2. YÖNTEM 1 ARAŞTIRMA MODELİ
2.3 VERİ TOPLAMA ARAÇLAR
"estudar relações e estabelecer leis, atendendo exatamente a
homens voltados eara eroblemas reais e
tangíveis"(Barros,
1959, e. 1 18). Sua comereensão diseensava uma formação fi-
I Para uma versão que recusa ver a "filosofia positiva" de Cornte como "positivista" ou "cientificista" , ver Elias, 1981, pp. 33-53. Este autor valo riza a contribuição de Cornte para a teoria sociológica do conhecimento. Ela estaria centrada na importante questão de se saber quais as transformações globais da sociedade que acompanham a pass.agem do conhecimento pré-cientí fico ao científico.84 LÚCIA LIPPI OLIVEIRA
losófica mais profunda, bastando um grau razoável de infonna ção dos campos da matemática e da física.
Para Roqun Spnncer Maciel de Barros, o positivismo no nane do Brasil se caractergzou pela imponância do aspecto cultural e literário, enquanto no sul a principal preocupação foi de ordem política e social. Esta interpretação diverge da apresentada por Clóvis Bevilácqua, para quem o positivismo
do sul tinha um caráter mais ortodoxo, enquanto o do norte
seria basicamente heterodoxo. Independente de suas venentes, os positivistas pretendiam empreender a análise dos problemas brasileiros. Utilizando a filosofia da história como instrumento de interpretação da realidade do país, definiam programas de transfonnação "científica" da realidade.
A utilgzação do instrumental "científico" por liberais e
por diferentes científicistas na análise dos problemas brasilei ros produziu diagnósticos distintos. Um psimeiro ponto de diver gência se expressa na avaliação da escravidão. Para os liberais,
defensores da liberdade de consciência, a escravidão era uma
instgtuição condenável. Para os positivistas, seguidores do pensa mento de Comte, a escravidão era algo impensável, já que não havia argumentos convincentns que provassem a inferioridade de cenas raças em relação a outras. Já os cientificistas, im pregnados da idéia dn luta pela vida, da seleção natural, acei tavam a infergorgdade da raça negra e procuravam, por sua vez, compreender historicamente a escravidão. Pereira Barreto e Síl vio Romeso; exemplos do cientificismo ilustsado, voltasam-se para o estudo do mal que a escravidão fez aos brancos (Skid
mosn,
1976).
Roque Spencer Maciel de Barros considera que o que veio a predominar no Brasil foi uma aliança entre os positivistas, cientificistas e liberais, configurando assim a "aliança provisó ria" com a metafísica. pensada por figuras como Pereira Bar
reto. Para Roque Spencer,
Doutrina contra doutrina,
de SílvioRomero, representava o epitáfio do positivismo. A refonna do
ensino levada a cabo por Benjamin Constant e a Constituição do Rio Grande do Sul não passariam de exceções, insuficien tes para redimir o fracasso do programa positivista no Brasil republicano.
Os cientifgcistas seguidores de Comte em sua lei dos três estados, ou inspirados por Spencer na passagem do homogê neo ao heterogêneo, estavam imbuídos de uma filosofia do pro
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30-53),
se o naturalismo ultrapassa o romantismo, a República tomará o lugar da Monarquia.A história brasileira era pensada como parte integrante da história universal, obedecendo "às mesmas leis fatais que a história universal e o papel da geração atual, crêem, é o de apressar a marcha do país, no sentido daquela 'fatalidade' , que, por ser necessária a seus olhos, parece-lhes por isso
mesmo o valor supremo" (Barros,
1959,
pp.166-7).
O positivismo destacava a identidade entre o nacional e
o universal.
Dentro
dessa perspecmiva universalista, por conseguinte, a nação não era vista como uma singularidade. O nacio nal correspondia à pátria, sendo esta o prolongamento da família. A pátria, como a família, devia proteger e integrar seus mem bros. A luta política dos positivistas incluía os direitos civis (o que permimiria a implantação futura do Estado posimivo) e os di reitos sociais (educação, proteção à família e incorporação do proletariado). O ideário positivista não abrangia um namivismo exacerbado, nem a luta pela organização partidária ou pela demo cracia representativa.
Os homens da geração de
1870
eram profundamente criticos do Brasil de sua época. Sua palavra de ordem "era con denar a sociedade 'fossilizada' do Império e pregar as grandes reformas redentoras, 'a abolição, a república e a democracia' "
(Sevcenko,
1983,
p.78).
Eram guiados por uma filosofia doprogresso que fornecia um omimismo capaz de contrabalançar a análise pessimista da situação do país.
