Türkiye Türkçesine Aktarımı Üzerine Vügar SULTANZADE*
B. VAHAPZADE A ziz Bahtiyar Muallim!
A partir da avaliação dos dados encontrados na etapa de apreciação dos documentos e dos sítios das 117 ONGs, foi constatada a necessidade de se construírem novos dados, uma vez que estes se apresentavam bastante fragmentados. Quatro temas centrais foram então pensados para guiar a pesquisa: perfil da Organização não Governamental; perfil dos cursos de formação profissional; perfil dos jovens atendidos e perfil da equipe técnica responsável pelos cursos – o último com menor ênfase foi abordado apenas no questionário.
Decidiu-se, de início, pelo levantamento de dados quantitativos e descritivos (abarcando o conjunto das ONGs mapeadas), por meio de questionário semiestruturado, sendo a maioria das perguntas fechadas – apenas algumas abertas (Apêndice B). O questionário foi elaborado em ferramenta virtual76 e enviado por correio eletrônico a cada ONG. A escolha pelo meio virtual foi ciente de que esse recurso teria aspectos positivos e negativos. O lado positivo foi garantir a entrega do questionário à totalidade das ONGs dispersas por todas as regiões da cidade, entretanto o lado negativo foi a falta de mobilização que o contato pessoal proporciona. Visando minimizar o último aspecto e assegurar que o questionário chegasse ao responsável pelos cursos profissionalizantes, a sensibilização, com apresentação dos objetivos da pesquisa para os coordenadores de projeto ou coordenadores pedagógicos77, foi realizada por telefone.
Como parte da estratégia de mobilização, foi também encaminhado, juntamente com o questionário, convite para participação de um minicurso na Faculdade de Educação sobre o tema “Atuação das Organizações não governamentais em cursos de formação profissional na cidade de São Paulo”, desenvolvido em 09 de setembro de 201178. O prazo foi alongado, por ter sido pequeno o retorno de respostas nesse primeiro momento. Realizaram-se novas sensibilizações não só por telefone, mas também com a presença da pesquisadora em espaços de encontro das ONGs: fóruns de debate, palestras e seminários. Devido ao esforço, foi atingido o número de 64 questionários
76 Foi utilizada ferramenta gratuita e de fácil manuseio, com a qual a própria pesquisadora construiu a estrutura do questionário; foi também responsável pela organização do envio e controle de retornos. Ferramenta disponível em https://docs.google.com (menu: criar formulário).
77 Não foi possível contatar todos os responsáveis diretos pelos cursos. Foram realizadas ao menos duas tentativas em cada Organização, por meio de conversa ou por recado deixado com algum funcionário.
78 Texto da mensagem enviada com o questionário: Caros e Caras, esta é uma pesquisa de mestrado
da Faculdade de Educação da USP, realizada por Ana Paula Bellizia e orientada pela Profa. Dra. Carmen Sylvia Vidigal Moraes. Tem o objetivo de compreender a atuação das Organizações não Governamentais - ONGs na Educação Profissional de jovens na cidade de São Paulo. O contato de cada ONG foi buscado em documentos públicos da Prefeitura de São Paulo, do Cadastro Nacional de Aprendizagem do Ministério do Trabalho e do Portal Busca Jovem. O sucesso da pesquisa depende das informações das próprias ONGs, por isso solicitamos encarecidamente a colaboração desta Organização respondendo ao questionário disponível no endereço:
https://spreadsheets.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDlsQ1NIbkl5b21LTjhrR0RoRTJhVHc6MQ Em contrapartida, para as ONGs que responderem ao questionário, será oferecido um curso de formação de oito horas no Auditório da Faculdade de Educação da USP, em09 de setembro de 2011. Após a conclusão da pesquisa, os dados também serão compartilhados com os participantes.
respondidos (55% do total); 26 ONGs aceitaram o convite e estiveram presentes no minicurso, algumas com mais de um representante, somando 47 participantes.
