3.1. Türkiye’de Tarımsal Destekler
3.3.4. Beş Yıllık Kalkınma Planı Yedinci Dönemi
Os impactos da comunicação para a saúde nos indivíduos devem ter no seu receptor um público bem informado, para então, terem efeitos duradouros. A cultura
da “alfabetização em saúde” (Epstein, 2001) tem representado grande influência na comunicação ubíqua e suas diversas formas de acesso às informações. Assim, “a interface entre as capacidades para a comunicação e os temas de saúde têm adquirido importância crescente” (Epstein, 2001, p.15). Essa demanda deve-se ao interesse dos indivíduos por informações para melhor compreenderem os aspectos da saúde. Assim sendo, uma população alfabetizada em saúde tem melhores resultados na busca da informação preventiva e de doenças transmissíveis. A comunicação para a área da saúde trouxe novos níveis no processo comunicacional na Internet, desde a democratização do conhecimento científico até a ética dos profissionais envolvidos. A Internet possibilita novas dimensões de interação e informações distribuídas neste meio.
Para a área da Saúde a internet trouxe um novo cenário. A facilidade de se obter informações sobre qualquer tipo de doença, tratamentos, produtos e serviços médicos faz com que usuários e pacientes busquem, na rede, conhecimentos sobre suas doenças, diagnósticos, terapêuticas, medicamentos. Isso resultou em globalização e democratização do conhecimento médico, tornando-o mais acessível a todos. A internet tem permitido que médicos e demais profissionais de saúde, pacientes e outros consumidores acessem repetidamente informações médicas em volume sem precedente (PACIOS, 2007, p. 16).
A comunicação para saúde entrelaça-se aos processos da ubiquidade comunicacional, possibilitando, dessa forma, a democratização do conhecimento e da comunicação. Esses fluxos e processos comunicacionais deixam rastros e estabelecem-se como forma de interação e memória nas diferentes comunidades, tecnologias móveis e aparatos tecnológicos. O conhecimento científico nas diferentes plataformas tecnológicas é dividido em duas categorias por Bueno (1984) e Cunha (2008): “disseminação científica” (envolvendo a transmissão para especialistas, entre científicos ou para outras áreas) e a “divulgação científica” (relatando a distribuição para o público em geral). O processo de divulgação científica estabelece uma ligação com o jornalismo, pressupondo um “processo de recodificação” (Bueno, 1984). Para tanto, tem-se como finalidade disponibilizar o conteúdo de forma acessível “a uma vasta audiência”, projetando, assim, a transposição da linguagem especializada para uma linguagem não especializada, auxiliando no processo comunicativo. Com tudo, no que se refere à comunidade
científica, a relação estabelecida acontece consigo mesma, nos segmentos especializados e com a sociedade, são os processos comunicacionais, chamados, respectivamente, de “primário e secundário” (Epstein e Cunha, 2008). A comunicação secundária não possui uma audiência fixa como a primária, utilizando determinadas linguagens e outros recursos, – como a retórica –, para suprimir a especificidade das linguagens especializadas ao público leigo. A memória de cada indivíduo está, agora, em diferentes espaços, fragmentada em sistemas de circulação nas redes. São rastros que auxiliam na construção permanente de novos espaços.
A comunicação da saúde deve ser um entrelaço para os assuntos pertinentes à prevenção e qualidade de vida, enfim, para as informações referentes à saúde, como subsídio a informações, dados e comunicação referente a todo o seu espectro. A comunicação interativa e coletiva das Redes Sociais na Internet (RSIs) configura- se como aspecto relevante para esta pesquisa, já que delas emergem os usuários que buscam não apenas informações, mas sanar suas dúvidas, trocar e compartilhar, bem como participar das ações sociais em detrimento de uma cidadania ativa na sociedade. Foi a partir da última década que a comunicação para saúde toma rumos, não só relativizando-se como uma subárea da comunicação científica, como também abrindo caminhos para a informação dos cidadãos. Na década de 80, as redes eletrônicas tinham pouca influência sobre a comunicação científica, ou quase nenhuma, pois o acesso dos cientistas a ela era restrito e limitado. No entanto, com a disseminação da Internet e suas possibilidades de publicação em rede, a comunicação científica tomou novas dimensões, beneficiando-se com o uso das ferramentas da web. Essa comunicação dinamizou o processo científico, assim como o processo de conhecimento coletivo.
