2.1 Araştırmanın Kuramsal Çerçevesi
2.1.4 Yaşam Boyu Öğrenme Teorisi
Após o teste de deslocamento, foi colhido o depoimento dos participantes, com o relato de suas experiências, por meio de uma entrevista estruturada, cujos relatos sintetizados são reproduzidos a seguir.
P6 relatou como pontos negativos para orientação na trilha as irregularidades do piso e a amplitude do espaço. “Nos pontos em que há grama, é mais fácil de se perder”. Como pontos positivos para orientação, declarou que a forma oval/circular da trilha facilitou sua orientação e também que, nos pontos em que o solo estava mais marcado e a trilha mais evidenciada, o deslocamento foi mais fácil.
P9 apresentou relato semelhante, dizendo “achei difícil caminhar reto na grama”, “não sabia onde era trilha e onde era grama”.
P1 sentiu a mesma dificuldade dos dois participantes anteriores e disse: “Senti mais dificuldade na parte gramada, pois não conseguia diferenciar o caminho do mato”.
P2 reclama da falta de pontos de referência, dos desníveis e das irregularidades do piso, porém gostou da trilha por ter solo firme, sem lama e com subidas suaves.
P11 achou a caminhada “fácil e tranqüila” e encontrou mais dificuldades nas descidas.
P10 sentiu-se “seguro” durante sua caminhada e relatou que “necessita de pontos de referência para andar na trilha”, no entanto achou o terreno “fácil com poucos obstáculos”. Acrescenta que gostou da experiência de caminhar só pela mata, sendo este um momento rico para reflexões.
Estes procedimentos foram filmados e as imagens analisadas durante o processo de introdução de modificações. Após a intervenção, uma nova entrevista estruturada foi realizada e os participantes relataram as seguintes experiências:
P1 relata “me senti muito bem, com o arame guia (linha-guia) ficou bem mais fácil de caminhar na trilha”, e que sua maior dificuldade foi escutar o barulho do guizo preso à linha guia, visto que ele tem deficiência auditiva e faz uso de aparelho, “às vezes ele não pega o som direito”. Relata ainda que é muito fácil usar a linha guia como apoio. “É fácil de achar e aí é só usar a bengala”.
“A linha guia dá sensação de segurança” diz P11, que foi gradativamente adquirindo confiança. Afirma ainda que é necessário estar atento para perceber a localização dos guizos. Com relação às plaquetas em simbologia Braille, este participante relata que elas facilitam a localização. “Daí dá pra saber se você tá no início, no meio ou no fim da trilha”.
P3, o participante com idade mais elevada, 60 anos, diz que não encontrou qualquer dificuldade e sentiu-se seguro. “Curti mais a natureza, pois senti segurança pela orientação proporcionada pelo fio de arame (linha guia)”. Diz ainda que a principal facilidade oferecida pela trilha adaptada “é a orientação oferecida pelo arame (linha guia) e pelos postes de orientação em Braille”.
P9, a única participante do sexo feminino, fala que após as adaptações na trilha, sentiu-se bem melhor. “Não me perdi nenhuma vez e não precisei de nenhuma ajuda.” P4, que usa prótese auditiva, relata que sua maior dificuldade foi “Ouvir o som dos guizos.” Atenta ainda que - “As placas estão bem escritas, é fácil seguir o arame (linha-guia) e não me perdi nem nos trechos mais difíceis.”
Já P5 não enfrentou grandes dificuldades. “Tranqüilo como da primeira vez, só que dessa vez foi bem mais fácil. Não me perdi nenhuma vez e cheguei no fim sem ajuda nenhuma...Não teve nenhuma dificuldade... foi tudo fácil...É fácil ouvir o guizinho tocando e também é fácil achar as plaquinhas em Braille...”
P6, que tem 57 anos, relatou: “Agora dá pra caminhar sozinho sem medo, pois o arame (linha-guia) dá toda a segurança pra você caminhar”. – e ainda: “Minha maior dificuldade foi subir a trilha, pois tô meio fora de forma, no mais, tá tudo bem bom (sic)...”
“Agora ficou muito bom. Me senti bem seguro e tranqüilo, como se estivesse andando numa rua conhecida”, falou P7, e quanto às dificuldades, relatou: “Não houve quase nenhuma. O único problema é o meu aparelho que às vezes eu não escuto bem o que está em volta, então algumas vezes eu não escutei o guizo”. “Mesmo não escutando bem o guizo, só a linha-guia já ajuda 100% a caminhada. Como já falei, é como andar numa rua conhecida perto da casa da gente.”
P8 fala que sentiu segurança em seu deslocamento. “O arame guia passa essa sensação pra gente. É só seguir o arame que não tem erro’’ (sic). Fala ainda que “a facilidade
maior é o som do guizo que me lembra a bola de goalbol. À medida que a gente vai chegando o som vai aumentando, aí é só ler a informação”.
“Agora está bem melhor, mais fácil...Não tem nada difícil. É só escutar o guizo e procurar com a mão que a gente encontra o postezinho com a escrita Braille. Aí é só seguir...” falou P9.
P10 também se sentiu seguro. “Achei bacana o som dos guizos avisando... quando tem plaquinhas... muito bom”... “A principal facilidade é a segurança do arame, onde eu posso bater a bengala, saber onde eu estou, posso parar pra descansar no banquinho, posso ir na estufa. Ficou muito bom.”
P2, como os demais participantes, também relata sobre a colocação do arame. “A colocação do arame trouxe mais segurança. Agora dá pra caminhar sozinho, tranqüilamente, sem medo.” Fala ainda que “O arame guia é ótimo para se guiar. É só usar a bengala e tomar cuidado para não passar por cima do arame. Gostei”.
Todas as informações aqui prestadas podem ser confrontadas no DVD do Teste de Deslocamento em Trilha – instrumento 2. Nele os participantes são submetidos à segunda etapa do referido teste e experimentam as adaptações introduzidas na trilha. Não foi possível produzir um filme em que todos os testes fossem mostrados de forma integral, devido ao seu tempo de duração, que gira em torno de 45 minutos. Assim o filme foi editado sendo mostrados alguns testes e as impressões dos participantes.
11.3 – APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO Nº4 – ATRATIVIDADE DE PONTOS