2.6 Zeytinde Fenolik Bileşikler 17
2.6.2 Zeytinlerin fenolik profilini etkileyen faktörler 21
2.6.2.1 Varyetel faktörler 21
O autor do QE realizou um trabalho semelhante ao dos Sinóticos. Teve à sua disposição material que formava parte do acervo das tradições sobre Jesus e foram sendo utilizadas na redação de sua obra. Nas palavras de Josep-ἡὄiol ἦũni:
Por uma parte a linguagem e o estilo são muito peculiares e unitários, o que parece apontar para uma forte personalidade literária. Por outro lado, o leitor tem a sensação de estar diante de um escrito pouco elaborado, com freqüentes incongruências, com fragmentos sem conexão que oferecem a
imagem de uma obra na qual a mensagem está além do veículo literário que o aproxima do leitor. Este caráter paradoxal do evangelho de João é parte de sua própria identidade.59
Esta obra não apresenta simplesmente um conjunto de dados e tradições sobre Jesus, mas há um aprofundamento nestes dados e nestas tradições. E este aprofundamento leva a um enriquecimento do sentido original da tradição, em função das questões e das preocupações da comunidade à qual este evangelho foi dirigido. John Ashton sintetiza todas as teorias apresentadas pelos estudiosos nos últimos tempos da pesquisa joanina: Primeiramente a Fonte dos Sinais que foi provavelmente um documento missionário, designado a promover a fé em Jesus como o Messias prometido de Israel. Junto à Fonte dos Sinais foi acrescentada uma Fonte da paixão, um indefinido número de tradições do tipo sinótico. O que organizou esse material (ou os vários autores ao longo dos anos iniciais da comunidade) agia como apologeta e/ou pregador diante das novas realidades da mesma. Talvez no período que Brown chama de Segunda Fase da composição. Novas intuições eram recolhidas em forma de narrações e discursos que refletiam as situações contrastantes, de controvérsia e de profecia. Brown defende a teoria de que um homem só foi responsável da composição da atual configuração do Evangelho. Para atingir uma unidade estilística que constitui a notável característica do QE este único homem fez diversos ajustes, alguns decididamente menores, outros que comportavam mudanças consideráveis. No final desta chamada Segunda Fase o grupo joanino foi expulso da sinagoga. Esta experiência foi recontada e construída em forma de diálogo (caps. 5, 8 e 10) e narração (cap. 9). Uma nova redação incorporou mais material novo, o que evidencia a tensão vivida na comunidade joanina (cap. 6) e talvez a diminuição da hostilidade
paὄa ἵom oὅ “juἶeuὅ” Φἵapέ 11)έ ρ ἵomuniἶaἶe então ἶeἶiἵa maiὅ atenção àὅ pὄópὄiaὅ questões internas. As alegorias do vinho (cap. 15) e aquela da porta e do pastor (cap. 10, 1-18) constituem expressão disso. A purificação do Templo, que originalmente introduzia a narração da Paixão, foi movida agora para a atual posição no capítulo 2.60 Portanto, a teologia e o estilo literário que se reflete no QE foram obras de vários redatores. Muitos comentadores do QE dizem, porém, que um redator final foi responsável pela ordem que temos hoje e pelo acréscimo do último capítulo (21).
Para nossa pesquisa interessa mais especificamente o aprofundamento do capítulo 8, como já acenamos anteriormente. Nesse capítulo (vv. 31-59) vemos um relato de conflito e controvérsia, relido e recontado pelo evangelista para gerar definições sólidas, claras, que compuseram a identidade da comunidade joanina.
1.3.2 O marcante estilo de “controvérsia e disputa” (polêmicas)
As controvérsias se encontram em 2,13-22; 5,16-47; 7,14-24; 7,25-31; 7,32-39; 8,21-20; 8,31-59; 10,22-39. Tais controvérsias ocorrem, em grande parte, por ocasião de uma festa judaica. Assim, 2,13, festa da Páscoa; 5,1, uma festa dos judeus; 7,2, a das Tendas; 7,14, quando a festa estava pela metade; 7,37, o último dia da festa; 10,22, a festa da Dedicação. Existem algumas controvérsias que não estão delimitadas quanto ao tempo (por ex. 7,25-31; 8,12-20.31-59), mas de fato, estão encaixadas de tal forma nos diálogos que Jesus manteve no templo de Jerusalém, que podemos pensar terem acontecido durante as festas ou, pelo menos, na redação atual do QE e situadas no tempo das festas dos judeus. Com efeito, segundo o autor, a atuação de Jesus se dá preponderantemente na Judéia, não na Galiléia, e mais concretamente em Jerusalém.
