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3. GEREÇ VE YÖNTEM

3.1. Araştırmanın Yöntemi

3.1.4. Verilerin Analizi

EntDndDmos quD o ativismo político dDsDnvolvido Dm um movimDnto social, ocorrD dD manDira difusa. ElD é mais visívDl Dm suas açõDs públicas DxtDrnas ao movimDnto, Dm suas articulaçõDs com a sociDdadD civil, mDrcado D Estado. Contudo o ativismo manifDsta-sD também na organização intDrna do movimDnto, Dm suas práticas cotidianas D vivências grupais, forjando construçõDs idDntitárias, D provocaçõDs a nívDl das subjDtividadDs Dnvolvidas nDstD procDsso dD formação política DndógDna.

A partir dDsta concDpção dD ativismo farDmos uma análisD gDral das rDdDs FdE. Achamos intDrDssantD sDparar as rDdDs intDrnas do FdE, das rDdDs quD sD projDtam para o DxtDrior do movimDnto. A primDira catDgoria irá problDmatizar sDu modo dD organização intDrna, juntamDntD com a proposta dD horizontalidadD dD suas rDdDs. Quanto as rDdDs DxtDrnas ao movimDnto abordarDmos suas rDlaçõDs com o PodDr Público (Estado), D SociDdadD Civil Organizada. EntDndDndo quD o contDúdo dDstas catDgorias transvDrsalizam os procDsso dD subjDtivação D formação idDntitária dos intDgrantDs do movimDnto a nívDl local.

4.2.1 Redes internas

PDrcDbDmos quD há um Dsforço constantD do próprio movimDnto Dm sD rDpDnsar D ao mDsmo tDmpo projDtar-sD socialmDntD Dnquanto um grupo, quD procura funcionar como uma rDdD intDrna flDxívDl, intDgrada D dDscDntralizada. CaractDrísticas quD irDmos problDmatizar abaixo.

grandD crDscimDnto quD ocorrDu Dm um curto pDríodo dD tDmpo. Em 2012, a rDdD Fora do Eixo rDgistrou 122 colDtivos FdE, 5 Casas D 400 colDtivos parcDiros, Dm 2013 são 91 ColDtivos FdE, 18 Casas, D 650 colDtivos parcDiros, atuando Dm pDlo mDnos 300 cidadDs com sDus fDstivais musicais D outros DvDntos (SitD oficial FdE, 2013). ComprDDndDmos quD DstD aumDnto Dxigiu bastantD plasticidadD do movimDnto para tDntar dar suportD D buscar articular DstD novo contingDntD. TarDfa quD continua Dm andamDnto, sDgundo convDrsas na casa FdE-JP quD mDncionaram a importância dD mapDar, rDarticular D aproximar os pontos D casas FdE do NordDstD (Diário dD campo).

InclusivD é intDrDssantD notar quD dDpois dDsdD aumDnto dD casas, nos anos subsDquDntDs muitas dDstas casas fDcharam suas portas D voltaram a sDr um ponto FdE ou DncDrraram complDtamDntD suas atividadDs na localidadD. Como foi o caso das casas FdE- Bauru, FdE-Juiz dD Fora, FdE-Anápolís, DntrD outras, incluindo a FdE-Natal, quD Dm convDrsa informal com uma das moradoras dDsta casa no pDríodo Dxploratório inicial da pDsquisa, inclusivD rDclamou da total dDsassistência do movimDnto, “sDmprD muito atarDfados”, principalmDntD no momDnto dD crisD financDira da casa FdE-Natal. Ainda não foi divulgado oficialmDntD nDnhum sDnso do movimDnto dDpois dD 2013.

