2. BÖLÜM: TÜRK KOBĐ’LERĐNĐN YAPISI, ÖZELLĐKLERĐ VE AVRUPA
2.6. Yönetim Ve Organizasyon Yapıları
Com base na sua 11ª edição, do ano de 1944, pertencente a meu acervo pessoal, procedo, agora, à análise da materialidade do livro História do Brasil para crianças 118.
Segundo indicações constantes no referido exemplar, o livro teria pertencido a Cleópatra Luiza de Lima e Mello, já que seu nome consta na página de rosto. No referido exemplar, não há nenhuma dedicatória.
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O referido exemplar foi adquirido em sebos, uma vez que essa obra não mais circula no mercado editorial, sendo sua última edição a do ano de 1984 (28ª edição). A Companhia Editora Nacional, responsável pela obra do autor, iniciou desde 2002 a reedição de alguns de seus livros, conforme matéria veiculada na imprensa nacional (“Cazuza abre projeto de reedição da obra de Viriato Corrêa”. Jornal O Estado de S. Paulo. Caderno 2. Ano XVII. 1 de junho de 2002).
Um dos mais importantes aspectos da materialidade do livro diz respeito à capa. É nela que são identificados o título da obra, o nome do autor, a editora responsável pela publicação, além de eventuais ilustrações.
A capa é parte integrante da história de qualquer livro [...]. A capa, sem dúvida, cumpre um papel no processo de envolvimento físico com o livro, pois, embora não se possa olhá-la enquanto se lê, ela o define como objeto a ser apanhado, deixado de lado e talvez conservado ao longo do tempo (POWERS, 2008, p. 7).
No caso de História do Brasil para crianças, por se tratar de um livro destinado às crianças119, houve preocupação por parte do editor de confeccionar uma capa bastante colorida, atendendo à orientação de Monteiro Lobato: “chamei desenhistas, mandei pôr cores berrantes nas capas. E também mandei pôr figuras” (LOBATO apud HALLEWELL, 1985, p. 251). Ou como diz o próprio Viriato Corrêa, na introdução de seu livro: “Às crianças só interessa o que é vistoso. Os livros que mais lhes sabem são os livros de figuras; as figuras – as coloridas; [...]” (CORRÊA, 1944, p. 8). Isso o diferenciava dos vários livros didáticos do mesmo período, que traziam capas monocromáticas, com poucas imagens. Outra diferença refere-se ao preço do livro: segundo informações contidas nos catálogos da CEN, o livro História do Brasil para crianças custava 10$000, enquanto vários livros didáticos custavam em torno de 2$500 a 12$000120.
O livro apresenta-se no tamanho 21 cm X 15 cm, em capa dura ou, como se dizia muito na época, em “capa cartonada”. As imagens contidas na capa são, como já mencionei anteriormente, de autoria do escritor e caricaturista Belmonte. São dele também todas as 59 imagens em preto e branco, no decorrer do texto.
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No que concerne especificamente à materialidade do livro infantil, foram consultados os seguintes trabalhos: LINS, Guto. Livro Infantil?: projeto gráfico, metodologia, subjetividade. São Paulo: Edições Rosari, 2003 (Coleção Textos Design); POWERS, Alan. Era uma vez uma capa: história ilustrada da literatura infantil. São Paulo: Cosac Naify, 2008; OLIVEIRA, Rui de. Pelos Jardins Boboli: reflexões sobre a arte de ilustrar livros para crianças e jovens. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
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No catálogo da CEN, apareciam os seguintes livros didáticos para o ensino de História na escola primária:
História da Civilização Brasileira, de Pedro Calmon, no valor de 5$000 e Pontos de nossa História, de autoria
de Veríssimo e Lourenço de Souza, no valor de 5$000, ambos em edição cartonada. Na série II da Biblioteca Pedagógica Brasileira (BPB), referente a manuais, livros de texto e livros fontes, os livros das mais diferentes disciplinas escolares variavam de 2$500 (Ler brincando, cartilha de Thales de Andrade) a 12$000 (Curso
Na capa, sobressaem as cores amarela, verde, azul e branca (cores nacionais), expressão da nacionalidade brasileira, com toques das cores vermelha e preta. O título do livro e o nome do autor estão em cor preta, com bastante destaque, bem como o nome da editora, em branco, sob uma tarja preta que perpassa toda a capa, no rodapé. Já o nome do ilustrador Belmonte aparece no pé da capa, ao lado direito, em tamanho menor.
Figura 44 – História do Brasil para crianças (capa e contracapa) Fonte: CORRÊA, 11ª ed., 1944.
Figura 45 – História do Brasil para crianças – Capa (reprodução em tamanho original – 15 x 21 cm). Fonte: CORRÊA, 11ª ed., 1944..
Figura 46 – História do Brasil para crianças – Contracapa (reprodução em tamanho original – 15 x 21 cm). Fonte: CORRÊA, 11ª ed., 1944.
O escritor argentino Jorge Luís Borges indaga acerca do livro para além de sua materialidade: “Que é um livro, se não o abrimos? É, simplesmente, um cubo de papel e couro, com folhas. Mas, se o lemos, acontece uma coisa rara: creio que ele muda a cada instante” (BORGES, 2002, p. 20).
