• Sonuç bulunamadı

Conforme exposto anteriormente, Saviani (1983, p.18) identifica na burocratização um fenômeno típico das instituições que assentam sua prática pedagógica na concepção tecnicista de ensino. A AFA é uma instituição cuja filosofia de ensino atende a esse modelo burocrático, sendo que um dos pilares desse modelo é a utilização de uma normatização clara onde estejam descritos os procedimentos e as manifestações, por mínimas que sejam, das relações de trabalho e do processo ensino-aprendizagem desenvolvido.

Desta forma, um dos principais documentos que regula a vida acadêmica da AFA é a NOREG – Normas Reguladoras para os Cursos da Academia da Força Aérea – que tem como finalidade “estabelecer as normas gerais referentes à matrícula, ao ensino, à situação militar, à exclusão, ao desligamento, à qualificação, após a conclusão dos cursos, do Cadete da Aeronáutica, e a outros aspectos relativos aos cursos atribuídos à AFA” (2002, p.05).

O sonho feminino de Ícaro 61

De acordo com a NOREG, Cadete da Aeronáutica30 é o “militar da ativa, com

precedência hierárquica prevista no Estatuto dos Militares, matriculado em um dos cursos de formação de oficiais de carreira da Aeronáutica, da AFA” (op.cit.).

O cadete ingressa na AFA por meio de concurso público aberto a todos os brasileiros que satisfaçam requisitos de idade e escolaridade compatíveis. Vale ressaltar que, mesmo recebendo instrução especializada, com conteúdos específicos para o quadro que escolheram, todos os cadetes desenvolvem o mesmo espírito de corpo sob o ideal de ser militar.

À AFA compete todo desenvolvimento dos cursos, desde o planejamento até a instrução aérea e a expedição de históricos e diplomas escolares, além de manter os cadetes dentro do estabelecimento de ensino, já que são submetidos ao regime de internato e dedicação exclusiva, oferecendo-lhes todo o suporte necessário para manterem-se no local, como o rancho para a alimentação, um hospital, um posto reembolsável onde são vendidos fardamentos, um mercado, etc.

A seleção para os três cursos (CFOAV, CFOINT e CFOINF) está estabelecida pela NOREG da seguinte forma: para o CFOAV, a seleção será feita dentre os alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), que recebe apenas alunos do sexo masculino,

30 “Segundo a tradição, o cadete era o soldado nobre por ascendência, titular do privilégio de acesso ao oficialato

militar, sem estágio nos postos inferiores - praça de pré distinta, ora moço fidalgo, ora descendente de guerreiros enobrecidos nas batalhas. Nos estados modernos, sem regalias de sangue ou de fortuna, o cadete continua a ser, contudo, por sua vocação e opção livre, um soldado privilegiado. No Brasil, é o jovem, brasileiro nato, que ingressa nas forças armadas, pelo assentamento de praça nas respectivas fileiras. Cadete da Aeronáutica é o que vem para a Força Aérea, depois de preencher as condições legais de idade, escolaridade, aptidão física, exame médico e psicotécnico. Beneficiário de rigorosa seleção inicial, é o cadete da Aeronáutica, ao longo de sua preparação para o oficialato, objeto de contínuo e crescente apuro em sua formação. Como praça especial, tem graduação hierárquica acima das demais praças e precedência sobre elas; como militar da ativa, tem o uniforme de uso privativo da Força Aérea. Esse uniforme, símbolo de autoridade militar, impõe-se, por força da lei, ao apreço de todos os cidadãos e constitui crime de desacato desrespeitá-lo. A livre e genuína manifestação do sentimento patriótico é, então, fundamental. É prerrogativa do cadete preparar-se para servir ao futuro da pátria, ao amanhã da nação, de forma a assegurar-lhe a incolumidade, a perenidade e a honra. É dispor-se, conscientemente, ao sacerdócio do oficialato militar; e definir-se, desde logo, por um vivo traço de superioridade moral; a capacidade de submissão voluntária à disciplina, a hierarquia, ao dever. E ser cadete da Aeronáutica é ser soldado de escol, que adestra o espírito e o corpo para o nobre ofício de servir ao Brasil nos céus, ou na terra em atividades administrativas, operacionais e de combate. É este contexto que ele escolheu para honrar a pátria e defendê-la.” (Definição apresentada na rede digital interna da AFA – www.afa.intraer).

