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Yüksek performanslı çelik lif donatılı betonlar

2. ÇELĐK LĐF DONATILI BETONLAR (ÇLDB)

2.2 Çelik Lif Donatılı Beton Türleri

2.2.3 Yüksek performanslı çelik lif donatılı betonlar

Partimos do pressuposto de que a interpretação de um termo é constituída pela história de suas conexões com a realidade, ou seja, uma libertação concreta, realizada com e

por seres humanos sujeitos da história. Nessa perspectiva, Comblin diz que “a Bíblia fala do destino de povos concretos; a sua libertação se refere a povos concretos e o povo de Deus tem um destino histórico concreto, material, bem visível e socialmente vivido por pessoas inteiras” (COMBLIN, 2009, p.113).

Para Libâneo, “o termo „libertação‟, ao ser assumido pela teologia, não sofre processo de restrição – transposição de uma significação geral para uma particular -, nem de extensão – transposição de uma significação geral para uma particular -, mas de verdadeiro deslocamento” (LIBANIO, 1987, p.138). Isso pelo fato de que não se parte de um concepção vaga e extensa do termo libertação para posteriormente restringi-la ao campo da teologia ou de um sentido restrito que se expande, mas da transição de um determinado campo bem definido para outro. Comblin completa essa perspectiva dizendo que a libertação bíblica “se encarna em condições concretas e se encontra com problemas da libertação racial, libertação da mulher, libertação das nações oprimidas pelos impérios ou libertação dos trabalhadores oprimidos pelos detentores do capital” (COMBLIN, 2009, p.113).

Seguindo esta reflexão, Libanio diz que: “o termo libertação estruturalmente diz respeito a um movimento entre dois polos: opressão e liberdade”(LIBANIO, 1987, p. 146). Esse deslocamento pode ser observado quando o indivíduo que desfaz as barreiras de seus medos, de suas coibições interiores, que extingue os preconceitos para buscar e encontrar a libertação, muitas vezes, paralisa-se diante dos limites impostos pelas estruturas sociais.

Isso se dá principalmente com as classes populares, com os pobres – “Jesus conquistou a liberdade porque venceu o medo” (COMBLIN, 1985, p.228). E são essas camadas empobrecidas que indicarão de maneira transparente a opressão das estruturas. Assim, entende-se que o conceito de libertação migra do campo hermenêutico da subjetividade para o campo da objetividade – realidade opressora da estrutura social, fruto de decisões e interesses políticos.

Desse modo, a dimensão da libertação do indivíduo se dará na mesma proporção que esse desvenda as configurações de opressão. Essa maneira de pensar “libertação” vincula-se

à destruição da imposição da “cultura do silêncio” (FREIRE, 2001, p.74)80, estendendo-se à

análise das causas da dependência, da opressão, da pobreza, do analfabetismo e da injustiça. Além disso, Comblin propõe uma libertação individual, a qual, acima de tudo, requer uma atitude da pessoa. Para ele,

Uma pessoa descobre o caminho da libertação quando começa a dizer: não. A negação do mundo real, das suas forças e solicitações, uma negação consciente oposta a todas as tendências inconscientes ou semiconscientes é o início da libertação. Há inevitavelmente na libertação pessoal um momento de negação e retração em que o indivíduo se recolhe de certo modo em si próprio, separando-se de todo o resto. Há um momento de silêncio, de suspensão de todos os desejos e de todas as percepções, um momento de “retiro” como diz a linguagem tradicional da espiritualidade (COMBLIN, 1985, p. 228).

Assim sendo, a libertação está vinculada ao desenvolvimento da vida social, do mundo real, concreto, que se vive todos os dias, e suas implicações sociopolíticoeconômicas e eclesiástica. Isso significa que a libertação cristã abrange a “libertação econômica, social e política, embora seja claro que tudo tem início na libertação da pessoa da sua própria impotência e incapacidade” (COMBLIN, 1998, p. 49). Para Ignácio Ellacuría, “a libertação é um processo de „ajuste‟ consigo mesmo, enquanto busca livrar-se das cadeias interiores e exteriores” (Ellacuría, 1990, p. 418)81, construindo, desta forma, uma libertação integral.

Nessa mesma perspectiva, Leonardo Boof e Clodovis Boof (1979, p. 42-46) dizem que a libertação integral inclui o pecado, além das decorrências sociais, políticas e econômicas. Para Comblin,

Se a libertação não for assumida por pessoas, não há transformação induzida da parte de fora que possa ter efeito. Uma libertação integral exige um processo pelo qual cada pessoa se liberta a si mesma e desfaz todos os laços que a mantém presa do passado, para construir os laços de uma sociedade livre (COMBLIN, 1988, p. 160)82.

80 Cf. Para Paulo Freire, somente quando o povo de uma sociedade dependente rompe essa “cultura do

silêncio” e conquista o direito da palavra, pode deixar de ser silenciosa, dominada, em relação sociedade dominadora, opressora (FREIRE, 2001, p.76).

81 Para aqueles que desejam conhecer um pouco da biografia e do trabalho de Ellacuría podem visitar o site: <

http://www.centroellacuria.org/ignacio_ellacuria.html > acessado em 18/07/2012

82Para quem desejar se aprofundar na conceitualização de „libertação integral‟ pode buscar nos documentos

de Puebla, nos parágrafos [141] , [321], [475], [480], [696], [895], [1134], que podem ser encontrados no compêndio (CELAM, 2005).

Logo, “não há libertação da humanidade sem trabalho de libertação do indivíduo chamado a vencer o medo, a submissão e todas as resistências e pressões externas e internas[…] e nenhuma estrutura exterior pode dispensar essa responsabilidade pessoal” (COMBLIN, 1985 p 270).

Comblin diz que “os pobres podem ser ativos, tomar uma atitude, não simplesmente receptivos em receber ajuda, mas colaboradores ativos de sua libertação, de seu melhoramento[...] Mas o clero prefere o movimento carismático, é mais rápido e mais fácil, é só bater palmas, cantar e pronto!” (COMBLIN apud PEREIRA, 2011, p.81).

O teólogo ainda sintetiza que, “a libertação tem uma finalidade: tornar-se mais livre, dar-se a si próprio uma personalidade realmente mais livre. A liberdade é o seu próprio fim” (COMBLIN, 1998, p. 238). Devemos ressaltar que essa liberdade tem parâmetros distintos daqueles apresentados pela sociedade pós-moderna, que propõe uma liberdade privada de altruísmo, onde o sujeito é escravo de seus „desejos consumistas, miméticos‟83 quando pensa

que está exercendo sua liberdade.

Benzer Belgeler