunicação, novos materiais ou em novas frentes que a pesquisa científica e tecnológica venha a abrir, criando vantagens para as novas “janelas de oportunidade” que venham surgir; no
abrigo de laboratórios de P&D de empresas inovadoras em tecnologias de ponta de médio e grande portes, podendo excepcionalmente estender a jusante suas operações para atividades manufatureiras; no abrigo de empresas de serviços voltadas para as demandas do parque, incluindo infraestrutura hoteleira, centro de convenções, centro de feiras e centro de negócios116.
O Parque não se trata de um simples distrito industrial de alta tecnologia, sua estratégia é criar economias tecnológicas de aglomeração através da concentração espacial de atividades de P&D no âmbito interno do parque, com possibilidade de efeitos de transbordamento no âmbito externo, ou seja, para o entorno do parque. O Projeto de criação do parque117 é uma iniciativa da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, que através de uma comissão especial nomeada pelo Reitor elaborou proposta a ser submetida ao Conselho Universitário.
Uma vez aprovada a referida proposta no âmbito da universidade, será posteriormente encaminhada, à apreciação dos parceiros estratégicos desse empreendimento, à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, ao Governo do Estado de Minas Gerais, à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, ao Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (SEBRAE-MG) e demais entidades empresariais e instituições de pesquisa do estado.
A UFMG cumpre um papel central na criação de um parque
116 Prova disso é o orçamento previsto para a execução da Agenda da Ação de Política de Desenvolvimento
Produtivo em Biotecnologia (PDP – Biotec) no país. Já estão garantidos recursos de mais de R$ 2 bilhões para o biênio 2009-2010, com R$ 1,1 bilhão do orçamento federal e R$ 1,2 bilhão dos recursos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde do Banco Nacional de Desenvolvimento econômico e Social (Profarma – BNDES). Biotecnologia resiste às turbulências. www.anbio.org.br. Acesso em 27 mar, 2009.
tecnológico em Belo Horizonte, dada sua dimensão e qualidade na formação de alunos de graduação e pós-graduação e capacidade de pesquisa científica. Um eventual parque na cidade não poderia prescindir da UFMG nem esta poderia se omitir num arranjo institucional de criação de um parque. Mais do que isto, cabe à universidade um papel de liderança em qualquer iniciativa dessa natureza. Não se deve perder de vista, por outro lado, que esse tipo de empreendimento é de interesse público, mas de natureza privada, com presença do empresariado como elemento-chave nas decisões de investir e na gestão do empreendimento.
É salutar e necessário que a liderança do processo seja compartilhada entre os grandes parceiros, incluindo os Governos municipais e estaduais. O maior benefício desse tipo de empreendimento para a universidade seria a possibilidade de transformação de conhecimentos científicos gerados internamente em produtos tecnológicos, ampliando o vínculo universidade- empresa, que a longo prazo poderia gerar efeitos positivos para o desenvolvimento econômico da RMBH e melhoria de renda para sociedade local.
De forma recíproca, a presença do parque vem estimular e alavancar a pesquisa científica e tecnológica dentro da UFMG. Além de servir como fonte direta de financiamento à pesquisa aos docentes/pesquisadores dos departamentos, esse estreitamento entre a produção científica e tecnológica local poderia se constituir em fator de atração de financiamentos originados de projetos especiais de agências de fomento, como os novos fundos de fomento à P&D das agências reguladoras sob a intermediação do MCT e de empresas privadas, a exemplo do que ocorre nos países desenvolvidos.
área de biotecnologia no Estado, por ser um centro de excelência em bioinformática, com certificação de empresas, produtos e processos, além da capacidade em gestão de competitividade. Sua experiência foi pioneira, sendo a Biobrás a primeira empresa de Biotecnologia instalada no país.
Por fim, a criação de um ambiente inovativo na cidade poderia ser um fator realimentador das atividades de ensino, pesquisa e extensão na região metropolitana de Belo Horizonte, como por exemplo, o esperado aumento de demanda por cursos de treinamento de pessoal em nível de pós-graduação lato sensu e mestrados profissionalizantes.
As premissas para a transferência de tecnologia a partir da universidade seriam a emergência de novos empresários abrindo empresas nas incubadoras, o crescimento de empresas incubadas como arrendatários de uma instalação multiusuário, que parte dos docentes, alunos e ex-alunos que estejam dispostos a comercializar suas pesquisas através de empreendimentos produtivos ou de sua transferência para terceiros. Que as empresas possam ser desenvolvidas próximas à universidade na mesma localidade, que seja definido um planejamento de metas factíveis da incubadora, que os empresários inovadores locais estejam dispostos a participar do empreendimento com uma ampla gama de serviços de apoio (financeiros, fornecedores/clientes, gerenciamento e comercialização de bens e serviços tecnológicos) 118.
A experiência internacional mostra que a maioria dos parques tem gestão privada (direção executiva) supervisionada por um conselho de
118 LALKAKA, R. e BISHOP, J.L. Parques tecnológicos e incubadoras de empresas: o potencial de
sinergia. In A economia dos parques tecnológicos, M. Guedes e P. Formica (eds.). Rio de Janeiro: Anprotec, 1997, passim.
administração composto predominantemente por instituições públicas (universidades, centros de pesquisa, municipalidade e governo estadual). Nesse caso, nas estratégias de longo prazo do parque estariam contemplados os interesses do desenvolvimento regional, de forma sustentável e socialmente mais igualitária, da mesma maneira que a forma privada de gestão traria racionalidade econômica para a tomada de decisões do empreendimento.