1.6. Akrilik Kaide Rezinlerinin Bazı Özelliklerinin İncelenmesi
1.6.2. Yüzey hidrofilitesi (Islanabilirlik)
Esta seção traça um breve resumo da acumulação de competências tecnológicas das duas funções em estudo, conforme a descrição das evidências empíricas presentes no capítulo 5. A partir dos dados do mesmo, foi construída a tabela 7.1, que demonstra a taxa de acumulação de competências tecnológicas, em número de anos, da empresa Multibrás da Amazônia S.A.
No início de suas atividades, a Multibrás, carecia até mesmo de competências tecnológicas básicas para as duas funções tecnológicas em estudo, operando sob a condição de sub- utilização da planta.
Mudando seu perfil de produto, passando de fornecedor produto próprio para venda a cliente final para fornecedor de componentes (produtos intermediários). A Multibrás necessitou empreender esforços para dominar as tecnologias utilizadas, adaptando-as e aprimorando-as, seguindo o padrão ‘produção-investimentos-inovação’ (Dahlman, Ross- Larson, e Westphal, 1987). Por isso foi possível para a empresa começar apenas com a
mais básica competência tecnológica e, com apoio nela, construir outras competências tecnológicas para alcançar os níveis atuais de acumulação de competências tecnológicas.
A empresa, durante o período estudado, foi construindo e acumulando suas próprias competências tecnológicas, incorporando os recursos necessários para gerar e gerenciar mudança tecnológica. Esses recursos foram incorporados e armazenados não apenas em indivíduos (engenheiros, gerentes, técnicos), mas também nos procedimentos e rotinas operacionais e no sistema organizacional como um todo, em outras palavras, segundo uma perspectiva ampla. Esses recursos foram acumulados na empresa na forma de competências tecnológicas, tanto de rotina (capacidade de usar a tecnologia), como inovadoras (capacidade de mudar a tecnologia) (Bell & Pavitt, 1993), por meio de uma progressão de níveis básicos a mais avançados.
Nos primeiros anos, durante a década de 80, a empresa possuía capacidade para usar as máquinas e equipamentos. Na década de 90, passou a interagir com as mesmas, incorporando novas máquinas, alterando processos, lay-out’s por meio de sua engenharia. As evidências examinadas nesta dissertação alinham-se a estudos anteriores, por exemplo Tremblay (1994) que enfatiza a importância da maneira abrangente de gestão de competências tecnológicas para atividades inovadoras no longo prazo.
O que se percebeu na empresa em estudo é que as atividades inovadoras não fluíram de forma rápida durante os primeiros anos (até 1995), e que passaram a acelerar o desenvolvimento da capacitação tecnológica inovadora nas duas funções tecnológicas em estudo, somente a partir de 1996. Conforme estudos anteriores (Bell, 1984; Lall, 1992; Kim,1997b; Dutrénit, 2000), o desenvolvimento de competências tecnológicas inovadoras para produtos, processos e equipamentos está associado com esforços sistemáticos de aprendizagem tecnológica dentro da empresa.
A empresa, ao longo de 1983 até 2000, acumulou tipos diferentes de competências tecnológicas para as duas funções tecnológicas estudadas, e com taxas de acumulação anuais diferenciadas, como demonstrado na tabela 7.1. Porém, a empresa acumulou níveis iguais de competências tecnológicas para as duas funções tecnológicas estudadas.
A partir das evidências empíricas presentes no capítulo 5, foi construída a tabela 7.1, que demonstra a taxa de acumulação de competências tecnológicas, em número de anos, da empresa Multibrás da Amazônia S.A, tomando como referência a tabela 3.1.
A empresa, alvo do estudo, iniciou suas atividades operando em condições muito precárias, sob o atual ponto de vista tecnológico, atuando primeiramente como uma fornecedora de peças plásticas para uso doméstico tais como baldes, cabides e banheiras, e depois passando a fornecer peças plásticas (componentes) para as demais empresas já instaladas no Distrito Industrial da ZFM.
Ao longo de todo o período de estudo, a empresa, de forma empreendedora e criativa, realizou diversos esforços de capacitação para as funções processos e organização da produção e produtos . Esses esforços foram direcionados para investimentos em produção e em inovação, e contribuíram construir competências tecnológicas e alcançar, ao final destes 17 anos, o patamar de desenvolvimento tecnológico atual da empresa, demonstrado na tabela 7.1.
