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BÖLÜM 3: MUHASEBE PAKET PROGRAMLARININ ÖN MUHASEBE VE

3.6. Verilerin Analizi ve Bulgular

3.6.5. Verilerin Ortalama ve Standart Sapma Değerleri

O estado de Mato Grosso é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado a oeste da região Centro-Oeste . Tem a porção norte de seu território ocupada pela Amazônia Legal, sendo o sul do estado pertencente ao Centro-Sul do Brasil. Tem como limites: Amazonas, Pará (N); Tocantins, Goiás (L); Mato Grosso do Sul (S); Rondônia e Bolívia (O). Ocupa uma área de 903.357 km², pouco menor que a Venezuela. Sua capital é Cuiabá (SAD, 2008).

Segundo o IBGE (2005), Mato Grosso ocupa uma área de 903.357 km² do território brasileiro e localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador, tendo fuso horário - 4 horas em relação à hora mundial GMT. A capital (Cuiabá) está localizada a 15º35'55.36" lat. e 56º05'47.25" long., sendo conhecida, por isso mesmo, como coração da América do Sul.

Possuí uma população de 2.854.642 habitantes, PIB - 22.615.132 (R$), PIB per capita - 8.529 (R$), Produção Animal / Vegetal - 7.505.364 (R$) IBGE -2003).

Em uma escala regional, a área de estudo é o ZSEE/MT, instituído pelo Projeto de Lei nº 273/2008 que foi encaminhado pelo Poder Executivo Estadual à Assembléia Legislativa – AL em abril de 2008, após ser socializado pelas 47 entidades que integram a Comissão Estadual de Zoneamento.

O ZSEE/MT começou a ser apresentado para debate com a sociedade em todo o estado. No total, foram 15 seminários (Grupos de Trabalhos) e audiências públicas em 12 pólos regionais de Planejamento definidas pelo ZSEE/MT (Figura 4):

Região de planejamento I - Juína

Região de planejamento II - Alta Floresta Região de planejamento III- Vila Rica

Região de planejamento IV- Barra do Garças Região de planejamento V- Rondonópolis

Região de planejamento VI- Cuiabá/Várzea Grande Região de planejamento VII- Cáceres

Região de planejamento VIII- Tangará da Serra Região de planejamento IX- Diamantino

Região de planejamento X- Sorriso Região de planejamento XI- Juara Região de planejamento XII- Sinop

Definiu-se uma localização em maior escala em nível Municipal e muito mais focada nos Pólos de Planejamento de Diamantino, Tangará da Serra e Alta Floresta, Regiões de Planejamento II, VIII e IX, as quais englobam os seguintes municípios:

Figura 4 – Mapa de Localização das Regiões II, VIII e IX de Planejamento do ZSEE/MT Fonte: SEPLAN, 2008

a) Pólo de Diamantino (Região IX): Diamantino, Alto Paraguai, Arenápolis, Nortelândia, Nova Marilândia, Nova Maringá e São José do Rio Claro, de acordo com suas Zonas e Categorias de uso sugeridas;

b) Pólo de Tangara da Serra (Região VIII): Barra do Bugres, Brasnorte, Campo Novo dos Parecis, Denise, Nova Olímpia, Porto estrela, Santo Afonso, Tangará da Serra;

c) Pólo de Alta Floresta (Região II): Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Colíder, Guarantã do Norte, Matupá,Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo e Terra Nova do Norte.

Os seminários técnicos e audiências públicas foram realizados nesses 12 pólos do estado, nos quais se teve a oportunidade de acompanhar os trabalhos da Regiões de Planejamento II, VII e IX – Pólos de Diamantino, Tangará da Serra e Alta Floresta. As Intenções dos Grupos de Trabalhos e audiências públicas nessas localidades eram promover debates e discussões, externando (socializando) aos mato-grossenses a proposta que consistia em contribuir para a consolidação e aprovação do ZSEE/MT como um instrumento de gestão, legítimo sócio e politicamente.

Nesses Pólos aconteceram as reuniões dos Grupos de Trabalhos nos dois primeiros dias e no último a Audiência Pública com a Comissão Especial do ZSEE/MT. Elas aconteceram nas seguintes datas, respectivamente: 16 a 18 de outubro de 2008, em Diamantino/MT; em Tangará da Serra/MT de 29 a 31 de outubro de 2008; e em Alta Floresta/MT 07 a 09 de maio de 2009 e outras datas ocorreram, conforme Quadro 1 a seguir.

