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Yıldızların Atmosfer Parametrelerinin Belirlenmesi için Yöntemler

3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.3 Yıldızların Atmosfer Parametrelerinin Belirlenmesi için Yöntemler

O presente capítulo aborda o bairro Frei Damião a partir de duas práticas sociais que revelam formas distintas de interação e organização socioespacial do local para além dos mapas de referência oficial e das territorialidades que evocamos no capítulo I. Encontramos, então, nelas outros bairros no interior de um bairro, ou seria mesmo dentro de outros bairros?

As práticas sociais de que aqui tratamos são os rachas, as novenas e festas das capelas existentes no bairro. No caso da primeira prática, o material que utilizamos a seguir é fruto de pesquisa desenvolvida ao longo do ano de 2011 para o projeto Agência e mediação em situações de “risco social”: etnografia do futebol de várzea em Juazeiro do Norte. A interpretação desse material fora apresentada em 2012 na monografia Sociabilidade, lazer e violência: práticas esportivas e juventude no bairro Frei Damião (FEITOSA, 2012). Tanto o material como a interpretação dele são expostas parcialmente a seguir sem grandes alterações em relação ao formato anterior, embora com preocupações um pouco diferentes.

No caso da prática religiosa, isto é, das novenas e festas promovidas em louvor aos santos padroeiros das capelas existentes no bairro, a pesquisa foi desenvolvida ao longo do ano de 2013 a partir do acompanhamento, por parte do pesquisador, do período de celebrações anuais devotadas aos santos em suas respectivas capelas. Como já mencionamos, no bairro Frei Damião há quatro capelas, a de Nossa Senhora das Candeias, a de Santo Expedito, de Nossa Senhora das Graças e de Santa Edwiges. Suas celebrações são comemoradas nos meses de janeiro, abril, novembro e outubro, respectivamente.

Por ter passado a residir em Juazeiro do Norte no início do mês de março de 2013, não tive como acompanhar as celebrações em louvor à Nossa Senhora das Candeias realizadas naquele ano. No entanto, como demonstrarei a seguir, além de ter tido acesso à programação das novenas dessa capela, a estrutura dessas celebrações e a dinâmica de cada capela pouco difere entre as quatro, o que nos permite observá-las em conjunto.

Iniciemos nossas observações a partir dos rachas. 1 Os rachas

Em um terreno não demarcado, a cerca de dez metros de distância das residências dos moradores, encontra-se um campo de futebol de areia, ocupando uma área de aproximadamente cinquenta metros quadrados e cercado por uma vegetação de arbustos baixos. Nesse espaço, situado na fronteira do lado leste do bairro Frei Damião, são realizadas,

ao findar do dia, ao longo da semana, partidas de futebol, das quais participam, em geral, aproximadamente quinze jovens do gênero masculino, de idades entre doze e vinte e três anos. Nessas ocasiões, formam-se dois times, tendo ambos regularmente de quatro a seis jogadores, havendo sempre em uma das laterais do campinho aqueles de prontidão a formar um novo time ou entrar em substituição a alguns dos jogadores que perderam a partida precedente. A formação de um novo time ou apenas a mudança de parte dos componentes se dá quando uma das partes que estava jogando marcar dois gols. Assim, inicia-se uma nova partida em que os vencedores permanecem quase todos em campo para a partida subsequente e sendo constituído um novo time, quando se tem um número suficiente de pessoas para tal esperando na lateral do campinho, ou apenas substituindo parcialmente os jogadores do time que perdeu a partida finalizada. Essas características descrevem o que os jovens frequentadores do campinho chamam de “racha”, o momento de jogo propriamente dito. No período da tarde, é em espaços como este que se pode encontrar os jovens do bairro.

