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2. ULUSLARARASI PAZARLARA GİRİŞ STRATEJİLERİ

2.3 Uluslararası Pazarlara Girişte Oluşan Engeller

Os Juizados Especiais Criminais foram estabelecidos pelo, inciso I, do Art. 98 da Constituição Federal de 1988 que preceitua que na União, no Distrito Federal e nos Territó- rios, e os Estados criarão:

“I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes

para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexida- de e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau.”

Desta forma os Juizados Especiais Criminais (JECrim) foram instituídos pela Lei 9099/95 que em seu Art. 60 determina que eles serão providos por juízes togados ou togados e leigos, tendo competência para a conciliação, o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo, respeitadas as regras de conexão e continência.

Os JECrim são órgãos do Poder Judiciário que julgam todas as contravenções penais e crimes de menor potencial ofensivo, ou seja, de baixa gravidade, segundo o entendimento dos legisladores. Hoje, são considerados crimes de menor potencial ofensivo, todos aqueles que têm pena máxima de até 2 anos, conforme legislação específica: Lesão corporal simples; omissão de socorro; ameaça; violação de domicílio, violação, sonegação ou destruição de correspondência; ato obsceno; charlatanismo; desobediência; constrangimentos,

delitos de trânsito, salvo o homicídio culposo e participação em “pega”, uso de entorpecentes,

crimes contra a honra, entre outros.

2.2.1 Estrutura organizacional, missão e objetivos do JECrim

De acordo com o artigo 2° da Lei 9099/95, os processos nos Juizados Especiais devem ser orientados pelos critérios da oralidade, da simplicidade, da economia processual e da celeridade, buscando sempre promover a conciliação ou a transação penal. Esses são uns dos objetivos dos Juizados Criminais sendo a sua missão a construção de uma “sociedade

justa e solidária”, o que quer dizer, em outras palavras, aplicação da lei com justiça e com

solidariedade entre agente ativo e passivo, visando sempre a possibilidade de acordo e de composição.

Os Juizados têm suas atividades controladas pela Coordenadoria Estadual dos Juizados que tem a competência de planejar, executar, controlar e avaliar os trabalhos administrativos referentes às unidades Judiciárias integrantes do sistema. Essa coordenação é composta de acordo com o organograma estabelecido pelo Poder Judiciário assim definido:

 Assessoria Administrativa

 Assessoria de Planejamento Estratégico

 Assessoria de Expediente e Comunicação Social

 Assessoria de Recursos Humanos

 Assessoria de Tecnologia da Informação e Comunicação

 Assessoria de Administração Predial e Logística

 Núcleo de Segurança

 Central de Mandados

2.2.2 Orçamento do Poder Judiciário do RN nos últimos 3 anos

Antes de apresentar o orçamento dos últimos três anos do Poder Judiciário Potiguar é relevante destacar o que preceitua o artigo 99 da CF. Lá a Carta Magna estabelece a autonomia financeira do Poder Judiciário:

Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. § 1º - Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites esti- pulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. § 2º - O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete: I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais; II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais.

Esclarecimentos à parte, o orçamento do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte de janeiro até setembro de 2013 totalizou a quantia de R$ 417.801.727,26. No ano de 2012 o orçamento do Poder Judiciário local atingiu a quantia de R$ 741.975.000 de onde R$ 717.477.00 foram oriundos de recursos do próprio tesouro Estadual enquanto que 24.498.000 foram recebidos de outras fontes, conforme demonstra a Lei nº 9.613 de 02 de Fevereiro de 2012. No ano anterior, de acordo com a Lei nº 9.449, de 24 de Janeiro de 2011, LOA, os valores dos repasses do Estado ao Judiciário Potiguar foram no montante de R$ 527.236.000, sendo que R$ 504.256.000 foram de recursos oriundos do próprio tesouro enquanto que R$ 22.980.000 foram de outras fontes. Anteriormente, no ano de 2010, o volume de recursos recebidos foi de R$ 278.513.037,73.

É de se notar que, nesses três anos analisados, não houve diminuição no orçamento do Poder Judiciário do RN nos últimos três anos, embora no ano de 2013 os valores recebidos pelo órgão não tenham superado os dos anos de 2011 e 2012, restando ainda

4 meses para o encerramento do exercício de 2013 o que nos faz crer que esses valores foram superados.

