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Kriz Yönetimi ve Risk Yönetimi İlişkis

2.İŞLETMELERDE KRİZ YÖNETİMİ

2.2. KRİZ YÖNETİMİNİN RİSK YÖNETİMİ VE STRATEJİK YÖNETİM

2.2.1. Kriz Yönetimi ve Risk Yönetimi İlişkis

região de índios Guarani, predominantemente. Ali se encontram cinco aldeias: Pirajuí, reserva fundada na época do SPI, Paraguassu, Potrero Guasu, Arroio Corá e Sete Cerros; além da área denominada Ypo’i, para onde a família Vera retornou em 2010, após os episódios violentos relatados no capítulo 2. Na aldeia Pirajuí vivem 480 famílias, com 2.176 pessoas.

Os dados referentes à conferência de educação escolar indígena na aldeia Pirajuí estão presentes no relatório produzido na ocasião e foram apresentados na Conferência Regional, ocorrida em Dourados, MS, no período de 30 de março a 03 de abril de 2009. Segundo esse relatório, os mais velhos não foram alfabetizados ou o foram de forma rudimentar. Na sua maioria possuem o Ensino Fundamental, séries iniciais e finais. Poucos terminam o Ensino Médio, principalmente as mulheres que se casam cedo demais e abandonam os estudos para cuidarem dos filhos.

À pergunta “por que queremos a escola?”, aqueles que participaram da conferência local responderam:

Para uma boa educação com visão no futuro que envolva curto, médio e longo prazo; e que esta formação seja diversificada em diversas áreas, formando psicólogo, médico, enfermeiro, professores, dentistas, entre outros; que a escola ensine a respeitar os mais velhos, bem como seus ensinamentos e ajude a promover a união; saber os direitos e deveres dos indígenas; capacitar os filhos para o trabalho de acordo com o modo indígena de produzir; ajudar a adquirir mais sabedoria e repassar para a comunidade de como viver no agora e no futuro. (FICHA..., 2009, fl. 1). Às perguntas “o que já conquistamos? O que temos hoje?” os dados empíricos apresentados foram:

Transporte escolar; Bolsa família; Salas de aulas; Material escolar; Encanamento de água; Energia Elétrica; Computadores, ( não estão funcionando ); Ára-Verá; Teko Arandu; trator com grade; niveladora , trilhadeira; um automóvel; quadra esportiva na escola; aparelhos de TV, DVD e Vídeos; quinze cabeças de gado; ponte; estradas. (IDEM, fl. 2).

Quanto à pergunta: “o que fazer para avançar na educação escolar que queremos?”, o relatório aponta as seguintes perspectivas:

Senso de justiça dentro da própria família, apoiado e fortalecido pelos professores; comunidade indígena cobrar mais dos professores e vice-versa; pais conscientizarem seus filhos a valorizarem os estudos e não deixarem faltarem; pais e comunidade indígena participarem mais de reuniões escolares, debates, palestras, e outros...; escritório da FUNASA e FUNAI na própria aldeia e com funcionários indígenas; transporte escolar circulando dentro da aldeia; gestão escolar indígena com produtividade e efetividade; fortalecimento da língua materna e também a língua portuguesa para comunicarem com os “brancos”; museu indígena dentro da aldeia; oferecimento do pré-escolar até o Ensino Médio dentro da aldeia; interculturalidade dentro da aldeia; lançar vereadores [de] dentro da aldeia para elaborar projetos que tragam benefícios para a própria aldeia; em épocas de eleições deverá ter uma urna dentro da aldeia; criação de piscicultura, organização indígena; fortalecer nossa cultura e nosso “guaraniete” [modo de vida guarani]; viveiro de plantas medicinais para que os alunos pesquisassem e aprendessem a técnica e o cultivo e preparo das mesmas; curso diferenciado para a comunidade em diferentes áreas; casa do idoso para tratamento diferenciado; casa de artesanato dentro da aldeia, casa de rezas dentro da aldeia; sala de laboratório científico e de informática; construção de “oga pysy” e roças em tempo certo, e a escola onde será retirado os recursos; ampliação de estradas; motorista escolar cumprir os seus deveres, completando as linhas,trabalhando com vontade, pois muitos alunos perdem aulas na cidade e muitos professores não passam os

conteúdos perdidos e muitas avaliações são deixadas para trás, ficando o aluno indígena prejudicado no aprendizado. (FICHA..., 2009, fl. 3).

As respostas à pergunta: “quais os problemas e as necessidades da comunidade?”, os Guarani da aldeia Pirajuí chegaram à seguinte compreensão, incluídas nas categorias ‘problemas’ e ‘necessidades’:

PROBLEMAS: indisciplinas; falta de respeito para com os mesmos e para com os mais velhos; ampliar a escola, espaço físico insuficiente para a demanda; pouca terra indígena, (gerando desunião); falta de organização indígena; politicagem de fora da aldeia feita pelos “brancos”.

NECESSIDADES: Recolhimento do lixo da aldeia para reciclagem: imposto de energia deveria ser aplicado dentro da aldeia; mini-hospital dentro da aldeia; organização na alimentação, território e outros; os alunos que terminam de estudar devem voltar a cuidar de seus pais; saber como viver com os “brancos” e com os próprios patrícios. (FICHA..., 2009, fl.2/3) Incluem, ainda, a observação: “Nossas necessidades deverão ser relatadas para que alguém se comprometa a nos ajudar na realização [delas]”.

Na aldeia Sete Cerros, que está localizada a 70 quilômetros da cidade, habitada por 75 famílias, com 375 integrantes, da parcialidade Kaiowá, existe uma sala de extensão da Escola Pancho Romero, cuja oferta de educação escolar indígena é bastante precária, dada à distância da cidade e a ausência de professor provindo da própria comunidade.

À pergunta “porque queremos a escola?”, os Kaiowá da aldeia Sete Cerros foram elucidativos:

Através da educação de nossos filhos, saberemos enfrentar os problemas que afetam nossa comunidade nos dias de hoje. Cada professor e professora possui um importante papel a desenvolverem nas escolas das aldeias, orientando nossas crianças na questão da busca de seus valores étnicos e culturais, em que os mesmos não sintam envergonhados de serem índios, e sim, que se orgulhem de sua raça. E que cada conteúdo estudado seja incluso os valores indígenas.

E a educação trará harmonia para viverem uns com os outros (alegres, contentes). Que a escola venha nos fortalecer o nosso jeito de ser, que ensine a história de luta de seu povo, como eles recuperaram essas terras. E que sempre valorizem nossa língua, que ela não venha ser esquecida. O mais importante, que a escola venha formar novos líderes em diversas áreas, (saúde, educação,e outros..). (FICHA..., 2009, fl.3).