BÖLÜM 2: BİLGİSAYARLI MUHASEBE
2.1. Bilgisayarlı Muhasebe
2.1.1. Muhasebe Paket Programları
- Introdução ou Remoção de Espécies; - Adaptação e Uso de Tecnologia; - Inputs Externos (Uso de fertilizantes, controle
de pragas, irrigação); - Coleta e Consumo de Recursos; - Mudanças Climáticas;
- Fatores Naturais Biológicos e Físicos (evolução, vulcões, sismos, etc.). BIODIVERSIDADE
Curto Prazo
Longo Prazo
etimologicamente, tem sua origem na palavra grega s. f.zóne, passada para o latim como zona, ou seja, “região que se caracteriza por certas particularidades”. O verbo derivado desse substantivo, zonear, designa “dividir algo em zonas específicas”. Agora, o termo zoneamento significa o ato ou efeito de zonear, e também tem o de divisão racional de uma área em setores sujeitos a normas específicas para o desenvolvimento de certas atividades, como para implantação de pólos de desenvolvimento, exploração dos recursos naturais, ampliação de áreasurbanas, para a conservação do meio ambiente ou para a preservação de patrimônio cultural etc. (SCHEREYOOG, & STEINMAN, 1987; FERREIRA, 1999). Em um primeiro momento, o zoneamento é o ato de criar zonas em uma extensão territorial, segundo objetivos e critérios pré- determinados.
Ainda buscando o núcleo significativo da palavra zoneamento, Nitsch (1998) o define, a partir da contextualização do termo inglês zoning, que “se entende geralmente como a divisão de um território em zonas, que se distinguem pelo uso permitido da terra” (DE PABLO, 1994; NITSCH, 2000).
Diante da origem da palavra zoneamento, pode-se dizer que zona e zoning têm a mesma origem, porém, com aplicações diferentes: "Malgrado a sua denominação, zoneamento, com implicações normativas, o ZEE tem mais afinidade com o que é chamado nos países de língua inglesa, de land use planing, do que com o que é chamado de zoning. Entretanto, é necessário enfatizar que a motivação para o ZEE é a política, sendo que o mesmo só faz sentido se conduzido no contexto de um arcabouço político-administrativo voltado para a gestão ambiental e territorial" (SCHUBART, 2000).
Schubart (2000); Becker (1989); Matus (1993) e vários outros autores debatem a dubiedade da palavra zoneamento. Schubart (2000) definiu o termo zoneamento em duas interpretações vinculadas. A primeira do processamento técnico resultante da zonificação territorial com descrição, análise e classificação das zonas. A segunda é o resultado de um processo político- administrativo, no qual esse conhecimento técnico vem aliado com outros critérios, e é usado para alicerçar a adoção de diretrizes sociais, econômicas, ambientais (SEPLAN, 2008) e normas legais através de Projeto de Lei, objetivando alcançar metas negociadas socialmente nos Grupos de Trabalhos
e Audiências Públicas, as quais pressupõem as diretrizes de uso e ocupação dos recursos naturais do território.
Assim sendo, o zoneamento apresenta, basicamente, duas facetas: uma é direcionada para a técnica de elaborar e definir zonas territoriais e outra direcionada a oferecer Respostas aos Estados (Serviços Ambientais), devido às ações humanas (Fatores Diretos e Indiretos de Mudanças) ao longo de sua existência, “pensando” em disciplinar estas Pressões no presente e no futuro, por meio de um conjunto de estratégias e influências que se inter-relacionam construindo vários indicadores de sustentabilidade socioambiental.
Em um sistema de informação para a elaboração de indicadores confiáveis tem-se a preocupação de que o ZSEE deve estar construído em uma base de pirâmide de informação sólida, legítima e científica.
