3. HEDEFLER
5.2. Plan Yılı 2018 Eylem Planı Tablosu
Inicialmente foi feita uma codificação das respostas possíveis dos entrevistados. Denominada de codificação inicial ou aberta “é um processo de identificação de unidades de sentido nos textos verbatim, unidades que o investigador dará um código” e que podem “fazer-se a partir de categorias preexistentes” (Fortin, 2009a, p. 312). Tendo como base a investigação e os conhecimentos adquiridos ao longo da mesma, foi possível estabelecer possibilidades de resposta a cada pergunta. Cada hipótese de resposta foi denominada de “Segmento”26. É de salientar que numa determinada questão a cada entrevistado pode
verificar-se mais de um tipo de segmento de resposta. A cada entrevistado foi atribuído um número, perfazendo 20 elementos (10 oficiais Subalternos de AdMil e 10 Gestores operacionais)27. Posteriormente analisaram-se as respostas de cada um e foram assinalados
26 Ver Apêndice CC: Análise das Entrevistas aos Oficiais Subalternos de AdMil e Apêndice DD: Análise das
Entrevistas aos Gestores Operacionais.
48 os segmentos28, que cada um tomou parte29. A análise efetuada foi com base em estatística descritiva e análise de conteúdo.
5.3.1. Análise dos Inquéritos por Entrevista aos Oficiais Subalternos de AdMil
Da análise efetuada foi possível verificar que na questão n.º 1 as respostas são inequívocas e não deixam margem para dúvidas. Todos os entrevistados (100%) referiram que a formação na AM promove o desenvolvimento de competências de liderança. Relativamente à questão n.º 2, a maioria dos interlocutores (50%) considerou a UC de Ética e Liderança M311 uma "ferramenta" importante para o desempenho das funções como Oficial Subalterno. Por sua vez, 30% dos entrevistados consideraram que a UC de Ética e Liderança apesar de relevante, por si só, não é um garante de aptidão profissional. Contudo, aliada à restante formação recebida na AM é uma mais-valia. Por último, 20% dos entrevistados entendem que a UC de Ética e Liderança não é uma "ferramenta" importante, sendo desnecessária. No que respeita à questão n.º 3 verificou-se que sete dos entrevistados (70%) consideram o desempenho de funções/cargos durante a frequência da AM uma mais-valia para o exercício profissional. Por sua vez, 30% afirma que apesar dos aspetos positivos, deveria haver uma melhor gestão por parte da AM, de modo a permitir a um maior número de alunos, e durante um maior período de tempo, a possibilidade de usufruir desta experiência enriquecedora. No que concerne à questão n.º 4, 70% dos entrevistados não frequentou, e não gostaria de frequentar, qualquer curso de liderança, visto que daí não resultaria nenhum benefício, porque no entender destes, a essência base da liderança é ministrada pela AM. Acrescentam ainda que, apenas os Oficiais a devem ministrar, visto a liderança ser o seu core business. Os restantes 30% não frequentaram mas gostariam. Na questão n.º 5 não existe consenso entre os entrevistados, sendo que, 30% dos mesmos defendem que as competências de liderança são maioritariamente inatas, todavia, podem e devem ser apreendidas e desenvolvidas com a experiência e ao longo do tempo; contrariamente 30% afirma que as competências de liderança são maioritariamente adquiridas, porém, cada pessoa possui uma herança genética, ou seja, a componente inata também está presente. De referir que os restantes entrevistados têm opiniões mais pragmáticas, sendo que, 20% considera que as competências são inatas, enquanto, os restantes 20% considera que são adquiridas.
28 Ver Apêndice CC: Análise das Entrevistas aos Oficiais Subalternos de AdMil e Apêndice DD: Análise das
Entrevistas aos Gestores Operacionais.
Capítulo 5 – Apresentação, Análise e Discussão dos Resultados
49 Estas entrevistas serviram para esclarecer alguns aspetos e assuntos que necessitavam de ser aprofundados e explorados. No cômputo geral foram elucidativas e permitiram tirar futuras ilações.
5.3.2. Análise dos Inquéritos por Entrevista aos Gestores Operacionais
Da análise efetuada foi possível verificar que na questão n.º 1 a maioria dos interlocutores (60%) referem que o seu percurso académico não permitiu desenvolver competências de liderança. Relativamente à questão n.º 2, as respostas são unânimes e não deixam margem para dúvidas. Todos os entrevistados (100%) referiram que não tiveram qualquer UC de liderança durante o ensino universitário, 90% consideraram que seria proveitosa e 10% consideram que não é necessária, pois, a liderança é uma capacidade que se adquire com experiência e não através de conhecimentos teóricos ministrados em sala de aula. No que respeita à questão n.º 3, verificou-se que nove dos entrevistados (90%) consideram que as universidades devem investir na formação em liderança, já que é preciso que estas criem oportunidades práticas de resolução de problemas, que desenvolvam nos estudantes uma liderança empreendedora. De referir que 10% dos inquiridos afirmam que não há necessidade dos Estabelecimentos de Ensino Superior investirem na liderança, visto já existir investimento suficiente nesta área. No que concerne à questão n.º 4, a totalidade dos interlocutores (100%) consideram uma mais-valia a participação dos estudantes em movimentos associativos, apesar da maioria dos entrevistados não ter tido participação ativa em nenhum movimento estudantil. Na questão n.º 5, sete dos entrevistados (70%) não frequentaram cursos de liderança mas transmitem a ideia de que gostariam; contrariamente, 10% não frequentaram e consideram desnecessário. Por fim, 20% frequentou cursos de liderança considerando-os um fator que lhes confere vantagem competitiva. Na questão n.º 6 não existe coerência entre os inquiridos, sendo que a maioria (40%) considera que as competências de liderança são adquiridas, todavia, 30% considera que são inatas. De referir ainda que, 20% afirma que as competências de liderança são maioritariamente adquiridas, porém, cada pessoa possui uma herança genética, ou seja, a componente inata também está presente; os restantes 10% defendem que as competências de liderança são maioritariamente inatas, todavia, podem e devem ser desenvolvidas com a experiência e ao longo do tempo.
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