Quadro 1 – Calendário das audiências públicas por região e números de participantes

Fonte: Coordenadoria Militar da Assembléia Legislativa de Mato Grosso - AL (2009)

V.2 – Materiais e Métodos

V.2.a – Abordagem Qualitativa da Pesquisa

Esta pesquisa tem uma abordagem qualitativa, baseando-se nos pressupostos de Lüdke e André (1986); Gil (2007). Caracteriza-se por ser predominantemente qualitativa, descritiva e de natureza exploratória (KÖCHE, 2006).

Segundo Vieira e Zouain (2004) os métodos qualitativos trazem como contribuição uma mistura de procedimento de cunho racional e intuitivo capaz de ampliar a compreensão dos fenômenos.

Entende-se ainda que a abordagem qualitativa aqui adotada tenha se afirmado como promissora possibilidade de investigação em pesquisas realizadas na área socioambiental (BARTUNEK & SEO, 2002). Esta pesquisa, nessa abordagem, caracteriza-se pelo enfoque interpretativo. Destaca-se que, neste estudo, observou-se o fato no meio natural, por isso é também denominada pesquisa “naturalística” (ANDRÉ, 1995; Gil, 2007).

De acordo com Godoy (1995); Neves (1996); Jick (1976); Kirk & Müller (1986) enquadramos nossos enfoques, tendo em vista várias características desta pesquisa, entre elas:

1 – o Locus da pesquisa se deu nos grupos de trabalhos e nas audiências públicas nas Regiões de Planejamento II, VIII e IX, sendo de caráter natural,

atuando como fonte direta de dados, tendo como instrumento a participação do pesquisador no processo como observador simples (Gil, 2007);

2 – Procurou-se agir de forma pouco interventiva e trabalhar de forma mais descritiva, tendo em vista a preocupação de não mascarar ou influenciar na postura, comportamento, ações e estratégias dos entrevistados;

3 – Teve como premissa o entendimento da significação dada pelos pesquisados Stakeholders ou entrevistados, as estratégias, as articulações, os comportamentos, as ações e a sua vida, já que estes eram agentes, interlocutores e intervenientes no processo em condução, visto que defendiam interesses individuais ou coletivos;

4 – Tem caráter indutivo, ou seja, apresenta conclusões amplas, permitindo a análise de indícios das observações. Possibilitou a percepção de uma realidade geral, passando do processo analítico específico para o geral, ou seja, do entrevistado participante dos grupos de trabalho e na audiência pública para uma generalização e interesse de grupos e organizações;

5 - É dialética também, pois é sistêmica, uma vez que consideramos interações recíprocas e interdependentes, pois se encontra em constante transformação contínua complexa e acumulativa.

5 – Apresenta a relatividade da verdade, pois tem um caráter de muitas possibilidades, excluindo-se da verdade absoluta (não definitiva).

As possibilidades de caracterização e identificação dos participantes tornaram-se importante objetivo da pesquisa, sendo adotado o Método de StakeholdersAnalysis (KARAMANOS & CHOI, 1999) e de redes sociais (BORGATTI; EVERETT; FREEMAN, 2002; 2003), que serão melhores definidos posteriormente.

V.2 b – Fontes e Técnicas de Coleta de Dados A – Análise de Stakeholders

Adotou-se como técnica para coleta e análise de dados a Análise de Stakeholders. O termo Stakeholder foi utilizado pela primeira vez por Freeman(1984) no livro: “Strategic Management: A Stakeholder Approach”,

para referir-se àqueles que possam afetar ou são afetados pelas atividades de uma empresa, organizações, planos, projetos, políticas públicas etc. Estes grupos ou indivíduos são o público interessado (stakeholders), que segundo Freeman 1994) deve ser considerado como um elemento essencial na planificação estratégica de ações.

Os Stakeholders em uma sociedade são, por definição, qualquer indivíduo ou grupo social que pode afetar ou ser afetado pela realização de planos, projetos, políticas públicas etc. (FREEMAN, 1984). São na verdade aqueles que têm interesse por determinada atividade. Inclui aqueles indivíduos/grupos e outras organizações que têm interesse em determinadas ações e que têm habilidades para influenciá-las (SAVAGE et al., 1991). Ao negligenciarem esses grupos, algumas vezes a sociedade pode ter prejuízos irreparáveis (TAPSCOTT E TICOLL, 2005).