Para pensarmos sobre a relação dos rachas com a organização socioespacial do bairro, vejamos como se constituem os times. Destaco, aqui, o que chamo de mecanismo de formação dos times a disputarem a primeira partida da tarde – para o caso de partidas sucessivas à primeira, o mecanismo acionado é outro. Estando cerca de quinze jovens na área do campo, dois garotos entre eles, por iniciativa própria, se posicionam próximo um do outro, ao tempo em que os demais ficam em volta. Erguem um dos punhos cerrados até à altura do ombro. Um deles indaga ao outro: “Par ou ímpar?” ou, se preferirem: “Zerinho (0) ou um (1)?”. Quem se sair melhor começa a “chamar”, ou seja, começa uma seleção entre os presentes, chamando para seu lado os jogadores do time que deseja formar, sendo que esse processo é alternado, primeiro um tira um jogador, depois o outro tira o seu e assim sucessivamente, até atingir o número desejado de componentes em cada time, que, embora varie, dependendo da quantidade de pessoas no momento, chega no máximo a seis.

Ao presenciar pela primeira vez esse momento, notei um impasse entre os jovens presentes: um deles queria formar os times a partir do “par ou ímpar?”. Outro garoto queria apenas “tirar”, ou seja, sem ser necessário recorrer ao mecanismo que define quem inicia o processo e daí em diante a vez de cada um tirar. Ao ser sugerido essa última opção de constituição dos times, outro rapaz fez o seguinte comentário: “Se não for tirando par ou ímpar os componentes de cada time são uma panelinha!”.

A observação desse momento suscitou o seguinte questionamento: “Não sei se „panelinha‟ está aqui no sentido dos mesmos componentes de sempre e/ou é uma relação com as amizades mais próximas entre certos jogadores. Eles acabam tirando par/ímpar e vão

escolhendo, cada um na sua vez, seus jogadores” (Caderno de Campo, 15/04/2011). O que seria então a panelinha? A resposta vem de um interlocutor:

Aílton: A panelinha é gente que sabe jogar e gente que não sabe jogar. Lucas: Eu pensei que panelinha também porque tem aquela ideia, panelinha

são pessoas mais próximas, mais amigas. Aílton: Não, a maioria das vezes rola mais pra quem sabe jogar mais, porque ali é tudo amigo, tá entendendo.

Lucas: Eu pensei que podia ser quem fosse colega do outro, fosse mais

próximo... Aílton: É, também, também a gente leva isso também [em consideração], né? Lucas: É, mais de fato, ali tem pessoas que são mais amigas que outras, né? Aílton: Tem. Lucas: Então, como é que fica isso quando vocês formam o primeiro time? Aílton: Eu tiro mais os cara que é mais chegado a eu, que é mais forte e tudo, né? É dois quarteirão que joga ali, dois quarteirão, que é o da minha rua ali e o de cima. Aí eu tiro gente que é mais do meu quarteirão ali, da minha rua, aí eu tiro mais eles do que os outros das outras ruas. [...] Mais afinidade mesmo, eles sabem jogar, também.

Com essa fala de Aílton, entendo que a “panelinha” não se restringe somente a um time que é formado por jogadores que sejam mais habilidosos no manuseio com a bola, por uma questão de medo do adversário, mas também assinala o time dos “mais chegados a eu”, sendo o “eu” um daqueles garotos que formam os times e escolhem seus membros, como descrito anteriormente. Ser forte e ser chegado, elementos que informam quem pode estar no campinho, quem pode fazer parte de que time, elementos que acabam demarcando e mediando o racha. A figura do garoto que participa do processo de formação de um dos dois times é, assim, importante no que diz respeito à configuração do time22. Sua rede de relações com as pessoas presentes, sendo estas pessoas aquelas que ele irá chamar para compor o time, desenha as diferentes posições que cada um irá ocupar (se ficará como “time fora”, como goleiro, etc.) ou mesmo se ocupará alguma posição (não participar do jogo)23.

Essa turma dos mais chegados encontra-se no quarteirão e é transposta para o momento do racha. Portanto, se a panelinha são os “mais chegados a eu” e estes, por sua vez,

22 A preocupação é com a forma pela qual os times serão estruturados, uma preocupação com as

relações ali presentificadas, tanto é que os mecanismos de formação dos times nada mais são do que um instrumento por meio do qual se procura equilibrar, minimizar ou neutralizar a possível incidência das relações no e sobre o momento. Há uma tentativa de que a formação seja objetiva(da), recorrendo- se à matemática. Nota-se, todavia, que o mecanismo tem um efeito apenas parcial, havendo ainda a incidência das relações sobre a constituição dos times. A “panelinha” nem sempre fica ausente.

