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Yansıma Önleyici Kaplama ve Kürlenmesi

3. L˙ITOGRAF˙I PROSES PARAMETRELER˙IN˙IN BEL˙IRLENMES˙I

3.3 Yansıma Önleyici Kaplama ve Kürlenmesi

Evolução das Carteiras Teóricas

0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 jan/ 03 abr/0 3 jul/0 3 out/0 3 jan/ 04 abr/0 4 jul/0 4 out/0 4 jan/ 05 abr/0 5 jul/0 5 out/0 5 jan/ 06 abr/0 6 jul/0 6 out/0 6 jan/ 07 abr/0 7 jul/0 7 out/0 7 jan/ 08 abr/0 8 jul/0 8 out/0 8 Períodos V a lo re s e m R $ m il PL MS Ibovespa

No ano de 2006, observa-se um maior descolamento das carteiras teóricas. O ritmo de expansão da economia mundial manteve-se, impulsionado pelo desempenho favorável da economia dos EUA e pelo crescimento acelerado das principais economias emergentes. Houve crescimento do mercado interno, principalmente no segundo semestre, e fortalecimento do Balanço de Pagamentos brasileiro. Em abril, houve elevação dos preços internacionais de commodities. Em maio, devido às incertezas relativas à evolução dos indicadores da economia americana (inflação, alta dos juros e medo de recessão) e seu reflexo sobre a economia mundial, ocorreu movimento de saída de capitais, que implicou curto período de baixa do Ibovespa. Esse movimento foi neutralizado em parte pela evolução favorável dos indicadores da inflação doméstica e pela consolidação do cenário macroeconômico interno benigno.

Em 2007, a perspectiva de consolidação de um ambiente com menor liquidez global, em virtude dos efeitos dos processos de elevação das taxas de juros nas economias industrializadas, influenciou o aumento da volatilidade nos mercados globais. Com efeito, os resultados do Ibovespa foram impactados negativamente, principalmente a partir do segundo semestre quando a crise do Subprime, iniciada nos EUA, atingiu os mercados de todo o mundo. Porém, a manutenção da estratégia de redução da exposição cambial do setor público e de recomposição de reservas, adotado desde 2003 no Brasil, conferiu maior solidez às contas do País e aumentou a resistência da economia à mudanças adversas no cenário externo.

O ano de 2008 pode ser analisado em dois períodos distintos. De janeiro a maio houve trajetória de ganhos acentuados, refletindo as expectativas positivas obtidas com a obtenção do grau de investimento concedido por duas agencias internacionais de classificação de risco, a Standart and Poor´s e a Fitch Ratings. No restante do ano, o desempenho do Ibovespa passou a demonstrar expressiva volatilidade, traduzindo o cenário de retração generalizada da economia mundial, expresso em redução dos preços das commodities e dos fluxos de comércio externo e, posteriormente, o acirramento da crise nos mercados financeiros.

4.4.2 Índice de Sharpe

De acordo com o anexo VI, foi calculado o índice de Sharpe para as carteiras teóricas: Margem de Segurança que considera o montante final do ano anterior e Ibovespa. Foram obtidos os seguintes resultados:

Tabela 11 - Índice de Sharpe Margem de Segurança X Ibovespa

Carteiras – Índice de Sharpe Ano Margem de Segurança Ibovespa

2003 1,0634 0,6019 2004 0,5189 0,0976 2005 0,4916 0,2229 2006 0,7870 0,2369 2007 0,5623 0,4874 2008 -0,3806 -0,5872

Conforme abordado na fundamentação teórica, o índice de Sharpe mede a performance de uma carteira. Quanto maior o seu valor, desde que seja positivo, melhor será o resultado da carteira. Assim, observa-se que em todos os anos a carteira baseada na Margem de Segurança obteve um índice de Sharpe superior ao da carteira de mercado Ibovespa, ou seja, a carteira baseada na Margem de Segurança apresentou uma melhor relação risco-retorno.

No ano de 2008, tanto a carteira baseada na Margem de Segurança como o Ibovespa apresentaram performances negativas. Este resultado, conforme comentado na análise macroeconômica, decorreu da crise financeira mundial.

Com o objetivo de expandir a comparação do resultado da carteira baseada na Margem de Segurança com outros índices de Sharpe relevantes na economia nacional, foi selecionado o índice de Sharpe do melhor fundo de investimento no Brasil em cada ano. Os resultados obtidos foram os seguintes:

Tabela 12 - Índice de Sharpe: Melhor fundo de investimento no ano.