Segundo Goldschmidt (2007), o diagnóstico do ambiente de uma política pública passa por uma série de etapas, entre elas a identificação das partes interessadas, de suas necessidades e desejos. Como são atores diferentes, com interesses e necessidades diferentes, torna-se fundamental pensar cada um deles separadamente.

Os principais objetivos nesta pesquisa de Stakeholders são identificar quem eles são e determinar quais tipos de influência e o Grau de Dominância de Interesses deles e se eles (as) exercem alguma influência na elaboração e execução do Projeto de Lei do ZSEE/MT (ROWLEY, 1997). Dessa forma, Mitchell, Agle& Wood (1997); Martins & Fontes Filho (1999); modificado e adaptado propuseram um estudo sobre a teoria de Stakeholders onde suas várias classes devem ser identificadas com base na combinação de atributos: poder, legitimidade e urgência.

A partir dessa definição foram identificados sete tipos de Stakeholders e concluiu-se que os participantes/entidades que não possuíssem nenhum dos três atributos não seriam consideradas Stakeholderse, por isso, não teriam relevância na administração da organização/ações. Os pesquisadores constantemente precisam acessar os interesses dos Stakeholders, suas capacidades e necessidades (SAVAGE, et al, 1991 tradução livre).

A idéia de mapear os Stakeholders de acordo com suas influências vem sendo utilizada por estudos empíricos, como o de Bourne e Walker (2005, tradução livre) que enfatiza o uso de uma ferramenta que auxilia a visualizar o a influência e o Grau de dominância dos Stakeholders que têm um impacto primordial no sucesso ou fracasso de um projeto, plano, políticas públicas etc. Nunca se obterá um consenso público do diálogo com Stakeholders, mas, ao trazer pessoas com interesses diversos para a discussão, os gestores podem ter uma visão mais clara das tendências sociais, ambientais, éticas e políticas na sociedade (PARDINI, 2006). Eles possuem uma reputação favorável, que deve ser considerada.

O Método de StakeholdersAnalysis é útil para permitir tomadas de decisão mais corretas, baseadas em um entendimento real de como diferentes Stakeholders podem se beneficiar ou ser prejudicados (GRIMBLE & CHAN, 1995;SOUZA, 2008). Fato importante neste trabalho é identificar os Stakeholders que participaram dos grupos de trabalhos e da audiência pública em Diamantino/MT, visando entender como se processa a tomada de decisões, e principalmente como está este cenário no estado, pois sabe-se que o ZSEE/MT é uma política pública que se aprovada será uma Lei que regulará todas as ações de uso e ocupação do solo em Mato Grosso, podendo trazer ou não sérios prejuízos irreparáveis para a sustentabilidade socioambiental da região e ainda legitimar o modelo de “desenvolvimento”.

Ao se definir o uso deste método para coleta e análise de dados nesta pesquisa considerou-se os requisitos das arenas construídas e se:

a) existiram relações entre os participantes dos trabalhos técnicos e da audiência pública que foram entrevistados, entre si e com as organizações, de forma complexa e interdependente e com interesses comuns ou não;

b) havia mobilizações, interações e interconectividade dos diferentes sistemas administrativos, sociais, políticos e econômicos, locais, regionais e nacionais, nos diversos níveis de governo e suas esferas;

c) existiram problemas de externalidades e de difícil compreensão (do ponto de vista econômico, social e ambiental);

d) existiram diferentes níveis de Stakeholders com agendas e interesses semelhantes e distintos;

f) ocorreu uma representação de certos Stakeholders nas tomadas de decisões;

A.1 – Identificação de Stakeholders

Para a identificação de Stakeholders utilizou a coleta de dados através de entrevistas semi-estruturadas, baseando-se nos pressupostos de Lüdke e André (1986); Mitchell, Agle& Wood (1997); Martins & Fontes Filho (1999); modificado e adaptado, em um universo de 65 participantes dos trabalhos técnicos e audiências públicas. A maioria destas foi realizada nos dias dos Grupos de Trabalhos e Audiências Públicas nos municípios de Diamantino, Alta Floresta e Tangará da Serra, as quais continham um rol de 8 perguntas, como segue abaixo:

1 – O que é o Zoneamento Sócio, Econômico e Ecológico para você?

2 – Quais são as pessoas ou grupos sociais que impedem a execução de suas atividades nesta região?