O sonho feminino de Ícaro 62

que satisfizerem as condições exigidas para matrícula, e por meio de exame de admissão, sendo este também para mulheres desde 2003; para o CFOINF e o CFOINT, será feita unicamente por meio de exame de admissão. Para o exame de admissão aos três cursos, as instruções complementares, específicas e seus aditamentos são aprovados pelo DEPENS.

Os alunos provenientes da EPCAR preenchem a grande maioria das vagas do CFOAV e, como na EPCAR não é permitido o acesso a mulheres, as candidatas ao curso de aviação já iniciam o exame seletivo sob o peso desse pressuposto discriminatório.

A AFA recebe ainda militares pertencentes às Forças Armadas de Nações Amigas e demais Forças Singulares Brasileiras, cuja matrícula é efetuada de acordo com normas específicas.

Depois de matriculado, o cadete passa a fazer parte do círculo das Praças Especiais, como previsto no Estatuto dos Militares e, de acordo com sua classificação, que pode ir mudando ano a ano segundo seu desempenho, fica inserido numa precedência hierárquica. Assim,

3.4.3 A precedência hierárquica entre os Cadetes da Aeronáutica é estabelecida tomando-se por base a ordenação decrescente dos anos dos cursos, pelo ano que estiver cursando e, dentro do mesmo ano, pela classificação geral obtida nos anos

anteriores, de acordo com o PAVL31.

3.4.3.1 Dentre os cadetes de um mesmo ano, os cadetes do CFOAv têm precedência hierárquica sobre os cadetes do CFOInt e estes, sobre os cadetes do CFOInf. 3.4.3.2 No 1º ano, os Cadetes da Aeronáutica do CFOAv têm sua precedência hierárquica estabelecida pela classificação obtida ao término do CPCAR.

3.4.3.3 No 1º ano, os Cadetes da Aeronáutica do CFOAv, oriundos do exame de admissão, têm sua precedência hierárquica estabelecida, considerando a classificação final obtida no exame de admissão, logo após o último classificado do CPCAR.

3.4.3.4 No 1º ano, os Cadetes da Aeronáutica do CFOInt e CFOInf têm sua precedência hierárquica estabelecida pela classificação final obtida no exame de admissão à AFA. (2002, p.13)

Quanto à qualificação após a conclusão dos cursos, a NOREG prevê que o cadete será declarado Aspirante-a-oficial, se o concluir com aproveitamento e conceito favorável e se for julgado apto em Inspeção de Saúde. Os militares pertencentes às Forças

O sonho feminino de Ícaro 63

Armadas de Nações Amigas e demais forças receberão, ao concluírem um dos cursos, o Certificado de Conclusão de Curso ou o Certificado de Freqüência.

Portanto, os cadetes matriculados ficarão vinculados administrativamente à AFA, como efetivos ou adidos, para fins de instrução e disciplina; permanecem em regime de internato e, por isso, são residentes e domiciliados na AFA; como acompanham a sua turma e não há flexibilidade de planejamento ou autonomia para matrícula em alguma das disciplinas isoladamente, não há dependência nem repetência; têm férias escolares definidas no PAE, principalmente no final do ano, visto que em julho há apenas um breve recesso; têm autorização para organizarem, com prévia autorização do Comandante, “sociedade de fundo cívico, desportivo ou cultural que desenvolva nos cadetes o espírito de civilidade, o espírito de corpo e o seu aprimoramento intelectual” (2002, p.19).

Outro documento importante na vida escolar dos cadetes aviadores é o Programa de Instrução Aérea da AFA – PIA, que tem por “finalidade estabelecer os parâmetros aplicáveis à instrução aérea, os meios necessários e as normas para a sua realização na AFA” (2007, p.03), durante ano letivo concernente. É a principal referência para a condução da atividade de instrução de vôo atribuída à AFA, cujas horas de vôo correspondem a cerca de 1/3 de tudo o que é voado na FAB. Porém, no próprio Programa atribui-se ao instrutor o papel principal para alcançar o sucesso nessa importante tarefa.

Este documento se aplica ao CFOAV, ao Curso de Padronização de Instrutores de Vôo (CPIV), bem como a algum curso equivalente, podendo também ser aplicado para estágios de pilotagem militar, com as adaptações julgadas necessárias, que possam ocorrer por força de convênio ou determinação de autoridade competente.