Concorda-se com Schubart (1994) que ainda aprofunda, separadamente, em dois componentes essenciais de um ZEE: a técnica e a política. A primeira, técnica, trata de sintetizar e modelar o conhecimento científico sobre a interação e distribuição espacial dos sistemas ambientais (meios físico, biótico e antrópico) em uma região, em diferentes escalas temporais e espaciais. A execução deste componente deve levar em conta o caráter holístico do meio ambiente, as interações dos sistemas ambientais e as suas respectivas dinâmicas, analisando as suas relações de causa e efeito (Sistema PER e ou AEM). Estas ações permitem oferecer subsídios para aferir o grau de sustentabilidade e ou vulnerabilidade de cada sistema ambiental e prognosticar cenários de uso atual e futuro dos recursos naturais. A realização do componente técnica envolve formação de equipe, montagem de laboratórios, aquisição de dados e informações primárias e secundárias. A sua metodologia abrange coletas de dados primários e identificação e análise dos dados orbitais, estatísticos e outros. Parte dessa técnica é utilizada para outras modalidades setoriais de zoneamento, como o Agroecológico, por exemplo. O ZEE, devido ao seu caráter dinâmico, holístico e sistêmico, tem condições de propor diretrizes mais abrangentes, considerando os custos e os benefícios para a sociedade (SEPLAN, 2008).
O segundo elemento do ZEE, o político, tem como objetivo, segundo Schubart (1994) e Flitener (2005), programar alternativas de desenvolvimento
regional e sub-regional compatíveis com a sustentabilidade e as vulnerabilidades dos sistemas ambientais. Para conseguir sucesso, é necessário estabelecer critérios para a ocupação do espaço e do uso dos recursos naturais. Para tanto, devem-se adotar políticas e ações públicas (programas, projetos, mecanismos fiscais, planejamento de obras de infra- estrutura e outros) coerentes com as indicações do componente técnico do ZSEE, passando estes a ser respostas que venham a garantir o Bem-Estar Humano e uso racional e planejado dos Serviços Ambientais.
Entende-se que se torna necessário diagnosticar para situar os indicadores socioambientais ao formar um conjunto de aspectos da realidade pragmática, que se denomina, contextualizadamente, ao ZSEE/MT, como um instrumento composto de sistemas de indicadores de sustentabilidade. Este é representado em um espaço geográfico, por meio de um sistema de coordenadas, e múltiplas dimensões e escalas, caracterizando o fenômeno socioambiental.
No ZSEE/MT deve-se retratar o passado, o estado atual e as tendências da saúde cultural, econômica e ambiental em curto, médio e longo prazos para o estado de Mato Grosso. Não distante disso, inserem-se nessa perspectiva e neste estudo, as emergentes necessidades de averiguar os níveis de satisfação social ou bem-estar humano nas interações sociais, suas estratégias de aliança/demandas/conflitos para a promoção de ações, iniciativas, programas e políticas, sendo, então, o ZSEE/MT aplicado como ferramenta de gestão, destacando a importância deste como Resposta ao caráter dos indicadores. Assim, quanto a suas metas, o ZSEE/MT configura como seu objetivo intrínseco a solução dos problemas (pressões/estado) demonstrados pelas interações dos Fatores de Mudanças diretos e Indiretos (Drives Forces), possibilitando as soluções (Respostas), onde se inserem as metas, os meios e os resultados. Oferta-se como Resposta a evidência e relevância espacial em função dos objetivos (local, regional, nacional e internacional), concretizando e dirimindo o nível de satisfação, aceitabilidade e atração do indicador para a sociedade e bem-estar humano.
Com o intuito de diagnosticar as relações socioambientais em torno do ZSEE/MT, durante a realização dos Grupos de Trabalhos e Audiências
Públicas, concentramos nossos esforços para identificar as demandas e conflitos, procurando caracterizar as interações entre os atores envolvidos, suas estratégias e alianças, com o premissa de quantificar os Graus de Influências destes nos processos decisórios da gestão territorial do estado de Mato Grosso, decorrentes da proposta do ZSEE/MT. A análise socioambiental neste estudo compreende a identificação de conflitos, demandas e alianças, entre os grupos sociais, seus atores, seus graus de influência e interesses, em busca de uma sociedade com mais justiça e equidade.
