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Vergi Harcamalarının Dezavantajları

3.8. Vergi Harcamalarının Avantaj ve Dezavantajları

3.8.2. Vergi Harcamalarının Dezavantajları

Trata-se da apuração de montantes de energia por diferença entre pontos de medição dotados de SMF, ou seja, apura-se o montante de energia de um determinado Ponto(s) de Medição de Geração, Distribuição ou Cliente Livre a partir de cálculos de dados de medição existentes.

Para esclarecer, cita-se o Anexo I do Submódulo 12.2 dos Procedimentos de Rede do ONS, onde está definido em seu item 6.1 os locais onde devem ser instalados os Sistemas de Medição para Faturamento, sendo:

6.1 Para atender a contabilização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, dos Encargos de Uso do Sistema de Transmissão e dos Serviços Ancilares, para verificar as capacidades declaradas de geração e o cumprimento das instruções de despacho, as medições de faturamento devem ser instaladas nos seguintes pontos:

- na conexão com a rede básica;

- na conexão com as Demais Instalações de Transmissão Compartilhadas – DITC;

- na conexão de consumidor livre;

- nas unidades geradoras onde existe contabilização de serviços ancilares; - na conexão entre sistemas de agentes que fazem parte da CCEE;

- na interligação internacional (importação e exportação de energia) nos sistemas interligados;

- na interligação entre submercados;

-nas unidades geradoras das usinas despachadas centralizadamente pelo ONS, para medição de geração bruta;

- nas unidades geradoras ou por grupo de unidades geradoras, para a medição de geração líquida;

- na conexão de autoprodutor;

- no autoprodutor, para a medição de geração bruta;

- serviço auxiliar de usinas e subestações. (ONS, 2008, Submódulo 12.2).

A localização de instalação dos Sistemas de Medição para Faturamento devem ser respeitados por todos os Agentes. Ocorre que sistematicamente os Agentes alegam para a CCEE e ONS sobre as dificuldades em se atender os aspectos constantes no Submódulo 12.2 dos Procedimentos de Rede do ONS, principalmente nas seguintes situações:

 Em Subestações Blindadas (SF6) o acesso é difícil para realizar substituições de Transformadores de Instrumentos (Transformadores de Potencial e Transformadores de Corrente);

 Necessidade de seccionar barramentos;

 Realização de obras para construção de novos cubículos de medição;  Obras para instalação/adequação de alimentadores;

 Indisponibilidade de espaço físico para realizar as adequações necessárias;

 Dificuldade em separar a alimentação das unidades devido a existência de processos integrados (Ex: Complexos Industriais);

 Inviabilidade técnica e econômica;

A figura 49 ilustra uma situação onde torna-se possível verificar a necessidade de instalação de nove Sistemas de Medição para Faturamento para se apurar os

montantes de energia consumidos pelos Agentes denominados neste caso de „PO‟ e „DC‟. DC DC DC DC DC DC PO PO PO PO PO PO PO PO PO PO DC DC DC DC DC DC ALIMENTAÇÃO DISTRIBUIÇÃO 138 KV DISTÂNCIA CIRCUITO 500 METROS LEGENDA: PO – AGENTE 1 DC – AGENTE 2 Sistema Medição 22 KV 22 KV

Figura 49 – Total de Sistemas de Medição a serem instalados no Complexo Industrial

Para exemplificar a questão de medição por diferença a figura 50 indica a redução da quantidade de Sistemas de Medição para Faturamento a serem instalados.

DC DC DC DC DC DC PO PO PO PO PO PO PO PO PO PO DC DC DC DC DC DC ALIMENTAÇÃO DISTRIBUIÇÃO 138 KV DISTÂNCIA CIRCUITO 500 METROS LEGENDA: PO – AGENTE 1 DC – AGENTE 2 Sistema Medição M1 M2 22 KV

Figura 50 – Total de Sistemas de Medição a serem instalados após a autorização da medição por diferença

Nesta situação a apuração dos montantes dos Agentes denominados ‟PO‟ e ‟DC‟ seria:

Situação Proposta (Apuração por diferença) Utilização de 2 (Dois) Pontos de Medição Agente 2 (DC) = M1-M2

Agente 1 (PO) = M2

Após a análise de algumas situações particulares surgem as proposições de flexibilização, pois em determinadas situações, para possibilitar a apuração dos montantes de energia consumidos por consumidores livres em uma determinada instalação compartilhada, identifica-se a necessidade de instalação de mais de quarenta Sistemas de Medição para Faturamento o que sem dúvida pode vir a ser um fator de desestimulo para alavancar o mercado de contração livre de energia.

Não basta apenas nestas situações se definir pela medição por diferença pura e simplesmente, mas deve-se aqui, enumerar alguns cuidados quando da análise das solicitações, sendo que cada um dos casos merece análise particular devido às particularidades de cada um dos casos analisados.

Os aspectos a serem observados são:

 Se não existe restrição do ONS quanto à apuração por diferença,

para verificação dos montantes de uso e conexão à Rede de Transmissão (CUST / CCT);

 Se não existe restrição do Distribuidor (para os envolvidos nos

casos analisados) quanto à apuração por diferença dos montantes de uso e conexão à Rede de Distribuição (CUSD / CCD);

 A possibilidade de contabilizar adequadamente os montantes de

energia individualmente para os Agentes envolvidos no âmbito da CCEE;

 Inviabilidade técnica para instalação dos Sistemas de medição

 Concordância dos Agentes envolvidos em assinar um acordo

operacional que disciplina tais questões que por sua vez tem a CCEE e ONS como interveniente;

 Diminui investimentos dos Agentes na instalação/adequação dos

Sistemas de Medição;

 Viabiliza a solução de casos complexos;

As atuais flexibilizações permitidas são analisadas conjuntamente pela CCEE e ONS, entretanto por se tratarem de excepcionalidades merecem análise criteriosa e não se deve se proliferar a quantidade de exceções permitidas, pois podem ocasionar problemas futuros com relação a possíveis divergências entre os Agentes envolvidos, como também impactar nos dados de medição obtidos para a instalação envolvida.

A CCEE e o ONS possuem o controle dos pontos de medição nos quais foram aprovados os pedidos de excepcionalidade, bem como avaliam permanentemente eventuais alterações ocorridas nas instalações que exigem eventualmente revisão nas exceções concedidas.

O mercado deve estar atento para este tema devido aos impactos que podem ocorrer com relação aos aspectos de negociação entre os Agentes, como também impactos na contabilização dos dados de medição no âmbito da CCEE, sendo que na ocorrência de situações rotineiras em que se traduzem em pedidos de exceção, torna-se necessário a avaliação dos aspectos técnicos exigidos o que pode levar a eventual reavaliação da Especificação Técnica do SMF atualmente vigente.

Benzer Belgeler