23 Não ser chamado para se juntar às pessoas que estão sendo escolhidas por um dos jovens para

formar um time é motivo de chateação, de irritação por parte de quem terá de ficar no “time fora”. Por isso, as falas de pedido ou que dizem que irão pertencer ao time de determinada pessoa são evocadas bem antes do início do processo de formação dos times. São negociações que se dão antes do jogo e que se estendem a ele. Ouvem-se vozes, já no percurso da rua ao campo, do tipo: “eu vou ficar em teu time”, “eu vou ficar no time de fulano”. Não atendê-las é chatear quem terá de ficar fora da partida.

habitam no quarteirão ou em adjacentes, então temos que no racha o quarteirão é enunciado, é reverberado.

Sempre que perguntei aos meninos quem participava dos rachas no campo, escutei a mesma referência aos quarteirões, como também o faz Aílton. O quarteirão também atua como uma espécie de demarcador, definindo quem pode chegar até os campos, como se pode notar na figura abaixo (figura 05), onde localizamos o quarteirão em que os jovens que participam dos rachas residem.

Figura 05: Jovens que participam dos rachas em distribuição pelos quarteirões.

Legenda: As letras representam os quarteirões e os meninos que moram nestes e que participam dos rachas, também indicam as escolas locais: A: Nanam; B: Cabeludo, Dunga, Alison (Pinto), David, Rafael, Walison, Agneson (Pinpo), Joãozinho; C: David; Daniel, Yuri; D: Aílton, Diego, Diogo, Cícero, Sarrafo, Samuel, Emanuel; E: Kelvin; F: Mário Bem; e G: CAIC. Fonte: Elaboração própria.

Como nos diz Aílton:

Aílton: Assim que surgiu o campo pra jogar bola, nós tinha uma... não

deixava os caba jogar de outro quarteirão, porque assim que surgiu foi um campão. Do lado [do campo em que jogamos] não tem o outro campão bem grandão? Aí só quem jogava ali era os caras grandão, que era de outra rua, aí nós eles não deixavam jogar. Foi que um dia nós nos ajuntemos. “_Cara, vamos fazer um campo só pra nós”, que é aquele que nós joga agora, aí se ajuntou eu, Kelvin, o povo de nossa rua ali, aí fizemos o campo e nós começamos a jogar, aí foi que o campo deles se acabou, não jogaram mais né, aí passou pro nosso lado. Lucas: Eles não deixavam vocês jogar por que vocês eram pequenos? Aílton: Era porque nós não era amigos deles, não tão chegados a eles, aí por isso que eles não deixavam.

O unidade básica de sociabilidade no bairro parece ser o quarteirão, as ruas e calçadas que o contornam e as esquinas que o tangenciam. O quarteirão apresenta uma

sociabilidade erguida a partir da rua (DAMO, 2007), mas também vinculada à casa. Confluem nessas interações laços de consanguinidade, coleguismo, camaradagem, vizinhança, vínculos de trabalho, de amizade. Ou seja, os rachas materializam redes de relações que adentram casas e afluem entre ruas a partir das possibilidades de trânsito.

A constituição de uma relação com o quarteirão, de um sentimento de pertença à área urbana e à rede de jovens que frequentam o campo, nos ajuda a pensar um pouco mais.

“Fica paia” 24, é como um dos garotos que participava de um dos rachas no campo

descreve a situação de ir jogar em outro lugar que não aquele em que estávamos25. Fica “paia”, para ele, em função de não conhecer os que estão ali, no outro campo. A afirmação veio quando comentei que em todas as partidas que já tinha presenciado naquele campo, sempre percebi a presença das mesmas pessoas, não havendo muitos desconhecidos. Disse ele ainda que ali todos se conhecem e que “lá [no outro campo] é pesado [o jogo], eles são amigos e não querem perder”.

