1. GİRİŞ
1.4. Varsayımlar
Ensinar e aprender é integrar todas as dimensões da vida, perpassando pela dimensão pessoal, social, intelectual, biológica, cultural, dentre outras. A partir dessa compreensão, um professor que busca inovar o seu trabalho pedagógico pode ser concebido como sendo um profissional que tem uma práxis pedagógica diversificada, flexível, atualizada, dinâmica. É importante ter um projeto pedagógico coerente, que faz uso de tecnologias, ter postura ética e compromisso social; construir e manter boas relações interpessoais com os alunos, ter motivação e despertar nos alunos à vontade de aprender a aprender (MORAN, 2000). Freire (1979), também ressalta que o aluno aprende de forma mais motivada quando vivencia e realiza experimentos em sala, quando se relaciona com os colegas e estabelece vínculos com os mesmos.
Todavia, atuar como um professor inovador exige-se, do professor, comprometimento, criatividade, seriedade, responsabilidade. Nesse contexto, o professor deve refletir sobre a realização do trabalho, processo de mediar à interação entre estudantes e a aprendizagem. Uma possibilidade de realizar tal trabalho pode ser mediante o uso de recursos tecnológicos de maneira criativa, na busca de construção coletiva do conhecimento (BOSSA, 2000).
Para Haetinger e Haetinger (2012), visto que o professor não nasceu no mundo tecnológico e digital, ele precisa aprender como utilizar esses instrumentos, deve compreender, também, que apesar dos instrumentos tecnológicos serem fontes de entretenimento, também podem ser utilizados como mediadores da aprendizagem. Alguns educadores apresentam características de “tecnofobia”, ou seja, apresentam medo de manusear as máquinas por medo de quebrar, de estragar, de fazer errado. Então, quando esses professores se veem frente a um computador e/ou qualquer máquina, eles simplesmente não conseguem se sentir à vontade. Essa geração de educadores percebe os instrumentos tecnológicos como um problema e/ou adversário e que prejudicam a efetivação do processo de aprendizagem dos estudantes.
Todavia, Haetinger e Haetinger (2012), ressaltam que a grande lição desse século é que dificilmente o professor irá saber mais tecnologia do que os seus alunos. Entretanto, destacam que os professores não precisam saber mais do que os alunos sobre tecnologia para
oferecê-los como mediadores de aprendizagem. Haetinger e Haetinger (2012) acrescentam que, ao professor, cabe a liderança no processo de aprendizagem, todavia, a coordenação da tarefa pode ser compartilhada entre professores e estudantes. E, desse modo, tal postura do professor possibilita que o aluno desenvolva aspectos, tais como: responsabilidade, autonomia, ser protagonista da aprendizagem, saber tomar decisões, dentre outros. Pontuam ainda a necessidade do professor fazer mudanças na sua prática pedagógica que estejam implicadas em realizar uma análise da mudança do paradigma educacional e da função do professor na relação pedagógica, focalizando as inovações tecnológicas como ferramentas que podem motivar e ampliar a interação entre os estudantes e o conhecimento.
No mundo mecânico, até aproximadamente 1990, as máquinas faziam muitas coisas, exceto guardar conhecimento, visto que apenas o homem tinha essa capacidade mediante a capacidade de memorização e, por muitos séculos, se detivesse maior quantidade de conhecimento, era mais valorizado na sociedade, visto que, nesta época, as máquinas não armazenavam informação, apenas executavam tarefas (HAETINGER e HAETINGER, 2012). Porém, desde os anos de 1990, com a invenção do microchip, a capacidade de memorizar não é mais uma característica unicamente humana. Qualquer máquina que possui um microchip tem capacidade de armazenar informações e pode ser facilmente adquirido e, a partir disso, a memória e a capacidade de armazenamento de informações deixa de ser um aspecto unicamente humano visto que qualquer maquina hoje pode memorizar e armazenar informações. Diante dessa realidade, Haetinger e Haetinger (2012), apresenta o seguinte questionamento: No século em que isso acontece, como é concebido o Homem? De acordo com Haetinger e Haetinger (2012), na sociedade contemporânea, a capacidade de armazenar e memorizar informação já não é tão valorizado.
Além disso, é importante que os educadores percebam que a função da escola contemporânea é a formação de pessoas e não o depósito de conhecimentos e/ou conteúdos curriculares no estudante (PAPERT, 1994; TOFFLER, 1991). Porém, isso só é possível quando o professor desenvolve seu trabalho de forma criativa e inovadora, possibilita que o seu aluno desenvolva suas capacidades cognitivas mais do que apenas agregar conhecimento porque apenas adquirir conhecimento, os alunos podem encontrar de forma fácil e rapido por meio do uso de instrumentos tecnológicos, tais como: o computador, o netbook, o iphone, a
internet, no google, dentre outros (FINO, 2000) .
Concernente a forma e/ou maneira como o conhecimento foi adquirido e apreendido na formação do professor, não faz sentido para os nossos alunos, porque o que desperta o aluno para aprender na sociedade contemporânea são outras motivações. As necessidades do
mercado de trabalho hoje são distintas. Então, o desafio social contemporâneo é entender que essas mudanças devem ser implementadas na escola. Por isso, independente da função que o educador exerça na escola, todos tem a responsabilidade de educar essa nova geração de estudantes. Todavia, se o educador pretende compreender como é a geração de estudantes desse século, é preciso que se aproximem mais próximo dos seus alunos e os acompanhe no processo de desenvolvimento e aprendizagem.
Para Garcia (1980), o professor que visa realizar um trabalho pedagógico inovador, valoriza que seus alunos realizem atividades extracurriculares que possibilitam discutir e refletir sobre temas transversais, além dos conteúdos das disciplinas do currículo. Corroborando essa perspectiva, Perrenoud (2000; 2002) ainda apresenta que a escola contemporânea deve investir em uma educação direcionada para o desenvolvimento de competências. Sendo assim, o professor deve ensinar aos estudantes não apenas o que está prescrito no currículo, mas também despertar e motivar seus estudantes a desenvolverem competências profissionais que não os reduza a compreensão e/ou domínio de conteúdos curriculares. Tal proposta de trabalho inovadora é importante, visto que, na sociedade contemporânea, o ensino tradicional, estático e fragmentado não atende as perspectivas desse novo século, por isso, é preciso que os educadores realizem um trabalho pedagógico utilizando também recursos tecnológicos, visando estimular o aluno a desenvolver a criatividade, autonomia, integração do conhecimento com o objetivo de ampliar as competências pedagógicas na construção do conhecimento (HAETINGER e HAETINGER, 2012).
De acordo Fino (2011) e Sousa (2000), práticas pedagógicas inovadoras permitem que o professor realize um trabalho pedagógico que busca corresponder com as necessidades da sociedade contemporânea e com os anseios dos estudantes, concernentes as formas de efetivação do processo de aprendizagem.