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3. SÜRDÜRÜLEBİLİR ÜNİVERSİTE YERLEŞKELERİ

3.2 Uluslararası Sürdürülebilir Yerleşke Ağı (ISCN)

APÓS A EXPERIÊNCIA DE DOENÇA”

Coordenação: Isabel Leal, ISPA- Instituto Universitário

A investigação na área do ajustamento ao cancro da mama destaca, tradicionalmente, a elevada morbilidade psicológica das sobreviventes, como passível de ser entendida à luz do paradigma de perturbação de stress agudo e da perturbação de pós-stress traumático e estima os seus

diversos sintomas como estando presentes em até 80% desta população (Palmer, Pelcovitz, & Axelrod, 2004).

Existe, no entanto, uma crescente evidência que os pacientes podem experimentar mudanças de vida positivas na consequência da sua adaptação ao cancro e que estas sobreviventes atribuem, com frequência, uma valência positiva à sua luta contra a doença. O conceito de crescimento pós-traumático (Tedeschi & Calhoun, 2004) designa as alterações provocadas pelo trauma que conduz a uma maior compreensão do mundo e de si próprio e ao desenvolvimento de estratégias mais adequadas na adaptação à realidade.

O desafio actual lançado à investigação e intervenção nesta área é pois o de perceber porque é que o impacto do cancro de mama se salda quer por situações de stress pós-traumático, quer de crescimento pós traumático.

Apresentaremos neste simpósio diferentes estudos realizados com mulheres sobreviventes de cancro da mama que dão conta deste esforço de pesquisa.

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CRESCIMENTO PÓS-TRAUMÁTICO, ESTRATÉGIAS DE COPING E SUPORTE SOCIAL NO CANCRO DA MAMA: COMPARAÇÃO ENTRE MULHERES,

DURANTE E APÓS TRATAMENTO SISTÉMICO

Susana Silva1, Catarina Ramos1,2, Isabel Leal 1,2, & Ana Rosa Tapadinhas1,3 1ISPA – Instituto Universitário, Lisboa, Portugal; 2UIPES – Unidade de Investigação em

Psicologia e Saúde, ISPA-IU, Lisboa, Portugal; 3Equipa de Psiquiatria de Ligação do Departamento de Psiquiatria e Saúde mental do Hospital de São Francisco Xavier, Lisboa,

Portugal

De acordo com a literatura, tem-se verificado que em mulheres com cancro de mama, o suporte social e as estratégias de coping são importantes fatores no ajustamento psicológico à doença. Contudo, os estudos têm vindo a indicar uma possível relação entre estas variáveis e o crescimento pós-traumático. O presente estudo visa avaliar a relação entre estratégias de

coping, suporte social e crescimento pós-traumático em mulheres portuguesas com cancro de

mama não-metastizado, comparando entre mulheres em tratamento e mulheres que finalizaram os tratamentos. Este é um estudo descritivo e comparativo, constituído por uma amostra de 68 mulheres, acompanhadas no Hospital de Dia do Hospital de São Francisco Xavier, Lisboa, às quais foi administrado, num único momento, um protocolo de investigação, constituído por um questionário sociodemográfico e clinico, pela Escala de Ajustamento Mental ao Cancro (Mini- Mac), pela Escala de Satisfação com o Suporte Social (ESSS) e pelo Inventário de Desenvolvimento Pós-Traumático (IDPT). Os dados revelam que as mulheres que se encontram em tratamento utilizam mais estratégias de desânimo e fraqueza, preocupação ansiosa e evitamento cognitivo comparativamente às mulheres que finalizaram os tratamentos, que utilizam estratégias como espirito de luta. No suporte social, a satisfação com as atividades sociais é mais elevada aquando do término dos tratamentos; o estado civil não está relacionado com a satisfação com o suporte social em mulheres em tratamento; mulheres que já finalizaram os tratamentos, apresentam níveis elevados de crescimento pós-traumático, nas áreas de perceção de recursos e competências pessoais, novas possibilidades e valorização da vida e no fortalecimento das relações interpessoais.

Palavras-Chave: cancro de mama, estratégias de coping, satisfação com o suporte social e

crescimento pós-traumático Susana Silva

VARIÁVEIS PSICOSSOCIAIS EM MULHERES COM CANCRO DA MAMA: ESTUDO DAS RELAÇÕES ENTRE IMAGEM CORPORAL, PERCEÇÃO DE

DOENÇA E QUALIDADE DE VIDA

Cláudia Santos1, Catarina Ramos1,2, Isabel Leal1,2, & Ana Rosa Tapadinhas1,3 1ISPA – Instituto Universitário, Lisboa, Portugal; 2UIPES – Unidade de Investigação em

Psicologia e Saúde, ISPA-IU, Lisboa, Portugal; 3Equipa de Psiquiatria de Ligação do Departamento de Psiquiatria e Saúde mental do Hospital de São Francisco Xavier, Lisboa,