Em situações nas quais observei que não se permitiu a outros jovens participarem do jogo mediante a justificativa de que ali jogam sempre os mesmos garotos (“todo dia tamo jogando aqui só as mesmas pessoas”) e de que se os deixassem jogar “[iria] acabar dando confusão aí, chegando outras pessoas aí pra jogar”, vincula-se a ideia de “panelinha”, mas também a expressão “paia”, referida há pouco para descrever o caso de ir jogar em outro campo. Isso se explica em função de que participar de um racha é estar vinculado a redes de relações, é ter relações de pertença com aquela turma. Dessa forma, o conflito fica ameno nesse corpo de mesmos indivíduos, pois eles podem conhecer/reconhecer e compartilhar os códigos de lealdade, reconhecimento que presidem os rachas, embora, por vezes, entre eles mesmos se instaurem conflitos. Para aqueles da mesma turma, composta por cerca de vinte jovens, circunscritos por relações desenhadas no quarteirão, esse código que preside o racha está dado, incorporado, tornando-se tácito, ao contrário do que se observa para os de fora, de outros lugares do bairro, que o questionam.

Esse código se manifesta no próprio reconhecimento de amigos no momento de formar times, no reconhecimento do dono da bola como autoridade permanente no jogo (os dois garotos que formam os times iniciais são importantes apenas nesse momento), tanto é que se diz em momentos de tensão entre os participantes: “Se eu fosse o dono da bola não deixava ele jogar”, “Se eu fosse o dono da bola queria ver se você pisava aqui”.

24 Palavra utilizada para descrever algo, situação, coisa desinteressante, sem animação, ruim.

25 Ao conversar com outros garotos, eles disseram que jogam em outros campos também, embora

Esse reconhecimento das regras que regem o racha também se manifesta no segundo mecanismo de formação dos times, acionado para o caso das partidas sucessivas à primeira. Nesse caso, os componentes do time que ganhou a partida, marcando em seu placar os primeiros dois gols, permanecem, quase sempre, em campo para a partida subsequente. Já o time derrotado, substitui parcialmente seus integrantes. Nessa substituição, quem deixa o campo nem sempre é quem jogou mal, inclusive alguns que saem tinham realizado lances consideráveis e marcado gols. Essa troca é operada por quem está como time fora, isto é, na lateral do campo, aguardando a oportunidade de entrar em uma partida. Ao retirar alguns dos componentes do time que perdeu a partida, o jogador considera as relações que tem com estes e com os que permanecerão em campo. Ou seja, quem permanece em campo tem relações de proximidade (“mais amigo desses dois aqui”, “mais chegado”) com o garoto do time fora que garante que eles mantenham suas posições. O contrário ocorre com os substituídos. A figura 06, abaixo, simplifica esse ponto:

Figura 06: Mecanismo de formação dos times para partidas subsequentes a primeira.

Legenda: As setas com traçado reto indicam relações de proximidade, que sugerem a permanência dos Triângulos em campo pelos Quadrados. Já as setas curvas sinalizam que em relação aos Círculos, os Quadrados têm uma relação de proximidade inferior a que mantém com os Triângulos, o que não garante que participem da partida seguinte. Fonte: Elaboração própria.

Entendemos, então, que nos rachas há uma simbiose entre o saber futebolístico e o saber da relação, não bastando somente ter habilidades com a bola, embora ela não seja dispensada, mas também saber conhecer e reconhecer a rede de relações sociais existente no racha.

Outra prática social existente no bairro Frei Damião e interessante para se pensar na sua configuração são as novenas celebradas nas capelas existentes no local. Deixemos por ora os campos e vejamos as novenas nas capelas.

2 As capelas

Como mencionado em momentos anteriores, no bairro há quatro capelas: a de Nossa Senhora das Candeias, a de Santo Expedito, a de Nossa Senhora das Graças e a de Santa Edwiges26. Como também já vimos, cada capela está situada em uma das três áreas em que o bairro é dividido. Assim, temos a capela de Nossa Senhora das Candeias na Vila Real, a de Santo Expedito no Frei Damião e as de Nossa Senhora das Graças e de Santa Edwiges na Baixa da Raposa.

