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VIII - ÖLÜM HAL‹NDE ‹DAR‹ PARA CEZALARI HAKKINDA YAPILACAK ‹fiLEMLER

5335 say›l› Kanunun Geçici 9 uncu Maddesine Göre Aylar ‹tibar›yla Belirlenen Faiz Oranlar›

VIII - ÖLÜM HAL‹NDE ‹DAR‹ PARA CEZALARI HAKKINDA YAPILACAK ‹fiLEMLER

O processo de análise dos dados é formalizado após a coleta dos dados e, conforme Kerlinger (1983 apud COLAUTO; BEUREN, 2004, p. 136), pode ser definido como "a categorização, ordenação, manipulação e sumarização de dados"e concluem que:

Dessa forma, analisar os dados significa trabalhar com o material obtido durante o processo investigatório, ou seja, os questionários aplicados, os relatos das observações, os apontamentos do checklist, as transcrições das entrevistas realizadas e os transcritos da documentação das fontes primárias e secundárias.

Após a estruturação dos dados coletados passa-se a fase seguinte que é a interpretação dos dados, visando uma análise dos resultados obtidos na fase anterior. Conforme Gil (1999 apud COLAUTO; BEUREN, 2004, p. 140-141), "a interpretação dos

dados tem por objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante a ligação com outros conhecimentos já assimilados", observando que o pesquisador deve estar atento a "necessidade de estar sempre correlacionando os dados empíricos com a teoria contemplada em seu estudo".

O presente estudo mostra-se como sendo de natureza qualitativa proporciona uma compreensão ampla do contexto do problema para a definição dos elementos do modelo de avaliação das práticas de GC e da análise e interpretação dos dados coletados.

O levantamento bibliográfico serviu de base para a definição do modelo de avaliação, considerando as diretrizes e os aspectos identificados nos modelos e práticas de GC preconizadas por instituições e órgãos reguladores nacionais e internacionais, determinando- se a sua fundamentação teórica, os conceitos e a estrutura do modelo.

A partir do modelo de avaliação proposto foi construído o instrumento de coleta de dados (questionário), no qual os itens (práticas de GC) que compõem cada indicador são enquadrados pelo respondente numa escala de classificação do tipo Likert somatória, visando o escalonamento dos mesmos para a obtenção dos dados necessários para a análise dos resultados. O questionário utilizado foi codificado de forma que apenas o pesquisador obteve conhecimento de quem os respondeu.

A partir dos dados obtidos no instrumento de coleta por meio da Escala de avaliação dos níveis de utilização das práticas de governança corporativa, foram realizadas análises descritivas. Para isso, foram obtidos a contagem da frequência dos sujeitos da pesquisa e o cálculo das médias, de forma a descrever em maiores evidências os valores obtidos.

A análise dos resultados das empresas respondentes foi feita por grupos, de acordo com os segmentos de mercado, estando no Grupo MT, as empresas respondentes listadas no Mercado Tradicional; no Grupo N1, as listadas no Nível 1; no Grupo N2, as pertencentes ao Nível 2 e; no Grupo NM, as listadas no Novo Mercado.

Para se obter uma melhor análise dos resultados, estabeleceu-se o Ranking Médio (RM) para o questionário respondido por cada grupo de empresas participantes dos mercados da Bovespa. Realizou-se, então, a verificação quanto ao nível de utilização das práticas de GC

descritas em cada item, por meio da obtenção da média (RM) da pontuação atribuída às respostas, relacionando-a com a freqüência das respostas.

Buscando um melhor entendimento, também determinou-se que a escala dos níveis de utilização da governança seria categorizada de forma tricotomizada, ficando da seguinte maneira: Baixa utilização para os grupos de empresas que obtiverem ranking médio < 2,5; Utilização intermediária para grupos de empresas com ranking médio ≥ 2,5 e ≤ 3,5; e Alta utilização para aqueles que obtiverem ranking médio > 3,5.

Para o tratamento dos dados, utilizou-se do software Microsoft Excel, com a finalidade de fazer a ordenação e obtenção de um conjunto de dados, buscando a produção da melhor informação possível a partir dos dados coletados que permitissem visualizar o perfil do universo e das empresas respondentes e o nível de utilização das boas práticas de GC das empresas sujeitas da pesquisa a partir da aplicação do questionário, buscando oferecer uma melhor compreensão das informações geradas, servindo de base para as conclusões da pesquisa. Os dados gerados a partir da análise foram descritos por meio de tabelas e gráficos, apresentando-se os resultados da pesquisa na seção 6.

A seção seguinte trata dos fundamentos e dos elementos que compõem o modelo proposto para avaliação do nível de utilização das práticas de boa governança corporativa, levando em conta os mecanismos de controle e avaliação destacados na seção 3.

5 MODELO DE AVALIAÇÃO DAS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

Nesta seção apresenta-se o modelo de avaliação proposto, primeiramente, expondo o seu conceito e finalidade, os fundamentos teóricos nos quais está embasado, os usuários do modelo e os elementos que o compõe. Em seguida, são descritas cada uma das dimensões, subdimensões e indicadores que formam o modelo, expondo o objetivo das mesmas.

O modelo proposto tem como objetivo avaliar do nível de utilização das boas práticas de governança pelas empresas, verificando o atendimento das diretrizes e das boas práticas de governança estabelecidas por organismos nacionais e internacionais.

