2.1. Respiratuvar Sinsityal Virüs (RSV)
3.2.9. XTT metodu ile antiviral test
Nesta seção, a partir da metodologia discutida anteriormente, nos deteremos aos números dos setores criativos dentro da economia potiguar. Primeiramente será discutido o setor como um todo, para em seguida focar em cada área que compõe a classificação criada. Portanto, neste momento discutiremos a primeira hipótese levantada para o trabalho: os setores criativos têm uma presença pouco significativa dentro da economia de Natal.
A partir do quadro abaixo podemos observar os principais números referentes aos setores criativos natalense e confirmar sua fraca presença na economia potiguar. O setor criativo emprega aproximadamente dez mil pessoas, o que corresponde a pouco mais de 3% do pessoal ocupado em toda a cidade, sendo que desse valor cerca de 2,72% são formais. Esses empregados estão trabalhando em mil duzentos e quatorze unidades locais, ou seja, 4,85% de todas as unidades encontradas na cidade.
O salário médio das pessoas empregadas no setor é de 2,82 salários mínimos, número inferior à média de todos os setores, que é de 3,15 salários mínimos. Os salários e outras remunerações do setor corresponde a apenas 2,79% de toda a economia, tendo o valor médio em reais de R$ 12.982,36.
Quadro 4 – Dados econômicos do setor criativo de Natal Setor Criativo Natal/RN
Número de unidades locais (unidades) 1.214 Número de unidades locais (percentual) 4,85 Pessoal ocupado total (Pessoas) 9.995,50 Pessoal ocupado total (percentual) 3,01 Pessoal ocupado assalariado (Pessoas) 8.266,50 Pessoal ocupado assalariado (Percentual) 2,72 Salário médio mensal (salários mínimos) 2,82
Fonte: elaboração própria a partir dos dados do IBGE
Para embasarmos ainda mais nossa hipótese comparamos os dados natalenses, presentes no quadro 4 com a de outras cidades: São Paulo, Salvador e João Pessoa. Escolhemos essas três cidades por representar diferentes contextos dentro do território nacional: uma é considerada a cidade economicamente mais importante do país, outra possui uma grande importância regional e a terceira por ter situação sócio econômica e cultural bastante semelhante à de Natal. Estas cidades possuem em 2013, respectivamente o 1°, 12° e 58° maiores PIBs do país, já Natal encontra-se na posição 45°. (IBGE)
As comparações entre o peso do setor criativo nessas cidades encontram-se na tabela abaixo. Como é previsível, os valores para São Paulo estão muito acima das outras cidades estudadas, chegando a superar o dobro do número de unidades locais. Enquanto a participação das unidades locais criativas no total das unidades locais em Natal, João Pessoa e Salvador atingem o valor de 4,85%, 4,88% e 5,5%, respectivamente, em São Paulo as unidades criativas são responsáveis por 13% do total. Destaca-se também que Natal possui os menores números dessa variável. Já no que diz respeito a porcentagem da mão de obra das unidades criativas frente ao pessoal ocupado total, Natal supera João Pessoa, com 3,01% da mão de obra local empregada nas unidades criativas, 0,36 pontos percentuais a mais que a capital paraibana; Salvador atinge o patamar de 4,17%, enquanto São Paulo, 8%. Números semelhantes, porém, com diferenças menores são encontrados na última variável analisada. São Paulo possui 7% da sua mão de obra formal empregada no setor criativo, já Natal, João Pessoal e Salvador, 2,72;2,45 e 3,98, respectivamente.
Fonte: IBGE
No que tange a distribuição setorial das unidades criativas em Natal, podemos perceber que o setor de “Arquitetura e Design” e “Software, computação e telecomunicação” são os mais representativos no contexto da economia criativa potiguar, enquanto o setor de patrimônio cultural e ambiental e o do Pesquisa e desenvolvimento pouco se destacam nesse contexto. Outra questão que podemos observar a partir do gráfico abaixo é que os setores mais ligados à área cultural (Patrimônio cultural e Ambiental; Atividades artísticas, criativas e de espetáculo; e Cinema e vídeo, Tv e rádio) são muito pouco significativos dentro dos setores criativos, representando pouco mais de 12% das unidades locais do setor.