Portugal

O cancro da mama, em Portugal, representa cerca de 4500 novos casos por ano. As perceções e as atitudes individuais sobre o próprio corpo e sobre a aparência são particularmente afetadas, traduzindo-se em alterações na imagem corporal. No presente estudo pretende-se avaliar a imagem corporal em mulheres com cancro da mama, bem como a relação deste conceito com a perceção da doença e as estratégias de coping utilizadas no ajustamento psicossocial à doença. Este estudo é pertinente devido a não existirem estudos que reúnem as três variáveis. Utilizou- se uma metodologia descritiva e comparativa numa amostra constituída por 68 mulheres portuguesas em tratamento sistémico, com o primeiro diagnóstico de cancro de mama, utentes do Hospital de Dia do Hospital São Francisco Xavier, Lisboa. Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: A Escala da Imagem corporal (BIS), a Escala de Ajustamento Mental ao Cancro (Mini-Mac) e o Questionário da Perceção de Doença Reduzido (IPQ-Brief). As mulheres utilizam representações emocionais no tratamento da quimioterapia e as representações cognitivas da doença são afetadas aquando a recepção do diagnóstico; a imagem corporal está relacionada negativamente com a mastectomia; a estratégia de coping mais utilizada pelas mulheres em quimioterapia é o desânimo e a fraqueza (emoção). O coping correlaciona-se positivamente com a perceção da doença, representando a importância do estudo mais aprofundado da influência da perceção de doença nas estratégias de coping.

Palavras-chave: cancro de mama, imagem corporal, coping, perceção da doença.

Cláudia Santos

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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM CANCRO DA MAMA: ESTUDO EXPLORATÓRIO COM 55 MULHERES ANGOLANAS

Ilda Sebastião, Catarina Ramos, & Isabel Leal

UIPES – Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde, ISPA-IU, Lisboa, Portugal À semelhança do que acontece no resto do mundo, o cancro da mama, é o tumor maligno mais frequente entre as mulheres angolanas. A literatura evidencia que o diagnóstico e os tratamentos para o cancro da mama, comprometem a qualidade de vida (QDV) da mulher, com impacto direto nas dimensões físicas, psicológicas, e sociais. Avaliar a QDV de 55 mulheres angolanas com o diagnóstico de cancro da mama, em tratamento no Centro Nacional de Oncologia (Luanda - Angola), pelo facto de se desconhecer estudos sobre QDV em mulheres africanas/angolanas, no seu contexto habitacional. As participantes responderam a um questionário sócio- demográfico, clínico, ao questionário genérico de avaliação de QDV em doentes com cancro: Quality of Life Questionnaire Cancer (EORTC-QLQ- C30) e ao módulo para avaliação de QDV para o cancro da mama: Quality of Life Questionnaire-Breast (EORTC-QLQ-BR23). As mulheres mais jovens apresentam maior QDV, do que as mais velhas, compreendida por um melhor Funcionamento Sexual e menor Preocupação com a Queda do Cabelo. As mulheres casadas apresentam valores mais baixos na perspetiva futura de saúde. Quanto ao tipo de tratamento, as mulheres que realizaram cirurgia conservadora da mama apresentaram pior QDV do que as mulheres que realizaram mastectomia. Um maior conhecimento da QDV em mulheres angolanas culminará na melhoria da assistência médica

oncológica e da intervenção terapêutica e na definição de estratégias para a promoção da saúde e a prevenção de doenças oncológicas.

Palavras-chave: cancro da mama, qualidade de vida, mulheres angolanas

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CANCRO DA MAMA E CRESCIMENTO PÓS-TRAUMÁTICO: RESULTADOS PRELIMINARES DE UMA INTERVENÇÃO SOCIOCOGNITIVA EM GRUPO

Catarina Ramos 1, Isabel Leal 1, & Richard Tedeschi 2

1UIPES – Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde, ISPA-IU, Lisboa, Portugal; 2University of North Carolina, Charlotte, USA

A literatura apresenta uma crescente evidência da perceção de mudanças positivas após a experiência de doença - crescimento pós-traumático (CPT), em mulheres com cancro da mama em período até 5 anos após o diagnóstico. A intervenção cognitivo-comportamental em grupo e a interação entre os seus membros aumenta a satisfação com o suporte social percebido e permite a reconstrução cognitiva da experiência de cancro, revelando a sua eficácia no aumento de CPT. Desenvolve-se, no âmbito de um estudo mais alargado, efetuado em contexto hospitalar, uma intervenção em grupo para mulheres portuguesas com cancro da mama não- metastizado. Nesta comunicação, apresenta-se o protocolo detalhado de uma intervenção em grupo para facilitar o desenvolvimento de CPT e promover um maior ajustamento psicossocial à doença em mulheres com este diagnostico.

A intervenção decorre em grupos de 6-8 mulheres, com uma duração de 8 sessões de periodicidade semanal. Com base na teoria sócio-cognitiva, esta intervenção integra estratégias cognitivo-comportamentais, entre elas, a escrita narrativa e o mindfulness, para o cumprimento dos seguintes objetivos: promoção de expressão emocional; maximização de competências de gestão de stress; construção de narrativa de vida coerente; identificação de mudanças positivas na experiência de doença e redefinição de prioridades e de objetivos de vida.

Os resultados e a eficácia desta intervenção efetuada em 5 grupos de intervenção efetuados com utentes de 5 diferentes hospitais da zona da Grande Lisboa e do Grande Porto, serão apresentados, preliminarmente. Será potenciada, também, uma discussão mais detalhada com base no protocolo de intervenção.

Palavras-chave: cancro da mama, crescimento pós-traumático, intervenção em grupo, suporte

social

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SIMPÓSIO: BULLYING: VIOLÊNCIA MASCARADA NA FORMA DE

Benzer Belgeler