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PROSEDÜR VE KULLANICI TANIMLI FONKSİYONLAR (Procedure and User Defined Functions)

1.2. Veri Tabanı Kavramı (Database)

1.2.2. Veri Tabanının Dezavantajları

Nos primatas a percepção visual evoluiu de tal maneira que o mais elevado grau de processadores estão localizados no córtex. Nos humanos a análise cortical ocupa os lobos occipitais, parte do córtex parietal posterior e grande área inferior dos lobos temporais.

A região do córtex onde a informação entra é chamada de córtex visual primário, a área de projeção visual, ou simplesmente V1. É o primeiro processador de uma cadeia de áreas corticais. Cada uma destas áreas da cadeia extrai um ou dois aspectos da experiência visual e acrescenta-os à corrente de informações que é passada para o próximo analisador. Os detalhes da cena visual são quebrados e analisados por dezenas de milhões de células responsáveis por manipular a imensa coleção de habilidades que chamamos visão, como cores, forma, orientação e movimento, isto acontece de maneira independente. As informações caminham através desta rede complexa na direção de níveis de processamento, dos mais simples no lobo occipital para níveis mais sofisticados nos lobos parietais e temporais (GRAHAM, 1997).

Leva cerca de um décimo de segundo para a informação sobre uma cena visual alcançar os lobos occipitais. Durante o próximo décimo de segundo, a informação visual é analisada a partir de dois fluxos, o dorsal e o ventral. O fluxo dorsal corre do lobo occipital para três áreas, uma no lobo parietal posterior, outra no córtex motor e outra no córtex frontal. O fluxo ventral acorre do lobo occipital para área inferior do lobo temporal (Figura 3). Ungerleider e Mishkin (1982, apud MILNER; GOODALE, 1998) a partir de suas pesquisas em cérebro de macacos consideram que estas duas vias de processamento visual jogam diferentes, mas complementares, papéis na percepção da informação visual. De acordo com eles a fluxo ventral seria responsável pela identificação e reconhecimento dos objetos, enquanto o fluxo dorsal seria responsável por mediar a localização destes mesmos objetos. Esta distinção no processamento visual foi referida inicialmente como: fluxo da percepção visual do objeto (“o que”21) e fluxo da percepção visual espacial (“aonde”22). De acordo com as pesquisas desses autores, lesões no córtex temporal inferior dos macacos produziam na habilidade do animal discriminar os objetos em função de suas características visuais, mas, não afetavam a realização de atividades em termos de demandas espaciais. Ao contrário, lesões no córtex parietal posterior produziam em tarefas com pontos de referência espacial, não afetavam o aprendizado de discriminação de objetos.

Posteriormente, apoiados em estudos anatômicos, eletrofisiológicos e comportamentais em macacos e pacientes com patologias neurológicas, Goodale e Milner (1992) propuseram uma reinterpretação de Ungerleider e Mishkin sobre os dois fluxos dorsal e ventral (1992,apud MILNER; GOODALE, 1998). De acordo com os autores não existem dois subdomínios da percepção, mas diferenciação entre o domínio da percepção – o que - ligada ao fluxo ventral, e o domínio das tarefas guiadas visualmente para ação- como23- do fluxo dorsal.

21 Tradução do termo inglês what 22 Tradução do termo inglês where 23 Tradução do termo inglês how

Figura 3 - Representação esquemática dos dois fluxos de processamento visual do córtex

cerebral humano. NO, nervo óptico; TO, trato óptico, CGL, corpo geniculado lateral; RO, radiação óptica.

1.3.3.1 O Sistema Dorsal

O sistema dorsal, occipito-parietal, é responsável pelo controle sensorial distal de uma grande quantidade de diferentes movimentos que o organismo realiza. É ele que permite a execução de uma ação, atende as demandas viso-espaciais e nos fornece a nossa localização egocêntrica. O fluxo dorsal mais do que simplesmente computar a localização espacial, é responsável por mediar o controle visual e a execução de uma variedade de atos comportamentais e tem papel fundamental no “controle da ação visual em tempo real, transformando momento a momento a informação sobre a localização e disposição dos objetos para enviá-las a coordenados esquemas efetores que serão usados para realizar a ação” (GOODALE, 2010, p.10).

Através de neuroimagens de ressonância magnética funcional foram identificadas áreas específicas no fluxo dorsal em humanos que seriam responsáveis por diferentes funções, como: controle dos movimentos sacádicos visuais e mudanças de atenção;

mediação do controle visual dos movimentos de alcance e do controle do pegar (GOODALE, 2010).