Assim, a evolução do fluxo da comunicação científica na era eletrônica vai além da publicação eletrônica de documentos, incluindo a adoção de transformações nos padrões de comportamentos da comunidade científica e sua relação com a sociedade. “Além da dimensão inovadora que a Internet aporta como tecnologia de meio de publicação, surge a dimensão de caráter político que preconiza o conhecimento científico como bem público, indispensável para o desenvolvimento social e econômico (PACKER, 2005
Do processo de divulgação em periódicos ao acesso na rede, a comunidade científica estabeleceu novas formas de socialização desse conhecimento. A democratização do conhecimento científico na rede é maior, já que estão inseridos, “em contextos informados” (Packer, 2005), profissionais, docentes, discentes, pesquisadores, havendo maiores oportunidades nos fluxos de comunicação e nas suas decisões profissionais. Assim, esses processos de aquisição, compartilhamento e trocas de informações possibilitam ao indivíduo um aprendizado contínuo, aumentando suas possibilidades de ação. Dessa forma, a sua apropriação em um determinado contexto tende a “aumentar a eficiência, a eficácia e a qualidade do seu desempenho, competências essas indispensáveis nos serviços de saúde” (Packer, 2005, p. 269). Ao relatar que o indivíduo social é apto a perceber, de forma rápida, as influências que são impostas a ele sem ceder à oportunidade de escolha, Sabbatini (2005) afirma que este processo “é o estudo da natureza das relações entre diferentes sistemas de ideias” mesclando com a multiplicidade de fatores de personalidade institucionais.
As publicações científicas são assim, mais do que um mero veículo de informação, de lutas de interesse (individuais ou coletivos) ou de posicionamento em certas redes sociocognitivas. Seja qual for à interpretação que se faça de suas funções, há de ter em conta seu caráter ativo, sua autonomia e a influência que podem exercer, tornando comum a informação sobre a qual se edifica o consenso e o conhecimento científico (SABBATINI, citado por LUÍNDIA, 2005. p. 65).
Portanto, a comunicação científica estabelece-se como o grupo de várias atividades que tem associação à produção, disseminação e uso da informação. Assim sendo, a Internet, os diferentes dispositivos móveis e aparatos tecnológicos possibilitam inúmeras formas de interação com as informações e dados. A comunicação ubíqua ampliou as formas de acesso aos conteúdos científicos, a cibercultura trouxe a possibilidade de indivíduos compartilharem, receberem e emitirem fluxos informacionais sem precedentes, sendo também produtores de conteúdos no ciberespaço. Esses fluxos de informação auxiliam também no processo de construção dos canais de comunicação que se estabeleceram na rede. A comunicação para a saúde é um mediador neste processo de conhecimento na
área da saúde. Desse modo, a linguagem aparentemente facilitadora deve tomar forma e conteúdo ao que se pretende no discurso da comunicação científica.
Com a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920, por Carlos Chagas, as técnicas de propaganda à educação sanitária foram associadas de acordo com o estudo da comunicação por Harold Lasswell, para uma divulgação de forma pública sobre os aspectos referentes à saúde. Antes desse período, não havia qualquer processo de divulgação ou vertentes entre o setor médico-sanitário e os meios de comunicação. Foi com Getúlio Vargas, na mesma década – ao perceber o poder dos meios (principalmente do rádio) e da retórica –, que as campanhas foram sendo fortemente centralizadoras e políticas. Contudo, eram focalizadas nas percepções higienistas, associando à conduta individual as chamadas “doenças da pobreza”. Eram campanhas de saúde sustentadas nos modelos das teorias da propaganda política e tinham como escopo implicações na ordem comportamental mediante o convencimento. Assim, isolavam os processos situacionais, cognitivos e culturais, criando barreiras entre indivíduos e a efetiva ação da comunicação, além de não considerarem o sentido e a compreensão dos problemas de saúde (bem-estar social, físico e mental).