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Seção II Educação

Art. 24. Os órgãos e as entidades da Administração Pública Federal direta e indireta

responsáveis pela educação dispensarão tratamento prioritário e adequado aos assuntos objeto deste Decreto, viabilizando, sem prejuízo de outras, as seguintes medidas:

I - a matrícula compulsória em cursos regulares de estabelecimentos públicos e

particulares de pessoa portadora de deficiência capazes de se integrar na rede regular de ensino;

II - a inclusão, no sistema educacional, da educação especial como modalidade de educação escolar que permeia transversalmente todos os níveis e as modalidades de ensino;

III - a inserção, no sistema educacional, das escolas ou instituições especializadas públicas e privadas;

IV - a oferta, obrigatória e gratuita, da educação especial em estabelecimentos públicos de ensino;

V - o oferecimento obrigatório dos serviços de educação especial ao educando portador de deficiência em unidades hospitalares e congêneres nas quais esteja internado por prazo igual ou superior a um ano; e

VI - o acesso de aluno portador de deficiência aos benefícios conferidos aos demais educandos, inclusive material escolar, transporte, merenda escolar e bolsas de estudo.

§ 1o Entende-se por educação especial, para os efeitos deste Decreto, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educando com necessidades educacionais especiais, entre eles o portador de deficiência.

§ 2o A educação especial caracteriza-se por constituir processo flexível, dinâmico e individualizado, oferecido principalmente nos níveis de ensino considerados obrigatórios. § 3o A educação do aluno com deficiência deverá iniciar-se na educação infantil, a partir de zero ano.

§ 4o A educação especial contará com equipe multiprofissional, com a adequada especialização, e adotará orientações pedagógicas individualizadas.

§ 5o Quando da construção e reforma de estabelecimentos de ensino deverá ser observado o atendimento as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT relativas à acessibilidade.

Art. 25. Os serviços de educação especial serão ofertados nas instituições de ensino público ou privado do sistema de educação geral, de forma transitória ou permanente, mediante programas de apoio para o aluno que está integrado no sistema regular de ensino, ou em escolas especializadas exclusivamente quando a educação das escolas

comuns não puder satisfazer as necessidades educativas ou sociais do aluno ou quando necessário ao bem-estar do educando.

APÊNDICE 3

RESOLUÇÃO SE N º 9 5 , DE 2 1 DE N OVEMBRO DE 2 0 0 0

 

Dispõe sobre o at endim ent o de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas da rede est adual de ensino e dá providências correlat as

A Secretária da Educação, no uso de suas atribuições e com fundam ento no disposto nas Const it uições Federal e Est adual, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Estatuto da Criança e do Adolescent e e na I ndicação nº 12/ 1999 e Deliberação nº 5/ 2000 do Conselho Est adual de Educação, e considerando que:

- a educação especial para at endim ento escolar de educandos portadores de necessidades especiais deve ser realizada, preferencialm ente, na rede regular de ensino, em classes com uns com apoio de serviços especializados organizados na própria escola ou em centros de apoio regionais;

- a integração, perm anência, progressão e sucesso escolar de alunos portadores de necessidades especiais em classes com uns do ensino regular representam a alternativa m ais eficaz no processo de atendim ento desse alunado;

- em função das condições específicas dos alunos, sem pre que não for possível sua integração em classes com uns da rede escolar, a classe especial deve ser m antida na rede regular ou, ainda, quando necessário, deverá ser oferecido atendim ento por m eio de parcerias com inst it uições privadas especializadas sem fins lucrat ivos;

- a rede estadual j á possui form as diversificadas para atendim ento dos alunos portadores de necessidades especiais e que os paradigm as atuais da inclusão escolar desses alunos vêm exigindo a reorganização da educação especial visando a am pliação dos serviços de apoio especializado e a renovação dos proj etos pedagógicos e m etodologia de trabalho das classes especiais, resolve:

Artigo 1º - São considerados alunos com necessidades educacionais especiais aqueles que apresentam significativas diferenças físicas, sensoriais ou int elect uais decorrent es de fatores inatos ou adquiridos, de caráter perm anente ou tem porário, que resultem em dificuldades ou im pedim entos no desenvolvim ento do seu processo ensino- aprendizagem .