O minicurso não foi pensado somente como incentivo à participação, foi também resultado de uma preocupação – existente desde o início do projeto de pesquisa – em oferecer alguma contrapartida aos sujeitos pesquisados. Acredita-se na importância da relação de troca de saberes entre pesquisadores e sujeitos, refutando-se a ideia do sujeito como informante passivo e da universidade como instância distante da sociedade. Dessa maneira, entendeu-se o minicurso, realizado nas dependências da própria Faculdade de Educação, como contrapartida interessante aos trabalhadores das ONGs, na medida em que oferecia capacitação e os aproximava da universidade79.
O programa da capacitação (Apêndice C) teve quatro momentos. Primeiramente, a abertura com apresentação dos dados preliminares da análise dos questionários, já cumprindo o intuito de os resultados das informações cedidas pelos próprios sujeitos/participantes serem compartilhados. No segundo momento, uma breve fala sobre a história da Educação Profissional no Estado de São Paulo. No terceiro, uma exposição sobre “Formação inicial e continuada e arcos ocupacionais” e debate sobre o tema.
No quarto momento (sem alguns dos participantes que se retiraram do minicurso devido a compromissos profissionais), foram realizados os grupos focais, que contaram, então, com a presença de 37 pessoas – representando 26 ONGs80. O trabalho ocorreu simultaneamente nos quatro grupos em que foram divididos os participantes – de oito a dez componentes e um mediador em cada um deles.81. Os grupos foram orientados por um mesmo roteiro de perguntas (Apêndice D). O objetivo foi o aprofundamento do perfil das Organizações não Governamentais – especialmente no que tange à escolha de atuar no campo da Educação Profissional – dos cursos de formação profissional e dos
79 No dia do minicurso uma das participantes comentou “Eu nunca tinha entrado na USP antes”.
80 Três dessas ONGs não responderam ao questionário, mas estavam presentes nos grupos focais por causa da circulação de informação na rede de relacionamento entre elas. As três desenvolvem cursos de formação profissional para jovens, porém com alguma característica que as excluem do foco da pesquisa: duas estão localizadas em cidades da região metropolitana de São Paulo, e a terceira atende exclusivamente jovens com necessidades especiais. As falas dos participantes dessas ONGs foram consideradas na análise, pois são relativas ao cotidiano do trabalho desenvolvido com os jovens, que independe do recorte geográfico e da especificidade do público atendido.
81 A pesquisadora fez a mediação de um grupo; os outros três foram mediados por colaboradores: uma doutoranda da FEUSP e dois funcionários do Portal Busca Jovem.
jovens atendidos. A discussão dos grupos resultou em aproximadamente seis horas de gravação.
TABELA 1. ONGs participantes dos grupos focais Nº de
representantes*
Regiões da cidade onde atua Nº de jovens atendidos por ano ORG1 2 Sul 201 a 400 ORG2 1 Leste 601 a 1000 ORG3 2 Norte 201 a 400
ORG4 2 Norte, Leste e Oeste 201 a 400
ORG5 1 Sul 51 a 100
ORG6 2 Centro Até 50
ORG7 1 Norte, Sul, Leste, Oeste e
Centro
201 a 400
ORG8 2 Sul 201 a 400
ORG 9 1 Leste, Oeste Até 50
ORG 10 3 Leste, Centro Até 50
ORG11 1 Sul 201 a 400
ORG12 1 Atua nacionalmente Acima de 2.000
ORG13 1 Centro 101 a 200
ORG14 2 Norte, Centro 201 a 400
ORG15 2 Oeste 201 a 400
ORG16 1 Atua nacionalmente 101 a 200
ORG17 2 Sul 201 a 400
ORG18 1 Norte 401 a 600
ORG19 1 Oeste 401 a 600
ORG20 1 Atua nacionalmente 1.000 a 2.000
ORG22 1 Atua nacionalmente Acima de 2.000
ORG23 1 Norte 51 a 100
ORG24* 1 São Paulo ---
ORG25** 1 Cidade de São Bernardo
do Campo
---
ORG26** 1 Cidade de Barueri ---
Fonte: A autora (2011)
* quando a ONG estiver representada por mais de uma pessoa, a diferença será identificada no texto como ORG1a, ORG1b e ORG1c.
**estas são as ONGs que não responderam ao questionário.
A próxima parte do texto apresenta os dados coletados e sua análise à luz das discussões teóricas realizadas até aqui.
3.3 ONGs que atuam no campo da Educação Profissional: perfil e algumas