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3.3. Veri Toplama Araçları

3.3.2. Yaşam Doyumu Ölçeği

Comunidade do Tomé

O Distrito Tomé fica localizado na divisa dos municípios de Quixeré e Limoeiro do Norte. Carrega esse nome em homenagem ao primeiro habitante da comunidade, um índio forasteiro que viveu na região entre os anos de 1929 e 1935, atraído por uma lagoa conhecida como Lagoa da Jurema. Na seca de

1935, o índio foi embora com destino a Russas. Mas antes, deixou gravado em uma pedra seu nome e o período que viveu ali. Deixou a única casa do local, que virou moradia de pessoas que viviam da caça e que passaram a viver ali. Ao passo que aumentava o povoamento do lugar, foram sendo desenvolvidas várias atividades, como a produção de milho, feijão, algodão e caju; a criação de animais de pequeno porte e a extração de madeira, conforme relato dos moradores.

A primeira oferta de trabalho na comunidade chegou por meio do projeto de “Emergência Contra a Seca”, no qual as pessoas cadastradas recebiam o pagamento em forma de mercadoria e não de dinheiro. Desse trabalho resultou a primeira estrada de acesso à comunidade. Há relatos de que em 1930, a comunidade foi vítima de uma epidemia de malária que matou muita gente. Na época, o padre fez a promessa de construir uma capela, que começou a ser construída em 1938 e terminou em 1940.

Nos dias atuais, 749 famílias e 2.238 habitantes vivem na Comunidade do Tomé, que conta com quatro escolas, dois postos de saúde, associações e Posto dos Correios, dentre outros equipamentos. 'Tomé' caracteriza hoje o centro político da Chapada, sofrendo vários problemas decorrentes do uso de agrotóxicos e da contaminação da água, os quais se intensificam com a expansão das empresas agrícolas no território.

Em contrapartida, o distrito se constitui em um dos mais importantes palcos de lutas, reivindicações e resistências. Partiu dessa comunidade a iniciativa de criar uma associação de expropriados do Perímetro Irrigado, denominada de Associação dos Desapropriados e Trabalhadores Rurais Sem Terra da Chapada do Apodi. Outras ações emblemáticas da comunidade foram o abaixo-assinado que denunciou a contaminação por pulverização aérea, e as mobilizações de rua, a participação em atividades como o Grito dos Excluídos que visibilizou a luta pela Chapada como território dos trabalhadores e das trabalhadoras, dentre outras.

Comunidade de Macacos

Essa comunidade teve início em 1913 com a chegada da família de Dona Dequinha e seu Jerônimo, um agricultor que desbravou a mata e escolheu

uma área para plantar. Dona Dequinha de 93 anos conta que ele vinha caçar e permanecia ali por um tempo de forma provisória, mas que depois foram se instalando. Em 1915 chegaram outros moradores que foram se apossando de pequenas partes de terras para plantio na agricultura de milho, feijão e algodão. Nesse período a Comunidade se chamava Rancho dos Macacos e depois passou a ser chamada de Sítio Macacos. O nome surgiu porque os homens que vinham caçar na mata faziam ranchos e naquele tempo, esses ranchos eram cercados de macacos por todos os lados.

Comunidade Ipú/Maracajá

A Comunidade de Ipu/Maracajá tem sua criação datada de 1935 onde as famílias tiravam o sustento através da caça, do corte de madeira, da palha da carnaúba e do cultivo de grãos no inverno. A terra era o meio sustento, de prosperidade das famílias que viviam no local. O nome vem da caça do gato maracajá e a comunidade foi se ampliando e se denominando Maracajá de Dentro, Maracajá de Fora e entre uma e outra, as famílias deram o nome de Comunidade Ipu. Em 2002 veio o acesso à água encanada através do canal. E com a saída de parte das famílias para a implantação do perímetro, recentemente a Comunidade se autodenomina Ipu/Maracajá. São 40 famílias que vivem nessa comunidade num total de 136 pessoas.

Comunidade de Carnaúbas

A ocupação da Comunidade de Carnaúbas ocorreu na década de 1950 quando um homem chamado de Antônio Tangueira andava pelas matas da Chapada caçando animais junto com mais três companheiros que construíram um rancho no meio das matas. Um dos primeiros habitantes foi José Teofeles que andava no meio da mata e encontrou três pés de carnaúbas e ali construiu sua casa. De acordo com o depoimento de membros da comunidade, esses moradores tiveram acesso à terra ao se apossarem da mata fechada e a partir daí, foram vendendo para os primeiros habitantes que constituíram as famílias de Manu, João Zacarias, Gerardo Costa Lima, Luiz de Brito, Raimundo Camilo e Antônio Terezinha.

Na década de 1990, com a chegada do perímetro irrigado, a comunidade teve acesso a energia elétrica e a técnica de irrigação. Antes, o acesso à água era através de cacimbas, onde a água era retirada e levada para casa em sistema de ‘roladeira’ (rolamento). Com o passar dos anos foi construindo um poço profundo que abastecia a comunidade com a água encanada nas casas. Só mais recentemente veio o sistema de abastecimento do SAAE.

Na história escrita por membros da comunidade, a transformação da paisagem ocorreu devido a devastação das matas para a construção de sítios irrigados. O que gerou o desaparecimento de animais que existiam na comunidade como tamanduá, tatu, peba, veado, raposa, nambu, etc. afetando a caça que era um meio de alimentação das famílias. Outros tipos de animais como bois, cavalos, jumentos, etc. contribuíam para o trabalho produtivo. As plantações e colheitas era em sistema de produção de sequeiro que gerava a renda da família com as colheitas de algodão, milho, feijão. Para a alimentação das famílias havia também a produção de macaxeira, mandioca, melancia, jerimum, pimentão, banana, pimenta de cheiro, mamão, manga, limão, etc.

A Comunidade de Carnaúbas se organiza através da associação comunitária e das pastorais sociais da igreja especialmente a pastoral do idoso e da criança. Atualmente a população de é de 59 famílias e cerca de 190 habitantes.

Do ponto de vista de infraestrutura social, existem 01 posto de saúde, 01 igreja católica, 01 igreja evangélica, 01 chafariz, 01 poço desativado e 01 escola desativada. Tem orelhão e cisternas de placa para armazenamento de água da chuva.

Figura 11. Imagem do Google Earth da Comunidade do Tomé

Figura 12. Imagem do Google Earth da Comunidade de Macacos

Figura 13. Imagem do Google Earth da Comunidade de Ipu/Maracajá

Figura 14. Imagem do Google Earth da Comunidade de Carnaúbas

Benzer Belgeler