Quanto a distribuição do pessoal ocupado nos setores criativos a dinâmica é semelhante, com os setores de “Arquitetura e Design” e “Software, Computação e Telecomunicação” empregando o maior número de pessoas, enquanto o setor de “Patrimônio Cultural e ambiental” sequer aparece no gráfico e o de “Pesquisa e desenvolvimento” empregando pouco mais de 1,2% dos trabalhadores desse setor.
0 2 4 6 8 10 12 14 Número de unidades locais Pessoal ocupado total Pessoal ocupado assalariado
Gáfico 1 - Participação dos setores criativos em Natal,
João Pessoa, Salvador e São Paulo em %
Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do IBGE
Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do IBGE
0,25 5,60 6,35 16,93 33,95 0,62 11,45 24,85
Gráfico 2 - Distribuição Setorial das Unidades Criativas
Patrimônio Cultura e Ambiental
Atividades Artísticas, Criativas e de Espetáculos Cinema e Vídeo, TV e Rádio Publicações e Mídias Impressas Arquitetura e Design P&D Publicidade e Propaganda Software, Computação e Telecomunicação 3,61 9,26 14,11 29,47 1,21 7,11 35,22
Gráfico 3 - Distribuição do pessoal ocupado total nos
setores criativo
Atividades Artísticas, Criativas e de Espetáculos Cinema e Vídeo, TV e Rádio Publicações e Mídias Impressas Arquitetura e Design P&D Publicidade e Propaganda Software, Computação e Telecomunicação
Quanto a remuneração nos setores criativos o gráfico 4 mostra que os empregados nos setores de Pesquisa e Desenvolvimento são os que recebem os maiores salários, seguido dos trabalhadores do setor de Software, Computação e Telecomunicação e os do setor de Arquitetura e Design. Os setores mais intensivos em conhecimento são os que apresentam maiores salários.
Fonte: IBGE
A seguir iremos dissecar cada setor separadamente, apresentando as Divisões e as Classes do CNAE 2.0 que compõem cada um deles. O setor de artesanato e moda, que serão trabalhadas a partir de outras fontes, será apresentada no final da seção, juntamente com as classes julgadas criativas, mas que não estraram no escopo do trabalho pela limitação dos dados disponíveis. Atividades Artísticas, Criativas e de Espetáculos Cinema e Vídeo, TV e Rádio Publicações e Mídias Impressas Arquitetura e Design P&D Publicidade e Propaganda Software, Computação e Telecomunicação 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 Sa lá rio m ín im o
Gráfico 4 -Salário médio dos trabalhadores dos setores
3.2.2.1
Patrimônio Cultural e Ambiental
Esse setor é o que apresenta os números mais baixos dentre os estudados, chegando a não aparecer em alguns gráficos devido a sua insignificância. Como podemos ver no quadro 3, esse setor é composto pela divisão do CNAE 2.0 denominada “Atividades ligadas ao Patrimônio Cultural e Ambiental”. Essa divisão está estruturada em três seções (ou atividades): atividades de bibliotecas e arquivos; atividades de museus e exploração, restauração artística e conservação de lugares e prédios históricos e atrações similares; e atividades de jardins botânicos, zoológicos, parques nacionais, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental.
Os dados nos mostram que foram encontradas apenas três unidades locais referente a esse setor e não há informação quanto ao número de pessoas ocupadas, o que significa que esse valor esteja abaixo de três8. Dessa maneira, percebe-se que esse importante setor,
principalmente para a área cultural, quase não existe na cidade, ou seja, são poucas empresas que trabalham com o patrimônio cultural e ambiental de Natal, tendo o setor, portanto, baixa representatividade dentro da economia da cidade. Um dos principais entraves para o seu desenvolvimento parece estar ligado a ausência de ligações entre si e aqueles setores mais representativos na cidade, notadamente o turismo. Nos dedicaremos melhor a esse entrave no capítulo seguinte.
3.2.2.2
Atividades Artísticas, Criativas e de Espetáculo
Se pudermos elencar o setor que melhor se insere na definição de setor cultural, sem dúvida, seria o de atividades artísticas, criativas e de espetáculo. De acordo com a nossa classificação esse setor é composto por uma seção de mesma denominação. Existem três classes que compões essa divisão, são elas: artes cênicas, espetáculos e atividades complementares;
8 No sistema do IBGE os dados com menos de três informantes estão identificados com caractere X.
criação artística; e gestão de espaços para artes cênicas, espetáculos e outras atividades artísticas.