2.2.3 Efetivo e cobertura territorial do Poder Judiciário Potiguar

Conforme preceitua o Art. 2º da Constituição Federal de 1988, são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Ainda em seu Art. 92 é estabelecida quais são os órgãos do Poder Judiciário:

Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: I - o Supremo Tribunal Federal; I-A o Conselho Nacional de Justiça; II - o Superior Tribunal de Justiça;

III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho;

V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; VI - os Tribunais e Juízes Militares;

VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.

Já a Lei Complementar nº 165 de 28 de abril de 1999 (Lei de Organização Judiciária do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte), estabelece que são órgãos do Poder Judiciário:

Art. 10. São órgãos do Poder Judiciário I - o Tribunal de Justiça;

II - o Tribunal do Júri; III - os Juízes de Direito; IV - a Justiça Militar; V - os Juizados Especiais; VI - a Justiça de Paz.

Essa mesma lei especifica a quantidade de juízes que compõem os Juizados Especiais na Comarca de Natal, em seu artigo 31:

Art. 31. As Comarcas adiante relacionadas têm a seguinte composição:

I – Natal – com cento e dez Juízes de Direito, inclusive nos Distritos Judiciários, sendo: 94 (noventa e quatro) Juízes de Direito, inclusive nos Distritos Judiciários, sendo: e) doze Juízes de Direito de Varas Criminais; (...) h) vinte Juízes de Direito dos Juizados Especiais; (...) l) quatro Juízes de Direito de Varas Criminais do Distrito Judiciário da Zona Norte; (...) o) três Juízes de Direito de Varas Criminais do Distrito Judiciário da Zona Sul;

Atualmente há na Comarca de Natal um Juizado Especial Criminal Central, um Juizado Especial Criminal no Distrito Judiciário da Zona Norte e um Juizado Especial

Criminal no Distrito Judiciário da Zona Sul.

Desta forma, sendo os Juizados Especiais parte do Poder Judiciário, foi determinado pelo artigo 14 do Regimento Interno dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais e das Turmas Recursas que os Juizados Especiais terão competência territorial nos limites da Comarca na qual será instalado (Lei nº 6.845/95 - RN), além de ser permitida a criação de unidades dos Juizados para atendimento das causas previstas na Lei nº 9.099/95, sem prejuízo da competência estabelecida “racioni loci” (§ 1º), o que significa que a competência territorial é fixada levando em consideração o local onde foi praticada ou consumada a infração ou, então, em determinados casos, no local de residência do acusado.

Segundo o Art. 52 da Lei 165/99 (Lei de Organização Judiciária) os Juizados são integrados da seguinte forma:

Art. 52. Integram o Sistema dos Juizados Especiais: (Redação dada pela Lei Complementar nº 294, de 5 de maio de 2005)

I - Conselho de Supervisão; II - Turmas Recursais;

IV - Juizado Especial Criminal; V - Juizado Especial Cível e Criminal;

Sendo que pelo Art. 183, as Secretarias dos Juízos são constituídas:

I - nas Varas da Comarca de Natal, por 05 (cinco) Técnicos Judiciários e 06 (seis) Auxiliares Técnicos; (Redação dada pela Lei Complementar nº 344, de 30 de maio de 2007)

II - nas demais Comarcas de Terceira Entrância, por 04 (quatro) Técnicos Judiciários e 06 (seis) Auxiliares Técnicos;

III - nas Varas das Comarcas de Segunda Entrância, por 04 (quatro) Técnicos Judiciários e 03 (três) Auxiliares Técnicos; (Redação dada pela Lei Complementar nº 344, de 30 de maio de 2007)

IV - na Primeira Entrância, por 01 (um) Técnico Judiciário e 02 (dois) Auxiliares Técnicos;

§ 1º Cada secretaria tem um Diretor indicado pelo Juiz de Direito entre os Técnicos Judiciários lotadas na respectiva secretaria e nomeado pelo Presidente do Tribunal de Justiça. (Redações dada pela Lei Complementar nº 344, de 30 de maio de 2007)

3 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO - PROBLEMA E/OU OPORTUNIDADE