Em todas essas controvérsias os interlocutores de Jesus são os judeus de Jerusalém ou, mais concretamente, os fariseus. Dão-se predominanteme em Jerusalém, no Templo (2,14; 5,1; 14; 7,9.14.28.37; 8,20.59; 10,22-23). Os interlocutores de Jesus estão de tal modo ligados no Templo que dificilmente se pode evitar a impressão de ὃue o ἵonflito ἶe Jeὅuὅ ἵom oὅ “juἶeuὅ” esteja intimamente ligado ao Templo e ao culto. As festas judaicas são o locus theologicus por excelência da teologia judaica. Justamente aí nesse contexto de festas é que se podia, portanto discutir, questionar, acusar, defender a teologia de ambas as partes em contraste.
As disputas de Jesus com os judeus de Jerusalém se centralizam em temas doutrinais de acentuada importância para o judaísmo e com um aprofundamento que não se encontra nas tradições sinóticas: o templo (2,13-22; cf. 4,20-24); o sábado (5,16-19; 7,14-24; cf. 9,14-16); a legitimidade do testemunho de Jesus (5,30-40; 8,14- 20); Moisés e Jesus (5,41-47; 7,18-24; cf. 1,17; 6,32; 9,28-29); a Escritura (5,39-40; cf. 1,45); a lei (7,19; 7,51); a circuncisão (7,22-24); a origem do Messias (7,25-31; 7,40-44; 7,45-52; cf. 12,34); a filiação de Abraão (8,3-59); a liberdade (8,31-36); a filiação divina (8,41b-47); Jesus-Messias (10,22-29); Jesus-Filho de Deus (10,30-39).
As discussões de Jesus com os judeus giram em torno das convicções judaicas mais centrais para o judaísmo, sobretudo depois da destruição do templo pós-70. Confessar Jesus Cristo colocava em xeque muitas das tradicionais convicções judaicas. Nessas controvérsias o mal-entendido alcança altos níveis de grosseria e ironia como vemos espalhados nos debates de Jesus com os judeus. O autor do QE põe sua proposta de identidade nova na boca de Jesus (apelando para sua autoridade de Mestre e Senhor); traça o perfil deste novo movimento em contraposição com aqueles que insistem em permanecer apegados ao tradicional nas questões doutrinais
acima citadas. É a centralidade de Jesus que se torna o motivo principal das discussões. É Jesus quem responde e ilumina, dá sentido e reinterpreta a Lei, a Escritura, o Templo, o Messias, Abraão e Moisés. Vemos que aqui o evangelista procura fundamentar o diferencial que os distingue dos demais grupos e opiniões contrárias e contraditórias ao cristianismo joanino. O QE é um reflexo destas respostas e definição de identidade que o autor procura fazer. E do ponto de vista teológico, os diálogos e as discussões de Jesus são uma ampliação das narrativas dos sinais; são um prolongamento em profundidade. Parece-nos ser isto um projeto intencional do autor: da situação de conflito real da comunidade chega-se a concepção da verdade, que nada mais é do que o modo de conhecer e crer em Jesus Cristo. Certamente para os judeus e os grupos nessa categoria incluídos (em particular os da sinagoga judaica herdeira do farisaísmo da época de Jesus) existiam defesas e acusações, pois eles também acreditavam que posὅuíam a veὄἶaἶe e viam Jeὅuὅ ἵomo um “ἶeὅoὄἶeiὄo”, um agitaἶoὄ que desviava da correta doutrina (7,47-49). No dizer de Elaine Pagels o autor do QE era quem considerava os adversários e opositores como os fora da Verdade por não aceitar e crer em Jesus Cristoέ ἡὅ meὅmoὅ ὃue ἶepoiὅ ὅeὄão ἵhamaἶoὅ ἶe “heὄétiἵoὅ” pela Igreja nascente e autoritária, na pessoa de Ireneu de Lião, como afirmamos anteriormente.61
