2.3. İlgili araştırmalar
2.3.2. Yaşam boyu öğrenme ile ilgi yapılan araştırmalar
Na subseção anterior falamos sobre a eliminação de perdas como elemento fundamental na manufatura enxuta (ME). Conforme Ohno (1997) a idéia básica deste sistema é produzir os tipos de unidades necessárias no tempo necessário e na quantidade necessária. A realização deste conceito elimina automaticamente uma série de desperdícios como inventários intermediários desnecessários, estoque de produtos acabados e outros.
Embora a redução de custos seja a meta mais importante do sistema ME, conforme Monden (1994) para ele alcançar o seu objetivo original, outras três submetas: controle de quantidade, qualidade assegurada e respeito á condição humana devem ser alcançadas. Na verdade, existe toda uma estrutura sofisticada para suportar a manufatura enxuta (ME), esta estrutura esta ilustrada na figura 2.2 através de um diagrama inter- relacionado.
Podemos verificar no topo da figura 2.2 o objetivo final do sistema na caixa com o processo “Aumento dos lucros sobre crescimento econômico lento” que por sua vez é obtido através do processo “Redução de custos pela eliminação de perdas” e do “Aumento de receita” e assim cada meta se desdobra em outra ou outras metas até chegar na base “Melhorias das Atividades por pequenos grupos”. É importante destacar que as saídas ou resultados são caracterizados em três grupos: custo, qualidade e humanidade. Essas características estão demonstradas na figura 2.2 através dos fluxos que chegam até o topo, no objetivo final.
Conforme Monden (1994) os dois conceitos chaves Just in Time (JIT) e Autonomação ou (Jidoka em japonês) são o suporte para a manufatura enxuta, eles permitem um fluxo continuo de produção ou adaptação as mudanças de demanda em quantidade e variedade. Também se pode entender conforme Ohno (1997, p. 91), o “Just In Time (JIT) e a Automação/Jidoka são os dois pilares do sistema de Manufatura Enxuta (ME)”.
A proposta do “Just-In-Time (JIT) é a de que os processos devem ser supridos com os itens corretos, no momento correto, na quantidade correta e no local correto. O sistema Kanban é a ferramenta que suporta esses processos JIT, como ilustrado na figura 2.2 o JIT é o processo “Produção no tempo exato” que por sua vez é suportado pelo processo “Sistema Kanban”.
O Kanban é um sistema de informação para controlar harmoniosamente a quantidade de produção em todos os processos. Conforme Monden (1994) para a implantação do kanban são necessários vários outros pré-requisitos, como por exemplo projeto de processo, padronização das operações, regulagem da produção. Na verdade esses pré- requisitos estão ilustrados na figura 2.2 começando pelo processo “Produção sincronizada” e a “Qualidade Assegurada”, vamos detalhá-los mais a frente.
Figura 2.2 - Custo, Quantidade, Qualidade e Mão-de-obra:Melhorias da Manufatura Enxuta Fonte: Monden (1994)
O fluxo contínuo colocado no início como sendo suportado pelo Kanban / JIT e a autonomação têm como objetivo a redução do lead time para eliminar perda por estoque e perda por espera, processo ilustrado na figura como “redução do tempo de processamento”, com isso exige-se uma redução gradual do tamanho de lote produtivo, buscando o tamanho de lote unitário. A sua implementação exige uma reorganização do layout fabril funcional, ou por processo, para o layout celular. No layout funcional, as máquinas/recursos são agrupadas por processos, exemplo: corte, costura. No layout celular as máquinas/recursos são agrupadas por processos e famílias de produto, exemplo: corte sandália 1, corte sapato 2, costura sandália 1, costura sapato 2. Na figura 2.2 podemos ver esses processos em “layout de posto de trabalho”, “produção unitária em linhas balanceadas”
A padronização dos trabalhos é um estudo para eliminar perdas através da melhoria de eficiência. Para isso, busca-se padronizar elementos do trabalho com valor agregado. A definição do nível mínimo de estoque em processamento e o balanceamento entre os processos também são objetivos da padronização das operações. Os parâmetros utilizados para padronização são: o takt time ou ciclo de tempo, a rotina-padrão de operações e a quantidade-padrão de inventário em processamento:
(i) Ciclo de tempo ou takt time é um número padrão especificado de minutos e segundos em que cada linha deve produzir um produto ou uma peça. Este tempo é dado pelas duas fórmulas a seguir:
Produção necessária por dia = Produção necessária por mês Dias de operação por mês
Ciclo de Tempo/ takt time = Horas de operação por dia Produção necessária por dia
(ii) A rotina-padrão de operações é um conjunto de operações executadas por um operador em uma seqüência determinada, permitindo-lhe repetir o ciclo de forma consistente ao longo do tempo. A determinação de uma rotina- padrão de operações evita que cada operador execute aleatoriamente os passos de um determinado processo, reduzindo as flutuações de seus respectivos tempos de ciclo, permitindo que cada rotina seja executada dentro do takt time de forma a atender a demanda.
(iii) A quantidade-padrão de inventário em processamento é a quantidade mínima necessária para manter o fluxo constante e nivelado de peças em circulação na produção. Este nível pode variar de acordo com os diferentes
na mesma ordem do fluxo do processo, é necessária somente uma peça em processamento em cada máquina, não sendo necessário manter qualquer estoque entre as máquinas. Se a rotina é executada em direção oposta à seqüência de processamento, é necessário manter no mínimo uma peça entre as operações.
b) O pilar Autonomação / Jidoka:
Como já observado, a autonomação / Jidoka compõe o segundo pilar de sustentação da Manufatura Enxuta. É um conceito de autonomia sobre defeitos, um método que permite ao operador, ou a máquina, a autonomia de parar o processamento sempre que for detectada qualquer anormalidade. Seu conjunto é um sistema visual que permite ao operador, aos colegas e ao ambiente, a visualização de um problema, imediatamente após sua ocorrência. O objetivo principal é bloquear a ocorrência e a disseminação de defeitos, e assim, eliminar as anormalidades no processamento e fluxo produtivo. As duas técnicas apresentadas a seguir são muito utilizadas na implementação Jidoka:
I. Separação do homem e a máquina: É uma proposta que exige da máquina a capacidade de detectar qualquer anormalidade e parar imediatamente. Na realidade, a separação ocorre entre a percepção do problema e a sua solução. A percepção pode ser feita a partir de um sensor instalado na máquina, no que se constitui uma correção técnica, enquanto a eliminação do problema continua sendo uma solução humana. Essa proposta também permite que o trabalhador opere mais de uma máquina simultaneamente. II. Poka-Yoke ou foolproof: é um dispositivo associado a uma operação com
objetivo de detectar anormalidades e impedir a execução irregular de uma atividade. Ele é um meio de isolar a execução da operação de possíveis interferências. Pode-se concluir que poka-yoke é uma forma de viabilizar a prática da autonomação através da separação do homem e a máquina.
c) O conceito Melhoria Contínua / Kaizen:
Kaizen é uma filosofia de melhoria contínua com o objetivo de eliminar perdas.
O processo “melhoria das atividades por pequenos grupos” ilustrado na figura 2.2 representa este conceito. É um pensamento contínuo para melhoria do processo/produto com um mínimo de investimento.
2.2.5 Comparação da Manufatura Enxuta e Manufatura em Massa Atual com