3. YÖNTEM
3.3 Veriler ve Toplanması
Amanda dos Santos Roque de Oliveira UNIR [email protected] Taiza Rubiane Silva Martins UNIR [email protected] Ricardo Alexandre de Souza SEDUC [email protected] Edre Almeida Corrêa SEDUC [email protected]
Resumo:
Relatamos aqui uma experiência vivenciada na Escola Família Agrícola (EFA) na cidade de Ji-Paraná – RO em Março de 2017, proporcionou uma manhã letiva atípica aos alunos da EFA. Os coordenadores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Ji-Paraná, juntamente com a administração da Escola, propuseram aos bolsistas do Programa a tarefa de elaborarem uma aula diferenciada com assuntos interligados aos que os alunos convivem no dia-a-dia, ou seja, no ambiente rural. Inicialmente, foi elaborada uma atividade em que os alunos pudessem relembrar conceitos que eles já estudaram no 6º ano do Ensino Fundamental: a classificação de triângulos, por exemplo, são definições importantes para eles que estão no Ensino Médio, presentes na base da geometria, um tema frequentemente abordado em seleções e concursos. Num segundo momento, com o intuito de relacionar a matemática ao ambiente escolar, foi proposto aos alunos que construíssem ao ar livre, alguns triângulos escolhidos por meio de um sorteio, nesse momento foi pensado para avaliá-los se os conceitos relembrados no primeiro momento foram de fato fixados. No decorrer da aula, eles puderam tirar suas dúvidas, manipular e interagir com os materiais que foram confeccionados pelas bolsistas, sendo esses: uma maquete com os tipos de triângulos, estacas de madeira, martelos, barbante e transferidores.
Palavras-chave: Aula; Matemática; Triângulos; Ambiente Escolar. 7. Introdução
No contexto escolar, assim como as outras matérias, a matemática é fundamental para formação educacional de cada aluno. Visto que ela se faz, direta ou indiretamente, presente no dia-dia de todo ser humano, ela também se torna responsável pela formação social, desenvolvendo o pensamento crítico e o raciocínio lógico necessários para o crescimento profissional e social. Nesse sentido, a escola é o lugar de interação entre discentes e docentes, na busca de construir conhecimento, portanto há uma necessidade do professor buscar por
práticas inovadoras com o objetivo de dar mais significado e compreensão ao estudo da matemática.
O professor fazendo uso dessas práticas para complementar suas aulas, amplia o conhecimento dos seus alunos, pois segundo Perrenoud (2002) “o professor em seu trabalho deve criar situações que estimule a capacidade de raciocínio de seus alunos, utilizando métodos alternativos para facilitar e desenvolver o conhecimento e as habilidades destes”. Além disso, é de se considerar a importância da formação continuada para os professores, que desta forma se tornam mais hábeis a inovarem sua prática docente.
Levando em consideração a importância pela busca de práticas inovadoras, professores de Matemática da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) campus de Ji- Paraná, também coordenadores do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), juntamente com a administração da Escola Família Agrícola (EFA), propuseram aos bolsistas do PIBID uma nova dinâmica de trabalho.
O PIBID foi implantado pelo Ministério da Educação (MEC), nas universidades brasileiras em 2007, e foi aderido pela UNIR em 2009. Tem por objetivo proporcionar experiências práticas aos acadêmicos e futuros professores nas Escolas da Rede Pública do Brasil. Segundo o Ministério da Educação (2016):
A intenção do programa é unir as secretarias estaduais e municipais de educação e as universidades públicas, a favor da melhoria do ensino nas escolas públicas em que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) esteja abaixo da média nacional, de 4,4. Entre as propostas do PIBID está o incentivo à carreira do magistério nas áreas da educação básica com maior carência de professores com formação específica: ciência e matemática de quinta a oitava séries do ensino fundamental, além de física, química, biologia e matemática para o ensino médio. (MEC. 2016, s/p).
Com isso, os acadêmicos bolsistas semanalmente se reúnem (rodas de formação) e também acompanham em sala de aula os professores das escolas públicas participantes do projeto, ajudando-os com os alunos e convivendo no ambiente escolar. Neste ano, também foram direcionados projetos pedagógicos a serem realizados nas escolas tornando as rodas de formação ainda mais proveitosas, um desses projetos foi a realização da realizada na EFA.
