2. X–IŞININ KULLANILMASI VE YAPISI
2.1. X-Işının Üretilmesi
Ao final da pesquisa proposta, assim como no seu decorrer, com a análise da legislação pátria, bem como através de reflexões pessoais, firmou-se o entendimento de que a escolha pela morte através da ortotanásia é baseada, essencialmente, no conceito subjetivo do próprio doente com doença terminal ou incurável a respeito da dignidade da pessoa humana.
Com o estudo realizado é possível perceber que, ainda que o Estado tenha o dever de proteger a vida humana, de acordo com o caput do artigo 5° da Constituição Federal (BRASIL, 1988), este dever não é arbitrário, pelo que deve ser examinado com cuidado quando da situação de morte iminente e inevitável. Neste caso, admite-se a necessidade de análise do fundamento também constitucional da dignidade da pessoa humana, prevista no artigo 1°, inciso III.
Desta forma, apreendeu-se que, em havendo proteção constitucional para a manutenção da vida, bem como para a conservação da dignidade da pessoa humana, diante de paciente com doença terminal ou incurável, em situação de ausência de vícios na declaração de vontade do paciente ou do seu representante legal, é imperioso que seja respeitada. Este mostrou ser, portanto, o ponto nodal para a garantia da dignidade da pessoa humana.
Afirma-se que o respeito caminha tanto no sentido da manutenção da vida através de tratamento paliativo, que resulte na ortotanásia, tanto quanto no tratamento médico, que prolongue a vida para além das suas forças naturais - a distanásia.
Assim, com a revogação da antecipação da tutela que impedia a não-punição ético- disciplinar do médico que praticasse a ortotanásia, prevista na Resolução CFM n° 1.805 (BRASIL, 2006), reafirmada no Novo Código de Ética Médica (BRASIL, 2009), vislumbra- se campo aberto para fazer valer o respeito por aquilo que o próprio paciente terminal entende como sendo mais digno para si, podendo optar, também, pela morte natural.
Portanto, tem-se que o respeito por aquilo que o paciente com doença incurável ou terminal considera melhor para si é fundamental para a garantia da sua qualidade de vida - ainda que curta - e, como tal, deve ser promovido como meio de humanização da morte, mesmo quando o doente opta por morrer através da prática da ortotanásia. Afinal, a medida da dignidade deverá ser a vontade livre, esclarecida e consciente deste paciente que sofre.
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