2.8. Uzaktan Eğitimin Ögeleri
2.8.2. Uzaktan Eğitimde Kullanılan Sistemler
Na seção anterior, foram descritos vários aspectos característicos do sistema bancário, sendo que, dentre eles, um deve ser avaliado de forma mais analítica: o risco. A avaliação do risco é relevante, pois afeta diretamente a forma de gestão das instituições e, devido a esse fator, algumas regulamentações foram criadas, tendo como um dos objetivos a redução da exposição dos bancos aos riscos inerentes à sua atividade.
Existem vários tipos de riscos enfrentados pelas instituições bancárias. Segundo Lastra (2000), alguns deles estão relacionados com a atividade comercial dos bancos: risco de crédito, risco de mercado, risco de liquidez, risco da taxa de juros, risco cambial e risco operacional. Outros riscos estão associados a disfunções do sistema: risco regulatório, risco moral e o risco de fraude. Neste último, a autora faz uma ressalva dizendo que a fraude não é rigorosamente um risco, mas, sim, um crime.
O risco de crédito, segundo Lastra (2000), refere-se à possibilidade de o tomador de empréstimos não quitar a dívida, gerando prejuízo aos bancos. Essa inadimplência
pode ocorrer por dolo ou pela falência do devedor. O banco deve fazer uma análise criteriosa sobre a atual situação financeira, potencial para crescimento futuro e o histórico de pagamentos de empréstimos anteriores de quem está pleiteando o empréstimo. Para reduzir esse risco, a instituição financeira deve aplicar seus recursos apenas em situações que apresentarem um nível de risco bem pequeno, que é um dos conceitos relacionados a Narrow Banking.
Já o risco de mercado se relaciona aos movimentos de mercado com relação ao valor de títulos de dívida ou valores mobiliários. Lastra (2000) afirma que, apesar de esse risco ser tradicional no mercado de capitais, ele está se tornando cada vez mais preocupante no sistema bancário, pois é crescente o uso, pelos bancos comerciais, de algumas linhas de negócios as quais estão expostas à volatilidade do mercado.
Saunders (2000) define risco de liquidez como aquele relacionado à possibilidade de os depositantes ou correntistas exigirem o seu dinheiro, forçando a instituição financeira a obter recursos adicionais ou a liquidar ativos para atender a essa demanda. Flannery (1994) observa que bancos emitem obrigações com tempo de maturação menor do que a de seus ativos, o que os expõe a um substancial risco de liquidez, que parece ser, segundo esse autor, um risco intrínseco às operações bancárias, refletindo uma resposta ótima para o problema de financiar seu portfólio de ativos.
As atividades bancárias, tanto as relacionadas com a captação de recursos por meio de poupança quanto as relativas às aplicações por meio de operações de crédito, normalmente estão atreladas à taxa de juros básica da economia, estabelecida pelo Banco Central, em função da situação econômica do País. Entretanto, há diferenças nos prazos desses passivos e ativos que, segundo Saunders (2000), origina o Risco da Variação da Taxa de Juros. Por exemplo, um banco capta um dinheiro com prazo de um ano pagando uma taxa de juros de 15% ao ano e faz um empréstimo de dois anos a uma taxa de juros de 20% ao ano, o que geraria uma rentabilidade.
Entretanto, se no início do segundo ano a economia se alterar e o custo da captação para o banco subir para 22%, ele terá prejuízo nesse ano para manter o empréstimo já acordado anteriormente. No caso brasileiro, a taxa básica de juros é a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) e, ao se considerar a sua evolução nos últimos meses, observa-se que o risco da variação da taxa de juros está alto nesse momento. De acordo com o Banco Central do Brasil (2014), a evolução da meta da taxa SELIC passou de 7,25% ao ano, em março de 2013, para 11,00% ao ano em abril de 2014, ou seja, em pouco mais de um ano, a taxa básica de juros brasileira subiu mais da metade.
Quanto ao risco cambial, Lastra (2000) o define como a probabilidade de perda causada por alterações nas taxas de câmbio que podem ocorrer por meios especulativos ou não. O volume das negociações envolvendo moedas estrangeiras é crescente, mas, em contrapartida, instrumentos de hedge, os quais permitem aos bancos limitarem suas possíveis perdas, também estão sendo cada vez mais utilizados.
Com relação ao risco operacional, Goulart (2012) menciona que no final do século XX, os órgãos normativos nacionais e internacionais estavam diante de um problema prático, pois ainda não havia uma definição formal para o risco operacional, mas os reflexos desse tipo de risco estavam cada vez mais presentes. Goulart (2012) afirma ainda que somente em junho de 2004, na primeira versão consolidada do Acordo de Basileia II, foi apresentada a definição formal de risco operacional relacionado a instituições financeiras. Diante disso, o Conselho Monetário Nacional (2006, p. 1) emitiu uma resolução que define o risco operacional como “a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos.”
Para Lastra (2000), o risco regulatório refere-se a possíveis modificações na legislação ou nos instrumentos regulatório, afetando diretamente a forma de atuação do banco e, consequentemente, a sua rentabilidade. Considerando que o Acordo de
Basileia já está na terceira versão e, ainda que os governos estejam se preocupando em manter a estabilidade do sistema financeiro, já que tiveram que aportar recursos para socorrer algumas instituições bancárias (KWAN, 2009), pode-se concluir que o risco regulatório se faz presente nesse momento, pois a gestão dos bancos está cada vez mais limitada em função de diversas regras estabelecidas pelo Banco Central a serem seguidas.
Por fim, pode-se citar o risco moral que, conforme Diamond e Dybvig (2000), é aquele que ocorre quando o banco faz investimentos com possibilidades altas de retorno, mas assumindo riscos excessivos ou, até mesmo, irresponsáveis, utilizando os recursos dos correntistas. Nesse caso, parte das perdas, caso elas se concretizem, seriam arcadas pelos depositantes. Em resumo, há uma transferência de risco por parte dos bancos. Kwan (2009) complementa que o risco moral é um argumento adicional para a forte supervisão e regulamentação do sistema bancário. Já James (2007) defende a ideia de que o conceito de Narrow Banking pode combater o risco moral.
Para Flannery (1994), os credores dos bancos podem estimar a qualquer momento o risco do banco, mas não podem criar amarrações contratuais com base nesse conhecimento. Assim sendo, o débito de curto prazo passa a ser um instrumento valioso para os credores, já que mudanças no risco do banco serão prontamente refletidas nos custos de financiamento, reduzindo substancialmente a assimetria de informações e deixando-os livres para adquirir os investimentos que julgarem lucrativos.
Nesta seção foi possível identificar que o mercado em que atuam as instituições bancárias apresenta vários tipos de riscos, os quais os gestores dos bancos devem enfrentar constantemente. Além disso, toda essa gama de obstáculos somada às possíveis consequências de uma instabilidade no sistema financeiro, as quais seriam desastrosas para toda a sociedade, reforça a necessidade de criação de
normas e regulamentações que limitam as ações dos gestores bancários, as quais serão descritas a seguir.