• Sonuç bulunamadı

8.TÜRKĠYE’NĠN AVRUPA BĠRLĠĞĠ BÖLGESEL POLĠTĠKASINA UYUMU 8.1.Türkiye’nin Bölgeleri Arasındaki Farklılıklar

8.2. Türkiye’nin Bölgeler Arası Farklılıkları Gidermede Uyguladığı Politikalar

8.2.1. BeĢ Yıllık Kalkınma Planları

Na contemporaneidade vem ocorrendo, nos países latinos, a emergência de se resgatar o conceito de cidadania, enfatizando a construção de culturas políticas, caracterizadas por uma igualdade mínima entre os cidadãos. Talvez o sentimento de

descrença, indiferença, hostilidade acerca da política e das eleições, que ora operam nos cidadãos, sejam um produto das dimensões políticas. Na dimensão jurídica, os líderes dirigentes da sociedade proclamam uma inutilidade da lei, devido à convivência destes com instituições que não as aplicam ou, se as aplicam é de forma precária e distorcida. Sendo assim, neste processo torna-se necessário que se promova nos cidadãos o desenvolvimento de atitudes e crenças consistentes com a democracia, as lideranças políticas e as classes dominantes buscando, neste processo, estimular a criação de mecanismos que gerem credibilidade e legitimidade, em detrimento da imagem da arbitrariedade e impunidade prevalecentes (BAQUERO, 2001 “a”).

Com isto, o resgate do cidadão para a esfera pública torna-se o desafio da democratização e pode ser obtido por meio da institucionalização de identidades coletivas horizontais, fortes e duradouras, originárias da capacidade associativa dos cidadãos. E é nesta perspectiva que o conceito de capital social torna-se uma ferramenta que pode viabilizar uma maior participação da sociedade no processo político, com vistas a reduzir as práticas políticas primitivas ainda existentes, mudando os valores e as atitudes da população por meio do trabalho em equipe, realizado seguindo normas convencionais (BAQUERO, 2001 “a”).

O capital social é um conceito que funciona como uma ponte que existe entre o mundo real e o teórico, ele se encontra em um conjunto de recursos inerentes às relações sociais e funciona como um dispositivo que possibilita alcançar certos objetivos. Ele se institucionaliza no vocabulário do discurso social e explica problemas sociais contemporâneos, ainda que este não seja um conceito novo (BAQUERO, 2001

“a”). O conceito de capital social tem sido amplamente debatido por vários autores da

literatura sociológica como Bourdieu, Coleman, Putnam, Fukuyama, passando a ser identificado em duas perspectivas. A primeira relaciona o conceito à capacidade de uma comunidade de se articular coletivamente, minimizando custos da ação coletiva em defesa de seus próprios interesses, sendo o citado conceito útil na compreensão da ação coletiva. Na segunda perspectiva, o termo capital social assume uma definição culturalista, passando a ser identificado como práticas institucionalizadas de cultura cívica, com ênfase nas três tradições: individualista, normativo-associativista e interacionista, perspectivas confluentes no fato de todas elas produzirem capital social de natureza coletiva.

O termo capital social na tradição individualista atingiu grande destaque na formulação elaborada por Bordieu e este teve suas origens nas redes de relações sociais, onde a participação em rede se traduz num recurso potencial de poder, possibilitando

acesso diferenciado aos recursos existentes nas redes, para realização de interesses pessoais. Já na tradição normativo-associativista, o termo ficou relacionado ao conceito de cultura política, com Fukuyama por um lado e Putnam por outro. Nesta perspectiva o termo envolveu valores e normas que influenciam as atitudes voltadas para o interesse coletivo, para a coisa pública, minimizando custos da ação coletiva ou associativismo, impulsionando os indivíduos de dentro para fora, por meio da internalização de valores típicos de uma cultura cívica, numa ação coletiva. Na tradição interacionista, o conceito foi desenvolvido por Colerman, e, nesta perspectiva, ele foi enfatizado nas relações sociais e foi utilizado para explicar a capacidade de um grupo ou comunidade produzir ação social com eficácia (PRATES et al., 2007).

Segundo Putnam (2000), o conceito de capital social teria sido inventado pelo menos seis vezes no século XX, sempre relacionado à necessidade se tornar a vida das pessoas mais produtivas, pelo fortalecimento dos laços sociais, baseados na confiança como um dinamizador da vida social, na qual a reciprocidade generalizada é mais eficiente que uma sociedade desconfiada. Tal conceito incorporou a noção de interação recíproca na comunidade, a partir das relações sociais entre pessoas, numa interação benéfica, tanto para as pessoas, quanto para a comunidade (PUTNAM, 2000 apud BAQUERO, 2001 “b”).

Os autores Coleman, Putnam e Fukuyama, mais ou menos recentemente, na década de 90, desenvolveram o conceito capital social como explicação para existência de determinados padrões de comportamento e a obtenção de diferentes resultados por estruturas institucionais semelhantes, em um dado tempo e espaço, rompendo com as limitações de uma cultura política analisada não baseada nos fatores históricos (GONZÁLEZ, 2001).

Putnam (1996), baseado em sua pesquisa, ressaltou, mudando-se as instituições formais pode se mudar a prática política e aludiu que nas regiões de menor tradição cívica, o déficit de capital social pode ocorrer de forma mais imediata que nas regiões mais tradicionais.

Segundo González (2001) o conceito de capital social tem um relevo especial na quebra da dicotomia entre o público e o privado, separados de forma absoluta e nas relações de confiança estabelecidas no âmbito privado fortalecem a capacidade participação cívica, uma vez que havendo desenvolvimento na comunidade, a partir de ações comuns, tal fator pode suscitar a geração de mais capital social.

Baquero (2001 “b”) ressaltou que ainda não existe consenso no que tange a indicadores adequados para auferir o capital social num contexto macrossistêmico, mas

na esfera local, nas associações e nas redes locais este vem assumindo uma dimensão positiva e impactando positivamente no bem-estar dos moradores e no desenvolvimento local.

3.2.5 Cidadania de gênero, capital social e o empoderamento das mulheres, no