A proposta foi levar aos alunos do Ensino Médio da EFA uma atividade de matemática relacionada com o meio em que vivem, ou seja, o ambiente rural. A Escola está localizada na Linha 04, Km 09, no município de Ji-Paraná, estado de Rondônia, e atua com
educação profissional técnica no ensino médio, integral, sendo habilitada em Técnico em Agropecuária. Entre o corpo docente, existe uma professora de matemática que estudou na UNIR e foi bolsista do PIBID, que juntamente com a direção da EFA e os coordenadores do PIBID organizaram em uma terça-feira (dia das rodas de formação) a realização da atividade com os alunos.
Durante a preparação da aula a ser ministrada, buscou-se por um conteúdo que fosse relevante nessa etapa de formação dos alunos, e também que pudéssemos explorar o local que eles estudam. Pensando nisso, foi escolhido como tema a classificação dos triângulos, tendo em vista que eles possuem conteúdos relacionados na grade escolar do Ensino Médio, como: Trigonometria no Triângulo Retângulo, Geometria Plana e Espacial, etc. O desafio era desenvolver uma atividade diferenciada para que os alunos se recordassem dos tipos de triângulos e suas características.
8. Desenvolvimento
Os bolsistas foram divididos em trios, onde escolheram os temas no qual trabalhariam de acordo com a proposta definida nas rodadas de formação. Foi utilizado um dia para o planejamento da aula, onde todos decidiram os conteúdos e qual atividade diferenciada seria aplicada, pois o objetivo era fazer com que aqueles alunos vivenciassem uma junção de conhecimento e prática. Segundo D’Ambrósio (1996, p. 09), é no comportamento, na prática, no fazer que se avalia, redefine e reconstrói o conhecimento, e com essa prática vivenciada pelos alunos era possível avaliar nosso objetivo.
O título do trabalho foi "Classificando e Construindo Triângulos", e o embasamento da proposta foi trabalhar com os estudantes a classificação dos triângulos por lados e por ângulos, para que eles relembrassem os nomes de cada triângulo (equilátero, escaleno, isósceles, retângulo, acutângulo, obtusângulo); posteriormente, quando necessário, eles utilizaram o transferidor para medir os ângulos.
A próxima fase da atividade foi construir um recurso didático de apresentação que despertasse o interesse do aluno sobre o tema. Souza (2007, p. 11) define o recurso didático como todo material utilizado como auxilio no ensino. Pensando como a autora, era necessário um instrumento que despertasse interesse nos alunos e por consequência fazer com que eles
desconhecidas. Esse material tinha por objetivo auxiliá-las na explicação, prendendo mais a atenção dos alunos.
O educador deve saber escolher aquele recurso que melhor se adéqua a sua prática pedagógica e a realidade estudantil de cada aluno, pois não basta só utilizá-lo, sem uma fundamentação do objetivo que se deve alcançar, pois os recursos além de constituir formas instrucionais para a aprendizagem são também instrumentos estimuladores e reforçadores do conhecimento. (SANT’ANNA, 2004).
Em face disso, foi confeccionada uma maquete, onde os triângulos foram desenhados e também envoltos com barbante e palitos, havia plaquinhas com os nomes dos triângulos e na medida em que eram relembradas durante a explicação as bolsistas as fixavam no devido lugar para identificar o desenho. Num segundo momento, as plaquinhas eram retiradas e os alunos eram responsáveis por identificar cada triângulo e assim pregar as plaquinhas novamente, no decorrer da atividade já era notório o interesse dos alunos e também a aprendizagem.
Ainda não suficiente, foi pensado em mais um instrumento para a caracterização dos triângulos, onde os alunos pudessem praticar e desenvolver ao ar livre, fazendo uso do seu cotidiano, uma forma de mostrar a junção da matemática com o ambiente que convivem, sendo alunos de escola agrícola, as bolsistas buscaram por materiais que eles já conheciam, como estacas, martelos, barbantes e para medir os ângulos dos triângulos levaram também os transferidores, são instrumentos já manuseados por eles quase que diariamente. SILVEIRA (2012) e GIARDINETTO (1999) relatam que quando situações cotidianas são trazidas pelo professor, o aluno internaliza os conceitos de maneira significativa, possibilitando que as formalidades da matemática escolar sejam construídas de maneira prático-utilitária levando tais conceitos, mesmo que limitados, ao uso cotidiano (2012; 1999).
