3. ELEKTRONĠK TĠCARETĠN VERGĠLENDĠRĠLMESĠNĠN
3.2. VERGĠ CENNETLERĠNĠN YARATTIĞI SORUNLAR
A pesquisa foi realizada em uma cidade localizada no interior do estado de São Paulo. De acordo com os dados disponíveis na página do MEC, a referida
23 O projeto de pesquisa referente a essa investigação foi submetido, via Plataforma Brasil, ao Comitê
de Ética em Pesquisa (CEP) e aprovado por este no dia quatro de julho de 2014. O número do Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) referente a este projeto é 31410314.0.0000.5398. O ANEXO A apresenta o parecer consubstanciado do CEP.
cidade possuía, no ano de 201324, um total de 82.692 alunos matriculados na
Educação Básica25 das esferas estadual, municipal e privada.
No que se refere ao número de matrículas de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, deste total, 381 matrículas (0,46%) ocorreram na modalidade Educação Especial e 1.447 (1,74%) em classes regulares. O Quadro 6 apresenta a distribuição das matrículas por modalidade e nível de ensino dos alunos PAEE incluídos nas classes comuns no ano de 2013 na cidade onde a pesquisa foi realizada.
Quadro 6 – Distribuição das matrículas por modalidade e nível de ensino dos alunos PAEE incluídos nas classes comuns, no ano de 2013, em uma cidade do interior paulista, onde a pesquisa foi realizada. Fonte: elaborado pela autora a partir dos dados do censo da Educação Básica disponíveis na página do MEC (BRASIL, s. d.).
Conforme indicado no Quadro 6, no ano de 2013, havia 134 alunos matriculados em salas regulares do Ensino Médio, sendo 126 na rede estadual e 8 na rede privada.
Tendo, inicialmente, como objetivo geral investigar como se dá a interação/articulação entre os docentes de Física e da sala de recursos de uma escola pública do estado de São Paulo, com vistas à promoção da inclusão escolar de um aluno com deficiência visual em aulas de Física, a pesquisadora fez um primeiro contato (via telefone) em novembro de 2014 com a supervisora da Educação Especial da Diretoria Regional de Ensino da referida cidade.
Explicitado tal objetivo, a pesquisadora foi orientada a procurar a escola estadual onde está instalada a sala de recursos para o atendimento de alunos com deficiência visual matriculados nessa Diretoria Regional de Ensino. Com vistas a preservar o anonimato das escolas e dos participantes desta pesquisa, tal escola é chamada de “Escola P”.
24 Os dados mais recentes disponíveis na data (julho de 2015) em que foi acessada a página do MEC
se referiam ao ano de 2013.
25 Foram contabilizadas as matrículas das seguintes modalidades da Educação Básica: EJA,
Educação Especial, Educação Infantil, Educação Profissional de Nível Técnico, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Ed. Infantil Ed. Profissional Nível Técnico EJA Ensino Fundamental Ensino Médio
Estadual Municipal Privada Estadual Municipal Privada Estadual Municipal Privada Estadual Municipal Privada Estadual Municipal Privada Total Alunos com
NEE incluídos nas classes
comuns
3.1.1 Contato com a Escola P
Ainda em novembro de 2014 a pesquisadora entrou em contato com a Escola P, situada em um bairro próximo à região central da cidade e que atende alunos de todos os anos do Ensino Fundamental, ou seja, do 1º. ao 9º. ano. Nesta escola a pesquisadora conversou com a coordenadora responsável pela Educação Especial. Como a constituição dos dados desta pesquisa se iniciaria no próximo ano (2015), a coordenadora solicitou à pesquisadora que retornasse em fevereiro desse ano.
No período mencionado, a pesquisadora retornou à Escola P. Nesta ocasião conversou com outro coordenador, responsável pelo Ensino Fundamental. Este logo a colocou em contato com a professora da sala de recursos, a qual aceitou participar da pesquisa.
O coordenador da Escola P e a referida professora informaram que havia uma aluna cega que frequentava a sala de recursos e que estava matriculada no Ensino Médio da rede pública estadual.
Como a Escola P não contempla o Ensino Médio, a aluna supracitada frequentava a sala de aula regular no período matutino em escolas distintas daquela onde está instalada a SR, de modo que, no período vespertino (em dois dias da semana) se deslocava até a Escola P para receber o atendimento na SR.
Conforme orientada pela professora do referido ambiente escolar, no dia seguinte a pesquisadora retornou à Escola P para conversar com a aluna, a qual aceitou participar da pesquisa, embora tenha sido salientado a ela que isso ocorreria desde que seu responsável legal, a direção da escola onde estava matriculada no Ensino Médio (Escola A) e seu professor de Física estivessem de acordo com sua participação.