Esse setor é outro bastante representativo da área cultural e também apresenta números bastante tímidos. São 368 pessoas empregadas dentro de 68 unidades locais, recebendo em média menos de dois salários mínimos (1,9). O setor movimenta entre salários e outras remunerações9 pouco mais de três milhões e meio por ano, o que corresponde a apenas 0,055%
do total da economia da cidade. Um dos principais gargalos do setor na cidade parece ser o mesmo do setor de Patrimônio Cultural e Ambiental, ou seja, falta de comunicação com o turismo bem como o modelo de política cultural praticado na cidade.
3.2.2.3
Cinema e Vídeo, TV e Rádio
O setor de cinema e vídeo, Tv e rádios, também próximo da indústria cultural, apresenta números ligeiramente melhores do que os analisados acima. Esse setor é composto por duas divisões: 1) Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão; gravação de som e edição de música e 2) Atividades de Rádio e televisão. A primeira é formada a partir de cinco seções, enquanto a segunda, de três.
As atividades que compõe a primeira divisão são: atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão; atividades de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão; distribuição cinematográfica, de vídeo e de programas de televisão; atividades de exibição cinematográfica; atividades de gravação de som e de edição de música. Já as atividades de rádio, atividades de televisão aberta; e programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura, formam a segunda divisão.
9 Importâncias pagas no ano a título de salários fixos, honorários, comissões, ajuda de custo, 13° salário, abono financeiro de 1/3 das férias, participações nos lucros, dentre outras, às pessoas assalariadas com vínculo empregatício, sem dedução das parcelas correspondentes às cotas de previdência e assistência social (iapaS/INSS) ou de consignação de interesse dos empregados (aluguel de casa, conta de cooperativa etc.).
O setor possui setenta e sete unidades locais que empregam quase mil funcionários (977), os quais recebem em média 2,65 salários mínimo. Ele é responsável por 0,26% do total de salários e outras remunerações, o que corresponde a R$ 16,422 milhões.
3.2.2.4
Publicações e Mídias Impressas
O setor de publicações e mídias impressas está entre os três mais importantes dentro da economia criativa potiguar. O mesmo é formado por duas divisões: 1) Impressão e reprodução de gravações; e 2) Edição e edição integrada à impressão.
As atividades que compõe a primeira divisão são: Impressão de jornais, livros, revistas e outras publicações periódicas; impressão de material de segurança; impressão de materiais para outros usos; serviços de pré-impressão; serviços de acabamentos gráficos; e por fim, reprodução de materiais gravados em qualquer suporte. A segunda divisão é formada pelas seguintes atividades: edição de livros; edição de jornais; edição de revistas; edição de cadastros listas e outros produtos gráficos; edição integrada à impressão de livros; edição integrada à impressão de jornais; edição integrada à impressão de revistas; edição integrada à impressão de cadastros, listas e outros produtos gráficos.
Aqui apresenta-se pela primeira vez a principal dificuldade encontrada para a delimitação das atividades estritamente criativas. Como destacado anteriormente, a limitação dos dados nos obriga a incluir algumas atividades não criativas, devido ao acesso apenas aos dados referentes as divisões do CNAE 2.0. Contudo, a situação ideal era que os dados fossem desagregados até o nível das seções. Nesse caso, por exemplo, se tivéssemos acesso a essas informações, provavelmente não incluiríamos as atividades de impressão de material de segurança; serviços de pré-impressão; serviços de acabamentos gráficos; edição de cadastros, listas e outros produtos gráficos; e edição integrada à impressão de cadastros, listas e outros produtos gráficos.
Voltando as informações socioeconômicas do setor, pode-se destacar que o mesmo emprega 1.410 pessoas, distribuídas em pouco mais de duzentas (205) unidades locais, com o salário médio em torno de dois salários mínimo (2,15). Circula no setor, entre salários e outras remunerações, aproximadamente R$ 16, 600 milhões, o que corresponde a 0,25% do total de todos os setores da economia de Natal.
3.2.2.5
Arquitetura e Design
O setor de arquitetura e design é aquele que apresenta maior quantidade de unidades locais e número de pessoas ocupadas, 412 e 2946 respectivamente. Quanto ao salário médio do setor, o mesmo ocupa a terceira colocação com o valor de 3,8 salários mínimos, atrás apenas dos setores de P&D e Software Computação e telecomunicação.