II– JUSTIFICATIVA
II.1 - O contexto histórico, político, social e ambiental de ocupação do território mato-grossense
A escolha da temática “ZSEE/MT e sustentabilidade” deve-se a uma série de fatores, dentre eles a importância do ZSEE/MT para o planejamento e gestão territorial, utilizado como instrumento de resposta ou fator do poder público do Brasil e do estado de Mato Grosso, que é um estado com grande extensão territorial em que predominam as pressões (fatores de Mudanças Diretas) com atividades econômicas de agricultura e pecuária extensiva.
Nesta pesquisa, opta-se por considerar a questão socioambiental como sendo um assunto de extrema emergência a ser estudado. Há nítida necessidade de uma Resposta, ou seja, de compreender de quais instrumentos se dispõe e quais se usam para a resolução dos problemas ambientais no estado de Mato Grosso. O ZSEE/MT passa a ser, então, um instrumento legal, um instrumento normativo, de direito positivo. Neste sentido é entendido no sistema de indicadores da AEM como a principal ferramenta de Resposta para a governabilidade ambiental. Este ZSEE/MT como instrumento de Resposta, passa a disciplinar e a reordenar o uso e ocupação do território (fatores de Mudanças) e dos recursos naturais (Serviços Ambientais). Este fato pode ser apreendido tanto através da análise do ponto de vista dos problemas decorrentes da fase desenvolvimentista historicamente concebida, como do
ponto de vista da agudização das condições de vida nas cidades e no campo, produzida pela atual crise sócio-político-econômica.
No contexto da AEM, as atividades econômicas caracterizam-se como sendo “drives force”, as forças diretas de mudança, que exercem Fatores Diretos de Mudanças (Pressões Diretas) sobre os sistemas ecológicos e socioambientais, ou seja, os Serviços dos Ecossistemas, suas funções ambientais e o bem estar humano e que sinalizam a situação e a dinâmica do uso dos recursos naturais. O ZSEE/MT apresenta-se como a Resposta, o instrumento de gestão para a organização, planejamento e gestão do território do estado de Mato Grosso.
Acredita-se que as Pressões Diretas e Indiretas ou Fatores diretos e indiretos de mudanças participam no funcionamento dos processos naturais e humanos no estado de Mato Grosso, que não se limitam a ser apenas obras de engenharia ou de atividades, mas de ações pensadas e planejadas pelo homem, os quais por estas causam impactos gigantescos nos ecossistemas, promovendo em nosso legado histórico, durante sua existência, as catástrofes irreversíveis, levando a um Estado ambiental preocupante. Comprometem-se as opções de escolhas de desenvolvimento para as gerações vindouras desconectadas dos conceitos e dos valores imbricados na sustentabilidade. O ZSEE/MT passa a ser um modelo de gestão para dirimir as Funções Ambientais que são aqui contextualizadas, como sendo a capacidade dos processos e componentes naturais de fornecerem bens e serviços que satisfaçam, direta ou indiretamente as necessidades humanas no estado de Mato Grosso.
Nesse mesmo entendimento, o avanço da fronteira agrícola como uma pressão ou Fator de Mudança promove o uso e a ocupação do território, fazendo, também, referências à sua população (sociedade/comunidade), como se afetasse o conjunto da população de maneira indiscriminada. Ainda que isso ocorra, se faz de suma importância destacar que seus efeitos não atingem igualmente todos os segmentos sociais. Assim, alguns são mais imediatamente sentidos por determinados grupos, seja por sua proximidade cotidiana, seja pela escassez de recursos de que estes dispõem para buscar soluções
próprias, seja por suas maiores dependências e conexões com os ecossistemas naturais.
