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VE SEBEPLERİ ÜZERİNE TARTIŞMALAR

16. Yüzyıl Boyunca Yeniçeri Ulûfeleri ve Mevâcib Giderleri İçindeki Oranı

Através da observação e análise do inventário12 foi possível conhecer melhor a documentação fotográfica sobretudo para identificar os seus conteúdos, quantidades, datas, forma física e suas unidades de instalação, permitindo assim fazer um diagnóstico e saber o seu estado de conservação, bem como as tipologias, organização das unidades de instalação e as intervenções prioritárias. Como refere Joan Boadas (2001: 120) “O diagnóstico é o processo de análises mediante o qual se conhece toda a informação necessária para determinar quais são as necessidades que se tem que cobrir para chegar a cumprir os objetivos gerais (…).”

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A documentação fotográfica

O título da coleção foi designado temporariamente por Centro de Documentação e Informação: CDI, nome atribuído que designa o local onde estava depositado o conjunto documental, quando foi resgatado para as instalações do AHU. O Centro de Documentação e Informação13 situa-se no Palácio dos Condes da Calheta14. A documentação estava reunida

sem aparente coerência e as instalações serviriam apenas como depósito de documentação, não se sabe muito sobre a origem dos conteúdos reunidos e tão pouco da sua história custodial. Para já designamos, de um modo geral, por coleção15.

1.1 Organização

A organização física da documentação fotográfica encontrava-se dispersa por caixas (caixas de 12 O inventário já se encontrava realizado desde 2012 pela Unidade de Preservação e Acesso: Conservação de

Fotografia do IICT/AHU.

13 O Centro de Documentação e Informação (do IICT) abrange documentação sobretudo bibliográfica referente às regiões tropicais em múltiplas áreas científicas.

14 Construído em meados do séc. XVII, por D. João Gonçalves Câmara, quarto Conde da Calheta e posteriormente adquirida pelo Rei D. João V, em conjunto com a Quinta do Meio, atual o Jardim Botânico Tropical (IICT). No reinado de D. José, funcionaram no edifício as secretárias de Estado e o Arquivo Militar. Integrado no IICT, atualmente pertence ao Jardim-Museu Agrícola Tropical, sucessor do Museu Agrícola Colonial, ali instalado desde 1916. O edifício sofreu algumas alterações. Recentemente foi recuperado e utilizado para exposições temporárias. O palácio está na Rua General João de Almeida, n.º 15 em Lisboa. (Fonte:http://silvadias.no.sapo.pt/PALACIO%20CALHETA.htm).

15 Conjunto de documentos reunidos artificialmente em função de qualquer característica comum, independentemente da sua proveniência (DGARQ, 2007).

Fig. 19: caixa de madeira com

negativos em vidro Fig. 21: observação geral dos álbuns Fig. 20: SUI películas

madeira, de cartão, metal e papel) e/ou envelopes (em papel ou glassine), sem uma organização aparente. Quanto ao seu sistema de organização intelectual, não apresentava numeração lógica ou sequencial. Apresentava variados tipos de unidades de instalação (UI) como: (uma) caixa de madeira, (duas) caixas de cartão, (24) álbuns fotográficos. Existiam muitas subunidades de instalação (SUI) dentro das UI, como envelopes e outras caixas menores. As embalagens continham por vezes inscrições manuscritas visíveis, sobretudo derivados dos sistemas de acondicionamento originais (nos envelopes, caixas, páginas de álbuns). [No anexo I estão disponíveis outros registros fotográficos da organização original da coleção].

1.2 Conteúdos informativos, temáticos e quantitativos

A documentação fotográfica reportava principalmente às várias Missões de Investigação do IICT, nomeadamente as Missões Geodésicas, Geográficas, Hidrográficas e Cartográficas realizadas no séc. XX, representando temática muito ricas em conteúdos, com imagens fabulosas que retratavam equipas de trabalho, equipamentos utilizados, trabalho de campo, populações locais, paisagens locais e afins. Outras temáticas reportavam para Sociedades Agrícolas, Companhias, Visitas Presidenciais, Obras Públicas, Institutos de Investigação e ainda temáticas variadas como gado, caminho-de-ferro, plantações, mapas antigos, diagramas institucionais e afins. Estas imagens eram sobretudo de países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Timor, Guiné, São Tomé e Príncipe e entre outros. [No anexo I estão

Fig. 22: Companhia da Zambézia. ©IICT

Fig. 23: Sociedade Agricola da ilha de Principe - Roça Porto Real. ©IICT

disponíveis algumas imagens destas temáticas].

Pouco são os fotógrafos identificados nesta documentação. Nas missões, muitos dos criadores das imagens chegadas até hoje eram os próprios membros das missões que o faziam. Esta documentação fotográfica abrangeu várias épocas, centrando-se no séc. XX. As datas extremas registadas foram de 1898-190116 a 195917. Detetaram-se espécies fotográficas em

vários suportes, tais como negativos de gelatina e sais de prata em suporte de vidro, negativos de gelatina e sal de prata em suporte de nitrato e acetato de celulose, e também diapositivos cromogéneos, identificaram-se provas em papel de revelação de gelatina e prata e em papel direto, provas cromogéneas, desenhos e processos fotomecânicos (tabela 4 anexo II).