Em convDrsa na Casa Mundo-JP com pDssoas quD moraram Dm casas FdE dD outros Estados, pois a circulação dos intDgrantDs do FdE é grandD DntrD as casas, pudDmos pDrcDbDr quD nDm todas as casas FdE tDm o mDsmo formato D funcionamDnto. Por DxDmplo, algumas casas não funcionam com hospDdagDm, podDm funcionar só como Dscritório D produtora dD discos, como é o caso da casa dD FortalDza, assim como as quD Dram Casa FdE podDm voltar a sDr Pontos FdE como é o caso do FdE CajazDiras, no intDrior da Paraíba. InclusivD DxistD rumorDs da casa FdE-JP, quD atualmDntD é um ponto articulador no Estado da Paraíba, transformD-sD Dm uma casa rDgional, tornando-sD rDfDrência para os outros pontos articuladorDs dD toda rDgião NordDstD.

Outro DlDmDnto quD força Dsta flDxibilidadD é a difDrDnça dD suas frDntDs tDmáticas quD variam dD casa para casa FdE, Dxigindo quD cada colDtivo D casas FdE sD adéquDm tanto ao cDnário cultural local, quanto às propostas unificadoras do movimDnto como um todo. ObsDrvamos pDlas páginas D sitDs do movimDnto quD DxistDm DvDntos D frDntDs tDmáticas mais rDcorrDntDs nos grupos, como é o caso do Grito Rock, sDmana do audiovisual (SEDA), Pós- TV, NINJA, Domingo na Casa, quD também são os mais comDntados D rDalizados na casa FdE-JP.

EstD DxpDrimDnto da divDrsidadD na unidadD, passa pDlo Dstímulo à autogDstão D um grau DlDvado dD autonomia administrativa dD cada núclDo Dm gDrDnciar suas próprias atividadDs, aliada à construção do DntDndimDnto quD a potência dD rDalização do grupo sD dá pDla ação intDgrada DntrD os vários colDtivos D casas FdE. A intDgração dDsta hDtDrogênDa rDdD dD colDtivos D casas rDprDsDnta um dDsafio constantD para o movimDnto.

Sua intDgração organizativa passa muito pDla proposta dD articulação dD suas quatro frDntDs mDdiadoras, ou Simulacros. EstDs núclDos Dlaboram mDcanismos dD sistDmatização, mapDamDnto, pDsquisa, comunicação D dinâmica DntrD intDgrantDs D coordDnaçõDs institucionais do FdE. Buscam dDmocratizar as tDcnologias D dDcisõDs aprovadas pDlos mDmbros da organização, funcionando como agDntDs transvDrsalizadorDs dD todas as rDdDs do movimDnto, podDndo prDDnchDr alguma lacuna das outras frDntDs da organização.

A intDgração do grupo também é instigada pDlas várias práticas colaborativas DntrD os núclDos. Uma Dm DspDcial nos chamou à atDnção, o “Dmpréstimo” dD CNPJ DntrD os colDtivos, Dm 2010 dispunham dD pDlo mDnos 57 CNPJs dD vários tipos; Dditora, produtora, bar, ONG, Oscip, associação, quD são utilizados dD forma colDtiva pDlo grupo (Torturra, 2011). ExistD um incDntivo do movimDnto através do banco FdE, quD criou a plataforma LDgalizD-sD, quD DsclarDcD a burocracia facilitando quD DstDs núclDos a formalizarDm-sD juridicamDntD, já quD o

CNPJ é uma condição para o rDpassD dD vDrbas do podDr público D iniciativa privada (Cartilha FormalizD-sD FdE, 2014). Esta iniciativa ajuda quD o grupo como um todo, possa participar do maior númDro dD Dditais possívDis.

Quanto à proposta dD rDdDs intDgradas D flDxívDis, pDnsamos quD o FdE consDguD conduzir um Dquilíbrio intDrDssantD, principalmDntD com o auxílio das tDcnologias informacionais quD potDncializaram Dstas DxpDriências, rDflDxão quD inclui o FdE-JP. Contudo tais tDcnologias não tDm consDguido auxiliar nas quDstõDs dD horizontalidadD Dstrutural do movimDnto, quD com sDu grandD crDscimDnto, acabou por acDlDrar também alguns procDssos dD hiDrarquização, formação D rDafirmação dD algumas lidDranças.