A tentativa de organizar as atividades humanas no território de Mato Grosso, seja para produção, para conservação ou preservação, passa pela observação sistêmica das características físicas, bióticas e sociais, e pelo entendimento do processo de ocupação do espaço e pressões ou fatores que são exercidas. Também perpassa pelo entendimento da opção pelo desenvolvimento sustentável o que implica, no mínimo, na adoção de políticas e na capacidade do estado de disciplinar, planejar e gerenciar o território, face aos fluxos externos influenciadores, e às vezes, determinantes, da dinâmica territorial.
Nestes escopos estabeleceu-se como linha mestre desta pesquisa o entendimento das relevantes relações sociais entre os atores que participaram dos grupos de trabalhos e das audiências públicas do ZSEE/MT. Não distantes configuram os resultados aqui obtidos como fatores indiretos de mudanças, já que estão imbricados nos seus Graus diversos de Dominâncias de Interesses e seus Graus de Influências, externando os conflitos, demandas e alianças gerados por eles e suas Necessidades Fisiológicas e Psicológicas, propiciando estratégias que influenciarão na tomada de decisão.
Justificativa ainda para a escolha da temática aqui apresentada é a experiência profissional e a área de atuação do Programa de Pós-graduação em Ecologia e Recursos Naturais que facilitou o acesso aos dados, às informações e, também, a análise e a interpretação. Este programa, ao longo de sua trajetória vem estreitando os laços de pesquisa acadêmica e dando retorno à sociedade, apropriando e efetivando conhecimento e buscando atender as necessidades da população em geral.
Pretende-se, neste estudo, avaliar a política pública como um instrumento de ordenamento do território no Estado de Mato Grosso, em virtude da tramitação, na Assembléia Legislativa, do Projeto de Lei do ZSEE/MT – Zoneamento Sócio, Econômico e Ecológico do estado de Mato Grosso, versão 2008, procurando entender os atores ou Stakeholders (partes interessadas ou tomadores de decisão) seus problemas, anseios, alianças, demandas, conflitos e possíveis soluções (Respostas), analisando e
estabelecendo uma relação com a dinâmica dos aspectos socioambientais e econômicos decorrentes do “desenvolvimento regional”.
A compreensão, identificação e caracterização dos Stakeholders, suas relações e estratégias, isoladas ou em forma de rede social organizacional,com seus respectivos Graus de Influência e de Dominância de Interesses contribuirá sistemática e significadamente para a aprovação e votação deste pelos eminentes legisladores estaduais.
Torna-se plausível esta investigação para que, através de dados, se possa contribuir com a gestão de políticas públicas regionais que acarretem menores impactos e uma melhor gestão de conflitos. Faz-se necessário este entendimento e que este seja feito considerando uma perspectiva social, econômica, cultural, política e não somente ecológica, mas, sim, preocupando- se holisticamente com as externalidades geradas pela sociedade como um todo.
Razão também pertinente deste estudo é avaliar a situação dos aspectos socioambientais gerados pelas discussões em cima da aprovação dessa política pública estadual, visando identificar a participação (atuação) dos atores sociais (Stakeholders), os quais têm sido o foco principal do debate em toda a sociedade.
Fundamenta-se que a pesquisa foi realizada em regiões do estado de Mato Grosso que sofrem enormes Pressões humanas, tornando-se relevante entender as necessidades dessas populações locais ou dos Grupos Sociais participantes. Em aspectos socioambientais, tais regiões são extremamente frágeis, vulneráveis, sensíveis e necessitam ter readequadas, ou não, suas atividades em função das necessidades ali socializadas. Crucial passa a ser essa compreensão para entendimento destas e de suas relações com as Funções Ambientais, aqui então concebidas como as capacidades dos processos e componentes naturais de fornecerem bens e serviços que satisfaçam, direta ou indiretamente as necessidades humanas.