A) TEK ÇATILI FİİLLER
5. İşteş Çatılı Fiiller
A primeira classificação histórico-grográfica é a de Sanz 65, que aponta os seguintes modelos: o modelo californiano, o modelo britânico, o modelo norte-europeu ou escandinavo, o modelo mediterrâneo (sul europeu – França, Espanha, Itália e Portugal) e o modelo Japonês.
63 VEDOVELLO, C.A. I Workshop de Parques Tecnológicos. Palestra “Modelo Britânico e Português de
Parques Tecnológicos”. Porto Alegre, 11 de novembro de 2003, passim.
64 Entende-se aqui a transferência de tecnologia como o processo pelo qual a tecnologia, o conhecimento, o
desenvolvimento da informação em uma organização/ área ou finalidade é aplicado em outra organização, em outra área ou com outra finalidade. IASP - International Association of Science Parks. Disponível em www.iasp.ws. Acesso em 04 mar, 2004.
65 SANZ, L.Parques Científicos y Tecnológicos: breve visión panorâmica de SUS modelos y tendências. In:
VIII Seminário de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, 1998, Belo Horizonte. Anais ... Belo Horizonte: Anprotec, 1998, passim. ZOUAIN, Desirée Moraes e PLONSKI, Guilherme Ari. Parques
O Modelo Californiano tem como características iniciativas promovidas por ou vinculadas a universidades, são ligadas a setores tecnológicos de ponta, emergentes e de altíssimo valor agregado, aproveitam, ao máximo, a capacidade de atração da região, bem como o valor comercial das pesquisas desenvolvidas pelas universidades, na criação de empresas, trata-se de um fenômeno espontâneo, ou seja, não há um planejamento inicial, não existem intenções prévias de se constituir em um elemento de desenvolvimento regional. Concentram-se ainda na criação de novas empresas (tecnológicas), por meio de spin-off66 de departamentos e laboratórios das universidades, bem como de empresas instaladas no parque e são projetos autofinanciados e autossuficientes, capazes, inclusive, de proporcionar retorno de investimento a seus promotores.
O Modelo Britânico é criado por universidades e instalado em seus campi; é caracterizado por mínima presença de atividades industriais manufatureiras, centrando-se em atividades de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios de empresas, entre outras. E as incubadoras são elementos importantes nos parques.
O Modelo norte-europeu67 deu certo em regiões de elevado
desenvolvimento econômico ou de grande crescimento e com uma cultura empresarial e de livre concorrência bem consolidadas. Modelo que apresenta o maior número de casos de êxito, pois conjugam, de forma equilibrada, as melhores características de outros modelos existentes e tem como características: área de pequena e média extensão, projetos promovidos com participação de universidades, organizações públicas (na maioria das vezes as
66 Fenômeno de criação de empresas de base tecnológica por pesquisadores oriundos do meio acadêmico, ou
seja, é uma criação interna dentro dessas empresas de base tecnológica. Ver Capítulo 4, item 4.3., p.74.
67 Este modelo é afeto não só aos países escandinavos, mas também a outras regiões, tais como Finlândia e
municipalidades) e iniciativa privada, oferta reduzida de áreas, enfatizando-se o oferecimento de edifícios (para venda, aluguel ou leasing) e equipes de gestão especializadas, muito envolvidas nos aspectos de fomento à transferência de tecnologia e à inserção comercial no mercado internacional de produtos e serviços de seus usuários.
O Modelo Mediterrâneo68 caracteriza-se por parques geralmente promovidos por entidades públicas (municipalidades e organizações governamentais regionais). São instrumentos de desenvolvimento regional e estão relacionados à ocupação de grandes áreas.
A segunda classificação é a relacionada aos casos considerados mais relevantes69 em termos de desenvolvimento regional. Destacam-se aqui Vale do Silício (EUA), Rodovia/Rota 128 (EUA), Tsukuba (Japão), Cite Scientifique Paris-Sud (França), Sophia-Antipolis (França) e Cambridge (Reino Unido). Destacam-se, ainda, Canadá, Israel, Coréia do Sul e Índia.