No PIA estão descritos alguns conceitos que são utilizados no dia-a-dia da instrução aérea, como:

Alegria – Evoluções em vôo de ala, ou Ataque 2, no qual o instrutor, no comando

O sonho feminino de Ícaro 64

objetivo de estabelecer parâmetros de vôo (altura e reposicionamento na área de instrução), visando otimizar o tempo disponível da missão para dar continuidade à mesma, sendo, inclusive, utilizada para demonstração ao aluno.

Aluno – Designação do tripulante que cumpre um dos cursos estabelecidos neste

Programa, independente da qualificação anterior.

Saída – Decolagem de uma aeronave, com instrutor ou aluno a bordo, para o

cumprimento de uma missão de instrução.Para fins de planejamento, corresponde a

cada hora de vôo realizada no cumprimento do programa de instrução.

Percepção (Pr) – Campo do Domínio Psicomotor onde o aluno faz o ajustamento

preparatório para determinada ação, estando contidos aí o preparo mental, o preparo físico e o preparo emocional.

Resposta Orientada (Ro) – Campo do Domínio Psicomotor onde o aluno age sob

orientação do instrutor, desenvolvendo habilidades motoras simples, cabendo a este servir como modelo (padrão), de modo que leve o aluno a atingir, através da orientação e da repetição, a resposta desejada.

Resposta Mecânica (Rm) – Campo do Domínio Psicomotor onde o aluno adquiriu

certa segurança e um adequado grau de proficiência no concernente à resposta, sendo que é capaz de, por si só, executar a ação sem o acompanhamento do instrutor, com relativa segurança, revelando-a como uma resposta habitual. Algumas vezes, ainda há a necessidade de controle do instrutor, porém mais no sentido de aperfeiçoamento da ação, sendo este controle feito, normalmente, de forma verbal.

Resposta Aberta Complexa (Rc) – Campo do Domínio Psicomotor onde o aluno já

terá adquirido um alto grau de habilidade, pois executará um conjunto integrado de movimentos, feitos com desembaraço e eficiência, sendo, por si só, capaz de identificar e corrigir com propriedade seus próprios erros, sem a presença do instrutor. (2007, p.05)

O PIA define com rigor que o instrutor deve cumprir exatamente o que nele está contido e, por outro lado, o que não deve realizar durante uma missão de instrução:

[...] qualquer exercício, procedimento, demonstração ou aplicar qualquer parâmetro

que não esteja previsto no manual de instrução, no OI32 ou recomendado pela

autoridade competente. Todavia, se um instrutor, com base na sua experiência, julgar que a realização de um procedimento não previsto será de grande valia para o aprendizado do aluno, deverá reportar e justificar, por escrito, a linha de ação tomada na respectiva ficha de vôo. (2007, p.07)

A ficha de vôo é preenchida em cada missão, constando os comentários detalhados dos eventos verificados durante a sua ocorrência.

Como os instrutores, a cada vôo, estão avaliando o aluno no que concerne ao seu desempenho no Campo Psicomotor, o PIA descreve quais são as características esperadas nesse campo.

Percepção/Preparação (Pr): O cadete tem suficiente informação do exercício,

memorizou os procedimentos para iniciar o treinamento, bem como está predisposto a participar em vôo.

O sonho feminino de Ícaro 65

Resposta Orientada (Ro): O cadete tem perfeita noção do exercício, pratica-o com

as orientações verbal e manual do instrutor durante a tentativa de realizá-lo, em vôo.

Resposta Mecânica (Rm): O cadete entendeu o exercício, pratica-o e ao cometer

erros, necessita de auxílio verbal para aprimorar a sua pilotagem.

Resposta Aberta Complexa (Rc): O cadete executa e corrige sozinho o exercício,

com um padrão de vôo no mínimo aceitável. Demonstra segura assimilação do mesmo, consegue interpretar seus erros e experimentar outras correções sem interferência. (2007, p.08)

É possível perceber que este documento tenciona tornar a avaliação da instrução aérea, no campo psicomotor, o mais objetiva possível, buscando minimizar a subjetividade e as pré-concepções do instrutor a respeito do aluno, tendo em vista condições que seriam ideais no que se refere à instrução, ao vôo, ao cadete, ao instrutor e à aprendizagem. Entretanto, é comum a afirmação entre instrutores de que determinado cadete está sendo conduzido pelo seu instrutor, para manter-se bem classificado dentro da turma, o que demonstra que, por mais que se tencione, não há avaliação ou instrução que seja capaz de desconsiderar o fator humano e a sua subjetividade.