Artigo 2º - Os alunos portadores de necessidades especiais, ingressantes na 1ª série do ensino fundam ental ou que venham transferidos para qualquer série ou etapa do ensino fundam ental e m édio, serão m at riculados, preferencialm ente, em classes com uns do ensino regular, excetuando- se os casos, cuj a situação específica, não perm ita sua integração direta em classes com uns.

§ 1º - O encam inham ento dos alunos portadores de necessidades especiais para serviços de apoio pedagógico especializado em salas de recursos ou em classes especiais far- se- á som ente após avaliação pedagógica realizada em conform idade com o disposto na presente resolução.

§ 2º - Aplica- se aos alunos da m odalidade de educação especial, as m esm as regras previstas no regim ento da escola para fins de classificação em qualquer série ou etapa, independent e de escolarização ant erior, m ediant e avaliação feit a pela escola.

Artigo 3º - O atendim ento escolar a ser oferecido ao aluno com necessidades educacionais especiais, deverá ser orientado por avaliação pedagógica realizada pela equipe da escola podendo, ainda, contar com o apoio de profissionais da área da saúde quanto aos aspectos físicos, m otores, visuais, auditivos e psico- sociais.

Artigo 4º - Caberá aos Conselhos de Classe/ Ciclo/ Série, ao final de cada ano let ivo, aprovar relatório circunstanciado de avaliação, elaborado por professor da área, contendo parecer conclusivo, acom panhado de fichas de observação, periódica e cont ínua, sobre a situação escolar dos alunos atendidos pelas diferentes m odalidades de educação especial. Parágrafo único - Em conform idade com o parecer em it ido pelo Conselho de Classe/ Ciclo/ Série, o aluno poderá ser encam inhado para classe com um , com atendim ento de apoio em sala de recursos ou perm anecer na classe especial.

Artigo 5º - Os alunos que apresentarem deficiências com severo grau de com prom etim ento, cuj as necessidades de recursos e apoios extrapolem , com provadam ente, as disponibilidades da escola, deverão ser encam inhados às respectivas instituições especializadas conveniadas com a SE.

Artigo 6º - Para os alunos portadores de necessidades especiais, que não puderem at ingir os parâm et ros exigidos para a conclusão do ensino fundam ental, as escolas poderão, com fundam ento no inciso I I do art igo 59 da Lei 9.394/ 96, expedir declarações com term inalidade específica de determ inada série.

§ 1º - A term inalidade prevista no caput deste artigo som ente poderá ocorrer em casos plenam ente j ustificados m ediante relatório de avaliação pedagógica, balizada por profissionais da área da saúde, com parecer aprovado pelo Conselho de Escola e visado pelo Supervisor de Ensino.

§ 2º - A escola deverá se art icular com os órgãos oficiais ou com as inst it uições que m ant enham parcerias com o Poder Público, a fim de fornecer orient ação às fam ílias no encam inham ento dos alunos a program as especiais, volt ados para o trabalho, para sua efetiva integração na sociedade.

Artigo 7º - Consideradas as especificidades regionais e locais, com o obj etivo de viabilizar gradativam ente o disposto na presente resolução, serão organizados Serviços de Apoio Pedagógico Especializado ( SAPEs) , no âm bito da Unidade Escolar, por solicitação desta, com anuência da Diret oria de Ensino e da respectiva Coordenadoria de Ensino.

Artigo 8º - A im plem entação de Serviços de Apoio Pedagógico Especializado ( SAPEs) t em por obj etivo m elhorar a qualidade na oferta da educação especial da rede estadual, m ediante um a reorganização que favoreça a adoção de novas m etodologias nas classes especiais bem com o a inclusão gradativa do alunado em classes com uns do ensino regular.

Parágrafo único - Os Serviços de Apoio Pedagógico Especializado ( SAPEs) serão im plem entados através de:

I - t urm as com carát er suplem ent ar, para atividades especializadas, desenvolvidas em sala de recursos específicos, com atendim ento por professor especializado, em horários

program ados de acordo com as necessidades dos alunos, e, em período diverso daquele em que freqüentarem as classes com uns da própria escola ou de unidade diversa;

I I - turm as em classes especiais para alunos que, em virt ude de condições específicas, não puderem ser integrados às classes com uns do ensino regular.