Nos países desenvolvidos fala-se muito em adequação locacional. Os parques têm servido como política de desenvolvimento regional em áreas industriais deprimidas ou estagnadas ou ainda regiões industrialmente subdesenvolvidas, sendo um dos instrumentos de indução à reconversão produtiva para atividades dinâmicas, de maior conteúdo tecnológico. No caso dos países periféricos de industrialização recente, como o Brasil, a instalação de parques dificilmente teria sucesso em áreas muito atrasadas ou estagnadas.
68 Desenvolvido em países do sul da Europa (França, Espanha, Itália e Portugal), baseado no Modelo de
Sophia-Antipolis (Nice, França) A França tem um modelo que se baseia na forte presença dos agentes governamentais, das universidades, centros de pesquisa e grandes empresas, incluindo multinacionais. A Península Ibérica, cujo movimento de implantação de parques de ciência e tecnologia iniciou-se mais tarde, na década de 90, tem como principal interesse o fato de se tratar de regiões emergentes em termos de desenvolvimento econômico, similar à situação brasileira.
69 ZOUAIN, Desirée Moraes e PLONSKI, Guilherme Ari. Parques Tecnológicos: planejamento e gestão,
Isso porque a infraestrutura física e de conhecimento, o capital social básico, são precários e de escala insuficiente para deflagrar um processo de desenvolvimento local a partir da instalação de um parque.
Nesse sentido, no Brasil, o parque seria como uma ilha num deserto sem capacidade de integração de seu entorno e, portanto, de desencadear complementaridade e efeito multiplicador regional. Da mesma forma, o sucesso tecnológico e econômico nas áreas mais desenvolvidas em capital social básico é indiferente à presença de parques tecnológicos formais, como no Brasil, a Região Metropolitana de São Paulo - RMSP - e seu entorno industrial, como Campinas e São José dos Campos, pois já são naturalmente áreas de atração por excelência das atividades de alta tecnologia do país. São, portanto, nas áreas intermediárias, com capital social básico suficiente e industrialmente emergente, que os parques podem se constituir em instrumentos efetivos de política de desenvolvimento regional objetivando à progressão industrial local em direção a atividades intensivas em tecnologia. Certamente, em Minas Gerais, a cidade de Belo Horizonte, como centro urbano de um entorno industrial relativamente diversificado e em expansão, se enquadra nessa categoria intermediária.
Outro ponto importante e que merece destaque diz respeito ao foco ou
especializações do parque. A experiência internacional, principalmente dos
países ibéricos, tem mostrado que os parques não-temáticos são a alternativa mais favorável para o sucesso do empreendimento, possibilitando um crescimento mais rápido do parque e efeitos multiplicadores de mais curto prazo. A trajetória tecnológica de um parque é pouco previsível e muitas vezes a trajetória mais provável, em que a maioria aposta, não resulta na de maior sucesso. Nesse sentido não seria estratégico privilegiar uma área específica de conhecimento em detrimento de outras. A forma de interação
dos pesquisadores da universidade e centros de pesquisa com as empresas pode ser um importante fator na definição das fortalezas tecnológicas do parque.
Um aspecto não menos importante é a tradição de empresas tecnológicas estabelecidas na região. As oportunidades tecnológicas para os novos empreendimentos podem surgir dos efeitos de transbordamento dessa aglomeração inicial, favorecendo determinada trajetória. É o processo resultante entre essa oferta de conhecimento potencial (da universidade) e a demanda efetiva por determinadas tecnologias (pelas empresas) que vai determinar as trajetórias predominantes no futuro. No caso do parque com terreno de propriedade da universidade, deve ser analisada a área efetivamente disponível para eventual venda, já excluída a área das edificações coletivas e de administração do parque.