O modelo de avaliação elaborado pode ser utilizado pelas empresas como uma ferramenta para a gestão da governança corporativa, pois tem a finalidade de verificar o nível de utilização das suas práticas em relação às boas práticas disseminadas por organismos nacionais e internacionais de forma que as mesmas possam fazer o acompanhamento e as melhorias necessárias.

Assim, almeja-se que, usando o modelo de avaliação, além de poder fazer a identificação dos indicadores que não atendam plenamente à estas práticas, as empresas possam acompanhá-los, possibilitando a instituição de um programa de melhoria das práticas de governança corporativa.

Construiu-se, então, um modelo de avaliação das práticas de governança corporativa formado por seis dimensões de avaliação – Propriedade, Conselho de Administração, Diretoria Executiva, Auditoria, Fiscalização e Conduta e Conflitos de Interesse – compostas por indicadores, os quais estão agrupados em quatorze subdimensões.

O modelo de avaliação contempla trinta e três indicadores, congregando as boas práticas a serem avaliadas, elaborados com base nas diretrizes da Governança – equidade, transparência, prestação responsável de contas e conformidade legal –, e nos códigos e melhores práticas de governança corporativa elencadas por organismos nacionais e internacionais, dentre eles: a OCDE, o IBGC, a Bovespa, a CVM e outros. O Apêndice A apresenta um quadro-resumo das melhores práticas de GC, segundo esses organismos. O

modelo de avaliação dos níveis de utilização das boas práticas de governança é representado graficamente na Figura 4.

Destarte, o modelo tem como objetivo avaliar as práticas de governança adotadas pelas empresas de forma que se possa, a partir dos resultados obtidos, fazer inferências sobre o nível de utilização das práticas de GC das empresas em relação às boas práticas estabelecidas no modelo.

FIGURA 4 – Modelo de avaliação da governança corporativa

Fonte: Elaborada pela autora.

Além das diretrizes, dos códigos e práticas nacionais e internacionais, o modelo de avaliação, também tem como base a teoria dos stakeholders, pois considera que todos os agentes (stakeholders) que participam, direta ou indiretamente, da organização possuem interesses legítimos.

DIRETRIZES DA GOVERNANÇA

Equidade, Transparência, Prestação Responsável de Contas e Conformidade Legal

MODELO DE AVALIAÇÃO DA GOVERNANÇA CORPORATIVA

INDICADORES

Indicador 1, Indicador 2, Indicador 3, ... Indicador n SUBDIMENSÕES ƒ Proteção aos Acionistas ƒ Transparência da Propriedade ƒ Estrutura e Composição ƒ Regimento ƒ Transparência do Conselho de Administração ƒ Conduta ƒ Conflitos de Interesse ƒ Qualidade da Gestão ƒ Transparência da Diretoria Executiva ƒ Conselho Fiscal ƒ Transparência da Fiscalização ƒ Comitê de Auditoria ƒ Auditoria Interna e Externa ƒ Transparência da Auditoria DIMENSÕES Propriedade Conselho de Administração Diretoria Executiva

Auditoria Fiscalização Conduta e Con- flitos de Interesse

CÓDIGOS E BOAS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

Priorizar as práticas que harmonizam esses interesses é essencial para o cumprimento das diretrizes que regem a governança corporativa visto que, considera-se que o foco real de controle e governança não está somente sob os gestores.

Desta forma, estão incluídos como stakeholders, acionistas majoritários e minoritários, investidores, gestores, empregados, clientes, fornecedores, comunidade local, governo, sociedade e outros agentes que afetam e/ou são afetados pelas atividades da empresa. Assim, tanto os interesses dos acionistas, investidores e gestores quanto os das demais partes interessadas foram considerados na formulação dos indicadores que compõem o modelo de avaliação da governança proposto.

A harmonização dos interesses dos diversos agentes que interagem com a organização também é analisada como uma forma de se manter competitiva diante do mercado, ocasionando-lhe maior credibilidade, uma maximização do seu valor e, consequentemente, dos seus resultados.

O principal usuário do modelo de avaliação elaborado é a própria empresa que pode utilizá-lo para fazer uma auto-avaliação das suas práticas de governança corporativa, visando a sua gestão estratégica a partir do acompanhamento e implementação de melhorias, beneficiando todas as partes interessadas (stakeholders).

A empresa pode, a partir dos resultados obtidos, selecionar os aspectos que na sua apreciação possam ter suas práticas melhoradas e incluí-los no seu planejamento estratégico, estabelecendo metas com a finalidade de atingir o nível de utilização plena das práticas de governança definido no modelo proposto ou mesmo suplantá-lo nos indicadores identificados na avaliação.

Ressalta-se que o principal usuário do modelo é a empresa, porém todas as partes interessadas (stakeholders) são beneficiadas e também que, apesar de, nesse estudo, ter sido priorizada a avaliação das empresas com ações na Bovespa, o modelo foi concebido de forma a atender qualquer entidade, aberta ou fechada, permitindo ter seus indicadores ampliados conforme a necessidade da empresa, seu porte ou setor de atuação, podendo-se avaliar tanto uma empresa individualmente como um segmento econômico.

Benzer Belgeler