• Sonuç bulunamadı

2.6. Yatırım Kuruluşu Varantlarının Ülke Uygulamaları

2.6.4. Türkiye’de Varantlar

2.6.4.2. Varant Piyasasının İşleyişi

Quanto ao conceito de homofobia, inicio com as palavras de Borrillo (2010, p.35), para o qual, assim como outras formas de intolerâncias,

[...] a homofobia articula-se em torno de emoções (crenças, preconceitos, convicções, fantasmas...), de condutas (atos, práticas, procedimentos, leis...) e de um dispositivo ideológico (teorias, mitos, doutrinas, argumentos de autoridade).

ϰϱ 

Da mesma maneira que outras formas de preconceito como o racismo, a xenofobia ou o antissemitismo, a homofobia vem arbitrariamente estabelecendo quem é esse outro que, por ser entendido como inferior, deve ser motivo de vergonha. A homofobia vem desempenhando papel importante na configuração dos sujeitos porque é uma forma de inferiorização decorrente da hierarquização das sexualidades. Nesse contexto, a heterossexualidade vem ocupando o lugar da norma, daquilo que é tido como normal e natural dos seres humanos.

Além disso,

Sexismo e homofobia aparecem, portanto, como componentes necessários do regime binário das sexualidades. A divisão dos gêneros e o desejo (hetero) sexual funcionam, de preferência, como um dispositivo de reprodução da ordem social, e não como um dispositivo de reprodução biológica da espécie. A homofobia torna-se, assim, a guardiã das fronteiras tanto sexuais (Hetero/homo), quanto de gênero (masculino/feminino). (BORRILO, 2010, p.16).

A sociedade é organizada a partir de um sistema de tratamento que hierarquiza as sexualidades ao determinar e valorar àquelas tidas como saudáveis e corretas, no caso a heterossexualidade é entendida como a sexualidade saudável. Esse sistema é denominado heterossexismo e está intimamente lidado ao conceito de homofobia. Ambos constituem partes componentes da mesma intolerância. Para Borrillo (2010, p.34) “o heterossexismo é para a homofobia o que o sexismo é para a misoginia: apesar de esses conceitos serem distintos, um não pode ser concebido sem o outro”.

É possível dizer que a homofobia é a hostilidade que se manifesta em diversas expressões de violências, emitidas contra as pessoas que sentem ou supostamente sentem desejo por indivíduos de mesmo sexo (BORRILLO, 2010).

A exclusão decorrente da homofobia afeta o direito de acesso à justiça naquilo que Fraser (2001, 2006, 2007) denomina redistribuição e reconhecimento. É exatamente por isso que a população LGBT tem sido alijada do acesso a bens culturais, ao conhecimento/saber, direitos, prestígio, dinheiro, trabalho, etc. Aos gays, lésbicas, travestis, transexuais, bissexuais e demais manifestações das sexualidades que não estejam contempladas pela norma vigente, é concedido apenas direitos pela via da exceção como, por exemplo, ter o direito de registrar um contrato de união estável mas não poder convertê-lo em união civil; ou até mesmo quando

ϰϲ 

só conseguem o direito a adoção quando contam com o bom senso da autoridade jurídica responsável naquele momento.

É importante considerar também que, ao contrário de outras formas de preconceito e discriminação, a homofobia ainda é legitimada pela nossa sociedade, por meio da não aprovação de uma Lei que determina que a homofobia é um crime contra os direitos humanos. Se há avanços no que se refere à luta contra o preconceito racial e na luta contra a violência de gênero, com relação à homofobia ainda estamos inseridos numa sociedade que tolera, aceita e legitima, uma vez que se mantém em silêncio.

Dos finais do século XIX ao século XX caminhamos da lei divina para as leis da medicina, que delegou à homossexualidade o lugar da patologização. Numa perspectiva biologizante das sexualidades, as mulheres e os homossexuais foram colocados como inferiores biologicamente e, portanto, na pirâmide hierárquica das sexualidades. Por parte da Medicina e também da Psicanálise, caminhou-se no sentido do situá-la no lugar de doença, perversão, excentricidade, neurose. Sendo assim, os teólogos procuraram respostas para a homossexualidade na alma, enquanto os médicos buscaram no corpo. (BORRILLO, 2010).

Para Borrillo (2010, p. 71),

A busca das causas da homossexualidade constitui, por si só, uma forma de homofobia, já que ela se baseia no preconceito que pressupõe a existência de uma sexualidade normal, acabada e completa, a saber: a heterossexualidade monogâmica em função da qual se deve interpretar e julgar todas as outras sexualidades.

É importante destacar que as imagens que todos/as têm da homossexualidade se constroem a partir da interação de diversas forças, dentre as quais: os ditos da Igreja Católica, as elaborações científicas da Medicina e da Psicanálise, as formas com que, ao longo da história, a homossexualidade veio sendo tratada pelas diversas nacionalidades. Passando da fogueira aos campos de concentração, a visão acerca da homossexualidade, ora tida como pecado, ora como doença, ora como perversão, chegou à atualidade com a perspectiva de reconhecimento, avançando na conquista de direitos humanos básicos.

Assim como as imagens consolidadas sobre s homossexualidade, a instituição da normalidade da heterossexualidade foi, ao longo da história, construída e legitimada pela Igreja, pela Medicina, pelas leis, pelos filmes, romances e até mesmo pelos contos de fadas

ϰϳ 

(Bela Adormecida, Branca de Neve). A tarefa aqui é questionar a naturalização dessas normas, uma das tarefas da educação também poderia vir a ser esta.

A possibilidade de conviver com gays, lésbicas, travestis, transexuais, bissexuais, transgêneros é um fator que pode diminuir o desenvolvimento de sentimentos homofóbicos. Esse movimento poderia ser realizado por meio dos livros didáticos, das mídias, da literatura, das ciências em geral. A diversidade sexual está em todos esses espaços sociais, no entanto, é invisibilizada em prol da manutenção de um status quo.

As pautas do Movimento Social LGBT têm estado focadas na aprovação da Lei que criminaliza a homofobia e no desenvolvimento do Projeto Escola sem Homofobia, mas ambos estão barrados pela homofobia que assola nossas relações sociais, econômicas, políticas, privando a população LGBT do acesso livre inclusive ao espaço público que é direito básico de todos/as. À educação, caberia essa tarefa pedagógica de ao menos dizer que existem várias formas de vivenciarmos nossas sexualidades, sem hierarquizações. A seguir, apresentarei os fundamentos básicos da teoria do Ciclo de Políticas, referencial teórico que embasa este trabalho.

1.5. Da política educacional à política da escola: o Ciclo de Políticas como abordagem

Benzer Belgeler