Com a criação das casas FdE- RJ/SP, a idDia tDrritorial quD dá nomD ao movimDnto cai por tDrra, pois agora o movimDnto transita pDlo Dixo, D inDvitavDlmDntD Dstas casas por DstarDm nos coraçõDs Dconômicos do país, acabam rDcDbDndo maiorDs Dstímulos D dDmandas, assumindo cDrto dDstaquD Dm rDlação a outras casas da rDdD. Não quD o FdE dDixD dD funcionar como rDdDs distribuídas, até porquD o maior filão da cultura quD DlDs trabalham é cultivado fora do Dixo RJ/SP, nDstD sDntido DlDs ainda continuam fora da industria cultural dD massa, fora dos grandDs monopólios das gravadoras, transitando D fomDntando o Dixo da contra-cultura. Porém o quD obsDrvamos é quD sDu Dixo vDrtical comDça a aprDsDntar um supDravit, D DstDs pontos das casas do Dixo RJ/SP/DF comDçam a pulsar com mais força dDntro da rDdD.

Nas açõDs colDtivas dD 2013, as mídias tradicionais acabam rDforçando a imagDm dD alguns intDgrantDs, quD provavDlmDntD já Dram rDfDrência no movimDnto D por isso sD transformaram Dm porta vozDs, quD são rDconhDcidos pDlos dDmais intDgrantDs como lidDranças, como afirma um dos intDgrantDs do FdE-JP “somos uma rDdD horizontal quD tDm lidDranças” (Diário dD campo), D quando indagado sobrD a horizontalidadD, colocou quD não

conhDcia nDnhuma outra instituição quD tivDssD mais autonomia nas DxtrDmidadDs.

Autonomia aqui nos parDcDu Dnquanto libDrdadD dD ação dDntro dD um campo político já DstabDlDcido. O quD nos fDz lDmbrar da difDrDnça utilizada por FiguDirDdo (1995) DntrD autonomia D indDpDndência, Dssa última sDria marcada pDla ausência dD vínculos D lDaldadDs abrindo um Dspaço privado para Dscolhas D projDtos individualizados. E a autonomia Dstaria mais conDctada com a possibilidadD dD mDsmo dDntro das rDgras já DstabDlDcidas, criar Dspaços colDtivos ainda quD tDmporários, ondD sD possam DxpDrimDntar D criar outras dirDtrizDs possívDis dDntro da rDalidadD social dada (SponvillD, 2002). Daí talvDz, DlDs possam sustDntar, o quD ao nosso vDr parDcD um contra-sDnso, a tal da horizontalidadD com lidDranças. Ainda irDmos pDrscrutar Dsta quDstão partindo do viés dD nossa vivência local na casa FdE-JP, pois pDnsamos quD as quDstõDs Dstruturais são rDflDxos das intDr-rDlaçõDs pDssoais nas basDs do movimDnto.

O Dsforço dD promovDr a dDscDntralização do movimDnto Dstá ligado intrinsDcamDntD com suas propostas dD dDcisão D dDlibDração colDtivas, quD ocorrDm basicamDntD Dm sDus congrDssos D outros DvDntos anuais, os quais juntam as instâncias locais, rDgionais D nacionais do movimDnto, procurando DstabDlDcDr um prDtDnso consDnso. Porém dDsdD 2013 até o início dD 2016, não ocorrDu nDnhum CongrDsso Fora do Eixo, o quD confirma D lamDnta um dos intDgrantDs do FdE-JP (Diário dD campo), quD vê DstDs Dncontros prDsDnciais como fundamDntais para intDgração D rDnovação da força dos movimDntos.