O tamanho desse setor, todavia, se deve a alguns fatores externos10 e ao turismo
imobiliário que ativou o mercado da construção civil nos anos 2000 e consequentemente a parte criativa correspondente. O setor movimenta 0,82% dos salários e remunerações de toda a economia da cidade, o que significa R$ 52,4 milhões.
De acordo com a classificação criada, o setor compreende as divisões do CNAE 2.0 n° 71 e 74, denominadas respectivamente serviços de arquitetura e engenharia, teste e outras análises técnicas; e outras atividades profissionais. As seções que formam essas duas divisões são: serviços de arquitetura, serviços de engenharia, atividades técnicas relacionados a arquitetura e engenharia, testes e análises técnicas, design e decoração de interiores, atividades fotográficas e similares.
3.2.2.6
Pesquisa e Desenvolvimento Científico
O setor de P&D apresenta um dos valores mais baixos dentre os estudados no que se refere a unidades locais e pessoas ocupadas, ficando acima apenas do setor de Patrimônio Cultural e Ambiental. Apesar de possuir pouco mais de sete unidades locais e empregar apenas 121 pessoas, o setor goza do maior salário médio entre os analisados, 3,9 salários mínimo. Esse valor já era esperado devido, principalmente, ao alto nível de escolaridade de seus trabalhadores. Quanto aos salários e outras remunerações que o setor movimenta o valor fica em aproximadamente R$ 3,3 milhões, ou seja, 0,055% de toda a economia.
10 Dentre os fatores externos podemos destacar o programa Minha Casa Minha Vida, o qual aqueceu os serviços de arquitetura e engenharia em Natal.
As denominações das seções do CNAE 2.0 que formam essa classificação são: pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais; e pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais e humanas. Essas duas atividades estão compreendidas na divisão “pesquisa e desenvolvimento científico”.
3.2.2.7
Publicidade e Propaganda
O setor de publicidade e Propaganda possui a quarta maior quantidade de unidades locais, com 139 unidades, e é a quinta em números de pessoas ocupados, gerando 7.517 empregos. O que surpreende, contudo, é salário médio encontrado no setor: pouco acima de dois salários mínimos (2,1).
Movimentando aproximadamente R$ 710,5 milhões entre salários e outras remunerações, o que corresponde a apenas 0,11% do total de todos os setores, Publicidade e Propaganda ainda é um setor com números tímidos. Caracterizado por atender principalmente a pessoas jurídicas, o setor depende da dinâmica da economia potiguar, o que significa que, grande parte dos seus clientes encontram-se dentro do setor público, 40% aproximadamente (SOUSA, MARTINS, HOLANDA, 2007)
A divisão do CNAE que corresponde a classificação criada é “publicidade e pesquisa de mercado”, a qual está dividida em três seções: agências de publicidade, agenciamento de espaço para publicidade, exceto em veículos de comunicação, atividades de publicidade não especificadas anteriormente; e pesquisa de mercado e opinião pública.
3.2.2.8
Software, Computação e Telecomunicação
Como abordado no início do capítulo a economia potiguar se caracteriza por setores pouco intensivos em conhecimento e tecnologia, centralizando em sua capital, Natal, vários serviços públicos, os quais regem a dinâmica da economia. Contudo, os números referentes ao setor de Software, Computação e telecomunicação podem causar surpresas no primeiro olhar.
O setor apresenta os melhores números em algumas variáveis, tais como número de unidades locais, com 301 unidades; pessoal ocupado, empregando 3.520 trabalhadores; e volume de salários e outras remunerações, movimentando a cifra de R$ 82,3 milhões. Além disso tem o segundo maior salário médio, chegando a quase quatro salários mínimos (3,7).
Mas para entender melhor esses números é preciso saber quais os componentes do setor. Na classificação montada o setor engloba quatro divisões do CNAE 2.0: 1) Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos; 2) Telecomunicações; 3) Atividades dos serviços de tecnologia da informação; 4) Atividades de prestação de serviços de informação. Cada divisão é dividida em classes, sendo que a primeira divisão acima destacada possui onze classes, a segunda sete, e a terceira e quarta cinco cada uma, ou seja, dentro dessa classificação englobamos vinte e oito atividades.
