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A confirmação ou refutação das hipóteses às questões de investigação será efetuada com base nas análises efetuadas quer às entrevistas quer aos questionários.

No que diz respeito à HI 1, “O Exército adota a metodologia da GE em todo o seu

espetro”, contemplando a análise e formulação estratégica, o PE, a execução da estratégia,

a análise de resultados e por fim a reformulação da estratégia, esta é confirmada, em grande parte, pela análise de resultados da questão 5 da entrevista, “Atendendo às fases preconizadas pelo modelo de Gestão Estratégica, que compreende as fases de análise estratégica, formulação da estratégia, planeamento estratégico, execução, análise de resultados e reformulação da estratégia, de que forma é que carateriza a aplicação deste conceito no Exército?”, e pela revisão da literatura. Contudo, de forma indireta, a análise de resultados dos questionários, nomeadamente das questões 16, 17, 18, 19, 21, 22 da Parte III, permitem concluir que o Exército tem uma ação muito incisiva naquilo que é a GE, tendo o SIG um papel fundamental na prossecução deste conceito. Por outro lado, conforme se consta na análise de resultados das entrevista e dos questionários existem alguns entraves que impedem a perfeita harmonia da GE no Exército.

48 Para definir a HI 2, “O SIG é essencial para o ciclo de planeamento, execução e

controlo orçamentais”, é necessário analisá-la em duas perspetivas. Em primeiro lugar, a

sua importância é espelhada na uniformização de procedimentos de todo o MDN, permitindo que sejam tomadas decisões cada vez mais consubstanciadas em informação oportuna e atempada. Por outro lado, é através do SIG que são introduzidos todos os objetivos, atividades, ações e elementos de ação planeados. Assim, é este sistema que materializa a ponte entre aquilo que é planeado e a execução propriamente dita, permitindo efetuar alterações orçamentais (AO) sempre que necessárias. Neste ensejo, esta HI foi confirmada e completada, em grande parte, através dos conceitos teóricos apresentados na revisão da literatura, bem como pelas respostas obtidas nas questões 7, 8 e 9 da entrevista, respeitantes à importância do SIG na condução do PE, às vantagens e desvantagens da sua utilização e à forma como o SIG pode ser crucial no apoio à tomada de decisão. Por sua vez, os dados obtidos nas questões 17, 18, 19, 31, 34 e 39 do questionário permitem concluir que o SIG é um pilar essencial no PE, uma vez que é este sistema que encerra todos os objetivos, atividades, ações e elementos de ação planeados, permitindo posteriormente fazer comparações entre o planeado e o executado, resultando daí informações essenciais para o processo de tomada de decisão. Nos casos de incongruência do planeamento, o SIG permite ainda efetuar AO quando aquilo que foi planeado não corresponde às necessidades resultantes do processo de execução e afetação dos recursos. No final do ano económico, o SIG torna-se fundamental através do fornecimento de informações essenciais para a produção do RA, bem como para efetuar a Conta de Gerência exigida pelo Tribunal de Contas. Contudo, mesmo indo ao encontro desta HI, grande parte dos inquiridos defendem que o SIG só será realmente essencial para o PE quando integrar todos os módulos.

Quanto à HI 3, “O SIG simplifica e uniformiza informação. Constitui-se como

uma ferramenta crucial no apoio à tomada de decisão. Não são evidenciadas desvantagens”, esta foi parcialmente confirmada no que diz respeito à primeira parte

(vantagens), e refutada no que concerne às desvantagens. Com base nas ilações retiradas dos conceitos teóricos apresentados na primeira parte e nas questões nº 7, 8 e 9 da entrevista, foi possível confirmar-se as inúmeras vantagens adstritas à implementação do SIG, desde a qualidade, veracidade, legalidade, uniformidade e oportunidade cada vez maior da informação apresentada que, por sua vez, permite a tomada de decisões cada vez mais sustentadas, o que possibilita dar continuidade ao ciclo de planeamento. Paralelamente às vantagens já inumeradas, as questões nº 18, 19, 22, 46 vêm comprovar essas vantagens e acrescentar a importância do SIG como pilar essencial na implementação e manutenção de

49 uma orientação estratégica de médio/ longo prazo, através da informação apresentada que permite aferir o grau de cumprimento das métricas definidas e indicadores do QUAR, em consonância com o PA e o RA. Contudo, a grande desvantagem inerente ao SIG prende-se com a não integração dos vários módulos previstos desde 2006, colocando desta forma em questão as verdadeiras capacidades desta ferramenta de gestão e de apoio à tomada de decisão. Paralelamente a esta desvantagem, apontam-se a falta de RH qualificados e a elevada taxa de rotatividade que o Exército tende em manter como dois graves entraves ao bom funcionamento da área administrativo-financeira, patenteadas na questão nº 8 da entrevista e nas questões nº 32 e 33 do questionário.

No que concerne à análise da HI 4, “Os Cmdts/Dir/Ch estão cientes da exigência

da área financeira e consideram que o SIG é uma excelente ferramenta de apoio à condução do PE.”, foi de difícil execução, face à subjetividade da questão. Contudo,

recorrendo aos dados recolhidos das questões 24, 26, 27, 28, 29 e 48 dos questionários e à análise das questões 10 e 11 das entrevistas, é possível confirmar que os Cmdts/Dir/Ch têm cada vez mais uma atitude proactiva e preocupada com os assuntos de índole administrativo- financeira, uma vez que concentram em si a responsabilidade máxima das UEO que comandam ou dirigem. No entanto, com base nas questões 35, 37 e até na percentagem de respostas “Pouco Participativa” da questão 48 dos questionários, é possível identificar que ainda existe um longo caminho a percorrer na mudança de mentalidades, quer seja na área financeira por si só, quer seja na perceção da importância do planeamento ou até da importância do SIG.