2.1. Dilin Tanımı Ve Önemi
2.1.5. Yabancı Dil Öğretiminde Yazma
No Brasil, na década de 1990, houve a proposição do governo federal para desenvolver programas de proteção à criança e ao adolescente, a partir da implantação de unidades físicas - Centro Integrado de Atenção à Criança e ao Adolescente- CAIC- que previam ações de atendimento em creche e pré-escola, ensino de primeiro grau, saúde e cuidados básicos, convivência comunitária e desportiva como forma de assegurar melhores condições de vida à população carente, num atendimento de tempo integral vinculado, na sua origem, à Legião Brasileira de Assistência Social (LBA), conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 1995). Essa vinculação das creches aos órgãos de Assistência Social e Saúde retrata um processo histórico e político em que prevaleceu o
caráter assistencialista no atendimento às crianças oriundas de famílias pouco favorecidas economicamente, que deveriam receber um atendimento para compensar a fome, as doenças e, até mesmo, as mazelas sociais.
No entanto, o pouco investimento financeiro e humano necessário ao desenvolvimento das ações do CAIC, em algumas cidades do Brasil e, em particular em Natal-RN, não logrou êxito. As instalações físicas do CAIC de Cidade Satélite foram transformadas em Escola Municipal Otto de Brito Guerra, vinculada e administrada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), conforme o Decreto de nº 6.760, de 07 de setembro de 2001. Todavia, a creche que já existia nas instalações físicas do CAIC continuou, ainda, sob a tutela da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMTAS) da Prefeitura de Natal, sob a denominação de Núcleo de Educação Infantil.
Os movimentos sociais em prol das creches e os consistentes argumentos das ciências sobre o ser criança e a importância da educação desde a mais tenra idade impulsionaram a regulamentação da Educação Infantil nos documentos oficiais, a partir da LDB n° 9394/96, art. 29, como “a primeira etapa da educação básica, tendo por finalidade o desenvolvimento integral da criança até 06 (seis) anos de idade, nos aspectos físico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”. No esteio dessa legislação, que dá visibilidade à creche e pré-escola no campo da educação, foi aprovado o Parecer CNE/CEB, n° 04/2000, que dispõe sobre as Diretrizes Operacionais e focaliza a vinculação das Instituições de Educação Infantil aos Sistemas de Ensino. Isso significa que
[...] cada município, que tinha creches e pré-escolas na área da assistência social, precisa integrar suas redes públicas e privadas (com suas respectivas instituições particulares, comunitárias confessionais e filantrópicas que atendem às crianças de 0 a 6 anos) ao sistema municipal de educação. Creches e pré-escolas passam, então, a ser consideradas legalmente instituições educativas e devem estar sob a coordenação, supervisão e orientação das Secretarias Municipais de Educação (KRAMER, 2005, p. 21).
As creches não mais poderiam estar sob a tutela da assistência social, pois a integração não se configura uma opção da instituição ou do sistema de ensino, mas um direito concebido às crianças. Em Natal, até o ano de 2006, as creches ainda continuavam sendo administradas pela SEMTAS, apesar do Plano Municipal de Educação (PME) 2005 -2014/SME-NATAL ter definido como diretriz: “assegurar, com base nas diretrizes nacionais, a incorporação gradativa das creches municipais à Secretaria Municipal de Educação” (PME, 2005, p. 22).
Em meados do ano de 2006, o Ministério Público passa a exigir da SME o cumprimento legal de instauração do processo de integração das creches para a Rede Municipal de Ensino, para possibilitar uma melhor qualidade no atendimento à criança, haja vista que creche e pré-escola no atual ordenamento legal têm caráter institucional e educacional, diferente do contexto familiar, dos programas alternativos, objetivando a formação integral das crianças.
A SME constituiu comissão a fim de desencadear14 o processo de transição gradual
das 57 creches administradas pela SEMTAS em duas etapas: 16 creches de prédios próprios em 2008 e as 31 creches de prédios cedidos e alugados em 2009 e 2010. As mudanças fizeram surgir o Cargo de Educador Infantil criado por meio da Lei nº 5.794 de 10/07/2007, que assim definiu o Art. 2º “O ingresso no cargo de Educador Infantil dar-se-á por meio de concurso público, provas e títulos, para detentores do Diploma de Nível Médio na modalidade Normal, respeitada a legislação específica”. Com 40h semanais de trabalho, atribuições e responsabilidades definidas (Art. 4º), essa jornada de trabalho ficou constituída em36 horas em sala de aula e 04 horas de planejamento, com 02 (dois) educadores por sala em todos os níveis de ensino.
O referido cargo nasce em meio a muitos questionamentos e críticas de estudiosos e pedagogos, em relação à exigência mínima de formação, uma vez que já atuava nas pré- escolas e nas escolas de ensino fundamental o profissional com Cargo de Professor e nível superior, regulamentado pela Lei 058/2005, com 20 horas semanais. Mesmo assim, prevaleceu a decisão política administrativa da SME, sob a “justificativa” do impacto financeiro e com o mecanismo de gerar aos monitores que atuavam até então, nas creches, sob o regime de contratação na carteira de trabalho, a possibilidade de provimento efetivo no quadro de pessoal do município de Natal por meio de concurso público.
Em relação à administração dessas instituições, foi instituído o processo de seleção pública (interna) do quadro de professores da própria rede de ensino, para assumir o cargo de diretor, vice-diretor e coordenador pedagógico, tendo como critérios: currículo, carta de intenção e/ou projeto de trabalho e entrevista.
Dados os encaminhamentos necessários às mudanças, em 2008, ocorre a integração das Creches para a Rede Municipal de Educação de Natal, por meio do Decreto nº 8.375, de
14 Comissão de Normatização da Educação Infantil e Coordenação do Processo de Integração das Creches ao
Sistema Municipal de Ensino- Portaria nº 19 de 10 de abril de 2007. A pesquisadora deste estudo foi membro da referida comissão.
05 de março de 2008. Assim, a creche do antigo CAIC passa a ser denominada Centro Municipal de Educação Infantil Professora Claudete Costa Maciel, em homenagem, após falecimento em 2006 de uma professora, que nos últimos anos de vida foi coordenadora pedagógica no CMEI Maria Salete Bila Alves15.
A partir de 2011, houve a redução da jornada16 de trabalho dos Educadores Infantis
para 30 horas semanais, após constantes reivindicações da própria categoria, que objetivava uma melhor qualidade laboral e valorização profissional. Paradoxalmente, surge o auxiliar de sala para atuar nas turmas de creche (0 a 3anos), contratado por meio de terceirização, com e/ou sem formação de magistério e uma carga horária diária de 8h. Essa configuração de decisão em nível institucional não criou condições para a efetivação do tempo para planejamento, passando a ser apenas uma constatação legal.