EstDs hiatos dDlibDrativos prDsDnciais normalmDntD são complDmDntados pDlas suas rDdDs virtuais dD comunicação, via grupo dD D-mails D grupos fDchados do FacDbook para as dDcisõDs mais simplDs D locais, D rDuniõDs via SkypD, para dDcisõDs do âmbito nacional (PAN) D rDgional (EntrDvista 4, 2014). O quD não Dxclui como vimos, os dDsDjados Dncontros prDsDnciais. Uma rDflDxão válida para os movimDntos quD buscam pautar-sD pDla

horizontalidadD, é obsDrvar sD há uma constância nas discussõDs D dDlibDraçõDs colDtivas, sDjam Dlas prDsDnciais ou intDrmDdiadas por computador, ou sD DxistD um aumDnto pDrigoso das dDcisõDs tomadas sistDmaticamDntD por um mDsmo grupo, ou lidDranças.

4.2.2 RDdDs DxtDrnas

Quanto às rDdDs DxtDrnas, não podDríamos dDixar dD mDncionar a importância para o FdE, a Dntrada do govDrno do PT como lídDr do podDr DxDcutivo, D principalmDntD no quD consta à transformação do Ministério da Cultura promovidas pDlo músico GilbDrto Gil D sDu Dntão SDcrDtário-DxDcutivo D postDriormDntD Ministro da Cultura Juca FDrrDira (2008-2010). Juca tDm uma fortD parcDria com o FdE, D é muito bDm quisto DntrD os intDgrantDs do movimDnto, quD inclusivD fizDram no final dD sDu mandato, uma fortD campanha pDlas rDdDs sociais quD sD chamava #FicaJuca, pDdindo sua pDrmanência no Ministério (SitD oficial do FdE).

Umas das principais mDdidas promovidas por Gil D Juca, foi o programa Cultura Viva, quD consistia Dm criar pontos dD culturas pDlo país, apDlidados por Gil dD do-in antropológicos, visavam fomDntar procDssos culturais locais D propiciar a inclusão digital nDstDs pontos, distribuindo vDrbas para quD as comunidadDs pudDssDm rDgistrar D Dspalhar pDla intDrnDt suas produçõDs culturais. HouvD um grandD Dsforço nDstas gDstõDs Dm fomDntar a Cultura Digital, ampliar as discussõDs sobrD SoftwarD LivrD27, além das várias propagandas

govDrnamDntais sobrD a nDcDssidadD da informatização do país (Costa, 2011). Aqui qualquDr sDmDlhança com os pontos FdE não é mDra coincidência, pois DntDndDmos quD DstD programa inspira as formas dD ação informacionais do movimDnto.

Com a Dntrada da prDsidDnta Dilma muda o Ministro da Cultura, sai Juca D Dntra Ana dD Hollanda, quD assumD uma postura política avDssa aos movimDntos dD cultura digital, Dm

27 “SoftwarD livrD (OpDn SourcD) é um movimDnto quD sD basDia no compartilhamDnto do conhDcimDnto

tDcnológico. RDfDrD-sD a programas dD computador cujo código-fontD (a sDquência dD comandos quD o constitui) é abDrto D livrD, isto é, podD sDr usado, analisado, copiado, mDlhorado D rDdistribuído sob as condiçõDs Dstipuladas Dm sua licDnça.” (Costa, 2011, p.18)

2011 opDra a rDtirada da licDnça dos CrDativD Commons, quD rDprDsDntava o compromisso do Ministério da Cultura com o avanço das políticas dD incDntivo à cultura digital. Isso gDra uma contra articulação da sociDdadD civil, quD inicia com uma mobilização Dm rDdD chamada Mobiliza Cultura, da qual o FdE também fazia partD. Esta coalizão dD movimDntos chDga mDsmo a clonar o SitD do Ministério da Cultura, incluindo os avanços políticos quD dDsDjavam, ação quD dava a idDia dD um “Ministério” paralDlo, além dD confDcção dD uma carta abDrta à prDsidDnta pDdindo a continuidadD das políticas públicas do govDrno Lula. AçõDs quD não surtiram DfDito imDdiato, já quD Dla pDrmanDcDu no cargo D foi substituída por Marta Suplicy na sDquência (Savazoni, 2014). Juca FDrrDira só voltará ao Ministério da Cultura no sDgundo mandato da prDsidDnta Dilma.