Abrindo-se a capa, há a chamada “falsa página de rosto” (ante-rosto ou falso frontispício), que traz impresso apenas o título do livro – História o Brasil para Crianças.
Figura 47 – História do Brasil para crianças – Verso da falsa página de rosto do livro. Fonte: CORRÊA, 11ª ed., 1944.
No verso da falsa página de rosto, constam o respectivo Ex-Libris121 da Biblioteca Pedagógica Brasileira e a relação dos volumes publicados na série 1ª (Literatura Infantil).
Na página de rosto122, também conhecida como “frontispício”, constam as seguintes informações: no alto da página, a referência de que o livro em pauta pertence à Biblioteca Pedagógica Brasileira, sendo o vol. 18, da Série 1ª (LITERATURA INFANTIL); logo abaixo, o nome do autor – VIRIATO CORRÊA – com a seguinte referência entre parênteses: Da
Academia Brasileira de Letras. Ao colocar essa referência, quis o editor mostrar o local
social de onde fala o autor, como forma de legitimação da obra. Como disse anteriormente, Viriato foi o primeiro autor de literatura infanto-juvenil a ingressar nos quadros da ABL.
No centro da página de rosto, encontram-se novamente o título do livro (História do Brasil para crianças) e, logo abaixo, a seguinte indicação entre parênteses: Ilustrações de BELMONTE, 11ª EDIÇÃO. No pé da página, a logomarca da Coleção Biblioteca
Pedagógica Brasileira, o nome da editora e os locais de suas filiais (COMPANHIA
EDITORA NACIONAL – São Paulo – Rio de Janeiro – Bahia – Recife – Porto Alegre) e
o ano da publicação (1944).
No verso da folha de rosto, constam a respectiva tiragem de cada uma das edições do livro e o número do exemplar (no caso, Nº 3.569). Da primeira à nona edição, foram editados 51 mil exemplares de História do Brasil para crianças.
Na página seguinte, consta a dedicatória do autor ao seu amigo e incentivador Paulo de Albuquerque Maranhão. Em seguida, foi reproduzida a carta do historiador Rodolfo Garcia ao autor, datada de 1 de outubro de 1934, anteriormente analisada.
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No caso referido, o ex-libris servia para indicar os livros que pertenciam à Biblioteca Pedagógica Brasileira (BPB), funcionando mais como uma logomarca da coleção. “O ex-libris, sabe-se, é aquela etiqueta, colada geralmente nas primeiras folhas de um livro ou na contracapa, contendo o nome ou as iniciais do proprietário e podendo, através de uma imagem ou texto, indicar sua profissão, seus gostos, seu ideário, ou até (nem sempre) discreto lembrete a eventual surrupiador da obra. [...] Por meio dos ex-libris é que os bibliófilos, ou leitores que prezam os seus livros e se orgulham da sua biblioteca, costumam personalizar cada um dos seus volumes. Daí, justamente, a origem do nome: em latim, ‘ex libris’ significa ‘dentre os livros de’, ‘da biblioteca de’” (MARTINS FILHO, 2008, p. 11).
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Para Satué, a página de rosto “é o verdadeiro cartão de identidade do livro, pois nela figuram: o título completo (em corpo maior que o do ante-rosto, embora menor que o da capa), o subtítulo ou as partes, nome e sobrenome do autor e a identificação da editora (logotipo, denominação, cidade e ano de edição).” (SATUÉ, 2004, p. 18).
Na página seguinte, segue uma pequena introdução do autor sobre o livro, em que ele explicita sua concepção de ensino de História para crianças:
Figura 48 – História do Brasil para crianças. Fonte: CORRÊA, 11ª ed., 1944, p. 8.
Nas páginas 9 e 10, consta o índice com os respectivos capítulos do livro, em algarismos romanos (Cap. I, I [...] IX, X), num total de 59. O livro possui 237 páginas e 59 ilustrações em preto e branco, de Belmonte, correspondendo a uma para cada capítulo.
Figura 49 – História do Brasil para crianças – Índice. Fonte: CORRÊA, 11ª ed., 1944, p. 9.
Figura 50 – História do Brasil para crianças – Índice. Fonte: CORRÊA, 11ª ed., 1944, p. 10.
Logo após o título de cada capítulo, há uma pequena sinopse dos conteúdos que serão nele abordados. Por exemplo, no capítulo XV – A CANA-DE-AÇÚCAR, que trata da exploração desse produto no Período Colonial de nossa história, há a seguinte sinopse: “Os primeiros canaviais. Os primeiros engenhos de açúcar. As gulodices açucaradas. O luxo de Olinda” (CORRÊA, 1944, p. 62). Essa sinopse em cada capítulo assemelha-se aos itens de um programa curricular a ser seguido pelo professor, o que denota o caráter didático desse livro infantil.
No decorrer do texto e como forma de torná-lo mais didático e ao alcance do universo das crianças, encontra-se o significado de algumas palavras, ao pé da página. É o único elemento de apoio ao texto encontrado no livro.
Como na maioria dos didáticos do período, não há elementos pós-textuais (glossário, referências bibliográficas, apêndices e anexos). No verso da última página, consta o chamado “colofão”, com a indicação do local e da gráfica onde o livro foi impresso (São Paulo Editora Limitada, imprimiu).