De acordo com Dutton (2005), ao se olhar para uma cena visual complexa é através do fluxo dorsal que se é capaz de selecionar parte da cena que é de interesse, além da capacidade de mudar o olhar e a atenção de um objeto para o outro, mantendo a consciência da cena como um todo. Segundo o autor, esta é uma tarefa computacional complexa, porque a tarefa atencional de escolher parte da cena, como, por exemplo, um único objeto, concorre com um fundo que tem uma grande quantidade de informações visuais concorrentes. Os lobos parietais posteriores são responsáveis por fazer isto (enquanto que, provavelmente, qual é o objeto de interesse que deverá ser escolhido, seja tarefa dos lobos frontais).

O fluxo dorsal está intimamente ligado a outras áreas cerebrais (córtex pré- motor, colículos superiores e núcleos da ponte) que também estão envolvidas no controle dos movimentos dos olhos, membros e corpo.

Indivíduos com lesões no fluxo dorsal podem ter problemas ao usar a visão para pegar um objeto, ou dirigir corretamente os movimentos em direção a uma mira visual em diferentes posições do campo visual. Esta dificuldade é denominada de ataxia óptica. Apesar de reterem consciência viso-espacial e de haver o reconhecimento (realizado pelo fluxo ventral), esses indivíduos podem ter ainda, dificuldade de usar a informação visual para rotacionar a mão adequadamente, e de configurar a abertura dos dedos de maneira adequada quando tentam pegar um objeto. Pode ainda haver comprometimento da habilidade de mudança do olhar de uma parte de uma cena para outra, ou mesmo de ter atenção em uma parte de uma cena complexa (GOODALE, 2010).

1.3.3.2 Sistema Ventral

O fluxo ventral, occipito-temporal é a responsável pela percepção visual que, em conexão com redes neuronais cognitivas associadas à memória, semântica, planejamento, e comunicação, irá “construir as ricas e detalhadas representações do mundo visual que irão nos permitir identificar objetos e eventos, atribuindo a eles significado, e estabelecendo suas relações causais” (GOODALE, 2010, p.10)

As muitas características da imagem visual, no que diz respeito ao reconhecimento, extraídas e analisadas pela área do córtex visual caminham até o córtex temporal posterior inferior. Quando o processo alcança esta área, de alto nível na hierarquia do processamento visual, as inúmeras informações extraídas sobre as formas podem ser então identificadas e discriminadas uma das outras. Essa função requer, no entanto, que essas informações sejam comparadas com memórias visuais de longo tempo para facilitar o entendimento do que está sendo visto. O córtex temporal inferior passa então essas informações para o córtex temporal inferior anterior que é a área especializada em recordar o estímulo visual.

Há evidências de que há áreas distintas especializadas para a codificação de cada uma das categorias de imagens, para objetos, para faces, para lugares, etc. Dutton (2005) de maneira simplificada diz que o lobo temporal inferior contém a biblioteca visual. Há nesta biblioteca prateleiras que estocam os objetos e as formas e, que permite o reconhecimento de um objeto do outro. Há prateleiras distintas também para reconhecimento de faces, de rotas, de cenas. Assim, dano ao fluxo ventral impediria o reconhecimento visual, embora as ações visualmente guiadas possam permanecer intactas. O indivíduo pode não conseguir reconhecer os objetos, mas ser capaz de apontá-los ou esquivar-se deles e realizar o alcance calculando de maneira adequada o posicionamento dos dedos.

Estes dois fluxos, dorsal e ventral, embora funcionalmente distintos e paralelos, interagem na produção do comportamento, de maneira que, a execução de uma ação motora visualmente guiada depende do sistema dorsal, mas a seleção dos objetivos apropriados para aação a ser realizada depende do mecanismo perceptual do sistema ventral (DUTTON, 2003; MILNER; GOODALE, 1998). Para que haja, tanto a visão de percepção (reconhecimento), ligada ao sistema “o que”, assim como a visão de ação, ligada ao sistema “como” é necessário integridade de todo o sistema visual, desde os impulsos provenientes de níveis mais periféricos, até os níveis mais altos corticais das vias de associação, assim como os impulsos efetores dos controles viso-motores.

1. 4 DIMENSÕES DA DEFICIÊNCIA VISUAL

Lesões no sistema visual que causam alterações das funções visuais podem levar desde a uma deficiência visual moderada até uma deficiência visual total ou cegueira

Benzer Belgeler