2. Ortak Bilimsel Zemin İnşası ve Özgün Türk Bilimi İhdası
3.1. Sevda, Muhabbet Lirikası
O primeiro passo foi o levantamento do número de Organizações não governamentais, existentes na cidade de São Paulo, que oferecem cursos de formação profissional voltados para o público jovem.
A busca inicial foi pautada pela seleção das ONGs que atendessem aos seguintes critérios:
Executar, diretamente, curso de formação profissional para o mercado formal ou informal;
Atender, necessariamente, mas não exclusivamente, adolescentes e jovens de 14 a 29 anos;
Oferecer cursos gratuitos com critérios de seleção que priorizam a inserção do público de baixa renda;
Desenvolver cursos de conteúdo programático definido, como carga horária, currículos e educadores responsáveis.
De acordo com os critérios adotados para delimitar o objeto da pesquisa, foram excluídas as ONGs com as seguintes características:
Que proporcionam aos jovens financiamento ou bolsas em cursos de Educação Profissional de estabelecimentos regulados pelo MEC ou Sistema S. Foram buscadas ONGs que desenvolvem cursos próprios, ou em parceria com outras Organizações;
Que desenvolvem cursos específicos para jovens com necessidades especiais. A educação de pessoas com necessidades especiais é um campo de estudo reconhecido, exigindo uma análise que esta pesquisa não se propõe a cobrir; Que desenvolvem cursos para atendimento exclusivo a jovens no cumprimento
de medida sócioeducativa ou em liberdade assistida. As questões que envolvem os jovens nessas condições extrapolam as reflexões deste trabalho (ONGs que os incluem junto com a população jovem em geral foram consideradas).
Que desenvolvem cursos específicos de formação para Esportes, Arte/Cultura e Reciclagem. Estas áreas de formação possuem campos de estudos próprios que mobilizam discussões para além da área da Educação Profissional, que
historicamente produziu conhecimento em torno do trabalho manufatureiro, industrial e mais recentemente do trabalho em serviços.
Primeiramente, buscou-se excluir as ONGs que possuem convênios com programas governamentais de formação para o trabalho – como PLANSEQ-Plano Setorial de Qualificação, ProJovem e ProEja (em todas suas modalidades) –. O motivo da exclusão seria manter o foco no objetivo desta pesquisa, que é conhecer os cursos desenvolvidos fora do âmbito governamental, sem o apoio de políticas públicas. Contudo, na realidade, é muito tênue a linha que separa as ONGs que estão vinculadas a esse tipo de programa, daquelas que realizam cursos por iniciativa própria. Várias ONGs atuam de ambas as maneiras, mantendo cursos com diferentes formatos e públicos. Sendo assim, não foram consideradas apenas as ONGs que revelaram trabalhar unicamente em decorrência do programa/verba governamental.
Aqui cabe ressaltar o motivo pelo qual as Organizações que atendem à Lei da Aprendizagem, vinculada ao Ministério do Trabalho, estão incluídas no escopo desta pesquisa. A primeira razão é o fato de que os programas governamentais oferecem recursos financeiros e a Lei não. A segunda é que estes cursos profissionalizantes já vinham sendo desenvolvidos anteriormente pelas ONGs e, então, o novo molde da Lei da Aprendizagem surgiu como alternativa de encaminhamento dos jovens para o mercado de trabalho.
O ponto de partida para o levantamento quantitativo foi a internet. A investigação foi orientada pelo acesso a sítios temáticos a respeito do Terceiro Setor, e também via consulta a documentos disponíveis em sítios de órgãos governamentais que regulam a atuação das ONGs.
Os sítios temáticos consultados consistem em dois endereços de associações de organizações do Terceiro Setor que concentram dados sobre seus associados, e um terceiro que foi criado especificamente para divulgar ONGs que realizam formação de jovens para o trabalho. Os endereços são:
1- www.gife.org.br – Rede GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. “O GIFE é uma rede sem fins lucrativos que reúne organizações de origem empresarial, familiar, independente e comunitária, que investem em projetos com finalidade pública. Sua missão é aperfeiçoar e difundir conceitos e práticas do uso de recursos privados para o desenvolvimento do bem comum, contribuindo assim para a promoção do
desenvolvimento sustentável do Brasil, por meio do fortalecimento político-institucional e do apoio à atuação estratégica dos investidores sociais privados”. No sítio existe um sistema de busca de associados por área temática, região de atuação e público alvo- faixa etária. A busca foi realizada pela seleção das áreas temáticas de Educação e Geração de Trabalho e Renda, a região de atuação do Sudeste e o público alvo na faixa etária de 15 a 29 anos.
2- www.abong.org.br – ABONG – Associação Brasileira de Organizações não Governamentais. “A Associação Brasileira de Organizações não Governamentais - ABONG, fundada em 10 de agosto de 1991, é uma sociedade civil sem fins lucrativos, democrática, pluralista, antirracista e antissexista, que congrega organizações que lutam contra todas as formas de discriminação, de desigualdades, pela construção de modos sustentáveis de vida e pela radicalização da democracia.” O sítio possui um item chamado “Conheça nossas associadas”, no qual é possível realizar pesquisa por região, UF, área temática de atuação e público alvo. A busca foi realizada selecionando-se a região Sudeste e a UF São Paulo. Depois foram escolhidas as seguintes áreas temáticas de atuação: Economia Solidária, Educação, Questões urbanas e Trabalho e renda; e o público-alvo: crianças e adolescentes, estudantes e jovens.