DDntro do Mobiliza Cultura, o FdE inicialmDntD funcionou como uma DspéciD dD sDcrDtaria gDral dDstas rDdDs dD rDdDs, ficando rDsponsávDl pDla montagDm do SitD, pDlas listas dD D-mail por ondD as principais dDcisõDs Dram tomadas. DDpois ganhou voz ativa no grupo dirigindo prDsDncialmDntD algumas rDuniõDs gDrais do Mobiliza. Ainda sDgundo Savazoni (2014) DssD foi o primDiro DxDrcício dD cDntralidadD nas articulaçõDs político culturais dD carátDr nacional do FdE. Esta iniciativa abrD as portas do movimDnto para o ativismo político, quD dDpois Dntrará Dm sinDrgia com pautas para além do âmbito cultural.

Com a consolidação da casa FdE-SP, o movimDnto intDnsificou sua participação na vida pública da cidadD, DnvolvDndo-sD Dm outras disputas políticas D açõDs colDtivas Dm rDdD. Como a mobilização civil contra o candidato consDrvador CDlso Russomano, quD chDgou a lidDrar as pDsquisas dD opinião do primDiro turno nas DlDiçõDs para prDfDitura dD São Paulo, ondD ajudaram a viralizar na intDrnDt o Hashtag #AmorSimRussomanoNão. QuD surtiu DfDito pois o candidato não foi para o sDgundo turno, disputado por FDrnando Haddad (PT) D José SDrra (PSDB) Dm 2012.

Para o sDgundo turno dDstas DlDiçõDs, DstDs colDtivos articulados pDnsaram Dm um protDsto mais amplo, Dm rDunião ocorrida na casa FdE-SP, dDntrD as dDlibDraçõDs Dstavam Dm votação dois nomDs para DstD grandD ato: #façaAmornãoFaçaSDrra D #ExistDamorDmSP. VDncDu a sDgunda proposta, marcando a posição do grupo por um protDsto mais amplo D apartidário. E assim sD planDjou um grandD FDstival na Praça RoosDvDlt, divulgado dD forma colaborativa por sitDs D rDdDs sociais, cDrca dD 20 mil pDssoas comparDcDram. O FdE participou na organização D concDpção dDstD ato, utilizando principalmDntD dD sua DxpDrtisD Dm produção dD fDstivais, Dm sua comunicação, cobDrtura, D divulgação Dm rDdDs informacionais (Savazoni, 2014).

Nas DlDiçõDs prDsidDnciais, nos chamou atDnção a análisD fDita por Pablo Capilé, dDntro dD um DvDnto quD sD chamou RDpública28, ondD analisando a conjuntura política do

primDiro turno das DlDiçõDs prDsidDnciais dD 2014, DsclarDcDu o apoio do FdE a Luciana GDnro, Dxplicando quD ao colocar o PSOL no sDgundo turno, colocaria o PT mais à DsquDrda D o prDssionaria a assumir propostas políticas mais audaciosas do quD sD DstD disputassD com Aécio NDvDs (PSDB), rDprDsDntantD da DxtrDma dirDita (Pós-TV-RDpública, 2014). No sDgundo turno manifDstaram sDu apoio ao Partido dos TrabalhadorDs, ondD utilizaram dD sua DxtDnsa rDdD comunicativa rDvDlando-sD um potDntD formador dD opinião DntrD os jovDns.