As provas fotográficas estavam em maioria, distribuídas por 24 álbuns18 com variados formatos, e eram principalmente provas em papel de revelação em gelatina e prata (tabela 8, anexo II). Em menor número, estavam as espécies em suporte de vidro19 com 244 unidades (negativos em gelatina e prata); com uma pequena curiosidade foi a existência de imagens estereoscópicas (tabela 5, anexo II). Quanto às películas20 fotográficas (359 unidades) existia apenas uma ligeira diferença nas quantidades entre nitratos (130 unidades) e acetatos de celulose (113 unidades), estando em maior número os formatos 6x6cm, 6x9cm e os slides 35mm (tabela 6 anexo II). Nas provas fotográficas avulso (em papel de revelação) soma-se uma alta percentagem de provas em gelatina e prata nos formatos 9x12cm e 13x18cm (tabela 7 anexo II). Sendo assim, no volume total de espécies fotográficas as provas em álbuns fotográficos estavam em maioria, com 72% de toda a coleção – de um total de 3914 espécies. O seguinte gráfico representa a percentagem da quantidade de todas as espécies presentes na

16 Álbum: Obras Públicas em Lourenço Marques, da Direção de Obras Públicas.

17 Álbum: Inauguração da exposição do Palácio Burnay (visita do Presidente da República da Cabo Verde). 18 Inicialmente, os álbuns foram numerados como sistema de organização: o álbum nº1 foi referente ao álbum

que titula ”Bernardino Correa Limitada, Lisboa Africa. O álbum nº2 como a ”Missão Geográfica de Cabo Verde 1926-1952. O álbum nº3 “Inauguração do Novo Hospital do Ultramar”. O álbum nº4 “Missão Hidrográfica de Cabo verde 1954”. O álbum nº5 “Missão Hidrográfica de Cabo Verde 1949”. O álbum nº6 “Missão Hidrográfica de Cabo Verde 1947”. O álbum nº7 “Missão Hidrográfica de Cabo Verde 1946”. O álbum nº8 e nº9 referem a “Missão Hidrográfica de Angola”. O álbum nº10 “Companhia da Zambézia”. O álbum nº11 “Obras Públicas de Lourenço Marques 1898-1901”. O álbum nº12, nº13 e nº14 referem à “Exposição de Paris Estado India Portuguesa” nº2, nº1 e nº3 em 1930, respetivamente. O álbum nº15 “Sociedade Agrícola Colonial da Ilha de Príncipe”. O álbum nº 16 “Convegno Internazionale dei Piloti Transoceanici Roma 1932”. O álbum nº17 “Joaquim Alves – Vilanculos”. O Álbum nº18 “Missão Geo- Hidrográfica da Guiné 1935-1946”. O álbum nº19 e nº20 referem à Rodésia do sul. O álbum nº21 “Timor – Eng.Conatti”. O álbum nº 22, nº23 e nº24 referem “Viagem Presidencial a S. Tomé e Principe e Angol ,Vol. I, 1938. Vol. II, 1939. E a visita Presidencial a Cabo Verde, S. Tomé e Principe e Angola Vol.III 1939, respetivamente”.

19 Com temáticas das várias missões e reprodução de cartas (mapas) antigas. 20 Com temática das várias missões e diagramas e laboratório da instituição.

Fig. 24: gráfico espécies presentes na coleção CDI (total de 3914 espécies)

coleção, inicialmente.

1.3 Estado de conservação geral

O estado de conservação geral da coleção era razoável: as espécies fotografias apresentavam sinais evidentes de uso que abrangiam uma área considerável da sua superfície, mas que ainda permitiam uma leitura correta da imagem (por exemplo: ligeiras alterações de cor, ligeiro desvanecimento, riscos, algum espelho de prata)21. Da avaliação geral do estado de

conservação da documentação fotográfica, as sujidades, as dedadas, o espelho de prata, algumas manchas, algum desvanecimento e amarelecimento, espécies com suportes fragilizados, alguns riscos, abrasão e alguns rasgos, foram as deteriorações que, no geral, mais se destacaram. Os fatores responsáveis por muitas destas deteriorações podem passar pela exposição direta destas espécies fotográficas a flutuações de temperatura e humidade relativa (ou seja, num ambiente não controlado), à ausência de embalagens adequadas ao seu acondicionamento, ao mau manuseamento e descuido.

Certas espécies requeriam tratamento prioritário, principalmente os negativos em vidro que apresentavam suporte partido, e os álbuns cuja estrutura física se encontrava fragilizada. Existiam também alguns tipos de acondicionamento pouco apropriados, como caixas em cartão contendo negativos em vidro, películas e provas fotográficas, tudo misturado e guardado dentro de acondicionamentos envelhecidos, sujos e frágeis. [Alguns registos fotográficos do estado de conservação da coleção estão sob consulta no anexo I].