C. Kuvvet Kullanılmasını Ġçeren Diğer Fiiller
4. VatandaĢları DıĢarıda Korumak Ġçin Kuvvet Kullanma
Na visão dos segmentos envolvidos na pesquisa como esta referenciada adiante, a Usina Bambuí apresenta média preocupação com o meio ambiente devido aos problemas relacionados à exploração de uma monocultura, referenciado por 5,8% dos entrevistados do segmento proprietários não arrendantes e por 12,1% dos entrevistados do segmento gestores.
A agricultura é uma das principais fontes de alimentos e de sobrevivência para as populações que aumentam significativamente e, consequentemente, exigem um crescimento na produção de alimentos. Entretanto, a agricultura desenvolvida de forma intensiva (monocultura) e com utilização maciça de insumos químicos e tecnológicos, tem provocado impactos adversos no ambiente. Esse modelo econômico de desenvolvimento agrícola, caracterizado por um alto uso de pesticidas, não considerou as consequências ambientais e para com as populações, promovendo: a contaminação e degradação de solos e reservatórios de águas; a salinização; os desequilíbrios ecológicos; e redução da biodiversidade.
Esta percepção, juntamente com todos os problemas que acompanha a monocultura da cana-de-açúcar é fácil de ser constatada, basta associar a área do município (145.900 ha) com a área a ser ocupada pelos canaviais (30.000 ha), um novo panorama que se apresenta e tem levado os segmentos da sociedade a se preocupar; porém há de se considerar que é uma monocultura (pastagem) sendo substituída por outra monocultura (cana-de-açúcar), tendo visto que a cana-de-açúcar tem ocupado em grande parte as áreas de pastagem no município.
Na visão da EMBRAPA (2006), são áreas e mais áreas com cobertura natural e ou sistemas de cultivo em equilíbrio sendo gradativamente substituídas por canaviais. Esta substituição, em conjunto com cultivo contínuo, prolongado e, mais recentemente, intensivo, tem ocasionado mudanças nas características do solo, ar, recursos hídricos e até alteração na fauna local. Nos últimos anos o cultivo de cana-de-açúcar tem sido intensificado no Brasil não só para a fabricação de açúcar, mas principalmente para obtenção de etanol. Esse aumento gera maior gama de questões a serem respondidas neste tipo de cultura.
Segundo Guarnieri e Jannuzzi (1992), entre os principais impactos ambientais do cultivo da cana-de-açúcar, cabem mencionar os efeitos no solo, rios e águas subterrâneas em decorrência do uso de agrotóxicos, compactação do solo devido ao uso
intensivo de máquinas agrícolas, erosão do solo, impacto social, emissões de poluentes pela prática corrente de queimar a cana-de-açúcar antes da colheita, empobrecimento da diversidade biológica (vegetal e animal) devido à eliminação de todos os seres vivos que, de uma forma ou de outra, estão associados à expansão da monocultura cana-de- açúcar que ocupa grandes extensões de terras.
4.2.7.18. Percepção/fato quanto à distribuição de vinhaça nas estradas de terra no município
Na visão dos segmentos envolvidos na pesquisa como esta destacada adiante, a Usina Bambuí apresenta baixa preocupação com o meio ambiente em função da distribuição de vinhaça nas estradas de terra no município, constatado como fato apresentado na Figura 28 e destacado por 16,8% dos entrevistados do segmento proprietários não arrendantes, por 17,4% dos entrevistados do segmento proprietários arrendantes e por 30,3% dos entrevistados do segmento gestores.
A vinhaça é caracterizada como um efluente de destilarias com alto poder poluente quando descartada em solos e corpos d’água, porém, com alto valor fertilizante se bem manejado nas fertirrigação. Sua força poluente é cerca de cem vezes a do esgoto doméstico, decorrente da sua riqueza em matéria orgânica, baixo pH, alta demanda bioquímica de oxigênio (DBO), além de alta corrosividade e temperatura. É nociva à fauna, flora, microfauna e microflora das águas doces, além de afugentar a fauna marítima que vêm às costas brasileiras para procriação. Tornou-se um problema social, devido a divergências de opiniões entre a indústria sucroenergética e a população em geral, principalmente no que diz respeito aos aspectos ambientais (FREIRE; CORTEZ, 2000).
Segundo Pinto (1999), é importante colocar que, ainda que a prática da fertirrigação seja apresentada atualmente, no setor sucroenergético, como a solução para o problema da disposição da vinhaça, e, na maioria dos casos, com ganhos na fertilidade do solo, sem atentar contra o meio ambiente no curto prazo, parece claro que seu objetivo principal é se livrar de um resíduo incômodo e perigoso, da forma mais rápida e econômica possível, sem causar maiores danos paralelo.
Fonte: Dados da pesquisa.
Figura 28 - Distribuição da vinhaça nas estradas de terra do município.
Este resíduo (vinhaça) era descartado nos rios, riachos e áreas de sacrifícios próximos à destilaria, acarretando muitos problemas. Devido, principalmente, ao aumento das percepções da sociedade relacionadas aos efeitos no meio ambiente, este hábito ficou cada vez mais difícil de ser prolongado. E com as perspectivas do aumento substancial da produção de etanol, cresceram as preocupações com o destino a ser dado ao resíduo da destilação, que representa um volume de 10 a 14 vezes maior que o de etanol produzido (FREIRE; CORTEZ, 2000).
A distribuição da vinhaça nas estradas de terra com caminhões tanque, visando o seu descarte e o controle da poeira, precisa ser considerado e estudado de ângulos diferentes. Primeiro, é a distribuição de resíduo altamente corrosivo em locais que transita veículos, que pode sofrer ação de corrosão. Segundo, é o acumulo deste nas estradas, que estando sujeita a ação da erosão (enxurrada) no período chuvoso, estariam contaminando os mananciais d’água. Terceiro, é o controle da poeira nas estradas, o que contribui para um menor índice de acidentes envolvendo animais, pedestres e veículos,
e ainda, um melhor conforto para os moradores as margens destas estradas. Estas considerações feitas são suposições que merecem ser pesquisadas.
4.2.7.19. Imposições imposta pela Usina Bambuí nos arrendamentos de