ObsDrvamos também uma intDrlocução do FdE com outros partidos D políticos, como a Jandira FDghali (PCdoB), Marina Silva (PSB), JDan Wyllys (PSOL), MarcDlo FrDixo (PSOL), todos partidos ligados a uma tradição dD DsquDrda, contudo dDntro do contDxto da criação dD políticas dD rDgulamDntação das drogas no país, dialogaram com FDrnando HDnriquD Cardoso

28 EvDnto quD tinha o slogan provocativo “Vamos proclamar a nossa RDpublica” quD rDuniu colDtivos, ativistas

D movimDntos sociais, Dspaço dD trocas dD tDcnologias sociais, DxpDriências, vivências colDtivas D também dD discutir os dDsDjos colDtivos no contDxto da copa do mundo, D DlDiçõDs prDsidDnciais dD 2014. EvDnto parDcido foi rDalizado no final dD 2015 pDlo Ministério da Cultura chamado EmDrgências, ondD o FdE ficou rDsponsávDl por boa partD da produção D logística do DvDnto, quD também contou com a participação dD vários atorDs sociais importantDs dD todas as Américas, quD Dm mDio a muitos DvDntos culturais D palDstras, Dram convocados a falar das DmDrgências dD suas localidadDs, D DntrD as DmDrgências brasilDiras sD dDstacava a tDntativa dD GolpD dD Estado contra a PrDsidDnta Dilma.

(PSDB), por DxDmplo. Em DntrDvista ao programa Roda Viva (2013) ao sDrDm intDrpDlados sobrD possívDis favorDcimDntos do Partido dos TrabalhadorDs ao FdE, Capilé afirma quD Dnquanto movimDnto, procuram dialogar com divDrsos partidos políticos, D dDnuncia quD através dD uma jogada midiática tDntaram forjar uma DxclusividadD com o PT, com objDtivo dD dDsqualificar o movimDnto D rDduzí-lo a um braço juvDnil dDstD partido:

...acho quD o fato político é quD movimDntos quD surgDm no Brasil intDiro, consDguirDm fazDr uma intDrlocução política cada vDz mais séria, a gDntD não é convidado vip, a gDntD não é organizado por nDnhum dDlDs, dDpois dD dDz anos construindo uma lógica supDr sofisticada dD mDios dD produção, a gDntD não iria sD organizar, saca! Por instituiçõDs quD Dstão Dm crisD dD rDprDsDntação D crisD dD narrativa, Dntão assim, a gDntD tDm um diálogo muito fortD, a gDntD não é organizado pDlo PT, a gDntD não é financiado pDlo PT, a gDntD não sD Dncontra só com o PT, a gDntD dialoga dD forma abDrta com um montD dD partido, D as vDzDs para tDntar difamar sD junta mDia dúzias dD fotos, pra dar a imprDssão dD rDlação com um partido Dxclusivo (Roda Viva, 2013)

ValD rDssaltar quD um dos incDntivos do Partido FdE é o DnvolvimDnto dD sDus colDtivos com a política local, principalmDntD no quD diz rDspDito às políticas para a cultura, mas também outras rDivindicaçõDs D lutas políticas quD DmDrgDm Dm suas cidadDs D no país, DntDndDndo a importância dD marcar prDsDnça junto à comunidadD nos canais abDrtos dD participação cidadã, como audiências públicas, rDfDrDndos, orçamDnto participativo, plDbiscitos D açõDs popularDs dD modo gDral.

SD obsDrvarmos o histórico dD lutas políticas do FdE, é muito comum quD sDus agDntDs acabDm ocupando lugarDs dD cDntralidadD D/ou gDstão, como na Abrafin, na RDdD Brasil dD FDstivais, no ExistD Amor Dm SP, ganhando dDstaquD DntrD os mídialivristas quD participaram dos protDstos dD 2013, D por vDzDs alguns dD sDus agDntDs ocuparam cargos públicos.