Além do descrito acima, o cadete precisa conhecer ainda o Manual de Procedimentos (MAPRO), que é um documento utilizado no âmbito dos EIA´s e objetiva informar os cadetes sobre os procedimentos corretos a serem adotados nesse local, quando encontrarem-se em instrução.

Dispõe desde os procedimentos de solo e normas de conduta no EIA e nas áreas de instrução, até o que o cadete deve fazer em cada fase do aprendizado do vôo (como a fraseologia a ser utilizada, a forma correta de sanar algumas panes, os cheques periódicos, o que fazer no pátio de estacionamento, quais os horários de pouso em relação ao pôr-do-sol, etc.). O cadete recebe esse manual no final do ano anterior ao ano de instrução aérea e deve aprendê-lo integralmente, não podendo alegar desconhecimento caso incorra em algum erro cuja padronização esteja nele descrita.

O sonho feminino de Ícaro 66

À parte os capítulos que versam sobre procedimentos técnicos relativos à instrução aérea, nos interessa tecer alguns comentários sobre o capítulo 1 do MAPRO, referente aos procedimentos de solo e normas de conduta no EIA, e que definem claramente a postura a ser adotada pelos cadetes e vão incutindo nestes o padrão de conduta militar esperada durante toda a sua vida profissional.

Este capítulo destaca que a hierarquia e a disciplina, como bases do militarismo, devem ser desenvolvidas e cultivadas ao longo de todo o período de instrução aérea, sendo a disciplina o principal aspecto a ser observado, através do correto cumprimento da padronização e da doutrina preconizada no esquadrão. Alega que este proceder é a base para a formação operacional e doutrinária dos futuros oficiais da Força Aérea. “Lembre-se que o futuro operacional da Força Aérea dependerá do grau de dedicação que cada piloto empregará ao longo da Instrução Aérea. As conquistas individuais transformar-se-ão em sucesso coletivo para o esquadrão” (2007, p.1-1).

Cada esquadrão é dividido em quatro esquadrilhas, que são as responsáveis pela execução do Programa de Instrução Aérea (PIA). Os cadetes são distribuídos dentre as esquadrilhas, e cada um dispõe de um instrutor, que é o oficial responsável por fazer o acompanhamento de sua evolução na instrução, mas podendo realizar vôos de instrução com instrutores diferentes a cada missão.

A fim de sermos fiéis ao enfoque dado às normas de conduta do cadete, descreveremos na íntegra uma parte do que contém o MAPRO do 2º EIA:

ROTINA

Cada esquadrilha entrará em forma 5 (cinco) minutos antes do horário previsto, na alameda norte, com a frente da tropa voltada para o esquadrão. O chefe de turma fará a apresentação ao comandante de esquadrilha mais antigo presente. Em seguida executarão os “gritos de guerra” e aguardarão a autorização para o deslocamento para as salas de Briefing.

Nas salas de Briefing, os cadetes ocuparão as cadeiras de acordo com o seu número dentro da esquadrilha, da esquerda para a direita, da frente para trás.

À entrada do comandante da esquadrilha, deverá ser comandado “atenção sala” e o chefe de turma apresentará, novamente, a esquadrilha e informará as faltas e o motivo das mesmas. Após a leitura da escala de vôo, os cadetes deverão apresentar-

O sonho feminino de Ícaro 67

se aos instrutores. Quem não estiver escalado deverá aguardar novas instruções, permanecendo no âmbito do esquadrão.

DEVERES INDIVIDUAIS Cada cadete deverá sempre:

- Comparecer ao 2º EIA munido do Manual de Instrução Técnica da Aeronave, Manual de Vôo, Manual de Procedimentos, Check-List, Caderno de Anotações de Vôo, relógio, caneta azul e vermelha;

- Anotar todas as determinações e as orientações no Caderno de Anotações do Vôo e manter atualizados os manuais, através da consulta aos Boletins Informativos aos Pilotos (BIPs) e de Avisos Operacionais (AVOP´s);

- Atentar para os horários previstos para a Instrução, sendo o horário padrão o da Torre (TWR-YS);

