3. HIRİSTİYANLIKTA SAKRAMENT FİKRİNİN GELİŞİMİ
2.1. TARİHSEL SÜREÇTE VAFTİZ
2.1.3. Vaftiz Sakramentinin Tarihsel Gelişimi
Nas análises anteriores, percebe-se a importância do conceito de componentização e os diversos problemas da empresa que este pode ajudar a resolver. Por outro lado, conforme aponta E04 no trecho 087, por exemplo, os próprios problemas que a proposta de componentização como forma de pensar propõe solucionar, podem prejudicar seus efeitos positivos. Retomando os trechos da primeira seção, nos quais são relatados problemas de comunicação interna, de convergência entre as equipes e mesmo de confronto entre “clãs”, observa-se que uma das questões centrais da empresa são os relacionamentos internos, o que pode mostrar-se uma barreira a própria mudança de “mind set” proposta pela nova diretoria. Este ponto relaciona-se com as perspectivas da estratégia que abordam a questão da cultura e do poder, demonstrando as dificuldades de modificar a forma de pensar dos membros de uma organização, assim como suas rotinas e heurística, nos termos de Nelson e Winter (2005).
(091) Eu acho que é difícil do ponto de vista... não sei, acho que cada diretor vai passar por este desafio, esta dificuldade de enxergar onde eu posso reduzir retrabalho, onde eu posso facilitar para minha equipe desenvolver novos conhecimentos. Eu acho que esta parte do diretor entender como... é igual eu falei, é uma forma de pensar, um conceito que tem que ser aplicado em todas as ações, o cara chegar a conclusão de como ele vai tangibilizar aquilo na área dele, pode demorar um pouco, pode exigir alguma ajuda do [novo presidente]. (E03)
Para E03 a principal dificuldade está na “tangibilização” do conceito por parte de cada diretor, com relação a sua respectiva área. Retomando a questão da componentização como “uma forma de pensar”, o entrevistado entende que a aplicação deste conceito será um desafio para os diretores, pois deve “ser aplicado em todas as ações”, o que pode exigir tempo e até mesmo “alguma ajuda do novo presidente”. Nota-se que E03 considera como um pressuposto a “aceitação” do conceito, sendo a dificuldade apenas aplicá-lo.
(092) Eu acho que a diretoria de tecnologia vai ter mais dificuldade, porque a gente é uma empresa de tecnologia. Só que sempre teve esse problema de registro, informação, controle de versão, documentação de produto. Então agora eu acho que é algo que eles vão ter de fazer […] para você identificar as componentes você vai ter de analisar e saber o que tem em cada produto, e ter uma descrição básica disto. São muitas linhas de negócio, são muitos produtos, e isto não está definido, descrito, não existe manual de produto, existe para uns, não existe para outros. Como que vai ser o manual de produto, como vai ser a estrutura dele? Tem que ter uma conformidade […] tudo isto tem de ser criado, mas antes isto tem de ser identificado, o maior trabalho vai ser identificar as componentes dos produtos que nós vendemos. (E04)
Por sua vez, E04 considera que o maior trabalho será na área de tecnologia, retomando sua percepção de que não existia controle sobre os produtos e suas versões, e que será difícil para a área fazer o mapeamento necessário. O entrevistado também aponta para a necessidade de uma “conformidade” a ser criada para os manuais de produto. Deste modo, mesmo para aqueles produtos que já estão documentados, alterações serão necessárias para que toda a documentação siga um mesmo padrão. Devido à extensão das linhas de produto, E04 considera esta a principal dificuldade do processo.
(093) A dificuldade é justamente, vamos dizer assim... quando eu falei daquela questão da tangibilização do conhecimento, é mais ou menos por aí, esta é que é a dificuldade. Quando você vai, por exemplo, transformar em software um conjunto de modelos de negócios é que vêm as dificuldades. De alguma maneira os problemas dos modelos de negócio vêm à tona. Como é que você vai cobrar do cara, que horas, que momento? E se der problema, o que você vai fazer, como é que você vai tratar? Isto vem à tona. (E09)
Em direção oposta ao relato de E04, E09 aponta para as dificuldades que irão surgir em decorrência do processo de componentização da tecnologia. Para o entrevistado, as dificuldades “vêm à tona” quando é feita a transposição de um modelo de negócio para um software. Considerando o software como um processo de tangibilização do conhecimento – trecho 064 -, E09 entende que este processo revela as falhas do modelo de negócio, como especificações de quando e como efetuar a cobrança do serviço, no exemplo do trecho acima.
(094) Dificuldade não, apesar que um pouco no que diz respeito ao time em que a gente está. A gente tem que ter um pouco de paciência para fazer as coisas acontecerem. Então, não está na hora de cobrar resultado de um processo que está no começo. Mas como... quando a gente divide este processo como um todo, a gente pode cobrar resultados por etapas. Então, na etapa que a gente está, o resultado ele já é nítido, seja resultado mesmo comercial. Comercial que eu
digo... você ir para o mercado, o mercado entender o que você quer, o que você faz, e o mercado, ele assimila isto. Seja resultado financeiro mesmo, se eu já consegui vender e já trazer este resultado para a empresa. Então isto a gente já consegue fazer, mas o caminho é longo, a gente está bem no começo dele. (E06)
Como os outros entrevistados, E06 silencia sobre a questão da “aceitação” do conceito de componentização como uma dificuldade para o processo. O entrevistado destaca que este encontra-se numa fase inicial, mas que alguns resultados já podem ser percebidos, inclusive comercial e de reconhecimento do mercado. Retomando seu percurso temático, a partir do trecho 018, percebe-se que o entrevistado reafirma que o processo “está bem no começo” e que “o caminho é longo”, apesar de alguns resultados serem nítidos. Porém, no próprio trecho 018, E06 observa que os resultados alcançados são, em sua maior parte, decorrentes de ações passadas, indicando novamente uma continuidade, seja em seu aspecto emergente, como a componentização, seja na estratégia anterior de diversificação. Por outro lado, o entrevistado, no trecho 041, aponta que este reconhecimento do mercado da nova estratégia da empresa ainda precisa ser construído, ou seja, também é um processo em andamento.
Ao relatarem as dificuldades do processo de componentização os entrevistados destacam a dificuldade de tangibilizar o conceito nas diferentes áreas da empresa, assim como o fato de este estar numa fase inicial, sendo necessário “um pouco de paciência para fazer as coisas acontecerem”, conforme coloca E06 no trecho 094. As áreas de tecnologia e negócio, envolvidas de forma mais direta no processo parecem ser as que terão as maiores dificuldades, devido ao grande número de produtos a serem documentados para o mapeamento dos componentes e funcionalidades, e ao processo de transposição de modelos de negócio para softwares que atendam suas demandas. Deste modo, a questão da aceitação da estratégia não é evidenciada pelos entrevistados ao tratarem das dificuldades do processo. Porém, esta questão fica implícita em alguns trechos apresentados, sendo detalhada na próxima seção do presente trabalho. Acrescenta-se, neste sentido, que nos trechos 092 e 093 as dificuldades são atribuídas a áreas diferentes daquelas dos entrevistados, indicando que o “passar a bola” entre as áreas ainda pode existir na empresa – trecho 013.