Tabela 7.1 - Taxa de Acumulação de Competências Tecnológicas na Multibrás da Amazônia S.A (1983 – 2000) (Aproximadamente o número de anos (n) que a empresa levou para acumular tipos e níveis de competências tecnológicas) Níveis de Competências Processos e Organizações
da Produção Produto Básica (1) N = 3 N = 3 Renovado (2) N = 10 N = 6 Pré-Intermediário (3) N = 13 N = 6 Intermediário (4) N = 13 N = 9 Superior (5) N = 17 N = 17 Avançada (6) 0 0
Fonte: Derivado do trabalho de campo para a dissertação
Observando as taxas de acumulação de competências tecnológicas das duas funções tecnológicas estudadas, percebe-se, que, mesmo sendo estas funções inter-relacionadas entre si, a acumulação de competências ocorreu em taxas anuais diferenciadas, com modos e velocidades diferentes, como apresentado na tabela 7.1.
A função processos e organização da produção, manteve-se no Nível (1), durante 3 anos, visto que no período de 1983 a 1986, a empresa apenas coordenava as rotinas da planta e realizava os controles de seus estoques por meio de inventários anuais. Somente no ano de 1993, 7 anos depois, é que a empresa atinge o Nível (2), com operações de injeção, serigrafia e pintura, e iniciando seu processo para certificação nas Normas ISO 9000. Em 1996, 3 anos depois, atinge o Nível (3), utilizando células de trabalho e reduzindo estoques intermediários. Neste mesmo ano (1996), atinge também o Nível (4), estabelecendo rotinas de processos, utilizando alimentação de matéria-prima à vácuo, Kanban, entre outros. Apenas em 2000, atinge o nível mais alto encontrado neste estudo que é o Nível (5), utilizando sistemas automatizados para monitoramento on-line da produção, integrado com sistema de PCP e internalizando a rotina de JIT/Kanban.
Embora no ano de 2000, a empresa tenha certificado seu Sistema de Gestão Integrado (SGI), que engloba as Normas ISO 9000, ISO 14000 e OHSAS 8800, a empresa não se engajou no Nível (6), em outras palavras, não desenvolveu qualquer outra atividade que acumulasse competências para atingir o Nível (6), como: desenho e desenvolvimento de novos processos baseados em P&D, injeção de precisão e outros.
7.1.1 FUNÇÃO PROCESSOS E ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO
Conforme demonstrado na tabela 7.1 pode-se constatar que a empresa durante toda a década de 80, limitou-se à realização de atividades de rotina, passando somente a desenvolver atividades inovadoras nesta função a partir de 1990, sendo que, em 1996, a empresa começou a acumular competências de uma maneira mais acelerada.
Outro ponto a ser destacado foi que a função processos e organização da produção acumulou um Nível (5) de competência tecnológica , o mais elevado encontrado nas duas funções em estudo. Isto decorreu principalmente pelos investimentos em máquinas e equipamentos (ex.: robôs de pintura, células de produção - ver capítulo 5, seção 5.1.3) e implantação de novos processo como JIT/Kanban, monitoramento on-line da produção e outros.
Embora em taxas diferentes, as duas funções estudadas acumularam competências inovadoras atingindo o mesmo Nível (5).
7.1.2 FUNÇÃO PRODUTOS
A função produtos manteve-se no Nível (1), durante 3 anos, pois a empresa fazia apenas a operação de injeção de peças plásticas. Em 1987, 3 anos depois, atinge o Nível (2), fazendo as atividades de injeção, pintura e serigrafia das peças plásticas. Ainda em 1987 atinge o Nível (4), agregando a função de montagem de peças ao seu processo produtivo. Em 1996, atinge o nível intermediário fazendo a atividade de adição de componentes fornecidos por seus clientes às peças plásticas injetadas. Ainda em 1996, atingiu o Nível (5) , aprimorando especificações e utilizando embalagens próprias (carros vai-vém), onde está estagnada até o momento, não atingindo o Nível (6).
7.2 O PAPEL DOS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM NA ACUMULAÇÃO