- Avisar o médico e o psicólogo do esquadrão, sempre que estiver fazendo uso de qualquer tipo de medicamento, seja ele restrito ou não;

- Procurar o médico, o psicólogo do esquadrão e o Cmt. de Esquadrilha sempre que sentir-se mal ou receber um grau deficiente em qualquer missão realizada;

- Informar ao Cmt. do Esquadrão, no CCAer, sempre que for submetido a Conselho de Desempenho Acadêmico e sempre que completar um vôo de cheque com aproveitamento. (2007, p.1-2)

A definição clara e precisa de todos os procedimentos nos informa a respeito da filosofia de educação subjacente à instrução aérea. É muito importante que os cadetes adquiram, desde o primeiro dia de instrução, a responsabilidade necessária a um oficial que irá manusear e ter sob seu controle uma máquina tão complexa de guerra. É preciso ter autodisciplina consciente33 e a objetividade necessária para desempenhar todas as suas funções de forma a não existir dúvidas quando encontrar-se em situação de combate. O aviador não pode parar para pensar nos procedimentos quando precisar tomar uma decisão de ataque ou defesa, por isso eles devem estar automatizados.

O comportamento, apesar do rigor excessivo das punições, é moldado tendo em vista despertar esta autodisciplina e incutir no cadete o senso de responsabilidade necessário ao exercício dessa profissão. No EIA, também esses comportamentos são padronizados:

Sempre que inquirido por um oficial, tomar a atitude militar correta e manter-se na posição de sentido, até que o oficial permita ao cadete ficar “à vontade”, que deverá ser a posição de descansar.

Durante a leitura da escala de vôo, o cadete, ao ser chamado, deve levantar-se e responder o nome de guerra, na posição de “sentido”.

33 Lembremos que este é o objetivo último da educação na perspectiva mecanicista, quando os próprios alunos

O sonho feminino de Ícaro 68

Por motivos doutrinários, o cadete não interrompe Briefing ou Debriefing, exceto se autorizado por algum instrutor.

O cadete deve abster-se de usar gírias ao falar com superior hierárquico.

Todo cadete deve solicitar autorização para entrar em qualquer seção ou local onde haja superior hierárquico, exceto nas salas de Briefing.

É dispensado o uso de cobertura nas dependências internas do 2º EIA e no trajeto entre o esquadrão e a linha de vôo.

A continência regulamentar aos superiores hierárquicos é obrigatória em todas as dependências do 2º EIA.

O cadete não deve permanecer com nenhuma dúvida sobre a padronização em vôo, devendo as mesmas serem sanada durante o Briefing. Entretanto, a teoria relativa à execução do vôo deverá ser do conhecimento do aluno.

O cadete não pode solicitar ao instrutor que seja realizado qualquer exercício além dos previstos na Ordem de Instrução para a missão que está realizando.

O cadete não deverá dar desculpas em relação aos erros cometidos, exceto quando solicitado.

Todo cadete deve comportar-se de forma adequada, mesmo quando estiver na sala de estar dos cadetes, a qual deverá estar sempre limpa e organizada. (op.cit.)

Novamente percebe-se que ficam muito bem registradas as atitudes a serem observadas no EIA, e que dizem respeito às atitudes do cadete nos diversos setores da AFA, visto que está sendo constantemente observado e avaliado pelos superiores e por seus pares.

Aeronaves de instrução básica T -25 Universal

Dadas as características aqui enfocadas e o adicional em termos de periculosidade e riscos envolvidos nessa aprendizagem, durante a qual o cadete pode sofrer

O sonho feminino de Ícaro 69

sérios acidentes e até perder a vida, a educação do aviador submete-se a regras que deverão atender às necessidades colocadas pela própria realidade, pelos instrutores que têm experiência para avaliar os avanços e recuos na prática da instrução aérea, e pelo Comando de um modo mais amplo, que determinará os objetivos do ensino (por exemplo, é diferente formar um aviador em períodos de paz e em momentos de contendas bélicas, considerando-se o tempo disponível, as estratégias de ataque e defesa, etc.).

Todas as atividades aqui descritas, e que fazem parte da estrutura de ensino da AFA, são avaliadas diariamente e seguindo também princípios que se espera serem objetivos e padronizados. O processo avaliatório praticado é previsto também em um documento, o Plano de Avaliação - PAVL -, que prevê desde a elaboração da Verificação da Aprendizagem

Benzer Belgeler