Ainda no mês de fevereiro de 2015 a pesquisadora entrou em contato com a Escola A.
A Escola A, que dista cerca de 3,1 km da Escola P e está localizada em um bairro de classe média, atende alunos do Ensino Fundamental e Médio da rede estadual de ensino. Nesta escola, o primeiro contato se deu com a diretora. Explicitado o objetivo da pesquisa, esta disse que entraria em contato com a responsável pela aluna (no caso, a mãe) tanto para informar sobre a pesquisa quanto para obter autorização para fornecer à pesquisadora o número de telefone da mãe da aluna para futuro contato. Além disso, a diretora solicitou que a pesquisadora retornasse, na semana seguinte, durante a Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC)26 para conversar com a professora de Física da aluna.
No dia e horário combinados, a pesquisadora retornou à Escola A para contato com a docente supracitada, que já havia sido informada pela direção e coordenação a respeito dos propósitos da pesquisadora. Após esclarecimentos sobre o objetivo da pesquisa e de como os dados seriam constituídos, a professora de Física aceitou participar da pesquisa.
Neste mesmo dia, a coordenadora do Ensino Médio desta escola, que também já estava ciente da pesquisa, informou à pesquisadora sobre o contato feito com a mãe da aluna e, além disso, forneceu o número de telefone dessa, para quem a pesquisadora telefonou e, após esclarecimentos sobre os objetivos da pesquisa, concordou com a participação da filha na mesma.
3.1.3 Locais e participantes da pesquisa
Após os contatos realizados e descritos anteriormente, ficou definido que a pesquisa seria realizada nas duas escolas citadas (Escola P e Escola A) e teria como participantes:
• a professora da sala de recursos, que está instalada na Escola P;
• a aluna cega que freqüenta a SR na Escola P e o Ensino Médio na Escola A e;
26As Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC) fazem parte da jornada docente na rede
estadual de ensino de São Paulo, conforme aponta a Resolução SE nº. 8, de 19 de janeiro de 2012 (SÃO PAULO, 2012). Antes de 2012, as ATPCs eram chamadas de Horas de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC). As HTPCs (atualmente denominadas ATPCs) na escola deverão ser utilizadas para reuniões e outras atividades pedagógicas e de estudo, de caráter coletivo, organizadas pelo estabelecimento de ensino, bem como para atendimento aos pais de alunos (SÃO PAULO, 1997).
• a professora de Física da referida aluna.
Com vistas a garantir o anonimato dos participantes, esses foram identificados da seguinte forma:
• S: professora da sala de recursos; • A: aluna cega e;
• F: professora de Física.
A seguir, é apresentada uma descrição sucinta do perfil de cada participante da pesquisa:
Professora S: tem 48 anos de idade e é formada em Filosofia e Pedagogia, com habilitação em deficiência visual, tendo cursado suas graduações em uma universidade pública localizada no interior do estado de São Paulo. Também cursou o Magistério. Além disso, fez cursos de formação continuada sobre: soroban; informática, introdução à locomoção, Libras, entre outros. Atua há 23 anos como professora da sala de recursos, atuando na Escola P desde 1997, ano em que a SR para deficientes visuais passou a funcionar nesta escola. Antes de 1997, a referida SR já funcionava, porém estava instalada em outra escola.
Professora F: Tem 51 anos e atua como professora da rede estadual de ensino desde 1988. Na Escola A atua há 15 anos. Além da Licenciatura em Física, possui graduação em Ciências e Matemática, e Fisioterapia. Sua formação continuada abrange cursos relacionados à: Ensino Médio em Rede, Rede São Paulo de Formação Docente (Redefor), Rede Aprende com a Rede e Melhor Gestão Melhor Ensino.
Aluna A: tem 16 anos e possui cegueira congênita decorrente da queima de suas retinas ao permanecer 50 dias em uma incubadora após nascimento prematuro. Tem percepção de luz, claro, escuro, vultos e de algumas cores. Cursa o 2º. ano do Ensino Médio na Escola A e frequenta, em dois dias da semana, no turno diverso daquele que frequenta a sala de aula regular, a SR na Escola P.
Foram entregues à direção/coordenação das duas escolas uma cópia da “Carta de apresentação da pesquisadora” (ANEXO B), bem como dos “Termos de Consentimento Livre Esclarecido” (TCLE) destinados aos responsáveis pela aluna (APÊNDICE A) e aos professores participantes (APÊNDICE B). Os professores e os responsáveis pela aluna participante receberam duas cópias do TCLE, de modo que uma delas foi devolvida devidamente assinada.