3 – Quais são os seus parceiros e seus interesses nesta audiência?

4 – Quais os principais conflitos que você identifica na proposta do ZSEE/MT? 5 – Quem são os mais prejudicados e os mais beneficiados com o ZSEE/MT? 6 – Quais são as suas demandas (O que você espera do ZSEE/MT para esta região)?

7 – O que você sugere para melhorar a proposta do ZSEE/MT apresentada? 8 – Indique pessoas que você conhece que conheçam o assunto?

Para aplicação destas perguntas junto aos participantes foi pedido previamente autorização de gravação das entrevistas, que posteriormente foram transcritas em sua íntegra para editor de texto Word 2007. Procedeu-se à análise das respostas retirando-se palavras-chave de cada texto, elaborando- se Categorias baseadas nas respostas, nas interpretações e nas observações em campo. Eticamente houve o comprometimento em não revelar o nome dos entrevistados, aos quais atribuímos números de acordo com os originais da lista de presença junto `a AL. Então temos uma seqüência de entrevistados, aqui denominados Stakeholders, totalizando 65.

De forma complementar realizou-se intensas observações, anotações das falas, dos discursos e dos tempos de fala, dos posicionamentos, das intervenções, das posturas, das comunicações (contatos) entre as pessoas e os grupos, suas estratégias, recursos e de todas as relações possíveis no contexto do cenário vivenciado.

Os dados foram analisados e processados em Planilhas EXCEL 2007, com as quais se elaborou gráficos comparativos para melhor visualização e apresentação. Verificou-se: Categorias de Stakeholders, Municípios de procedências, Áreas de Conflitos, Demandas, Percepções em torno do ZSEE/MT, Atuação Política ou Profissão, Graus de Influências, Continuum Micro e Macro, Aliados ou Alianças, os principais conflitos ambientais e Graus de Influências e Dominâncias de Interesses.

Para a determinação dos itens supracitados obtidos da seguinte forma de acordo com a Quadro 2:

Quadro 2 – Métodos para identificação, caracterização, análise e tabulação de dados sobre os Stakeholders DADOS TIPOLOGIAS DE STAKEHOLDERS EMBASAMEN TO TEÓRICO CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS FONTE DOS DADOS

Categorias Estado, Mercado e Comunitário

Chevalier (2001);

Lista de assinatura com identificação de área de atuação e profissão SEPLAN 92008); AL (2008); Áreas de conflitos ambientais áreas protegidas, ZSEE/MT, uso de Agrotóxicos, edesatamento, e zonas de amortecimento Chevalier (2001); Grimble& Chan (1995); SOUZA, 2008). Entrevista, e observações, Lista de assinatura SEPLAN 92008); AL (2008); Entrevistas e observações Grau de Influência

Sem, Baixa, Média, Alta e Muito Alta

Grimble& Chan (1995) Entrevistas, demandas, atuação política, observações, Lista de assinatura, categoria, aliados, representação e interesses SEPLAN 92008); AL (2008); Entrevistas e observações

Demandas Sociais, étnicas, ambientais, econômicas e Chevalier (2001); Grimble& Chan Entrevista, observações em campo, conversas informais, Entrevistas e observações

políticas (1995) Continuum Macro e Micro Local, Estadual/Regional, Nacional e Global/Internaciona l Grimbleet al., (1994); SOUZA, 2008).

Categorias, demandas, área de atuação política, conflitos identificados, observações, SEPLAN 92008); AL (2008); Entrevistas e observações Aliados ou Alianças Setor Produtivo, População em Geral, Movimentos Sociais e Poder Público Chevalier (2001); Grimble& Chan (1995) Pergunta direta na entrevista Entrevistas e observações Grau de Dominância de Interesses Definitivo, adormecido, discricionário, dominante, exigente, perigoso, dependente e irrelevante Mitchel et al, (1997); Mitchell, Agle& Wood, (1997) adaptado. .

Determinação das Matrizes dos Graus de Poder, Legitimidade e Urgência

SEPLAN (2008); AL (2008); Entrevistas e observações

Adotou-se uma visão pluralista ao considerar as características dos Stakeholders como resultantes de interesses e ações eventualmente desiguais e conflitantes. Apresentou-se como uma possibilidade de visão dinâmica, ao assumir que nem todos os Stakeholders (participantes dos grupos de trabalhos e da audiência pública entrevistados) tenham o desejo de exercer seu poder em todos os momentos.