É inteὄeὅὅante ὄeἵoὄἶaὄ aὃui, neὅte ἵontexto, o uὅo ἶo veὄἴo “ἵonfeὅὅaὄ”, poὄὃue se trata de um verbo tipicamente joanino (9 textos dos 25 em todo o Novo Testamento). Para a situação descrita acima, das controvérsias de Jesus com os judeus,
61 O ensinamento ortodoxo da igreja nascente do primeiro século tinha semelhanças com essa chamada
heresia (gnosticismo). Era como veneno disfarçado em leite, no dizer de Elaine Pagels. Então, Ireneu escreveu os cinco volumes de sua densa Refutação e Fim da Falsa Pretensa Gnose para ensinar os incautos a discernir entre a verdade que salva os fiéis, e o ensinamento gnóstico, que os destrói em um “aἴiὅmo ἶe louἵuὄa e ἴlaὅfêmia” ΦIὄeneu ἶe δião, AH, 4.33.3). Cf. PAGELS, Elaine, Os Evangelhos
Gnósticos, ἁἃέ ρ meὅma autoὄa em outὄo livὄo ὅeu eὅἵὄeveκ «Φέέέ) oὅ “paἶὄeὅ ἶa igὄeja” uὅavam o teὄmo “gnóὅtiἵo” ἵom maiὅ fὄeὃὸênἵia paὄa ὅe ὄefeὄiὄem ἵom eὅἵárnio às pessoas a quem rejeitavam como gente ὃue alegava “ὅaἴeὄ tuἶo”»έ ἑfέ Além de toda crença. O Evangelho desconhecido de Tomé, p. 41.
este verbo no QE tem uma importância capital: confessar Jesus Cristo faz parte da mesma fé verdadeira que identifica um crente e o faz pertencente, membro de um grupo. Confessar Jesus como Messias (como Filho de Deus...) não é como se fosse uma fórmula externa, meramente verbal. Constitui uma parte da mesma fé, digamos ὃue ἶo meὅmo peὄfil ἶoutὄinal ἶa ἵomuniἶaἶeκ “ἵontuἶo muitos chefes creram nele, maὅ não o ἵonfeὅὅavam poὄ ἵauὅa ἶoὅ faὄiὅeuὅ, paὄa não ὅeὄem expulὅoὅ ἶa ὅinagoga” (12,42). ἡ texto afiὄma ὃue ἵὄeὄam nele, toἶavia a ὅeὃὸênἵia paὄeἵe ἶuὄaκ “pὄefeὄiὄam mais a glória que vem dos homens do que a glória que vem de Deuὅ” Φ1ἀ,ἂἁ)έ Eὅte “pὄefeὄiὄ maiὅ a glóὄia ἶoὅ homenὅ” não é apὄovaἶo pelo evangelista, que dirá numa outὄa paὅὅagemκ “ἑomo podereis crer, vós que recebeis a glória que vem dos homens, maὅ não pὄoἵuὄaiὅ a glóὄia ὃue vem ἶo Deuὅ úniἵoο” Φἃ,ἂἂλ ἵfέ θ,ἃἂ-55 e 7,17-18). A confissão é, portanto, um aspecto fundamental e constitutivo do acreditar.
Conseqüentemente, este conjunto de dados aponta para um fato importante no que nós acreditamos ser: sublinha que o objeto da fé e da confissão é Jesus, mas, ao mesmo tempo, mostra que Jesus é apresentado no QE, na medida em que é acreditado e confessado. Mas, então, é preciso afirmar que a identidade de Jesus neste Evangelho vai sempre unida a esta confissão. E que sem a confissão, a identidade de Jesus é um verdadeiro enigma. Assim também para a comunidade diante de outros grupos antagônicos: a identidade da comunidade é conhecida e afirmada na medida em que confessa Jesus Cristo assim como aparece no QE. Desde o início este Evangelho apresenta Jesus com uma verdadeira acumulação de títulos cristológicos. O Prólogo torna-se desta forma uma um hino doxológico. Ou se confessa Jesus ou se despreza
Jesus; ou se aceita Jesus e vive-se na luz ou se rejeita Jesus e fica-se nas trevas. Esta confissão cria identidade e cria comunhão, unidade na Verdade e na Liberdade.62