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1. BÖLÜM

1.3. VERGİ PLANLAMASININ ALTERNATİF YÖNTEMLERLE

1.3.2. Vergiden Kaçınma

Com a promulgação da Lei 9.784, de 1999, que trata do Processo Administrativo Federal, foi possível tornar mais uníssono o trabalho dos agentes públicos (de modo que esses agentes não omitissem informações ou praticassem atos arbitrários ou ilegais). Ademais, coibir a prática de qualquer ato autoritário é essencial para a cidadania, bem como para a construção e manutenção do Estado democrático de Direito.

Convém salientar que a citada lei trata do Processo Administrativo Federal, e sua atuação é cabível no INSS, autarquia previdenciária criada pela Lei Específica 8.029/1990.

Em face da concessão de um benefício, a Lei Ordinária 8.213, de 1991, que trata dos Planos de Benefícios, atua concomitante com a lei de processo administrativo. Conforme descrito nos itens 1.1 e 1.2 do capítulo anterior, a previsão legal nacional do benefício de auxílio-doença está presente no artigo 59 a 64, e a da aposentadoria por invalidez está inserida no artigo 42 a 47.

Contudo, o processo administrativo não se atrela somente à lei de benefícios, pois ela necessita de regulamentação. Assim, a elaboração do Decreto 3.048, de 1999, tornou-se indispensável como forma de melhor executar a lei.

Com a criação da autarquia previdenciária, a intenção era tornar, gradativamente, o sistema previdenciário do Regime Geral de Previdência Social

54 cada vez melhor. Assim, foi inserido pela Emenda Constitucional 19, de 1998, o princípio da eficiência, cuja ideia é tratada por Sergio Ferraz e Adilson Abreu Dallari101 como indispensável para a modernização do modelo de administração, que passou a utilizar o modo gerencial em substituição ao modelo burocrático.

Com essa mudança para o modelo gerencial, a intenção foi melhorar o atendimento concebido pela autarquia, além de acompanhar a intensificação e a dinâmica das relações sociais que se tornavam cada vez mais acentuadas.

Com isso, as Instruções Normativas que tratam de estabelecer rotinas para agilizar e uniformizar o reconhecimento de direitos dos segurados e beneficiários da Previdência Social sofrem alterações drásticas102, visto a necessidade de os agentes públicos acompanharem a mudança nas rotinas administrativas.

Instrução Normativa, consoante Hely Lopes Meireles103:

[...] são atos administrativos expedidos pelos Ministros de Estado para a execução das leis, decretos e regulamentos (CF, art. 87, parágrafo único, II), mas são também utilizadas por órgãos superiores para o mesmo fim.

Cabe observar que a Instrução Normativa 77/2015 traz em seu bojo a observância aos princípios estabelecidos no artigo 37, da Constituição Federal de 1988, quais sejam, os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

O processo administrativo de concessão de benefício por incapacidade requer, como já citado no item 1.3, que seja verificada a suposta incapacidade. Suposta, pois somente será considerada como tal após realização de procedimento médico pericial oficial realizado pela autarquia (salvo situação em que o segurado estiver hospitalizado).

101

DALLARI. Adilson A. e FERRAZ, Sergio. Processo Administrativo. 3 ed. ver. e ampl. São Paulo: Malheiros, 2012. p.26/27

102

A Instrução Normativa nº 45 antes de ser revogada pela IN nº 77/2015, foi alterada pelas Instruções Normativas de nº 51, 56, 59,61,62,63,64,65,68, 69,70, 73. Atualmente a IN 77 já foi alterada pela IN nº 79 de 02 de abril de 2015.

103

55 Nesse sentido, convém reiterar que a intenção do presente trabalho é tratar especificamente do benefício de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez, quando o segurado efetue seu requerimento perante a autarquia e não quando pode ocorrer a concessão do benefício de ofício. Naquela situação, o segurado realiza, por meio de um dos canais próprios, seja pelo número 135, pela internet104, ou na própria APS, conforme diz o Art. 667 da IN 77/2015, o agendamento de seu benefício por incapacidade e aguarda a realização da perícia.

A perícia médica oficial está contemplada na fase instrutória do processo administrativo e, como tal, é destinada a averiguar e comprovar os requisitos legais para o reconhecimento de direito aos benefícios e serviços da Previdência Social, sendo realizada a perícia a cargo do INSS, seja o processo constituído por meio físico ou eletrônico, consoante artigo 680, da Instrução Normativa 77/2015.

A concessão previdenciária do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez previamente requeridos somente ocorre após constatada a incapacidade alegada pelo segurado, ou seja, quando restar demonstrada a inaptidão para o trabalho, de modo que impeça o segurado obrigatório de trabalhar.

O fim do processo administrativo ocorre com a exteriorização de um ato, podendo esse ato final ocorrer com o deferimento ou indeferimento do processo administrativo de benefícios. Além de a Lei 9.784 ter sido esculpida sob sólida base principiológica, normas que a explicam, e explicam outras leis tipicamente de atuação administrativa, sofrem interferências das chamadas fontes subsidiárias ou atos administrativos normativos105, que ‖[...] são secundárias porque visam a desenvolver, unificar e facilitar a correta aplicação da lei, revelando uma força reflexa e derivada da lei‖.

104

http://www2.dataprev.gov.br/sabiweb/agendamento/inicio.view acesso em 07/11/2015 105

JÚNIOR, Miguel Horvath. Direito Previdenciário. 9. ed. Compl. rev e ampl., São Paulo: Quartier Latin, 2012. p.71

56 Hely Lopes Meireles106 exemplifica o que são os atos administrativos normativos, dizendo que:

Atos administrativos normativos como aqueles que contêm um comando geral do Executivo, visando à correta aplicação da lei. O objetivo imediato de tais atos é explicar a norma legal a ser observada pela Administração e pelos administrados. Esses atos expressam em minúcias o mandamento abstrato da lei e o fazem com a mesma normatividade da regra legislativa, embora sejam manifestações tipicamente administrativas. A essa categoria pertencem os decretos regulamentadores e os regimentos, bem como as resoluções, deliberações e portarias de conteúdo geral. Tais atos, conquanto normalmente estabeleçam regras gerais e abstratas de conduta, não são leis em sentido formal. São leis apenas em sentido material, vale dizer, provimentos executivos com conteúdo de lei, com matéria de lei. Esses atos, por serem gerais e abstratos, têm a mesma normatividade da lei e a ela se equiparam para fins de controle judicial, mas quando, sob a aparência de norma, individualizam situações e impõem encargos específicos a administrados, são considerados de efeitos concretos e podem ser atacados e invalidados direta e imediatamente por via judicial comum ou por mandado de segurança se lesivos de direito individual líquido e certo.

Cumpre observar que comandos como decretos, instruções normativas, portarias, portarias internas, por exemplo, estão concatenados com os princípios trazidos pela administração e pelo processo administrativo.