Melhor Fundo de Investimento no ano

Ano Nome do Fundo de Investimento

Código do Fundo de Investimento

Índice de Sharpe

2003 Coinvalores FIA Coin 1,5760

2004 Tempo Capital FI ações Temp 0,5600

2005 Safra Setorial bancos FI ações safr4 0,5380

2006 Geração FIA Gera 0,5960

2007 Fundos de Investimentos em ações Prime Prim 0,9470

2008 Atrium FIA Atri -0,0760

Tabela 13 - Índice de Sharpe Margem de Segurança X Fundos de Investimentos

Índice de Sharpe

Ano Fundos de Investimento Carteira Margem de Segurança

2003 1,5760 1,0634 2004 0,5600 0,5189 2005 0,5380 0,4916 2006 0,5960 0,7870 2007 0,9470 0,5623 2008 -0,0760 -0,3806

A partir desses dados, juntamente com o cálculo do índice de Sharpe da carteira teórica baseada em baixos múltiplos Preço/Lucro, foi montado o seguinte gráfico:

Evolução Carteiras -1,0000 -0,5000 0,0000 0,5000 1,0000 1,5000 2,0000 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Período Ín d ic e d e S h a rp e Ibovespa Preço/Lucro Margem de Segurança

Melhor Fundo de Investimento no ano

CONCLUSÃO

A estratégia do baixo múltiplo P/L, utilizada por muitos investidores por sua simplicidade na aplicação, faz parte da avaliação relativa cujo objetivo é encontrar ativos baratos em relação aos seus similares precificados no mercado. Vimos que, para isso, alguns cuidados devem ser tomados, pois a comparação deve levar em consideração se as empresas possuem a mesma linha de negócios, se têm crescimentos e perfis de riscos similares, se possuem o mesmo tipo de negócios e, ainda, observar o momento de ciclo da empresa.

O objetivo central desta dissertação foi verificar se é possível uma carteira de ações composta por empresas com baixo múltiplo P/L e outra por empresas selecionadas através da margem de segurança, negociadas na Bovespa, gerarem retornos acima dos obtidos pelo índice de mercado.

A razão de incluir no estudo essas duas estratégias decorre do fato de a de baixos múltiplos P/L sofrer críticas por não levar em consideração o potencial de crescimento e o risco das empresas selecionadas. Assim, para efeito de comparação, foram construídas também carteiras baseadas na estratégia da Margem de Segurança, capaz de filtrar ações de baixo crescimento e alto risco.

Ao final deste estudo teórico-prático foi possível chegar a uma série de considerações que ressaltam a importância da análise e gestão por múltiplos no mercado de ações.

Com efeito, restou comprovado que uma carteira construída sob os princípios da Margem de Segurança apresenta resultados superiores aos obtidos pela estratégia de baixo múltiplo P/L. Em todos os períodos analisados individualmente, a carteira teórica mostrou resultados positivos, exceto no ano de 2003, que foi inferior em 5% ao do Ibovespa e 16% inferior ao da carteira baseada no múltiplo P/L. A carteira baseada em baixos múltiplos P/L também apresentou resultados positivos em todos os períodos analisados, exceto no ano de 2005, que foi 1% inferior ao da carteira de mercado.

Os resultados acumulados ao final dos seis anos analisados revelam que a carteira baseada na estratégia de baixo múltiplo P/L apresentou rentabilidade 170% superior a do Ibovespa. A carteira baseada na margem de segurança superou em 560% o mesmo índice, comprovando que é possível obter um desempenho bastante superior ao principal benchmark nacional utilizando essas estratégias.

Vale ressaltar que o estudo não se restringiu apenas à verificação do retorno das carteiras mencionadas, mas também ao risco que elas possuem. Nesse sentido, foi introduzido no estudo o Índice de Sharpe da carteira baseada na Margem de Segurança, que apresentou, em todos os anos analisados, resultado superior ao da carteira de mercado. Desse modo, resta comprovado que a relação risco-retorno da carteira baseada na Margem de Segurança é melhor do que a da carteira de mercado.

Mesmo com a ampliação do estudo, mediante a comparação do Índice de Sharpe da carteira baseada na Margem de Segurança com o do melhor fundo de investimento do País em cada ano, o resultado foi satisfatório. Na maior parte dos períodos analisados, a carteira baseada na Margem de Segurança ficou muito próxima dos índices do melhor fundo do País, chegando a ultrapassá-lo no ano de 2006. Esse resultado pode ser considerado satisfatório se levarmos em consideração que a estratégia de criação da carteira baseada na Margem de Segurança é relativamente simples se comparada às estratégias utilizadas em um grande fundo de investimento, que exigem um elevado grau de complexidade.

Vale sublinhar que essa dissertação não pretende encerrar a discussão a respeito das estratégias de baixos múltiplos P/L e das de margem de segurança, e sim, verificar uma maneira lucrativa de gerir investimentos no longo prazo. No convencimento de que esta proposta de pesquisa é relevante tanto para o meio acadêmico, quanto para o profissional da área, o trabalho conclui, dentro das delimitações propostas, que o múltiplo P/L, utilizado em larga escala no mercado financeiro, apresentou um desempenho superior ao da carteira de mercado. Além disso, ficou comprovado que a utilização de técnicas de filtragem para retirar ações de baixo crescimento e alto risco, como a da margem de segurança, revela resultado ainda mais significativo.

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