Dessa forma, nesse terceiro momento, com o objetivo de avaliá-los, saber então se os conceitos relembrados no primeiro momento foram de fato fixados, fazendo uso de situações cotidianas, ao ar livre e utilizando os materiais já conhecidos, os alunos separados em grupos, sorteavam o nome de um triângulo e tinham que desenhá-lo no chão, medindo-os com palmos, utilizando os materiais oferecidos, pregando as estacas no chão e amarrando o barbante, para assim obterem o triângulo desejado, sendo que alguns grupos precisavam saber (aprender) manusear o transferidor para que pudessem definir os ângulos dos triângulos, e assim obter o desenho no formato desejado.
Figura 1- Maquete construída pelas bolsistas do PIBID para aula. Fonte: Autoria própria (2017).
Figura 2 - Aula Classificando e Construindo Triângulos. Fonte: Autoria própria – 2017.
Figura 3 - Atividade prática de construção dos triângulos. Fonte: Autoria própria – 2017.
9. Considerações finais
Levando em consideração os objetivos especificados e com base no relato do desenvolvimento da aula, conclui-se que foram alcançados dentro do que se propôs. A experiência proporcionou às bolsistas contribuições consideráveis para formação acadêmica das mesmas, pois tiveram que planejar e colocar em pratica uma atividade diferenciada em um local que não estavam familiarizadas e com alunos que não conheciam. A atividade foi tão interessante que o tempo especificado para cada aula não foi o suficiente para que todos os grupos de alunos do EFA participassem de todas as atividades, no entanto aproveitaram ao máximo as atividades disponibilizadas.
Essa atividade prática trouxe uma visão inovadora para as acadêmicas e futuras professoras, vendo a empolgação e participação dos alunos e a organização da escola para recebê-las. Isso demonstra quão necessários são essas aulas diferenciadas para a formação dos alunos. Os alunos se sentem mais interessados com esse modelo de atividade, a prática faz com que todos eles participem, pois no último momento foi necessário um trabalho em grupo para que pudessem finalizar a atividade proposta, e foi notório o quanto eles se ajudavam, ambos com conhecimentos distintos, tornando a junção destes na conclusão da referida tarefa. O trabalho foi concluído com êxito e após alguns dias as bolsistas receberam também uma avaliação realizada pelos alunos, expondo os pontos positivos e negativos da aula realizada por elas, que por fim, não obtiveram pontos negativos, somente pontos positivos.
10. Referências
D’AMBROSIO, U. História da Matemática e Educação. In: Cadernos CEDES 40. História
e Educação Matemática. 1ª ed. Campinas, SP: Papirus, 1996, p.7-17.
GIARDINETTO, J.R.B., Matemática Escolar e Matemática da Vida Cotidiana/ José Roberto Boettger. – Campinas, SP: Autores Associados, 1999. (Coleção polêmicas do nosso tempo:
v.65).
BRASIL. Ministério da Educação.PIBID Apresentação. 2016. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/pibid/pibid>. Acesso em 16 de setembro de 2017.
PERRENOUD, P. A formação dos professores no século XXI. Porto Alegre: Artmed, 2002. SANT' ANNA, I. M. Recursos educacionais para o ensino:quando e por quê?. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
SILVEIRA, D. S. Professores dos Anos Iniciais: experiências com material concreto para o ensino de Matemática. Rio Grande: FURG, 2012. Dissertação (Mestrado em Educação em
Ciências) – Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e
Saúde, Universidade Federal do Rio Grande – FURG, Rio Grande, 2012.
SOUZA, S. E. de. O uso de recursos didáticos no ensino escolar. 2007.Disponível
em:<http://www.dma.ufv.br/downloads/MAT%20103/2015-II/slides/Rec%20Didaticos%20- %20MAT%20103%20-%202015-II.pdf>. Acesso em16 de setembro de 2017.
11. Agradecimentos
Primeiramente, agradecemos a Deus pela saúde e pela oportunidade de estarmos em uma Faculdade renomada. Agradecemos também a CAPES por patrocinar o PIBID que nos
experientes, nos proporcionando vivências práticas. E ainda, agradecemos pelos nossos professores e coordenadores do Programa, que sempre propõe atividades relevantes a nossa formação.
O USO DE FILMES COMO ALTERNATIVA DIDÁTICO-METODOLÓGICO NO