3- www.buscajovem.com.br - Portal Busca Jovem. “O Portal Busca Jovem é uma
iniciativa do Grupo de Afinidade em Juventude do GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. Foi criado em 2008 pelas seguintes instituições: Fundação Avina, Basf, Fundação Bunge, Citi, Instituto Hedding Griffo, Instituto Ibi, Fundação Iochpe, Instituto Social Maria Telles, Fundação Itaú-Social, Instituto Unibanco e Instituto Votorantim. Seu objetivo é aproximar as organizações sociais que formam jovens para o mercado de trabalho com as empresas que querem contratá-los. Sua estrutura é semelhante a um portal de empregos. Os anúncios de vagas podem ser publicados por empresas, consultorias de RH ou centrais de emprego (governo, sindicatos etc.). Os anúncios de jovens podem ser publicados por ONGs formadoras ou instituições de ensino. Todos estes serviços são gratuitos.” No menu do sítio há o item “Banco de Formadores”, em que é possível encontrar todas as entidades formadoras cadastradas.
Outra fonte importante de dados foi o portal da Prefeitura de São Paulo, que disponibiliza consulta pública a documentos nos quais constam informações sobre as entidades sociais que mantêm convênios com os órgãos e secretarias municipais. Dentro do portal foram encontradas informações relevantes nas seguintes secretarias:
4- Secretaria Municipal de Assistência Social
www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/chamadas/organiz_1267218364.pdf
No sítio encontra-se disponível a lista de Entidades Sociais conveniadas com a Secretaria Municipal de Assistência Social. Por meio dos nomes das entidades, foram realizadas consultas aos respectivos sites para que se verificasse se, entre as atividades desenvolvidas, encontrar-se-ia a realização de cursos de formação de jovens para o trabalho.
5- Secretaria Municipal de Participação e Parcerias
www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/participacao_parceria/conselhos/cmdca/org anizacoes/
Sob a responsabilidade desta Secretaria estão os Conselhos de participação da sociedade civil, entre eles o CMDCA – Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente –, que é um órgão deliberativo e controlador das ações que envolvem o público infantil e adolescente (até 18 anos). Dentro do espaço do CMDCA, foi consultado o documento denominado “Relação de Organizações”, nos temas “Apoio Sócio Educativo” e “Aprendiz”. Foi realizada verificação das atividades desenvolvidas pelas organizações listadas em “Apoio Sócio Educativo”, por meio de pesquisa nos seus sítios, sendo consideradas para este estudo apenas aquelas que declaram realizar cursos de formação de jovens para o trabalho. Por outro lado, todas as organizações listadas em “Aprendiz” foram consideradas por esta lista ser exatamente um controle das entidades que atendem à Lei da Aprendizagem com jovens de 14 a 18 anos.
Para completar o mapeamento, foi consultado o portal do Ministério do Trabalho e Emprego, no menu Emprego e Renda, e especificamente Políticas de Juventude e Aprendizagem, onde foi encontrado um cadastro com entidades vinculadas à Lei da Aprendizagem:
6- Cadastro Nacional de Aprendizagem
Para o acompanhamento da Lei da Aprendizagem, o Ministério do Trabalho e Emprego criou o Cadastro Nacional de Aprendizagem, destinado à inscrição das entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica, buscando promover a qualidade técnico-profissional dos programas e cursos de aprendizagem, principalmente em relação à sua qualidade pedagógica e efetividade social. O Cadastro possui ferramenta de consulta pública a todas as entidades que oferecem cursos de aprendizagem, com filtro de Estado e Cidade. Foram consideradas todas as entidades da cidade de São Paulo.
Após consultas detalhadas às seis fontes de informação citadas, foram encontradas 114 Organizações não Governamentais. A partir da listagem dos nomes e endereços fornecidos pelas fontes, foram realizadas buscas pelos sítios das próprias ONGs – somente seis delas não mantêm endereço eletrônico na internet. A análise dos sítios e alguns contatos telefônicos revelaram que uma pequena parte não estava mais em funcionamento ou deixaram de oferecer cursos profissionalizantes. Foram também descobertas algumas novas ONGs em sítios temáticos do Terceiro Setor (sem registro em órgãos públicos).
Em maio de 2011, encerrou-se o mapeamento – iniciado em agosto de 2009 –, chegando-se, então, ao número final de 117 ONGs atuantes na área da formação profissional de jovens na cidade de São Paulo. Entre junho e agosto de 2011, foi distribuído questionário para a totalidade das ONGs, com retorno de 64 respostas. Finalmente em setembro de 2011, realizaram-se quatro grupos focais com a participação de 37 representantes de 26 diferentes ONGs.