Importante trazer à baila os aspectos comerciais do empreendimento. A parte comercial (hotel, centro de convenções, agências de comércio exterior e turismo) pode ser vital para o sucesso de determinados parques, como de áreas metropolitanas em fase de modernização de sua rede urbana, como por exemplo a região de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde pode haver fortes sinergias entre desenvolvimento tecnológico e oferta de serviços modernos e de negócios.
A ideia de parque tecnológico pautado em propostas sustentáveis e que buscam a melhoria da qualidade de vida local e regional, tem se consolidado cada vez mais no país. De um modo geral, em seus projetos de estudo de viabilidade sempre estão presente preocupações como: a busca pela implementação de ações que possam regular as relações entre economia e ecologia, com o foco voltado na prevenção-precaução, na análise dos impactos
ambientais, na proposição de ações para o aproveitamento racional dos recursos, a proposição de modelos de urbanização e paisagismo que privilegiem a construção de espaços coletivos propícios a atividades de lazer e cultura, bem como a definição de áreas contínuas que garantam a integração dos espaços de pesquisa e produção e a recomposição do ecossistema primitivo, o respeito às vocações, potencialidades e saberes locais para a definição das áreas de atuação do parque e a valorização do trabalho qualificado. Pode-se pensar que os Parques Tecnológicos figuram não só como ambientes institucionais de inovação tecnológica, mas também como marcos para um novo modelo de desenvolvimento econômico e social.
Um parque tecnológico difere-se em muito de um distrito industrial. A principal diferença entre eles é que o parque não constitui apenas uma área física delimitada onde diversas empresas podem ser instaladas, e sim, um ambiente de forte integração entre as universidades e instituições de pesquisa e as empresas ali instaladas, funcionando como um elo de ligação entre clientes e recursos humanos e tecnológicos das universidades. Apesar dos elementos constitutivos dos parques tecnológicos assumirem a feição de um distrito industrial realmente, fora da cidade, predominantemente ocupado por empresas, diferencia-se pela existência de muitas áreas verdes. Todos os parques europeus visitados por especialistas da área de arquitetura70 constataram que eles têm aspecto de parque e não de distrito industrial, os prédios são muito sofisticados, a arquitetura é muito cara, com uso intensivo de vidros. Os parques tecnológicos também se diferenciam porque oferecem serviços de maior qualidade do que os serviços dos distritos industriais.
Do ponto de vista da natureza do investimento, uma diferença
70 PALADINO, Gina G., MEDEIROS, Lucília Atas. Parques Tecnológicos e Meio Urbano – artigos e
importante em relação aos distritos industriais tradicionais é que os investimentos devem ser necessariamente investimentos inovativos, no sentido originalmente definido por Schumpeter 71, isto é, investimentos direcionados para pesquisa, desenvolvimento e introdução de novos produtos. Os critérios de seleção são de conteúdo tecnológico, no sentido de que as empresas a serem instaladas devem produzir bens e serviços baseados em princípios do conhecimento científico. São, portanto, produtoras de tecnologia.
As experiências internacionais de criação de parques mostram perfis diferenciados de investimentos inovativos, variando de parques com investimentos exclusivamente direcionados para atividades estritas de P&D, como o Parque Científico de Barcelona - Espanha, passando por aqueles que combinam investimentos em atividades de P&D e produção industrial, como o Research Triangle Park da Carolina do Norte - EUA e o Cambridge
Science Park – Reino Unido, até parques com forte predominância de investimentos para produção estritamente industrial, como o Sophia-Antipolis
Parc no Côte d’Azur - França e o Hsinchu Science-based Industrial Park em Taiwan.
Por fim, cabe destacar que a implementação do parque tecnológico pode alavancar não só os setores e empresas de base tecnológica, como também gerar ganhos econômicos ao setor imobiliário. Isso porque a estrutura do parque exige um espaço de intercâmbio, por meio de locais comuns onde serão oferecidos serviços de restaurantes, limpeza, segurança, bancos, lojas de conveniência, entre outros.
71 SCHUMPETER, J., Business cycles: a theoretical, historical and statistical analysis of the capitalist