Entender o Brasil, construir o Brasil , era uma meta fun damentaI para esses homens que julgavam que o país deveria repetir, de forma acelerada, a experiência do Ocidente. Neste contexto, a construção do sentimento brasileiro tinha uma im portância fundamental, sendo a nacionalidade o critério básico de avaliação dos produtos literários e culturais. Eles aponta vam a carência de originalidade na literatura brasileira e viam
como saída o estudo etnológico e histórico (Barbosa,
1 974).
A atividade intelectual do país deveria ser guiada por um projeto global segundo os interesses do país. Ao analisar o papel da crítica literária, Antônio Cândido faz a pertinente ob servação:
Tratava-se de utilizar todas as armas a fim de forjar, em todos os campos, a ideologia a ser oposta ao arcabouço feudal e romântico, que se prolongava nas insmituições e nas
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Letras. Por isso, a Crítica nasceu aqui ligada a este mo vimento de reavaliação ideológica ( . . . ). A repugnância manifestada por Sílvio Romero em considerar apenas lite rária a sua crítica, bem Como a repulsa pelo aspecto pu ramente estético das obras (dois "normes equívocos em que
incorria) vêm justamente deste sentimento de que a Critica,
começando como disciplina literária, terminava necessa
riamente como um movimento social (Barbosa,
1974,
p.85).
Foi enquanto integrante de um movimento de idéias que Sílvio Romero marcou presença em todas as genealogias cons
truídas posteriormente por autores que se preocuparam com o
problema do nacionalismo e se autodenominaram nacionalistas.
A visão determinista desta geração se faz presente em inú
meros campos da atividade intelectual. Capistrano de Abreu
pô
de exemplificar a sua extensão ao dizer:
A literatura é a expressão da sociedade, e a sociedade a resultante de ações e reações: de ações da natureza sobre o homem, de reações do homem sobre a natureza. Está, pois, traçado o caminho: em primeiro lugar, tratarei das influências físicas no Brasil; em segundo lugar, da socieda de que medrou sob essas influências e da literatura que
exprime essa sociedade (Barbosa,
1974,
p.87).
A realidade histórica do país produziu análises diversas e
alterou a visão de muitos autores. Na virada do século, já consolidada a República, foram produzidas obras - como
Canaã, de Graça Aranha, e
Os Sertões,
de Euclides da Cunha,ambos de
1902
-nas quais o otimismo resultante de uma filosofia do progresso não era o tom dominante.
Esta geração, que refletia e elaborava um novo pensar no Brasil, estes "mosqueteiros-intelectuais" encontsaram um país
surdo ou preguiçoso à sua campanha salvacionista. A agitação
política dos primeiros momentos da vida republicana provocou o afastamento de muitos intelectuais da arena política. Entre
1 890
e1900,
um grande número de escritores abandonou uma posição de engajamento mais direto na vida social para uma posição de ceticismo e distanciamento frente à estsutura política,
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tantos lutaram, não só não correspondia a seus sonhos como tam bé
m os afastava das funções públicas. Euclides
daCunha
ex prime claramente esta situação:A ver navios! Nem outra coisa faço nessa adorável Re pública, loureira de espírito curto que me deixa sistema ticamente de lado . . .
o distanciamento em relação ao novo momento republica
no também foi destacado por Machado de Assis, em discurso proferido na inauguraçáo da Academia Brasileira de Letras,
em
7
de dezembro de1897.
Nascida entre graves cuidados de ordem pública, a Acade
mia Brasileira
de Letras
tem de ser o quesão as associa
ções análogas: uma torre de marfim ( . . . ). Homens daqui podem escrever páginas de história faz-se lá fora. (Assis,
1973,
p.927).
o ceticismo estava associado tanto à vlvencia política
representada pela República implantada no país como à posição do literato, do intelectual, na sociedade brasileira da época. Os
"mosqueteiros-intelectuais", tipos característicos
da geração de1 870,
acabaram afasmados do prestígio público pela atuação das oligarquias que passaram a dominar a vida republicana e pela ausência de um público leitor que os prestigiasse. Outros intelectuais passaram a "ornamenmar" em seu lugar o pensa mento nacional.Antes de explorarmos este novo pensar nacional, baseado no prestígio da literatura ornamental, cabe analisarmos um pou
co
o
significadoe
os conflitos da primeira década republicana.- Qual República?
A imagem da República Velha que foi deixada na me mória coletiva a apresenta como um regime moroso e ineficaz, controlado pelas oligarquia. (especialmente as de São Paulo e
Minas Gerais) e marcado pela
intermediação dos
"coro
néis
"entre governantes e governados. A Primeira República é caracte rizada pela "política dos governadores", ou "dos Estados" , que seria a experiência brasileira do federalismo liberal. Este
modelo de República foi concretizado no final da década de
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