Baseou-se para identificação e caracterização dos Stakeholders na tipologia proposta por Mitchell, Agle& Wood (1997); Martins & Fontes Filho (1999). Ilustrou-se essa perspectiva, mostrando que diferentes Graus de Dominância de Interesses permitiram produzir tipologias para esses Stakeholders quanto ao exercício de seus interesses.

Elaborou-se Matrizes para análises de acordo com os pressupostos de Mitchell, Agle& Wood (1997); modificado e adaptado por Martins & Fontes Filho (1999);.Definiu-se os atributos para a identificação das diferentes tipos de Stakeholders e outra Matriz para seus diferentes Graus de Dominância de Interesses em torno do ZSEE/MT nos Pólos ou Regiões de Planejamento de Diamantino, Tangará da Serra e Alta Floresta do ZSEE/MT.

Avaliou-se como os Stakeholders se enquadravam nestas tipologias, com a preocupação em não forçar para adequar, mas caso tivesse escopo diferente seria criado outra Categoria. Atributos foram nomeados a cada Stakeholder e classificados em ordem crescente Grau de dominância de interesses, baseados na elaboração de três Matrizes que avaliaram o aspecto de seus Graus de poder, urgência e legitimidade. Por este (as) entende-se conforme Quadro 3:

Quadro 3 – Atributos para a identificação dos diferentes Graus de Interesses das Classes de Stakeholders

Atributos para a identificação das diferentes Classes de Stakeholders

Poder é a habilidade daqueles que possuem poder para fazer acontecer os resultados que desejam.

Legitimidade é uma percepção generalizada ou uma suposição de que as ações de uma entidade ou pessoa são desejadas, próprias ou apropriadas dentro de algum sistema de normas, valores, crenças e definições, socialmente definidas. Verifica-se se existe algo socialmente desejável, porque os atores sociais nem sempre têm claramente definido o que é desejável em certas circunstâncias. Três variáveis componentes ou graus de desejabilidade das ações dos atores devem ser observadas: para a organização e Pessoal (nível de legitimidade micro- social), e para a sociedade (legitimidade macro-social). Elas podem ser analisadas independentes ou conjuntas, bastaexistência de uma.

Urgência é como algo que dirige as ações e que é imperativo, porém duas condições devem ser observadas: percepção do tempo e importância dos Stakeholders. Esta dimensão reflete a necessidade por atenção imediata às demandas ou interesses de um ator.

Segundo Mitchell, Agle& Wood (1997); Martins & Fontes Filho (1999); modificado e adaptado nos tipos de características avaliadas.

Utilizou-se as Matrizes Mitchell (1999); Karamanos&Choi (1999) para análise do Grau de Poder dos Stakeholders, aqui adaptado para a caracterização durante a realização dos grupos de trabalhos e audiências públicas, baseado na definição de uma rede na qual os participantes (entrevistados) encaixar-se-iam mediante a identificação de sinais de inter- relação, suas características, posturas, falas, intervenções e etc.

Aferiram-se os Graus de Dominância de Interesses dos Stakeholders a partir dos Graus de Poder, Legitimidade e Urgência, conforme segue abaixo: A.1.1 – Aferição do Grau de Poder dos Stakeholders

Avaliou-se o Grau de Poder dos Stakeholders utilizando o modelo de Matriz do Grau Poder.

Essa matriz do Grau de Poder dos Stakeholders serviu de modelo para a análise. Nela verifica-se os meios ou recursos de poder, aos quais foram atribuídos valores de acordo com as características dos Stakeholders.

Os pesos (valores) para cada recurso são de 1 a 5, os quais foram atribuídos aos Stakeholders de acordo com a escala crescente: 1 – muito baixo, 2 – regular, 3 – médio, 4 – alto e 5 – muito alto (GIL, 2007);

Considerou-se para análise da Matriz do Grau de Poder dos Stakeholders os pressupostos de Mitchell, Agle& Wood (1997); Martins & Fontes Filho (1999), tendo como base os Meios Coercitivos, Meios Utilitários e Meios Simbólicos, com as suas características e seus respectivos escores (atributos ou pesos), conforme o Quadro 4:

Quadro 4 – Descrição dos Meios na determinação do Grau de Poder

MEIOS DESCRIÇÃO VALOR DOS

PESOS

Benzer Belgeler