Dentro desse setor, a divisão com maior número de unidades locais é o de “atividades dos serviços da tecnologia da informação”, responsável por quase metade dessa rubrica no setor (47,3%). A divisão “atividades de prestação de serviços da informação” também merece ser destacada, pois é o principal responsável pela geração de postos de trabalho, empregando 41,7% do pessoal do setor; é também responsável por 58% do volume de salários e outras remunerações do setor; e além disso, ainda apresenta não só o maior salário médio desse setor específico, mas também de todo o setor criativo, com 5,2 salários mínimos! Ou seja, o setor de “software, computação e telecomunicação” na cidade é caracterizado muito mais pela prestação de serviços do que pela criação e fabricação de produtos tecnológico, mesmo assim o setor se configura como importante área dentro da economia local.
3.2.2.9
Moda e Artesanato
Como destacado no capítulo anterior, o setor de artesanato e moda não aparecem na fonte base desse estudo. Para suprir essa deficiência e apresentar dados confiáveis sobre esses setores fizemos uma pesquisa de campo através de entrevistas aos responsáveis pelas instituições mais identificadas com a moda e artesanato, e uma análise da base de dados fornecidos pelos mesmos
No que diz respeito ao setor de Moda, a instituição utilizada para coleta de informações foi o setor de têxtil e vestuário do SENAI/Natal e a plataforma virtual da FIRJAN. Tal escolha
tem como justificativa o fato daquela instituição ser a única a formar profissionais da moda na cidade, além disso eles dispõe de um cadastro com dados sobre a situação dos alunos e as empresas que demandam os profissionais por eles formados, quanto a instituição fluminense, a mesma foi escolhida por disponibilizar uma plataforma virtual com os profissionais criativos dos municípios brasileiros.
Já no que refere ao artesanato, a fonte utilizada foi a Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (SETHAS/RN), a qual trabalha diretamente com os artesãos de todo o Estado, realizando o cadastro e implementando políticas no setor. Além disso, essa secretaria emite a carteira do artesão, a qual o habilita a participar de feiras nacionais e internacionais, bem como participar dos programas sociais do governo federal, como o Minha Casa Minha Vida, e ter acesso a empréstimos e financiamentos no Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Moda
O setor da moda na cidade de Natal/RN ainda se encontra em estágio pouco desenvolvido. O setor têxtil, bastante relevante para a economia local nos anos 1970 e 1980, não conseguiu se modernizar e desenvolver a parte de criação e design da sua cadeia produtiva. Um reflexo desse quadro é a ausência de um curso superior de moda na cidade, que conta apenas com cursos técnicos na área oferecidos pelo SENAI. Atualmente as cidades do Nordeste que dispõe do curso superior de Design de Moda são: Salvador, Fortaleza, Recife, Santa Cruz do Capiberibe/PE e Teresina.
Segundo a coordenação do setor de têxtil e vestuário do SENAI/Natal são oferecidas anualmente duas turmas de vinte alunos do curso de Estilista de Roupa e Vestuário. Segundo a mesma fonte, por ser um curso de nível técnico de 520hs, ocorrem algumas evasões, ou seja, o número de formados difere a cada ano e nunca atinge o valor máximo de 40. Além disso a inserção desses profissionais no mercado é bastante irregular, a maioria atua por conta própria se encontrando algumas vezes na informalidade, outros, a minoria, vão atuar nas grandes empresas do setor.
O SENAI realiza um acompanhamento dos alunos formados e nos informou que das turmas concluintes nos anos de 2010 e 2011, quatro estão trabalhando na fábrica da Guararapes S.A, dois na Hering e um na Toli.
De acordo com a plataforma da FIRJAN Natal possui uma média de 133,5 profissionais da moda divididos nas seguintes ocupações: alfaiate, designer de moda, desenhista técnico (indústria têxtil/moda) e modelista de roupa. A média salarial desses profissionais é de R$ 698,35. Existem aproximadamente 10 empresas11 que demandam profissionais dessa classe em
Natal, com base nos registros do SENAI.
Artesanato
Nossa análise está baseada em entrevista fornecida pela coordenadora do Programa de Artesanato do estado do Rio Grande do Norte (PROART), Sra. Elaine Bezerra.12 A mesma nos
relatou que o PROART está em processo de execução de um cadastro de artesãos com pretensão de ser entregue no início de 2015, na entrada da nova gestão. Mesmo não tendo uma base de dados formalizada, a proximidade da gestora e do órgão com os artesãos nos possibilitou extrair informações e números bastante relevantes para a nossa pesquisa. O principal objetivo do programa, segundo sua coordenadora, é a busca de espaços, eventos e estratégias para a promoção da visibilidade dos produtos do artesão, quebrando, dessa forma, a figura do