3. TEK YAN BANT MODÜLASYONU ve DEMODÜLASYONU
3.4. Vericide Tek Yan Bandın (SSB) Elde Edilme Teknikleri
Os direitos fundamentais do homem e, por conseqüência, os direitos humanos, têm origem muito remota, e pode ser apontada no antigo Egito e Mesopotâmia, no terceiro milênio a.C., onde já eram previstos alguns mecanismos para proteção individual em relação ao Estado. O Código de Hammurabi (1690 a.C.) talvez seja a primeira codificação a consagrar um rol de direitos comuns a todos os homens, tais como a vida, a propriedade, a honra, a dignidade, a família, prevendo, igualmente, a supremacia das leis em relação aos governantes.
Posteriormente, já de forma mais coordenada, porém com uma concepção ainda muito diversa da atual, surgem na Grécia vários estudos sobre a necessidade da igualdade e liberdade do homem, destacando-se as previsões de participação política dos cidadãos (democracia direta de Péricles); a crença na existência de um direito natural anterior e superior às leis escritas, defendida no pensamento dos sofistas e estóicos (por exemplo, na obra "Antígona" - 441 a.C -, Sófocles defende a existência de normas não escritas e imutáveis, superiores aos direitos escritos pelo homem).
Contudo, foi o Direito Romano quem estabeleceu um complexo mecanismo de interditos, visando tutelar os direitos individuais em relação aos arbítrios estatais. A "Lei das doze tábuas" pode ser considerada a origem dos textos escritos consagradores da liberdade, da propriedade e da proteção aos direitos do cidadão.
A seguir, a forte concepção religiosa trazida pelo Cristianismo, com a mensagem de igualdade de todos os homens, independentemente de origem, raça, sexo ou credo, influenciou diretamente a consagração dos direitos humanos fundamentais, enquanto necessários à dignidade humana, influência essa que se fez presente durante a Idade Média, onde, apesar da organização feudal e da rígida separação de classes, com a conseqüente relação de subordinação entre o suserano e os vassalos, diversos documentos jurídicos reconheciam a existência de direitos humanos, sempre com o mesmo traço básico: limitação do poder estatal.
Porém, o forte desenvolvimento das declarações de direitos humanos fundamentais deu-se a partir do terceiro quarto do século XVIII até meados do século XX.
Os mais importantes antecedentes históricos das declarações de direitos humanos fundamentais encontram-se, primeiramente, na Inglaterra, onde podemos citar a "Magna Charta Libertatum", outorgada por João Sem-Terra em 15 de junho de 1215, a "Petition of Right", de 1628, o "Habeas Corpus Act", de 1679, o "Bill of Rights", de 168811, e o "Act of Seattlemente", de 12.6.1701.
Posteriormente, e com idêntica importância na evolução dos direitos humanos encontramos a participação da Revolução dos Estados Unidos da América, onde podemos citar os históricos documentos: Declaração de Direitos de Virgínia, de 16.6.177612; Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, 4.7.1776; Constituição dos Estados Unidos da América, de 17.9.1787.
A consagração normativa dos direitos humanos fundamentais, porém, coube à França, quando em 26.8.1789, a Assembléia Nacional promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, com 17 artigos. Dentre as inúmeras e importantíssimas previsões, podemos destacar os seguintes direitos humanos fundamentais: princípio da igualdade, liberdade, propriedade, segurança, resistência à
11 Historicamente o documento inglês mais importante na evolução dos direitos fundamentais é
justamente a Declaração de Direitos (Bill of Rights), decorrente da Revolução de 1688, pela qual se firmara a supremacia do Parlamento, forçando a abdicação do rei Jaime II em favor dos novos monarcas Guilherme III e Maria II, cujos poderes reais eram limitados pela declaração de direitos a eles submetida e por eles aceita, surgindo então, na Inglaterra, a monarquia constitucional, que se submetia à soberania popular.
12 A Declaração de Direitos do Bom Povo de Virgínia foi a primeira declaração de direitos fundamentais,
em sentido moderno e consubstanciava a base de direitos do homem, dentre esses direitos, mencionava que ninguém seria privado de liberdade exceto pela lei da terra, já afirmando aí, na expressão “lei da terra” a necessidade de uma lei anterior que autorizasse a privação da liberdade.
opressão, associação política, princípio da legalidade, princípio da reserva legal e anterioridade em matéria penal, princípio da presunção de inocência, liberdade religiosa, livre manifestação de pensamento.
A Constituição francesa de 3.9.1791 trouxe novas formas de controle do poder estatal, porém, coube à Constituição francesa de 24.6.1793 uma melhor regulamentação dos direitos humanos fundamentais.
A maior efetivação dos direitos humanos fundamentais continuou durante o constitucionalismo liberal do século XIX, tendo como exemplos a Constituição espanhola de 19.3.1812 (Constituição de Cádis), a Constituição portuguesa de 23.9.1822, a Constituição belga de 7.2.1831 e a Declaração francesa de 1848.
O início do século XX trouxe diplomas constitucionais fortemente marcados pelas preocupações sociais, principalmente pelos textos da Constituição mexicana de 1917, que passou a garantir direitos individuais com fortes tendências sociais, como por exemplo, direitos trabalhistas e efetivação da educação; da Constituição de Weimar, que previa em sua parte II os Direitos e Deveres fundamentais dos alemães. Da Declaração Soviética dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado de 1918, pelas próprias circunstâncias que idealizaram a revolução de 1917, visava, como previsto em seu Capítulo II, "suprimir toda a exploração do homem pelo homem, a abolir completamente a divisão da sociedade em classes, a esmagar implacavelmente todos os exploradores, a instaurar a organização socialista da sociedade e a fazer triunfar o socialismo em todos os países". Posteriormente, a Lei Fundamental Soviética de 10.7.1918 proclamou o "princípio da igualdade, independentemente de raça ou nacionalidade" (art. 22), determinando a "prestação de assistência material a qualquer outra forma de apoio aos operários e aos camponeses mais pobres, a fim de concretizar a igualdade" (art. 16); da Carta do Trabalho de 24.4.1927, que apesar de impregnada fortemente pela doutrina do Estado fascista italiano, trouxe um grande avanço em relação aos direitos sociais dos trabalhadores, prevendo, principalmente: "liberdade sindical, magistratura do trabalho, possibilidade de contratos coletivos do trabalho, maior proporcionalidade de retribuição financeira em relação ao trabalho, remuneração especial do trabalho noturno, garantia do repouso semanal remunerado, previsão de férias após um ano de serviço ininterrupto, indenização em virtude de dispensa arbitrária ou sem justa causa, previsão de previdência, assistência, educação e instrução sociais".