É interessante destacar que além de estarem situadas de acordo com as três territorialidades do bairro, Vila Real, Frei Damião e Baixa da Raposa, o santo de cada capela, a partir do seu trânsito no bairro, reforça27 essa segmentação e opera novos segmentos territoriais a partir da criação do que se denomina localmente de “comunidade”. Cada santo/santa tem sua respectiva comunidade, como adiante trataremos, o que acrescenta ao que estamos chamando de territorialidades mais alguns segmentos socioespaciais distintos e coexistentes.

Afora a realização ocasional de batismos, primeira comunhão e preparação para a crisma, ações constantes de “apostolado”28 e celebrações mensais de missas, todas as capelas,

em algum momento do ano, têm novenas, ou “festa”, como usualmente são denominadas. Realizadas em cada capela nos meses de janeiro, abril, novembro e outubro, respectivamente, as novenas, que acontecem à noite, iniciam de modo que o dia do santo ou santa padroeira/padroeiro coincida com o dia do encerramento das celebrações. No ano de 2013, a festa de Santo Expedito estava na sua 12ª edição, a de Nossa Senhora das Graças, na 13ª, e a de Santa Edwiges, na 10ª29.

26 Todas as capelas pertencem à mesma Paróquia, da igreja de São João Bosco, em Juazeiro do Norte,

repassando a esta uma porcentagem do dízimo arrecadado.

27 Lembremo-nos que a capela de Nossa Senhora das Candeias é o ponto de inflexão entre as

territorialidades Vila Real e Frei Damião.

28 Contou-nos Dona Lourdes, o apostolado é uma rede de famílias que “zelam” a imagem de

determinado santo/santa. No caso de Dona Lourdes, ela faz parte do apostolado de Mãe Rainha. Fazem parte dessa rede cerca de 30 famílias e a imagem da Santa “vai passando de uma casa para outra”, sendo esse percurso realizado por um pequeno grupo de pessoas quando a família que irá receber a santa vai buscá-la na casa em que no momento se encontra. Segundo dona Lourdes, da Vila Real até o CAIC, existem nove grupos de apostolados de Mãe Rainha, logo, nove imagens da santa. Embora no bairro existam outros grupos, para cada comunidade corresponde uma nova Missionária responsável pelo apostolado e outras “zeladas” (as famílias, ou as donas da casa, que fazem parte da rede e ficam responsáveis pela santa durante os dias em que passa em sua casa).

29 No material de divulgação e nos momentos de celebração das novenas de Nossa Senhora das

Vejamos, então, como se dá a relação do santo/santa com a dimensão socioespacial do bairro. No decorrer do período das novenas, ao final da celebração da noite, o santo da capela é levado por uma família até a residência desta. Ali permanece até o horário da novena do dia seguinte, quando retorna à capela levado por tal família e algumas outras pessoas que vão à celebração. Ambos os momentos se dão com um pequeno cortejo durante o qual as pessoas acendem velas, cantam louvores, fazem orações. Nessas ocasiões, denominadas de “noitários”, cada santo circula apenas nas ruas e casas de sua respectiva “comunidade”, como detalharemos adiante. Já no último dia da festa, no encerramento, o santo, que se encontrara desde a noite anterior na casa de uma dada família, deixará, por volta das 17 horas e 30 minutos, esta residência em direção à capela da qual é padroeiro. O percurso, chamado de procissão, se dá com o santo posicionado em um andor decorado com flores. O andor, seja carregado no ombro de homens ou em moto, segue à frente da multidão, que canta, reza e solta fogos durante todo o percurso.

Meu primeiro contato com as novenas no bairro se deu a partir da capela de Santo Expedito. No ano de 2013, a festa deste Santo foi celebrada do dia 11 ao dia 19 de abril. À frente da capela, que fica situada nas imediações do CAIC, há um mastro de madeira, ao final