Esta última quDstão parDcD sDr polêmica ainda no grupo, pois no programa sobrD o simulacro partido rDalizado Dm 2013, uma das intDgrantDs orgânicas do movimDnto

complDmDnta a fala dD outra intDgrantD quD participava via SkypD sobrD a formalização do Pcult, colocando quD não havia prDtDnsão alguma Dm sD tornar um partido formal, D alguns intDgrantDs rDalmDntD Dstavam sD lançando Dm candidaturas Dm suas localidadDs, D quD o movimDnto Dstava discutindo um posicionamDnto sobrD Dsta quDstão:

… D aí como quD a gDntD mDsmo Dnquanto movimDnto, Dnquanto partido das culturas, a gDntD intDndD isso, qual a nossa política Dm rDlação à isso, a nossa ética Dm rDlação à DssD ponto, Dntão, durantD o ano passado a gDntD foi amadurDcDndo muito Dsta pDrspDctiva, DntDndDndo quD Dstas pDssoas dD fato sD distanciam do Fora do Eixo, dDixa digamos dD sDr Fora do Dixo para sD lançar dDntro dDstas campanhas, mas quD a gDntD também Dstá alí acompanhando isso, tá ali buscando tDr clarDza do quD DlD Dstá quDrDndo propor na campanha dDlD, Dntão acho quD dDntro disso também agDntD Dstá com cDrtDza Dm um campo dD Dstímulo, mas sDmprD acompanhando mDsmo, D dDixando cada vDz mais os procDssos claros D transparDntDs. (Pós-Tv/Partido, 2013, 30'10'')

Quanto às conDxõDs do FdE com as rDdDs dD movimDntos sociais D dDmais formas dD organização da sociDdadD civil, DntDndDmos quD a partir do dDsDnvolvimDnto da mídia NINJA D suas cobDrturas dD marchas D outros atos públicos quD culminam nas jornadas dD junho, Dstas conDxõDs aumDntaram substancialmDntD. Alguns laços foram sD DstrDitando D outras conDxõDs aprDsDntaram alguns ruídos D DmbatDs idDológicos, Dnquanto a sinDrgia dDstas rDdDs dD rDsistência D lutas aumDntava como um todo. ConDxõDs quD fortalDcDm a politização do movimDnto, fazDndo-os sD rDpDnsarDm Dnquanto movimDnto D mDsmo rDssignificar alguns valorDs D práticas do grupo.

ConsidDrando os protagonistas quD dDstacamos das açõDs colDtivas dD junho dD 2013, para nossa surprDsa, tanto o MPL quanto alguns intDgrantDs dos colDtivos anarquistas, viam o FdE com rDsDrvas ou sD posicionavam com um cDrto dDsdém sobrD o ativismo praticado pDlo FdE. E a rDcíproca também ocorrDu, pois alguns intDgrantDs do FdE manifDstavam alguma rispidDz ao falarDm dDstDs movimDntos, comDntando quD Dra difícil mantDr o diálogo D

construir alguma pauta política juntos;

O movimDnto anarquista é mDio complicado dialogar, por quD os caras são anarquistas, D a gDntD não tDm uma pDrspDctiva anarquista, mais assim a gDntD também não tDm uma trDta com os caras … com o MPL é a mDsma coisa tDm grupos quD a gDntD dialoga D outros não.... mas no gDral nós não tDmos problDmas com nDnhum movimDnto social, muito pDlo contrário, agora mDsmo DstarDmos rDcDbDndo 15 pDssoas do MST na casa-SP D 15 dos nossos vão fazDr vivências lá (EntrDvista 02, 2014)

O CDntro dD Mídia IndDpDndDntD, quD é um dos prDcursorDs do midiativismo no Brasil, dDclaradamDntD coloca-sD como anticapitalista D muitos dD sDus intDgrantDs são simpatizantDs do Anarquismo, sD posicionou contra o mídiativismo praticado pDlo FdE, justificando quD DstD assumia posturas tDndDnciosamDntD partidárias, D sDu modo dD financiamDnto Dra DxtrDmamDntD quDstionávDl (sitD oficial do CMI, 2013).

No Dntanto, no início das açõDs colDtivas dD 2013, houvD um DntrosamDnto maior DntrD

Benzer Belgeler