Artigo 9º - Na organização dos Serviços de Apoio Pedagógico Especializado ( SAPEs) nas Unidades Escolares, observar- se- á que:

I - o funcionam ento diário da sala de recursos será de, no m ínim o, um turno de 5 horas diárias, para atendim entos individuais ou de pequenos grupos com turm as entre 10 e 15 alunos, de m odo a atender alunos de 2 ou m ais turnos;

I I - o apoio suplem entar oferecido aos alunos em sala de recursos terá com o parâm etro o desenvolvim ento de atividades que não deverão ultrapassar a 2 horas diárias e a 10 horas sem anais para cada aluno;

I I I - o funcionam ento de classe especial será de 5 horas diárias para atendim ento de, no m ínim o, 10 e, no m áxim o, 15 alunos de um a m esm a área de deficiência.

Artigo 10 - A organização dos SAPEs na unidade escolar, sob a form a de sala de recursos ou de classe especial, som ente poderá ocorrer quando houver:

I - com provação de dem anda avaliada pedagogicam ente; I I - professor habilit ado na área;

I I I - espaço físico adequado, não segregado; I V - recursos e m ateriais didáticos específicos.

Parágrafo único - As t urm as a serem atendidas pelas salas de recursos poderão ser instaladas para atendim ento de alunos de qualquer série ou etapa do ensino fundam ental ou m édio e as classes especiais som ente poderão ser criadas para atendim ento de alunos cuj o grau de desenvolvim ento sej a equivalente ao previsto para o Ciclo I .

Artigo 11 - Os docentes habilitados para atuarem nos SAPEs serão classificados na seguinte conform idade:

Faixa I - portador de Licenciatura Plena em Pedagogia com habilitação na respectiva área da Educação Especial;

Faixa I I - portador de Licenciatura Plena em Pedagogia com cursos de especialização, com , no m ínim o, 120 horas na área de Educação Especial;

Faixa I I I - portador de outras licenciaturas com pós graduação - strictu sensu - na área de Educação Especial;

Faixa I V - portador de diplom a de Ensino Médio, com habilitação para o m agistério e curso de especialização na área de Educação Especial.

Artigo 12 - Caberá ao professor de Educação Especial, além das funções docentes: I - participar da elaboração da proposta pedagógica da escola;

I I - elaborar plano de trabalho que contem ple as especificidades da dem anda existente na unidade e/ ou na região, atendidas as novas diretrizes de Educação Especial a serem obj eto de oportuna divulgação;

I I I - integrar os conselhos de classes/ ciclos/ séries e participar das HTPCs e/ ou outras at ividades colet ivas program adas pela escola;

I V- orientar a equipe escolar quanto aos procedim entos e estratégias de inclusão dos alunos nas classes com uns;

V - oferecer apoio técnico pedagógico aos professores das classes com uns;

VI - fornecer orientações e prestar atendim ento aos responsáveis pelos alunos bem com o à com unidade.

Artigo 13 - As unidades escolares que não com portarem a existência dos SAPEs, poderão contar com o atendim ento itinerante a ser realizado por professores especializados responsáveis pelas salas de recursos alocados em SAPEs da região.

Artigo 14 - Caberá às Diret orias de Ensino:

I - proceder ao levantam ento da dem anda das classes especiais e salas de recursos, obj etivando a otim ização e racionalização do atendim ento m ediante o encam inham ento de alunos para outra escola ou rem anej am ento de recursos e equipam entos para salas de unidades escolares sob sua jurisdição;

I I - propor a criação de serviços de apoio pedagógico especializado à respectiva Coordenadoria de Ensino;

I I I - orient ar e m ant er as escolas inform adas sobre os serviços ou instituições especializadas existentes na região, m antendo contatos com as m esm as, de form a a agilizar o atendim ento de alunos.

Artigo 15 - As situações não previstas na presente resolução serão analisadas e resolvidas por Grupo Especial de Trabalho, a ser instit uído j unto ao Gabinete desta Pasta, e encam inhadas aos órgãos centrais para as providências que se fizerem necessárias. Artigo 16 - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial, a Resolução SE nº 247/ 86.

APÊNDICE 4

Presidência da República